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RAFAELA BALISA MASSOTE
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FERTILIZANTES FOLIARES NO MANEJO DA CERCOSPORIOSE DO CAFEEIRO (Coffea arabica L.)
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Mentor : MARIO LUCIO VILELA DE RESENDE
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Data: Nov 27, 2020
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Show Abstract
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Diversos problemas fitossanitários ocorrem nas plantas de café e uma das doenças que causa prejuízo é a Cercosporiose, causada por Cercospora coffeicola. A cercosporiose ocasiona perdas significativas na produção devido à queda prematura das folhas, podendo ocorrer redução de até 30% da produção. O principal método utilizado para o controle da doença é o químico, porém uma maior intensidade da doença é verificada em plantas com deficiência de nutrientes. Fertilizantes foliares, como os fosfitos já vem sendo utilizados para controle de doenças. Desta forma, objetivou-se avaliar o uso de fosfito no manejo da cercosporiose do cafeeiro, in vitro e em casa de vegetação, avaliando também seus efeitos na ativação de respostas de defesa das plantas. Foram testados diversos fertilizantes foliares na redução da incidência de Cercospora coffeicola em mudas de café, sendo calculado a área abaixo da curva de progresso da doença (AACPD) sendo selecionado o com melhor porcentagem de controle. Para isso, foram utilizadas mudas de café arábica da cultivar Catuaí Vermelho IAC 144, onde foram aplicados os tratamento e inoculadas com o isolado CML 2986. Após a seleção, o produto foi testado em duas doses na redução do crescimento micelial, sendo medido o índice de velocidade de crescimento micelial (IVCM) e a quantificação da toxina cercosporina. Para realização desse experimento, foram utilizadas placas de petri vertidas com meio v8 que continham os produtos específicos de cada tratamento, e no centro de cada placa adicionado disco de micélio da doença. Após última avaliação, as placas foram utilizadas, juntamente com KOH para calculado do teor de cercosporina. Foi realizado montagem de novo experimento com mudas de café, tratadas e inoculadas para a quantificação bioquímica do teor de lignina e fenol.
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JÉSSICA VIEIRA LIMA TEIXEIRA
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IDENTIFICAÇÃO DE ESPÉCIES DE Badnavirus INFECTANDO BANANEIRA NO BRASIL.
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Data: Oct 30, 2020
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Show Abstract
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O Brasil é considerado o quarto maior produtor de banana, entretanto sua produtividade é considerada baixa, principalmente devido a problemas fitossanitários. Dentre as doenças que podem afetar os bananais, as de etiologia viral apresentam grande importância por não possuírem controle curativo. A estria da bananeira, é uma virose que pode causar perdas de ate 90% na produção dos bananais. Essa doença é causada por várias espécies de vírus pertencentes ao gênero Badnavirus. A variabilidade encontrada dentro do gênero Badnavirus e a capacidade de integrar seu genoma, ou parte dele, no genoma da planta formam um entrave para seu teste de diagnose. Nesse trabalho objetivou-se detectar as espécies de Badnavirus que ocorrem em diferentes regiões do Brasil e selecionar um método de diagnose que possa ser utilizado na rotina de laboratórios oficiais envolvidos na certificação de sementes e mudas. Foram analisadas 35 amostras de bananeira de diferentes localidades, primeiramente foi realizada a PCR utilizando-se primers degenerados. As amostras positivas foram submetidas à técnica de rolling circle amplification (RCA) e RT-PCR para a confirmação da presença da forma epissomal dos vírus. Os 21 isolados diagnosticamos como positivos, foram novamente submetidos à amplificação de fragmentos genômicos com 540pb, localizados no gene da RT/RNaseH, para sequenciamento e análise, visando à identificação das espécies. As técnicas RCA e RT-PCR foram eficientes para a detecção da forma epissomal dos vírus. O Comitê internacional de taxonomia de vírus (ICTV-International Committe on Taxonomy of Virus) considera espécies distintas dentro do gênero de Badnavirus, aquelas com uma similaridade menor que 80% na sequência de nucleotídeos do gene que codifica a RT/RNaseH. Os fragmentos genômicos de 540 pb dos 21 isolados sequenciados mostraram uma identidade de nucleotídeos que variou entre 65% a 100% entre si, e de 22% a 99% com os isolados do GenBank pertencentes às diferentes espécies já descritas, que foram empregadas para comparação. Com base nessas identidades, sete dos isolados foram classificados como Banana streak UC virus (BSUCV), sete como Banana streak UD virus (BSUDV), três como Banana streak uganda G virus (BSUGV), dois isolado como Banana streak obinoI'Ewai vírus (BSOLV) e um como como Banana streak Mysore vírus (BSMyV). O isolado MG-PHIA não apresentou similaridade de nucleotídeo a nível espécie com nenhum dos isolados sequenciados ou com espécies de Badnavirus disponíveis no GenBank, entretanto apresentou identidade de 99% com o acesso AY189414 referente a uma sequencia endógena de Badnavirus em banana. Além de evidenciar a grande variabilidade desse gênero, neste estudo mostra-se a presença de espécies ainda não detectadas anteriormente no país, indicando a necessidade de continuar a explorar essa importante virose em território brasileiro.
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MARILEIDE MOREIRA COSTA
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Fusarium SPECIES ASSOCIATED WITH TROPICAL GRASSES
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Data: Oct 30, 2020
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Show Abstract
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Many Fusarium species show an affinity with grasses species, where they live in an endophytic association or cause disease. In this study, we analyzed Fusarium species recovered from a range of grasses, such as maize, rice, sorghum, sugarcane and forage grasses from Brazil, but also African countries. Isolates were characterized using the morphological, biological and phylogenetic species concepts. Pathogenicity tests were conducted and for some of the species the potential to produce mycotoxins was evaluated. The grasses species study here are important for agriculture in Brazil and other countries, and have a wide spectrum of usefulness, ranging from human and animal food, the use in the generation of secondary products, such alcohol and sugar, or as biomass in no-till systems. The results of this study are presented in five chapters, each representing manuscripts of scientific papers. The first manuscript is submitted to Mycologia, with the title “Fusarium mirum sp. nov, intertwining Fusarium madaense and Fusarium andiyazi, pathogens of tropical grasses”. Here we characterized a set of 138 Fusarium isolates from different grasses like sorghum, maize, rice, sugarcane and Brachiaria from Brazil and African countries. In general, isolates share morphological markers of F. andiyazi, a well-known species within the Fusarium fukikuroi species complex (FFSC) and an important pathogen of sorghum. We emended the description of F. madaense, a recently described species, and contribute with information about host range and geographic distribution. An important fact is that this species is one of the main pathogens of sugar cane in Brazil, inducing pokkah boeng disease. We also describe Fusarium mirum, a new phylogenetic and biological species in the FFSC. This work is a result of an international collaborative project, with a group of distinct researchers, John F. Leslie from Kansas State University in USA and Brett A. Summerell from the Australian Institute of Botanical Science, specialists in Fusarium taxonomy and systematics, and some of their collaborators. In the second paper, which is submitted to Mycological Progress, we publish results about a set of Fusarium isolates obtained from forage grasses in Brazil, like Brachiaria and Panicum. These forage grasses are frequently used in consortia with important crop plants like maize and sorghum. Surprisingly, despite of a somewhat reduced sample, we identified nine known species of Fusarium from three different species complexes, but also identified two novel phylogenetic species within the FFSC. Those new species are described as F. caapii and F. brachiariae. These results show that natural ecosystems reveal high diversity of Fusarium and may be source of novel species. When inoculated in important grass crops like corn and sorghum, strains of this species induced stalk rot. In the third manuscript, which will be submitted to Plant Pathology, we bring results from a study about the causal agents of red rot of sugar cane, one of the most important disease in the main producing countries of the crop. The relevant finding was that, in addition to Colletotrichum falcatum, the main pathogen, Fusarium species were also associated with symptomatic plants and these species induced red rot symptoms in pathogenicity tests. Fusarium sacchari, F. proliferatum and F. madaense cause red rot, but also induce symptoms of pokkah boeng. The results are important for the management of both diseases, because the etiology of red rot seems to be more complex, and our data will support plant breeding programs aiming resistance to this disease. In another manuscript, the fourth, which will be submitted to International Journal of Food Microbiology, we report the diversity of species of the Fusarium chlamydosporum species complex (FCSC) associated in rice grain from Brazil and, in a lower extension, other hosts like cucurbits, maize, Pennisetum and Panicum. Three species, F. chlamydosporum F. spinosum and F. atrovinosum are reported here in association with rice grains and other hosts in Brazil. Isolates of the three species and the reference isolates of F. sporodochiale and F. nelsonii produced detectable levels of nivalenol (NIV), deoxynivalenol (DON), beauvericin and enniatin in vitro. Part of the research was carried out during my sandwich doctorate under the supervision of Dr. Antonio Moretti, a specialist in studies on mycotoxins in the genus Fusarium. This Thesis represents a relevant contribution about the diversity of Fusarium species in agricultural and natural environments. An astonishing diversity of species was found and information provided about its host range, geographic distribution and its capacity to cause disease in crop plants.
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NAYANE DA SILVA SOUZA
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CONTROLE DA FERRUGEM DO CAFEEIRO COM ÓLEOS ESSENCIAIS.
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Data: Oct 20, 2020
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Show Abstract
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A busca por métodos alternativos para controlar a ferrugem do cafeeiro com menor impacto ambiental ainda é um dos maiores desafios para os pesquisadores. Assim, o objetivo do presente trabalho foi avaliar a eficiência dos óleos essenciais de Melaleuca alternifolia e Eremanthus erythropappus e óleo comercial de Azadirachta indica em diferentes doses no controle da ferrugem do cafeeiro. Para isso, dois experimentos foram conduzidos, um in vitro, e outro “in vivo”, em mudas, conduzido, em casa de vegetação. No experimento “in vitro” avaliou-se o efeito dos tratamentos na germinação de urediniósporos de Hemileia vastatrix. O ensaio de germinação foi instalado em delineamento inteiramente casualizado com quatro repetições. A análise de variância foi em esquema fatorial 3 x 5 + 1, sendo três óleos essenciais (nim, melaleuca e candeia) e cinco doses (0,0, 0,25, 0,50, 1,0 e 2,0%), e um tratamento adicional com fungicida. No segundo experimento foi avaliado a eficiência dos três óleos na dose de 0,25% isoladamente e em mistura com o fungicida. O delineamento experimental foi de blocos ao acaso com oito tratamentos e quatro repetições. As avaliações da doença foram realizadas semanalmente. A severidade foi realizada com escala diagramática. As variáveis foram analisadas estatisticamente, aplicando-se o teste de Scott-Knott a 5% de significância. No experimento 1, todos os tratamentos foram eficientes na inibição da germinação dos urediniósporos, com inibição de mais de 90,0%, exceto a testemunha. No experimento in vivo, observou menor incidência e severidade quando utilizada as doses de óleos em mistura ao fungicida. A menor incidência ocorreu com aplicação de E. erythropappus + Azoxystrobina + Cyproconazole (92,3%) e M. alternifólia + Azoxystrobina + Cyproconazole (90,7%) em relação a testemunha. Para severidade, o controle foi de 924,98% quando aplicado A. indica + Azoxystrobina + Cyproconazole e 92,45% para M. alternifólia + Azoxystrobina + Cyproconazole. Não houve diferença estatística para peso seco da parte aérea, teor de clorofila e altura. Os óleos estudados apresentam potencial para o controle da ferrugem do cafeeiro. No entanto, são necessários estudos bioquímicos para melhor compreensão dos efeitos de seus componentes no patógeno.
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FELIPE DOUGLAS SOARES LEAL
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NANOPARTÍCULAS METÁLICAS NO CONTROLE DA FERRUGEM NO CAFEEIRO.
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Data: Oct 6, 2020
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Show Abstract
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Esse trabalho teve por objetivo avaliar a eficiência de baixas concentrações (≤ 500 ppm) de nanopartículas de prata (NP de Ag) e óxido de cobre (NP CuO) no controle da ferrugem do cafeeiro (Hemileia vastatrix Berk. & Br). Portanto, cinco experimentos foram conduzidos, um “in vitro”, três em casa de vegetação e um em condições de campo. No experimento “in vitro” foi avaliado o efeito dos tratamentos na germinação de uredósporos de Hemileia vastatrix. Esse foi realizado em delineamento inteiramente casualizado (DIC) em esquema fatorial 2 x 5 + 1 e quatro repetições. As nanopartículas de Ag e CuO constituíram o fator A e as concentrações (0, 50, 100, 200 e 400 ppm) o fator B, também foi utilizado o fungicida (epoxiconazol + piraclostrobina) como tratamento adicional. Em casa de vegetação dois experimentos em DBC foram realizados para determinar a eficiência das nanopartículas, um com a de prata e o outro com a de óxido de cobre, ambos com as doses de 0, 50, 100, 200 e 400 ppm. No terceiro experimento em casa de vegetação, comparou-se o efeito da nanopartícula de cobre na dose de 250 ppm, em relação a outras fontes de cobre (óxido cuproso, hidróxido de cobre e cobre EDTA). O experimento em campo foi realizado em DBC, com quatro repetições e sete tratamentos, sendo eles o T1: testemunha sem aplicação; T2: Fungicida; T3: NPs Cu + Zn + B + Mn; T4: NPs Cu + Zn + B + Mn + Bacillus subtilis; T5: NPs Cu + B + Fungicida; T6: NPs Cu + B + Fungicida + Bacillus subtilis; T7: Fungicida + ácido bórico + Cobre EDTA. Avaliou-se a incidência da ferrugem e o enfolhamento das plantas mensalmente, entre dezembro de 2019 e maio de 2020. As variáveis analisadas em cada experimento foram submetidas à análise de variância (Teste F p ≤ 0,05) e quando significativo, as variáveis qualitativas foram comparadas por Teste de Scott-Knott (p<0,05) ou por contraste ortogonal com o tratamento adicional. Paras as variáveis quantitativas foi realizado o ajuste de modelos lineares e não lineares, por análise de regressão. No experimento “in vitro”, as NPs de Ag reduziram a germinação em 92,3% a partir da dose de 50 ppm, nas doses de 200 e 400 ppm a redução foi de 99 e 100%, respectivamente. Para as NPs de CuO a máxima redução foi de 88% na dose 400 ppm. Em casa de vegetação o experimento no qual utilizou cinco doses diferentes de NPs de CuO, com dose de 200 ppm foi possível reduzir a AACPS em 74%, para a dose de 400 ppm a redução permaneceu igual. Para o experimento com as doses de NPs de Ag, o comportamento foi semelhante. A redução da AACPS foi de aproximadamente 75% na dose de 200ppm. No experimento em campo, as NPs não foram eficientes como nos experimentos em casa de vegetação. No tratamento com as NPs de Cu+Zn+ B+ Mn o controle foi de apenas 35%. Enquanto isso, o fungicida controlou 60%.
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DAVID FERREIRA DUARTE
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EFEITO DE PRODUTOS À BASE DE BICARBONATO DE POTÁSSIO, DE ÓLEO ESSENCIAL DE MELALEUCA + EXTRATO DE ALHO E DE TERPENOS NO CONTROLE DE Podosphaera xanthii DA ABOBRINHA.
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Data: Sep 29, 2020
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Show Abstract
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O oídio é uma das mais severas doenças da abobrinha podendo causar redução de até 50% na produtividade. A busca por produtos e moléculas de baixo custo, com eficiência no controle do oídio e inócuos ao homem e ao ambiente tem tido um elevado crescimento. O objetivo do presente estudo foi avaliar a eficiência de produtos formulados à base de bicarbonato de potássio (Carbos®), da mistura do óleo essencial de melaleuca + extrato de alho (Melalho®) e de terpenos (Botanix Terpex®) no controle de oídio da abobrinha. Os ensaios foram conduzidos em casa de vegetação, onde foram utilizadas sementes de abobrinha cv. Caserta a qual apresenta suscetibilidade ao oídio. A inoculação das plantas ocorreu naturalmente mantendo plantas de abobrinha com alta severidade de oídio no interior da casa-de-vegetação. Os produtos foram pulverizados semanalmente nas plantas e os seus efeitos comparados com plantas controle e com um fungicida recomendado. Neste estudo foram realizados quatro experimentos, sendo nos dois primeiros avaliadas diversas concentrações dos produtos Carbos (0,0; 0,2; 0,5; 0,8 e 1,1% v/v), Botanix Terpex (0,0; 0,1; 0,4; 0,7 e 1,0%, v/v/) e Melalho (0,0; 0,5; 1,0; 1,5 e 2,0%); no terceiro experimento foram avaliadas as concentrações mais efetivas com base nos dois ensaios anteriores (Carbos = 0,0; 0,3 e 1,0% v/v), Botanix Terpex (0,0; 0,2 e 1,0%, v/v/) e Melalho (0,0; 0,5 e 1,0%), também sendo considerados os problemas de fitotoxicidade; e no quarto experimento foram avaliados os efeitos das misturas dos produtos alternativos [(0,2% de Botanix Terpex® + 0,5% de Melalho); (0,2% de Botanix Terpex® + 0,3% de Carbos®); (0,5% de Melalho + 0,3% de Carbos) e (0,2% de Botanix Terpex® + 0,5% de Melalho + 0,3% de Carbos). A severidade da doença foi avaliada semanalmente, com base na porcentagem de tecido foliar coberto pelo patógeno. Os dados de severidade, considerando apenas as folhas doentes, foram utilizados para calcular a área abaixo da curva de progresso da doença (AACPD/FL). Nos dois primeiros experimentos foi verificada que a redução da AACPD/FL foi inversamente proporcional à concentração dos produtos alternativos pulverizados, tendo sido selecionadas as concentrações indicadas acima, para cada produto, para o terceiro experimento, bem como as misturas para o quarto experimento. No terceiro experimento, os produtos Melalho (0,5% e 1,0%) e Botanix Terpex (1,0%) foram os que apresentaram a menor AACPD/FL, diferindo estatisticamente do fungicida. No experimento desenvolvido com misturas de produtos foi verificado que, quando comparadas as misturas desses produtos, tanto com o controle, quanto com o fungicida, todas as misturas reduziram significativamente a severidade da doença em relação a ambos os tratamentos. Todas as misturas foram estatisticamente semelhantes quanto à redução da severidade da doença avaliada por meio da AACPD/FL. As misturas dos produtos Botanix Terpex® + Melalho® + Carbos®, Botanix Terpex® + Melalho e Melalho® + Carbos® reduziram a severidade da doença em 94,9%, 94,9% e 94,3%, respectivamente, enquanto o fungicida reduziu a doença em 74,5%. Foram observados problemas de fitotoxicidade para o Melalho® nas concentrações de 1,5% e 2%, e para o Carbos® na concentração de 0,8% e 1,0%.
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THAMIRES YSLANNY OLIVEIRA SOUSA
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ESPÉCIES DO COMPLEXO Fusarium solani (FSSC) ASSOCIADAS A DOENÇAS RADICULARES DA SOJA.
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Data: Sep 25, 2020
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Show Abstract
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A soja é uma das commodities mais importantes produzidas mundialmente. A cultura é cultivada em grande parte do território nacional. A produtividade da cultura pode ser afetada por fatores bióticos e abióticos. Dentre os fatores bióticos, a síndrome da morte súbita é uma das doenças mais importantes, causada por espécies do FSSC, principalmente espécies do clado 2, F. tucumaniae, F. brasiliense, F. crassistipitatum e F. virguliforme. Diante disso, o objetivo deste trabalho foi investigar quais espécies do complexo Fusarium solani (FSSC) estão induzindo a síndrome da morte súbita da soja no Brasil. Uma coleção de 35 isolados foi obtida de plantas sintomáticas dos estados de Minas Gerais, Goiás, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul. Culturas monospóricas foram obtidas para todos os isolados, e após foram submetidos a caracterização morfológica, análises de filogenia molecular da região gênica RPB2, testes de compatibilidade sexual e testes de patogenicidade. Os isolados obtidos foram identificados pertencentes a quatro espécies do FSSC, F. tucumaniae, F. brasiliense, F. crassistipitatum, representantes do clado 2, e F. paranaense, representante do clado 3. Na indução da fase sexuada em laboratório, apenas isolados pertencentes a espécie F. tucumaniae foram férteis entre sí, enquanto os isolados das demais espécies não produziram peritécios férteis. Isolados representantes de todas as espécies identificadas no presente trabalho induziram sintomas variáveis e típicos da síndrome da morte súbita da soja. Isolados de F. tucumaniae induziram mosaico e clorose 30 dias após inoculação e necrose interneval, 40 dias após inoculação. Os isolados pertencentes as espécies F. brasiliense e F. crassistipitatum induziram apenas clorose interneval. O sintoma de podridão vermelha radicular foi induzido por isolados de todas as espécies mencionadas acima. Este trabalho confirma F. tucumaniae, F. brasiliense, F. crassistipitatum e F. virguliforme como os agentes causais da síndrome da morte súbita da soja no Brasil. Os resultados gerados poderão contribuir para a compreensão das espécies do FSSC causadoras de SDS em áreas de produção de soja no Brasil, e para o desenvolvimento de estratégias integradas no manejo dessa doença, principalmente na seleção de materiais resistentes aos agentes causais da doença.
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NEVENKA DE MATOS MOURA
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DOENÇAS FÚNGICAS DA CULTURA DA PITAIA.
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Data: Sep 22, 2020
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Show Abstract
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A
O cultivo de pitaia pode ser uma fonte de diversificação da atividade agrícola. Suas espécies são promissoras, pois agregam rusticidade de cultivo e beleza dos frutos aliadas a uma composição rica em compostos funcionais, trazendo benefícios a quem as consome. Fungos podem afetar os frutos e a parte vegetativa de pitaia comprometendo a produção e reduzindo o valor comercial. Visando contribuir com informações sobre doenças fúngicas que acometem a cultura, este trabalho objetivou: i. identificar os fungos associados ao sintoma de podridão tanto nos frutos quanto em cladódios por meio de avaliação dos marcadores morfológicos e análise de filogenia molecular; ii. avaliar a patogenicidade dos fungos em frutos e cladódios; iii. documentar a sintomatologia que os diversos fungos causam, para dar suporte na diagnose em campo e na clínica fitopatológica. Um total de 24 isolados foi obtido do sul de Minas Gerais, Santa Catarina e Distrito Federal, os quais foram identificados por marcadores morfológicos como pertencentes aos gêneros Bipolaris (n=4), Alternaria (n=6), Colletotrichum (n=4) e Fusarium (n=10). Isolados representativos de cada gênero foram identificados por filogenia molecular em nível de espécie e submetidos aos testes de patogenicidade em frutos e cladódios pelo método de injeção de suspensão de conídios. Todos os isolados testados foram patogênicos com diferenças nos sintomas entre as espécies inoculadas. Frutos e cladódios apresentaram esporulação enegrecida característica quando inoculados com Bipolaris cactivora, manchas enegrecidas longitudinais em frutos e podridão com esporulação em cladódios (Alternaria alternata), podridão aquosa com esporulação 7 alaranjada em frutos e colonização interna do tecido em cladódios (Colletrotrichum siamense), podridão aquosa de coloração marrom em cladódios e em frutos, se diferenciando na produção de esporodóquio (Fusarium proliferatum) e hifas espiraladas (F. sterilihyphosum). Fusarium oxysporum não causou lesão quando inoculado em cladódios, mas em frutos causou lesão seca com presença de esporodóquio. Para completar os postulados de Koch, os patógenos foram reisolados. Os resultados gerados contribuem para a correta identificação dos patógenos e subsidiam um manejo eficaz das doenças, visando garantir a sustentabilidade da cultura e sua viabilidade econômica.
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JEANNY ALICE VELLOSO
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INFLUENCE OF PLANT VOLATILES ON THE Heterodera glycines HATCHING AND EFFECTS OF TEMPERATURE ON THE DURATION OF THE LIFE CYCLE OF Meloidogyne enterolobii AND Meloidogyne floridensis.
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Data: Aug 28, 2020
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Show Abstract
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Os nematoides são os animais mais abundantes na terra sendo os fitonematoides importantes patógenos de solo por causarem danos nas plantas e na qualidade dos produtos agrícolas. Novas estratégias de manejo que busquem reduzir os danos causados pelo eles são necessárias. Com isso, a identificação de moléculas químicas capazes de estimular eclosão dos juvenis de segundo estádio (J2) ou de matá-los pode contribuir com este propósito. No presente estudo, investigou-se em experimentos in vitro o efeito dos compostos orgânicos voláteis (COVs) emitidos por diferentes espécies vegetais sobre a eclosão de juvenis de segundo estádio (J2) de H. glycines. Todas as espécies de plantas testadas aumentaram significativamente a eclosão de J2 comparados com o controle (água). Os COVs emitidos por folhas e raízes de soja (Glycine max) e de feijão (Phaseolus vulgaris) causaram aumento médio da eclosão dos J2, alcançando valores 71,4% maiores comparados com o controle (água). Os voláteis de folhas de alfafa (Medicago sativa) e raízes de azevém (Lolium multiflorum) também favoreceram o aumento significativo (P < 0,05) da eclosão dos J2, porém, com aumento inferior ao obtido com os COVs de soja e de feijão. A análise por cromatografia gasosa acoplada à espectrometria de massas identificou 44 compostos nas emissões vegetais. Quatro deles foram testados, individualmente, como indutores ou inibidores de eclosão. Nas concentrações de 200, 600 e 1000 µg mL-1 , nenhum dos compostos testados: 3-octanol, 1-hexanol, hexanal e linalol, induziu a eclosão de J2 no mesmo patamar que o controle positivo (ZnCl2). Se por um lado nenhum dos compostos apresentou efeito indutor, os compostos 3-octanol e 1-hexanol causaram, nas três concentrações testadas, redução na eclosão semelhante (P < 0,05) ao observado com o nematicida comercial carbofuran (415 µg mL-1 ). Em testes posteriores, os compostos 1-hexanol e 3-octanol apresentaram valores de concentração letal média (CL50) ao J2 de H. glycines de 210 e 228 µg mL-1 , respectivamente, no primeiro experimento e 230 e 124 µg mL1 no segundo. Moléculas 5 em mistura nas emissões das plantas induzem a eclosão, mas algumas delas, isoladamente, causam toxidez ao nematoide sem causar indução da eclosão. Neste estudo, avaliou-se também o efeito da temperatura em Meloidogyne enterolobii, M. floridensis e M. incognita raça 3. Meloidogyne enterolobii é uma espécie polífaga e altamente danosa às plantas, com a habilidade de supressão da resistência de plantas aos nematoides das galhas em tomate, soja, pimenta, batata doce e em muitas outras espécies economicamente importantes no mundo. M. floridensis, o nematoide das galhas em pêssego, espécie emergente também possui a habilidade de suprimir a resitência de porta-enxertos de pêssego à nematoides e também afeta o tomateiro e, embora ainda restrita aos EUA, esta espécie apresenta risco potencial se introduzido em áreas ausentes e com condições climáticas favoráveis. Investigaram-se A penetração, desenvolvimento e ciclo de vida destas espécies foram investigadas em tomate sob constantes temperaturas de 25° e 30°C e sob temperaturas alternadas de 30-25°C (dianoite) em câmaras de crescimento. Temperatura requerida, expresa em graus-dias (DD, base base 10°C), para o desenvolvimento de J2 à fêmeas adultas com ovos foram determinados para as três espécies nos três regimes de temperatura. A invasão das raízes pelas três espéces foi maior à 30°C do que à 25°C e 30-25°C, as quais foram de 33, 15 e 24%, respectivamente. No entanto, não houve diferença na porcentagem de J2 dentro das raízes entre as espécies na mesma temperatura. Todas as três espécies tiveram geração mais curta à 30° do que à 25°C e 30-25°C. À 30-25°C, M. floridensis desenvolveu fêmeas globosas mais cedo (9 dias após a inoculação [DAI]) do que M. incognita e M. enterolobii, enquanto a produção de ovos foi observada aos 17 DAI para todas as três espécies. O tempo de desenvolvimento do J2 infectivo para o estádio reprodutivo foi mais curto para todas as espécies à 30°C comparados à 25°C e 30-25°C. Sob 30°C e 30-25°C, as três espécies requeriram 285.7 DD30 (13 DAI) e 272.7 DD30-25 (17 DAI) para o desenvolvimento de J2 à fêmeas com ovos. À 25°C, M. floridensis and M. incognita requeriram 248.1 DD25 (17 DAI), enquanto M. enterolobii 308.3 6 DD25 (21 DAI). Durante o período de avaliação de 29 dias, uma geração foi completa à 30°C para todas as espécies, sendo à 30-25°C apenas para M. floridensis, mas não à 25°C. O número de dias e graus-dias acumulados (DD) à 30°C (DD30) para completar o ciclo de vida (de inoculação à segunda geração de J2) foram 23 dias (506.9 DD30) para M. enterolobii e 25 days (552.3 DD30) para M. floridensis e M. incognita. Sob 30°C, a segunda geração de juvenis penetraram as raízes após 12 dias (266.6 DD30) da primeira observação da formação de massa de ovos para M. floridensis e M. incognita, e 10 dias (221.2 DD30) para M. enterolobii, enquanto à 30-25°C ocorreu após 12 dias (196.1 DD30-25) somente para M. floridensis. A exposição à baixa temperatura (25°C) diminuiu a invação das raízes e atrasou o ciclo de vida de M. enterolobii and M. floridensis.
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GÉSSICA MYLENA SANTANA RÊGO
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FILOGENIA, MORFOLOGIA E PATOGENICIDADE DE FUNGOS PERTENCENTES À FAMÍLIA CRYPHONECTRIACEAE EM DIFERENTES HOSPEDEIROS.
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Data: Aug 28, 2020
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Show Abstract
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A família Cryphonectriaceae acomoda gêneros fúngicos que podem causar cancro em espécies da família Myrtaceae e Melastomataceae no mundo. O gênero Chrysoporthe abrange, até o momento, nove espécies relatadas em países de clima tropical, nos continentes da África, América e Ásia, incidindo em espécies da família Myrtaceae e Melastomataceae. No Brasil, ocorrem as espécies Chrysoporthe cubensis, C. doradensis e C. puriensis. Estas espécies fúngicas foram detectadas em espécies florestais de valor econômico, como Eucalyptus sp. e espécies nativas, como Tibouchina sp. Descobertas recentes tem revelado novas espécies dentro da família Cryphonectriaceae a nível de gênero e espécies causando cancro em Myrtales. Os sintomas da doença do cancro podem ocasionar lesões no câmbio da planta que reduzem o seu crescimento, levando à ruptura dos tecidos de troncos e galhos culminando em sua morte. O presente trabalho foi dividido em dois artigos, o primeiro teve como objetivo estudar a filogenia e morfologia de um novo gênero da família Cryphonectriaceae, nomeado como Aurantiocollum sp. e o segundo teve como objetivo descrever o primeiro relato do fungo C. puriensis em T. mutabilis. Os isolados do novo gênero, Aurantiocollum, foram obtidos de híbridos de Eucalyptus grandis x Eucalyptus urophylla, coletados em Tocantins/Brasil, apresentando sintomas de cancro no lenho e sinais de corpos de frutificação na casca da árvore. O fungo foi caracterizado baseado em sua morfologia e em sequencias das regiões ITS (Internal Transcribed Spacer), β-tubulina e LSU (Large Subunit of rDNA). Os isolados apresentaram sinais e sintomas característicos da família Cryphonectriaceae. As análises filogenéticas demonstraram que estes isolados encontrados em eucalipto, obtiveram separação de outros gêneros já descritos em Cryphonectriaceae, com alto valor de suporte para os métodos de máxima verossimilhança, máxima parcimônia e inferência bayesiana. O segundo artigo desenvolvido descreveu o primeiro relato do fungo C. puriensis em T. mutabilis, conhecido popularmente como manacá da serra. Os isolados foram coletados no Parque da Serra do Mar em São Luiz do Paraitinga (SP) com sinais de corpos de frutificação na casca da árvore. Os isolados dos fungos provenientes de T. mutabilis foram identificados com base na caracterização morfológica e análise filogenética através dos métodos de Inferência Bayesiana e Máxima Parcimônia das regiões ITS e β-tubulina. A morfologia dos isolados foi similar ao descrito para C. puriensis. As árvores filogenéticas apresentaram topologias similares e alto suporte para as regiões ITS e β-tubulina. Os isolados inoculados causaram cancro em sete clones de eucalipto e mudas de T. mutabilis e T. granulosa, demonstrando que o fungo é patogênico para esses hospedeiros. Os resultados demonstram a importância de coletas com maior abrangência em indivíduos da ordem Myrtales a fim de estudar a diversidade genética de fungos da família Cryphonectriaceae e a necessidade de incluir estes patógenos em programas de seleção de clones de eucalipto resistentes a Aurantiocollum eucalypti e C. puriensis.
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NAYANE DA SILVA SOUZA
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COMPARAÇÃO DE ÓLEOS ESSENCIAIS NO CONTROLE DA FERRUGEM DO CAFEEIRO
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Data: Aug 27, 2020
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Show Abstract
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A busca por métodos alternativos para controlar a ferrugem do cafeeiro com menor impacto ambiental ainda é um dos maiores desafios para os pesquisadores. Assim, o objetivo do presente trabalho foi avaliar a eficiência dos óleos essenciais de Melaleuca alternifolia e Eremanthus erythropappus e óleo comercial de Azadirachta indica em diferentes doses no controle da ferrugem do cafeeiro. Para isso, dois experimentos foram conduzidos, um in vitro, e outro “in vivo”, em mudas, conduzido, em casa de vegetação. No experimento “in vitro” avaliou-se o efeito dos tratamentos na germinação de urediniósporos de Hemileia vastatrix. O ensaio de germinação foi instalado em delineamento inteiramente casualizado com quatro repetições. A análise de variância foi em esquema fatorial 3 x 5 + 1, sendo três óleos essenciais (nim, melaleuca e candeia) e cinco doses (0,0, 0,25, 0,50, 1,0 e 2,0%), e um tratamento adicional com fungicida. No segundo experimento foi avaliado a eficiência dos três óleos na dose de 0,25% isoladamente e em mistura com o fungicida. O delineamento experimental foi de blocos ao acaso com oito tratamentos e quatro repetições. As avaliações da doença foram realizadas semanalmente. A severidade foi realizada com escala diagramática. As variáveis foram analisadas estatisticamente, aplicando-se o teste de Scott-Knott a 5% de significância. No experimento 1, todos os tratamentos foram eficientes na inibição da germinação dos urediniósporos, com inibição de mais de 90,0%, exceto a testemunha. No experimento in vivo, observou menor incidência e severidade quando utilizada as doses de óleos em mistura ao fungicida. A menor incidência ocorreu com aplicação de E. erythropappus + Azoxystrobina + Cyproconazole (92,3%) e M. alternifólia + Azoxystrobina + Cyproconazole (90,7%) em relação a testemunha. Para severidade, o controle foi de 924,98% quando aplicado A. indica + Azoxystrobina + Cyproconazole e 92,45% para M. alternifólia + Azoxystrobina + Cyproconazole. Não houve diferença estatística para peso seco da parte aérea, teor de clorofila e altura. Os óleos estudados apresentam potencial para o controle da ferrugem do cafeeiro. No entanto, são necessários estudos bioq
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MAYSA SIQUEIRA GONÇALVES DA SILVA
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SORO DE LEITE E SUAS MOLÉCULAS PURIFICADAS SÃO TÓXICOS A Meloidogyne incognita
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Data: Jul 1, 2020
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Show Abstract
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A eficiência do soro de leite no controle de fitonematoides já é conhecida. No entanto, pouco se sabe sobre a composição e toxicidade dos compostos orgânicos voláteis (COVs) emitidos pelo soro de leite contra estes patógenos. Assim, objetivou-se estudar o efeito in vitro dos COVs produzidos pelo soro de leite contra juvenis de segundo estádio (J2) de Meloidogyne incognita; caracterizar por meio da cromatografia gasosa acoplada à espectometria de massa (CG-MS) os COVs emitidos pelo soro de leite; determinar a concentração letal média (CL50) das moléculas majoritárias; avaliar o efeito destas moléculas na infectividade e reprodução de M. incognita e avaliar o efeito das moléculas sobre eclosão de J2 de M. incognita. Nos testes in vitro o soro de leite causou significativa (P < 0.05) imobilidade dos J2 em todas as quantidades testadas. Quatro compostos identificados por GC-MS nas emissões do soro de leite apresentaram valores de CL50 inferiores ao nematicida comercial Carbofuran, sendo eles: ácido acetico (142,95), ácido octanoico (134,30), ácido isovalérico (236,08), e octanoato de etila (226,10). Além disso, os compostos octanoato de etila e ácido acético na concentração de 1000 μg/mL causaram reduções acima de 84 % na eclosão de J2, comparado à testemunha. A aplicação, como fumigantes, em solo infestado com ovos de M. incognita, dos compostos ácido acético, ácido octanóico e octanoato de etila, na dosagem de 1000 μg/L, reduziu em 96 % na reprodução do nematoide. O soro de leite além de possuir efeito nematicida no solo infestado com M. incognita emite COVs tóxicos a esses patógenos. Quatro das moléculas emitidas pelo soro de leite também possuem potencial nematicida.
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MAYSA SIQUEIRA GONÇALVES DA SILVA
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COMPOSTOS ORGÂNICOS VOLÁTEIS DE SORO DE LEITE NO CONTROLE DE Meloidogyne incognita.
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Data: Jul 1, 2020
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Show Abstract
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Tem sido comprovada a eficácia dos descartes da agroindústria no controle de fitonematoides. Um exemplo é o soro de leite, que consiste em um descarte dos laticínios. Como este controle opera no campo, ainda não foi completamente entendido e muito menos o papel dos compostos voláteis na toxidade. No presente trabalho as emissões do soro de leite causaram elevada imobilidade a juvenis de segundo estádio (J2) de Meloidogyne incognita. Nelas foram identificados por cromatografia gasosa acoplada à espectrometria de massa (GC-MS) 27 moléculas pertencentes aos grupos químicos: ester; álcool e ácido carboxílico. Dentre elas, foram selecionadas quatro para testes de eficiência contra ovos e J2 de M. incognita. Os compostos ácido acético, ácido isovalérico, ácido octanóico e octanoato de etila apresentaram concentração letal média (CL50) de 192, 95, 236,08, 134,30, 226,10, respectivamente, aos J2 de M. incognita. Em teste in vitro essas moléculas reduziram significativamente (P<0,01) a eclosão de J2 de M. incognita, com maior eficácia para os compostos octanoato de etila e ácido acético, que causaram redução de 88,7% e 84,7%, respectivamente, em relação ao controle negativo. Estes dois compostos, quando aplicados ao substrato infestado com ovos de M. incognita, reduziram a infectividade em 95,7 e 95,68% e reprodução em 99,6 e 99,94% comparada ao controle negativo. A aplicação de octanoato de etila causou redução no número de ovos a valores similares (P<0,05) ao controle positivo (Basamid). As moléculas octanoato de etila e ácido acético apresentaram perspectivas boas como candidatas a nematicidas para o agronegócio após novas pesquisas.
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JENNIFER STEFANI MEIRA DA SILVA
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EFEITO DO BIOCARVÃO E DE Bacillus spp. NA PROMOÇÃO DE CRESCIMENTO DO TOMATEIRO E NA INIBIÇÃO DE Fusarium oxysporum f. sp. lycopersici
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Data: Jun 30, 2020
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Show Abstract
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O biocarvão é um material obtido por pirólise de resíduos e quando aplicado ao solo tem sido relatado com potencial em melhorar as propriedades físicas, químicas e biológicas do solo, como a maior capacidade de retenção de água, aumento da CTC e comunidade microbiana, adsorção de compostos tóxicos, absorção de nutrientes e posteriores liberações para as plantas, indução de resistência contra patógenos, dentre outros. Diversas espécies de Bacillus são utilizadas para o controle biológico de doenças de plantas e na promoção de crescimento de plantas. Desta forma, o objetivo do presente trabalho foi avaliar o efeito sinérgico entre biocarvão e a mistura de Bacillus subtilis e Bacillus licheniformis aplicados no substrato de cultivo na promoção de crescimento de plantas de tomate e na inibição de F. oxyporum f.sp. lycopersici raça 3. Os experimentos foram conduzidos na Embrapa Meio Ambiente, no Laboratório de Microbiologia Ambiental ―Raquel Ghini‖ e no Campo Experimental, localizada no município de Jaguariúna - São Paulo. Bacillus subtilis (FMCH002) e de Bacillus licheniformis (FMCH001) foram provenientes do produto comercial Quartzo® produzido pela Chr. Hansen (Valinhos, SP) e distribuído pela FMC Química do Brasil Ltda., o Fusarium oxysporum f. sp. lycopersici raça 3 isolado 359 foi fornecido pela Sakata Seed Sudámerica e em todos os estudos foram utilizadas sementes da cultivar Santa Clara VF5600 e as mudas produzidas em bandejas de poliestireno expandido de 200 células. ara os ensaios de promo o de crescimento, tanto em rizotron, como em vasos de L e de mL, foi realizada mistura de biocarv o nas concentra es de , , , e v v e as plantas tratadas ou não com a mistura de Bacillus na concentração de 3 g/L do produto comercial. O efeito dos extratos de biocarvão e das suspensões de Bacillus spp. sobre inibição da germinação de microconídios de Fusarium foi avaliado sobre lâminas. Para a avaliação do efeito do biocarvão sobre a inibição do crescimento micelial, o pó fino de biocarvão foi adicionado ao meio de cultura BDA nas concentrações 0%, 5%, 10%, 15% e 20% (v/v), em seguida esterilizados e transferido um disco para o centro das placas. De uma forma geral, o biocarvão, com ou sem a aplicação da mistura de B. subtilis e B. licheniformis estimulou o crescimento das plantas. O desprendimento de CO2, o pH, a condutividade elétrica e a capacidade de retenção de água do solo foram diretamente proporcionais à concentração de biocarvão incorporada ao solo. A germinação de microconídios foi inibida tanto pelo aumento da concentração de extrato aquoso de biocarvão, como pela mistura de Bacillus subtilis e B. licheniformis. O aumento da concentração de biocarvão no meio de cultura estimulou o crescimento micelial de F. oysporum f. sp. lycopersici.
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LETÍCIA LOPES DE PAULA
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COMPOSTOS ORGÂNICOS VOLÁTEIS DE Annona muricata NO CONTROLE DE Meloidogyne incognita.
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Data: Jun 22, 2020
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Show Abstract
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Com o intuito de amenizar os efeitos negativos dos nematicidas atuais, torna-se importante o uso de alternativas para o manejo dos fitonematoides. Compostos produzidos por plantas fornecem perspectivas para o desenvolvimento de novos produtos, com menor toxidez ao homem e ambiente. Assim, objetivou-se avaliar os efeitos tóxicos, de diferentes concentrações, dos COVs emitidos pelo macerado da folha de graviola em juvenis de segundo estádio (J2) e ovos de M. incognita, tanto in vitro como in vivo em casa de vegetação; Analisou-se o efeito da biofumigação do macerado da folha de graviola em substrato com ovos de M. incognita; Caracterizou-se as moléculas das emissões voláteis do macerado de folhas de graviola; Avaliou se o efeito tóxico das moléculas encontradas em juvenis e ovos; Determinou-se a CL50 das moléculas que demonstrarem toxicidade; Analisou-se o efeito da fumigação em substrato das moléculas, com ovos de M. incognita. A graviola possui compostos voláteis capazes de imobilizar e matar os fitonematóides, sendo que na maior quantidade de macerado de folha de graviola (2,0 g) utilizada para formar a câmara de gás, observou-se 100% de mortalidade. Na biofumigação do substrado com o macerado da folha de graviola e ovos, foram observadas reduções significativas (p<0,05) no número de galhas e ovos no primeiro e segundo experimentos, sendo a redução de galhas de 79% e 94% e de ovos 93% e 96%, respectivamente. Na cromatografia gasosa foram detectadas 40 moléculas voláteis, dessas três foram selecionadas para estudos posteriores. Apenas a molécula 4-etilbenzaldeido, demonstrou efeito nematicida in vitro contra M. incognita, sendo a sua CL50 de 33 μg / mL e CL95 de 88 μg / mL, valores inferiores aos encontrados para o nematicida comercial Nimitz® , que foi de CL50 de 85 e CL95 de 224. A infectividade e reprodução dos J2 de M. incognita expostos a CL50 e CL95, foram reduzidas em ambos experimentos realizados, sendo que para o número de galhas por grama de raiz a redução após a exposição a CL50, foi de 94% e 88% e para ovos por grama de raiz foi de 90 e 96%. A CL95 da molécula e do nematicida comercial não diferiram entre si estatisticamente (P>0,05), sedo observado 100 % de redução tanto no numero de galhas quanto no de ovos por grama de raiz. A molécula foi capaz de reduzir a eclosão em todas as concentrações utilizadas, sendo que na maior concentração (150 µg/ mL) foi observada uma redução de 99% quando comparada com as testemunhas negativas água e Tween 80. Mesmo sendo estatisticamente iguais (p>0,05), a concentração de 150 µg/ mL reduziu em 20 % a eclosão quando comparada a testemunha positiva (Nimitz® a 200 µg/ mL). A molécula demonstrou efeito fumigante contra M. incognita, sendo observado reduções significativas (P<0,05) em todas as quantidades utilizadas. Na maior quantidade 1000 µL a redução no Numero de galhas e ovos por grama de raiz foi de 100%, quando comparado a testemunha negativa.
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ALINE VIEIRA DE BARROS
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STENOCARPELLA STALK AND SEED ROT OF MAIZE AND THE ROLE OF MATING-TYPE GENES IN AGGRESSIVENESS OF Fusarium graminearum TO WHEAT.
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Data: Apr 17, 2020
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Show Abstract
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O fungo S. maydis (Berkeley) Sutton [Sin. Diplodia maydis (Berkeley) Saccardo] é um importante patógeno necrotrófico que causa tanto podridão de colmo quanto a podridão de espiga no milho. Similarmente, F. graminearum também é um patógeno importante do milho, causando a podridão de espiga orelha e de colmo de Gibberella (GER e GSR), mas também é um patógeno importante do trigo causando a doença conhecida como giberela (FHB). Essas doenças causam perdas econômicas significativas, não apenas devido à redução no rendimento de grãos, mas também podem reduzir o valor dos grãos colhidos devido à contaminação com micotoxinas. A presente tese investigou esses dois importantes patógenos, Stenocarpella maydis e Fusarium graminearum sendo estruturada em uma série de três estudos. No primeiro estudo, o objetivo principal foi estudar o processo infeccioso por S. maydis em colmos de milho utilizando diferentes técnicas de microscopia. Plantas de dois híbridos de milho, 30F53 e DKB 390 foram cultivadas em casa de vegetação e inoculadas com uma suspensão de conídios do patógeno na concentração de 5 x 105 conídios / mL na fase de crescimento V6. Após a inoculação, amostras de colmo foram coletadas às 0, 12, 18, 24, 36, 48, 72 e 96 horas após a inoculação e aos 14 e 21 dias após a inoculação, preparadas seguindo metodologia padrão e, em seguida, visualizadas em microscópio laser confocal e microscópio eletrônico de varredura. As imagens geradas permitiram visualizar a colonização dos caules pelo fungo, o que contribui para futuros estudos de interação com patógenos. O segundo estudo teve como objetivo avaliar os efeitos dos óleos essenciais extraídos de Cinnamomum zeylanicum, Copaifera langsdorffii, Origanum vulgare, Cymbopogon martinii e Melaleuca alternifolia nas doses de 0,25, 0,50, 0,75 e 1,00% no crescimento micelial de S. maydis in vitro. Além disso, os melhores óleos e concentrações foram utilizados no tratamento de sementes de milho para determinar seus possíveis efeitos na saúde e fisiologia das sementes. Verificou-se que os óleos de C. zeylanicum e O. vulgare foram capazes de inibir o crescimento micelial fúngico em concentrações superiores a 0,5% em níveis semelhantes ao tratamento padrão com fungicida. O óleo de O. vulgare apresentou melhor desempenho na redução da incidência de S. maydis nas sementes inoculadas em comparação com C. zeylanicum e no tratamento com fungicida. O óleo de C. zeylanicum a 0,75% apresentou taxas de germinação de sementes de 92,4% superiores às do controle não tratado e do controle tratado com fungicida. Em contraste, o óleo de O. vulgare nas duas concentrações testadas apresentou efeitos na fisiologia das sementes de milho. Por fim, o terceiro estudo desta dissertação teve como objetivo investigar o papel dos genes de ‘mating-type’ na patogenicidade de F. graminearum em trigo. Para tal, foram utilizados mutantes knockout (KOs), cada um dos MAT1, MAT1-1-1 e MAT1-2-1 no isolado padrão de F. graminearum (PH-1). Como esperado, todos os KOs perderam sua capacidade de produzir ascósporos. No entanto, quando o MAT1-1-1 KO foi pareado com o MAT1-2-1 KO, formaram peritécios férteis. A maioria dos mutantes (mas não todos) dos genes de especificidade individual resultou em reduções na agressividade e, na maioria dos casos, na produção de DON. Não houve redução consistente da agressividade nos mutantes da MAT. Em resumo, os três trabalhos desta tese fornecem novos conhecimentos para entender o ciclo de vida e também manejar esses importantes patógenos no Brasil e no mundo.
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REJANE MENDES DOS ANJOS
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NANOPARTÍCULAS NO CONTROLE DA VASSOURA DE BRUXA DO CACAUEIRO
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Data: Mar 10, 2020
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Show Abstract
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Nanopartículas tem sido eficentes no controle de fitopatogênos in vitro, porém poucos estudos tem sido desenvolvidos in vivo. O objetivo deste trabalho foi avaliar os efeitos das nanopartículas de ZnO, CuO, MnO2, B, Si e Ag na inibição das diferentes fases da vassoura de bruxa do cacaueiro (M. perniciosa) in vitro e in vivo. O experimento foi conduzido no CEPEC/CEPLAC em Ilhéus no Sul da Bahia. No experimento da inibição de germinação de basidiosporos o delineamento foi inteiramente casualizado em esquema fatorial 6x6 sendo, 6 NPs ZnO, CuO, MnO2, B, Si e Ag, 6 doses 0, 25, 50, 100, 200 e 400 mg/L -1 e 16 repetições. As NPs foram diluídas em meio de cultura agar e adicionado uma solução de 2x105 basidiosporos, as leituras foram feitas após 6 horas. No experimento de inibição de crescimento micelial o delineamento foi inteiramente casualizado em esquema fatorial 4x6, sendo 4 NPs ZnO, CuO, B e Ag e 6 doses 0, 25, 50, 100, 200 e 400 mg/L -1 e 5 repetições. As NPs foram diluídas em meio de cultura BDA e adicionado um disco de micélio no centro das placas. As leituras foram feitas a cada 3 dias até aos 12º dias. No experimento de inibição de basidiocarpo o delineamento foi em bloco casualizado em esquema fatorial 5x4 sendo, 5 NPs ZnO, CuO, MnO2, Si e Ag e 4 doses 0, 100, 200 e 400 mg/L -1 e 3 repetições. As vassouras secas foram mergulhadas nas soluções NPs por 1 hora logo após foram levadas ao vassoureiro. Foram feitas 3 leituras 1 por semana. No experimento em mudas o delineamento foi em bloco casualizado em esquema fatorial 2x4, sendo 2 NPs Si e Ag e 4 doses 0, 100, 200 e 400 mg/L -1 e 4 repetições. Aos 23 dias do plantio foi aplicado via foliar 10 mL da soluções de NPs e 10 dias após foi depositado no meristema apical 30 µL de 2x105 basidiósporos viáveis. Foram feitas leituras de incidência, severidade, clorofila, altura e diâmetro. No teste de de germinação de basidiosporos a dose de 200 mg/L -1 foi mais eficiênte em relação as demais, com 0.18% (ZnO), 0% (Ag), 0.05% ( CuO), 0% (Si), 1.0% (MnO2) e 37.73% (B). No teste de inibição de crescimento micelial a dose de 400 mg/L -1 NPs de ZnO, Ag e CuO, foram mais fitotóxico a M. perniciosa em relação aos demais, inibindo 74.21, 84.53, e 82.2% respectivamente. No experimento de inibição de basidiocarpo a dose de 400 mg/L -1 NPs inibiram acima de 92%. A AACPDI os valores médios foram 38, 32, 24 e 0 e 34, 27, 19 e 7 nas doses de 0, 100, 200 e 400 mg/L -1 NP Si e Ag respectivamente. A AACPDS os valores médios foram 81, 118, 108 e 0 e 61, 102, 97 e 23 nas doses de 0, 100, 200 e 400 mg/L-1 NP Si e Ag respectivamente. NP Si apresentou efeitos fitotóxicos a M. perniciosa in vitro e in vivo, inibindo na AACPD 100% da severidade na dose 400 mg/L -1 . Palavras-Chave: M
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IÊDA ALANA LEITE DE SOUSA
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CHRYSOPORTHE EUCALYPTUS E TIBOUCHINA: FILOGENIA, MORFOLOGIA E PATOGENICIDADE
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Data: Mar 6, 2020
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Show Abstract
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O gênero Chrysoporthe, pertencente à família Cryphonectriaceae (filo Ascomycota), 3 é comumente associado a doença do cancro em eucalipto em regiões tropicais e 4 subtropicais. Anterior ao desenvolvimento de diversos estudos, o cancro era associado 5 apenas a Chrysoporthe cubensis em plantas de Eucalyptus spp. Gryzenhout et al. (2004) 6 estudaram sequências de DNA da região ITS e beta-tubulina que comprovaram as 7 diferenças filogenéticas entre gêneros, principalmente usando a região beta-tubulina 8 (GRYZENHOUT et al., 2004). 9 Atualmente o cancro pode ser associado a nove espécies de Chrysoporthe e vários 10 hospedeiros, incluindo plantações de eucalipto e plantas nativas em florestas e 11 arborização urbana. Entre as espécies descritas estão C. cubensis (GRYZENHOUT et 12 al., 2004; RODAS et al., 2005;), C. doradensis, C. inopina e C. hodgesiana ocorrendo 13 em países da América Central e do Sul (GRYZENHOUT et al., 2005; GRYZENHOUT 14 et al., 2009). Já o C. doradensis foi relatado ocorrendo no Sudeste Asiático, assim como 15 no em regiões do Leste da África, Austrália, China e Havaí (NAKABONGE et al., 16 2006; VAN DER MERWE et al., 2010). Em Zâmbia foram identificadas as espécies C. 17 zambiensis, C. syzygiicola (CHUNGU et al., 2010), enquanto que no sul da África a 18 espécies C. austroafricana foi relatada como agente causal do cancro (GRYZENHOUT 19 et al., 2009). No Brasil, recentemente uma nova espécie foi identificada e descrita 20 afetando apenas plantas de Tibouchina spp., denominada C. puriensis (OLIVEIRA, 21 2018). No território brasileiro, apenas três espécies de Chrysoporthe foram relatadas, até 22 o momento, sendo essas C. cubensis (HODGES, 1980; BARRETO et al., 2006; 23 SOARES et al., 2018; OLIVEIRA, 2018), C. doradensis (SOARES et al., 2018) e C. 24 puriensis (OLIVEIRA, 2018). 25 Os principais hospedeiros deste fungo são pertencentes às famílias botânicas 26 Melastomataceae e Myrtaceae, como Eucalyptus spp., Tibouchina spp., Miconia spp., 27 Syzygium spp., entre outras (GRYZENHOUT et al., 2006). E o processo infeccioso 28 provoca nas plantas rachaduras ao longo da casca, cancro basal, lesão profunda 29 margeada por calos, em galhos leva a morte progressiva de ramos, folhas e brotos, 30 denominado “dieback” e anelamento em plantios jovens. Além disso ocorre à redução 31 na resistência desses tecidos doentes, a planta se torna mais susceptível ao vento, 32 podendo quebrar nos locais de infecção (SEIXAS et al., 2004; GRYZENHOUT et al., 33 2006; NAKOBONGE et al., 2006; WILCKEN et al., 2008). Devido as alterações que o 2 34 fungo causa, principalmente, no tronco da planta ocorre perda no valor comercial da 35 madeira de plantios comerciais, porém em plantios jovens ocorre a perda do plantio, 36 devido ao anelamento das árvores provocar sua morte. 37 Contudo, a identificação correta e precisa de espécies de Chrysoporthe auxilia 38 no emprego de métodos de controle bem como no melhoramento de espécies de 39 interesse comercial. A técnica mais eficiente de identificação para essas espécies é por 40 meio de comparações das sequências de DNA (GRYZENHOUT et al., 2004; VAN 41 DER MERWE et al., 2013), pois a diferença morfológica entre espécies de 42 Chrysoporthe são muito sutis, sendo muitas vezes difícil de distinguir os gêneros da 43 própria família Cryphonectriaceae (GRYZENHOUT; WINGFIELD, 2009). Assim, o 44 sequenciamento de DNA, principalmente das regiões gênicas de beta-tubulina e do 45 espaçador interno transcrito (ITS) (CHUNGU et al., 2010; CHEN et al., 2013; CHEN et 46 al., 2016; SOARES et al., 2018), vem sendo bastante utilizado na identificação de 47 espécies já existentes e também na descrição de novas espécies do gênero 48 Chrysoporthe. 49 No Brasil, ainda se conhece pouco sobre a distribuição geográfica, hospedeiros 50 nativos e de florestas plantadas, patogenicidade e a diversidade de espécies de 51 Chrysoporthe. Novos estudos são necessários para se conhecer as espécies deste fungo 52 descritas e ajudar a identificar as espécies ainda não descritas presentes no território 53 brasileiro, bem como seus hospedeiros. Também é necessário investigar a presença de 54 uma ou mais espécies deste gênero em um único hospedeiro, buscando saber se o 55 cancro é causado por apenas uma espécie ou por um complexo de espécies de 56 Chrysoporthe. A realização desses estudos pode contribuir para ampliar o conhecimento 57 sobre a diversidade genética de Chrysoporthe, plantas nativas que podem servir como 58 fonte de inóculo em áreas próximas a plantios comerciais, potencial patogênico dessas 59 espécies a Eucalyptus, apontando variedades resistentes e suscetíveis, e então contribuir 60 para programas de melhoramento genético de eucaliptos.
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PAULA SOARES ALVES
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Caracterização das respostas de resistência do germoplasma silvestre Amphillo de Coffea arabica à Meloidogyne paranaensis e estudo in silico do alvo enzimático do fluopyram em Meloidogyne spp.
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Data: Mar 6, 2020
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Show Abstract
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O gênero Meloidogyne é um dos fitonematoides de maior importância em todo o mundo. A espécie M. paranaenis ganhado destaque em regiões produtoras de café. O objetivo do trabalho foi caracterizar a resistência do genótipo ‘16-6-1’ derivado do germoplasma silvestre Amphillo de Coffea arabica à M. paranaensis. A penetração, estabelecimento do sítio de alimentação, desenvolvimento e reprodução de M. paranaensis no genótipo resistente foi comparado com o cultivar suscetível 'Catuaí Vermelho IAC 144'. Houve penetração de juvenis de segundo estágio (J2) em ambos os genótipos, porém nas raízes de '16-6-1' isto aconteceu de forma mais lenta e em menor número. A forte fluorescência azul observada no genótipo resistente, mas não no suscetível, sugere que as respostas de resistência ocorreram aos 2 dias após a inoculação (DAI). As respostas de defesa tardias envolveram a degradação da célula gigante aos 14 DAI no genótipo resistente, enquanto o desenvolvimento de nematoides e células gigantes progrediu normalmente no genótipo suscetível. Nossos resultados sugerem que a resistência do genótipo '16 -6-1' está relacionada a respostas de defesa iniciais e tardias. A caracterização metabólica do genótipo '16-6-1' também foi realizada através da técnica de ressonância magnética nuclear (RMN de 1H). Dentre as substâncias identificadas, a alteração mais significativa observada foi o aumento da concentração de trigonelina aos 14 DAI em plantas suscetíveis. Aos 14 DAI foi observado menor concentração de cafeína, ácido clorogênico, α-glicose, β-glicose em ’16-6-1’. Maiores concentrações de sacarose foram observadas a partir dos 2 DAI em plantas resistentes. Considerando as concentrações de trigonelina e sacarose, observamos que as plantas suscetíveis apresentam resposta de resistência tardia aos nematoides e que nas plantas resistentes parece ocorrer impedimento do estabelecimento e formação do sítio de alimentação a partir dos 8 DAI. Dentre as estratégias de manejo disponíveis para fitonematoides, o controle químico destaca-se como ferramenta importante devido a sua boa eficiência. O fluopyram atua contra fungos fitopatogênicos inibindo a succinato desidrogenase, e acredita-se que o mecanismo de ação desta substância contra nematoides fitoparasitas seja o mesmo. Aqui o objetivo foi identificar in silico o alvo enzimático do fluopyram em Meloidogyne spp. Foi realizada uma busca farmacofórica com o software Lisica, utilizando o banco de dados do Ligand Expo, para selecionar ligantes de proteínas depositadas no RCSB Protein Data Bank. A enzima 4l93 (proteína do choque térmico 90 – HSP90) foi selecionada como possível alvo do fluopyram em Meloidogyne spp. Em seguida, utilizando o programa Autodock Vina, foi realizado um estudo da interação entre o fluopyram e as estruturas tridimensionais disponíveis da enzima HSP90: 2jjc, 2qg0, 2vci, 4fcp, 4l93. Observou-se que as afinidades do fluopyram pelas enzimas eram similares às afinidades dos inibidores desta enzima. Logo, os resultados indicam que o alvo enzimático do fluopyram em Meloidogyne spp. é a enzima HSP90.
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FABÍOLA DE JESUS SILVA
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CHALCONE ANALOGUES ON THE CONTROL OF Meloidogyne incognita AND GENOMIC STUDIES OF THE BIOCONTROL AGENT Bacillus velezensis
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Data: Mar 5, 2020
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Show Abstract
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As doenças de plantas constituem obstáculos à produção global de alimentos, exigindo estratégias de controle aos agentes causais. Dentre as estratégias usadas estão os pesticidas químicos. No entanto, o uso excessivo dessas moléculas tóxicas na agricultura causam sérios problemas ambientais. Daí a necessidade de estratégias alternativas e sustentáveis para o manejo de doenças de plantas, como por exemplo, o uso de compostos naturais e agentes biológicos. Neste trabalho, estudou-se a atividade de 12 análogos de chalconas contra o nematoide das galhas Meloidogyne incognita. Três deles mostraram forte ação nematicida e nematostática conta juvenis de segundo estádio de M. incognita. A chalcona (1E,4E)-1,5-di(4-nitrofenil)-2-butilpenta-1,4-dien-3-ona (composto 6) apresentou maior atividade nematicida do que o nematicida comercial Carbofuran, e quando aplicada em tomateiros infestados, reduziu no número de galhas e ovos do nematoides em 51% e 68%, respectivamente. Em estudo in silico, esta chalcona atua, presumivelmente, inibindo a enzima citocromo P450, que é importante na oxidação de diversas substâncias na fisiologia do nematoide. Ainda neste trabalho, estudou-se a sequência genômica completa da estirpe Bacillus velezensis UFLA258, que é um agente de controle biológico de patógenos vegetais, desde a sua obtenção, seguida da montagem e anotação. Adicionalmente, usando uma abordagem genomica comparativa, realizaram-se avaliações in silico com todos os genomas completos de B. velezensis disponíveis no banco de dados, mais os genomas das espécies próximas Bacillus amyloliquefaciens e Bacillus siamensis. Assim, o genoma de B. velezensis UFLA258 consiste em um único cromossomo de 3,95 Mbp de comprimento, com um teor médio de GC de 46,69%. Contém 3.949 genes codificadores de proteína e 27 genes de RNA. Análises baseadas na identidade média dos nucleotídieos (ANI), hibridização DNA-DNA (dDDH) e filogenia com sequências completas do gene rpoB confirmaram-se que 19 cepas depositadas no banco de dados como B. amyloliquefaciens eram de fato B. velezensis. Embora essas espécies sejam filogeneticamente próximas, as análises combinadas de várias características genômicas, como presença de genes biossintéticos codificadores de metabólitos secundários, arranjos CRISPr/Cas, ANI, dDDH, e outras informações sobre as cepas, incluindo fonte de isolamento, permitiram sua classificação inequívoca como estas três espécies. Esta análise genômica amplia o conhecimento sobre as espécies aparentadas, B. velezensis, B. amyloliquefaciens e B. siamensis, com ênfase no status taxonômico.
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LUMA ALAÍS PEDROSO
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ETHANOL AND VOLATILES FROM CASTOR BEAN CAKE IN PLANT-PARASITIC NEMATODES CONTROL
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Data: Mar 4, 2020
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Show Abstract
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RESUMO A maioria dos fitonematoides tem como alvo preferencial o sistema radicular das plantas, impedindo a translocação e a absorção de nutrientes, causando preocupação para os produtores. Por isso, é sempre importante a busca por novas estratégias de controle, uma vez que as estratégias atuais não satisfazem o agronegócio. Alguns compostos orgânicos voláteis (COVs) emitidos por plantas são tóxicos a fitonematoides e podem resultar no desenvolvimento de novos nematicidas. Nesse trabalho foram avaliados os compostos γdecalactona, escatol, fenol e 4-metilfenol, emitidos por torta de mamona quando incorporada ao solo, contra Meloidogyne incognita, bem como o composto etanol no controle de Heterodera glycines. Exceto o fenol, todos os compostos oriundos da torta de mamona reduziram a eclosão de juvenis de segundo estádio (J2) de M. incognita. Houve redução da infectividade e da reprodução quando os J2 estiveram em contato com a CL50 dos compostos e foram inoculados em plantas de tomate, bem como quando os compostos foram aplicados no momento da inoculação com J2 na concentração de 500mg L-1 . Fenol e 4-metilfenol causaram alta porcentagem de mortalidade de J2 e a fumigação do substrato contendo ovos de M. incognita com os compostos na concentração de 1000mg (L substrato)-1 reduziu o número de galhas e ovos. Ao avaliar o uso do etanol contra J2 de H. glycines em solução e como fumigante o composto foi mais eficaz por contato direto do que apenas por fumigação em baixa concentração e a eclosão de J2 foi altamente reduzida por contato direto. A fumigação do solo infestado por H. glycines com etanol reduziu a infectividade e a reprodução do nematoide. Etanol na concentração de 48% reduziu significativamente o conteúdo lipídico do J2, além de alterar internamente o corpo do nematoide. A infectividade e a reprodução dos J2 também foram reduzidas quando os J2 estiveram em contato direto com etanol a 6%. Portanto, os compostos γ-decalactona, escatol, fenol e 4-metilfenol agem como nematicidas no ciclo de vida de M. incognita. E, o etanol é tóxico para H. glycines em baixas concentrações, afetando seu comportamento patogênico, além de reduzir o conteúdo lipídico.
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PAULA SOARES ALVES
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CHARACTERISATION OF THE RESISTANCE DERIVED FROM WILD GERMPLASM AMPHILLO OF Coffea arabica TO Meloidogyne paranaensis AND STUDY OF THE ENZYMATIC TARGET OF FLUOPYRAM IN Meloidogyne spp.
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Data: Mar 2, 2020
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Show Abstract
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Meloidogyne paranaensis é uma das principais espécies de nematoide que parasitam o cafeeiro, sendo o controle genético utilizado como a principal forma de manejo. O objetivo do trabalho foi caracterizar a resistência do genótipo 16-6-1, derivado do germoplasma silvestre Amphillo de Coffea arabica, à M. paranaensis. A penetração, estabelecimento do sítio de alimentação, desenvolvimento e reprodução de M. paranaensis no genótipo resistente foi comparado com a cultivar suscetível Catuaí Vermelho IAC 144. Houve penetração de juvenis de segundo estádio (J2) em ambas as raízes, porém nas raízes de 16-6-1 isso aconteceu de forma mais lenta e em menor número. A forte fluorescência azul observada no genótipo resistente, mas não no suscetível, sugere que as respostas de resistência ocorreram aos 2 dias após a inoculação (DAI). As respostas de defesa tardias envolveram a degradação da célula gigante aos 14 DAI no genótipo resistente, enquanto o desenvolvimento de nematoides e células gigantes progrediu normalmente na cultivar suscetível. Estes resultados sugerem que a resistência do genótipo 16-6-1 está relacionada a respostas de defesa iniciais e tardias. A caracterização metabólica do genótipo 16-6-1 também foi realizada através da técnica de ressonância magnética nuclear de hidrogênio (RMN de 1H). A principal diferença observada foi a maior concentração de sacarose aos 8 e 14 DAI no genótipo 16-6-1, o que sugere que a sacarose está envolvida na resistência desse genótipo a M. paranaensis. Dentre as estratégias de manejo disponíveis para fitonematóides, o controle químico destaca-se como ferramenta importante devido a sua boa eficiência. O fluopyram é um fungicida desenvolvido pela Bayer Crop Science e atua contra fungos fitopatogênicos inibindo a enzima succinato desidrogenase. Essa molécula também possui ação nematicida. Acredita-se que o mecanismo de ação desta substância contra nematoides fitoparasitas seja o mesmo, porém há poucas evidências que suportam esta informação. Neste estudo, o objetivo foi identificar in silico o alvo enzimático do fluopyram em Meloidogyne spp. As estruturas do fluopyram foram desenhadas utilizando o programa ChemSketch. Depois estas estruturas foram submetidas a buscas conformacionais com o software Open3Dalign, e as conformações mais estáveis foram otimizadas utilizando o Mopac. As conformações de menores energias foram submetidas a buscas farmacofóricas com o software Lisica, utilizando o banco de dados do Ligand Expo, para selecionar ligantes de proteínas depositadas no RCSB Protein Data Bank. A enzima 4L93 (proteína do choque térmico 90 – HSP90) foi selecionada como possível alvo do fluopyram em Meloidogyne spp. Em seguida, utilizando o programa Autodock Vina, foi realizado um estudo da interação entre o fluopyram e as estruturas tridimensionais selecionadas da enzima HSP90: 2JJC, 2QG0, 2VCI, 4FCP, 4L93. Foi observado que as afinidades do fluopyram pelas enzimas eram similares às afinidades dos inibidores desta enzima. Logo, os resultados indicam que o alvo enzimático do fluopyram em Meloidogyne spp. é a enzima HSP90.
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PAULA SOARES ALVES
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Caracterização das respostas de resistência do germoplasma silvestre Amphillo de Coffea arabica à Meloidogyne paranaensis e estudo in silico do alvo enzimático do fluopyram em Meloidogyne spp.
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Data: Mar 2, 2020
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Show Abstract
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O gênero Meloidogyne é um dos fitonematoides de maior importância em todo o mundo. A espécie M. paranaenis ganhado destaque em regiões produtoras de café. O objetivo do trabalho foi caracterizar a resistência do genótipo ‘16-6-1’ derivado do germoplasma silvestre Amphillo de Coffea arabica à M. paranaensis. A penetração, estabelecimento do sítio de alimentação, desenvolvimento e reprodução de M. paranaensis no genótipo resistente foi comparado com o cultivar suscetível 'Catuaí Vermelho IAC 144'. Houve penetração de juvenis de segundo estágio (J2) em ambos os genótipos, porém nas raízes de '16-6-1' isto aconteceu de forma mais lenta e em menor número. A forte fluorescência azul observada no genótipo resistente, mas não no suscetível, sugere que as respostas de resistência ocorreram aos 2 dias após a inoculação (DAI). As respostas de defesa tardias envolveram a degradação da célula gigante aos 14 DAI no genótipo resistente, enquanto o desenvolvimento de nematoides e células gigantes progrediu normalmente no genótipo suscetível. Nossos resultados sugerem que a resistência do genótipo '16 -6-1' está relacionada a respostas de defesa iniciais e tardias. A caracterização metabólica do genótipo '16-6-1' também foi realizada através da técnica de ressonância magnética nuclear (RMN de 1H). Dentre as substâncias identificadas, a alteração mais significativa observada foi o aumento da concentração de trigonelina aos 14 DAI em plantas suscetíveis. Aos 14 DAI foi observado menor concentração de cafeína, ácido clorogênico, α-glicose, β-glicose em ’16-6-1’. Maiores concentrações de sacarose foram observadas a partir dos 2 DAI em plantas resistentes. Considerando as concentrações de trigonelina e sacarose, observamos que as plantas suscetíveis apresentam resposta de resistência tardia aos nematoides e que nas plantas resistentes parece ocorrer impedimento do estabelecimento e formação do sítio de alimentação a partir dos 8 DAI. Dentre as estratégias de manejo disponíveis para fitonematoides, o controle químico destaca-se como ferramenta importante devido a sua boa eficiência. O fluopyram atua contra fungos fitopatogênicos inibindo a succinato desidrogenase, e acredita-se que o mecanismo de ação desta substância contra nematoides fitoparasitas seja o mesmo. Aqui o objetivo foi identificar in silico o alvo enzimático do fluopyram em Meloidogyne spp. Foi realizada uma busca farmacofórica com o software Lisica, utilizando o banco de dados do Ligand Expo, para selecionar ligantes de proteínas depositadas no RCSB Protein Data Bank. A enzima 4l93 (proteína do choque térmico 90 – HSP90) foi selecionada como possível alvo do fluopyram em Meloidogyne spp. Em seguida, utilizando o programa Autodock Vina, foi realizado um estudo da interação entre o fluopyram e as estruturas tridimensionais disponíveis da enzima HSP90: 2jjc, 2qg0, 2vci, 4fcp, 4l93. Observou-se que as afinidades do fluopyram pelas enzimas eram similares às afinidades dos inibidores desta enzima. Logo, os resultados indicam que o alvo enzimático do fluopyram em Meloidogyne spp. é a enzima HSP90.
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MAURO PERARO BARBOSA JUNIOR
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MANAGEMENT OF COFFEE RUST AND BROW EYE SPOT USING CULTURAL AND CHEMICAL CONTROL
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Data: Feb 27, 2020
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Show Abstract
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O Brasil é o maior produtor de café arábica do mundo e as doenças são umas das principais causas de perdas na produção dos cafeeiros. Na América Central e no México, a ferrugem (Hemileia vastatrix) causou perdas progressivas na produção de até 45% nas safras de 2011 a 2014, desencadeando em crise socioeconômica para esses países. Entretanto as principais cultivares plantadas nas lavouras pertencem a genótipos suscetíveis à ferrugem e à cercosporiose. Visando reduzir tanto o inóculo inicial como a taxa de progresso dessas doenças, os agricultores devem fazer o uso de manejo integrado de doenças. Dessa forma foram realizados três experimentos, um (1) em casa de vegetação e dois (2) no campo, com o intuito de verificar a epidemiologia e forma de controle, cultural e química para a ferrugem e cercosporiose do cafeeiro. No primeiro experimento, objetivou-se avaliar a interação de cinco doses de fósforo (0,1, 0,5, 1, 2 e 4 mmol L-1) combinadas com cinco doses de boro (0,1, 0,5, 1, 2 e 4 mmol L-1). Os dados da incidência e severidade foram integralizados em Área Abaixo da Curva de Progresso da Incidência e Severidade da Cercosporiose (AACPIC) e (AACPSC), foram avaliados o peso seco das amostras e o teor foliar dos nutrientes. Observou-se interação significativa entre o P e o B e as menores intensidades da doença foram encontradas nas doses 2,0 mmol L-1 de P e 2,0 mmol L-1 de B. O maior peso das plantas secas (5,7 g planta-1) foi encontrado na menor dose de P (0,1 mmol L-1), além disso, o suprimento de P e B influenciaram a quantidade de P, Cu, Fe, Ca e B foliar. No segundo experimento o objetivo do trabalho foi avaliar a severidade da cercosporiose em cafeeiro submetido a diferentes manejos de irrigação por gotejamento e adubação. A cultivar avaliada foi MGS Travessia. As avaliações da doença foram realizadas entre março de 2012 a junho de 2014. O delineamento experimental foi em blocos casualizados, com 12 tratamentos. Os tratamentos de irrigação foram: controle sem irrigação (SI), irrigação ao longo do ano (IT), suspensão da irrigação por 30 dias em julho (I30) e 70 dias entre julho a setembro (I70). Os tratamentos de fertilização foram: recomendação segunda a análise de solo (A), alta taxa de N e K mais P (B) e alta taxa de N e K sem o fósforo (C). A severidade da doença foi integrada em (AACPD). Houve diferença para AACPD nos anos avaliados, refletindo a característica bienal da lavoura cafeeira. Não houve interação significativa entre irrigação e fertilização. No entanto, quando os tratamentos de irrigação e fertilização foram analisados separadamente, a suspensão da irrigação por 70 dias entre julho e setembro de 2012 favoreceu a cercosporiose no mesmo ano em que as altas taxas de N e K aumentaram a produtividade. E no terceiro experimento, objetivou-se avaliar o efeito de misturas de fungicidas no manejo da resistência de fungos e verificar o fornecimento de manganês e zinco via Mancozeb. O ensaio foi implantado em duas áreas nos anos de 2017 e 2018 e foram avaliados 6 tratamentos. Foram realizadas cinco avaliações da ferrugem, cercosporiose e enfolhamento em cada ano de avaliação. Os dados foram integralizados em Área Abaixo da Curva de Progresso da Ferrugem (AACPF), cercosporiose (AACPC) e enfolhamento (AACPE). Os fungicidas controlaram as doenças e proporcionaram maior enfolhamento do cafeeiro. O fungicida Mancozeb + Azoxistrobina + Ciproconazol forneceram manganês e zinco foliar. As maiores produtividades ocorreram nos fungicidas Mancozeb + Azoxistrobina + Ciproconazol na dose 2,5 Kg ha-1 e Piraclostrobina+Epoxiconazol na dose 1,5 L ha-1 no ano 2018 e média dos anos 2017/18.
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MAURO PERARO BARBOSA JUNIOR
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MANAGEMENT OF COFFEE RUST AND BROW EYE SPOT USING CULTURAL AND CHEMICAL CONTROL
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Data: Feb 12, 2020
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Show Abstract
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O Brasil é o maior produtor de café arábica do mundo e as doenças são umas das principais causas de perdas na produção dos cafeeiros. Na América Central e no México, a ferrugem (Hemileia vastatrix) causou perdas progressivas na produção de até 45% nas safras de 2011 a 2014, desencadeando em crise socioeconômica para esses países. Entretanto as principais cultivares plantadas nas lavouras pertencem a genótipos suscetíveis à ferrugem e à cercosporiose. Visando reduzir tanto o inóculo inicial como a taxa de progresso dessas doenças, os agricultores devem fazer o uso de manejo integrado de doenças. Dessa forma foram realizados três experimentos, um (1) em casa de vegetação e dois (2) no campo, com o intuito de verificar a epidemiologia e forma de controle, cultural e química para a ferrugem e cercosporiose do cafeeiro. No primeiro experimento, objetivou-se avaliar a interação de cinco doses de fósforo (0,1, 0,5, 1, 2 e 4 mmol L-1) combinadas com cinco doses de boro (0,1, 0,5, 1, 2 e 4 mmol L-1). Os dados da incidência e severidade foram integralizados em Área Abaixo da Curva de Progresso da Incidência e Severidade da Cercosporiose (AACPIC) e (AACPSC), foram avaliados o peso seco das amostras e o teor foliar dos nutrientes. Observou-se interação significativa entre o P e o B e as menores intensidades da doença foram encontradas nas doses 2,0 mmol L-1 de P e 2,0 mmol L-1 de B. O maior peso das plantas secas (5,7 g planta-1) foi encontrado na menor dose de P (0,1 mmol L-1), além disso, o suprimento de P e B influenciaram a quantidade de P, Cu, Fe, Ca e B foliar. No segundo experimento o objetivo do trabalho foi avaliar a severidade da cercosporiose em cafeeiro submetido a diferentes manejos de irrigação por gotejamento e adubação. A cultivar avaliada foi MGS Travessia. As avaliações da doença foram realizadas entre março de 2012 a junho de 2014. O delineamento experimental foi em blocos casualizados, com 12 tratamentos. Os tratamentos de irrigação foram: controle sem irrigação (SI), irrigação ao longo do ano (IT), suspensão da irrigação por 30 dias em julho (I30) e 70 dias entre julho a setembro (I70). Os tratamentos de fertilização foram: recomendação segunda a análise de solo (A), alta taxa de N e K mais P (B) e alta taxa de N e K sem o fósforo (C). A severidade da doença foi integrada em (AACPD). Houve diferença para AACPD nos anos avaliados, refletindo a característica bienal da lavoura cafeeira. Não houve interação significativa entre irrigação e fertilização. No entanto, quando os tratamentos de irrigação e fertilização foram analisados separadamente, a suspensão da irrigação por 70 dias entre julho e setembro de 2012 favoreceu a cercosporiose no mesmo ano em que as altas taxas de N e K aumentaram a produtividade. E no terceiro experimento, objetivou-se avaliar o efeito de misturas de fungicidas no manejo da resistência de fungos e verificar o fornecimento de manganês e zinco via Mancozeb. O ensaio foi implantado em duas áreas nos anos de 2017 e 2018 e foram avaliados 6 tratamentos. Foram realizadas cinco avaliações da ferrugem, cercosporiose e enfolhamento em cada ano de avaliação. Os dados foram integralizados em Área Abaixo da Curva de Progresso da Ferrugem (AACPF), cercosporiose (AACPC) e enfolhamento (AACPE). Os fungicidas controlaram as doenças e proporcionaram maior enfolhamento do cafeeiro. O fungicida Mancozeb + Azoxistrobina + Ciproconazol forneceram manganês e zinco foliar. As maiores produtividades ocorreram nos fungicidas Mancozeb + Azoxistrobina + Ciproconazol na dose 2,5 Kg ha-1 e Piraclostrobina+Epoxiconazol na dose 1,5 L ha-1 no ano 2018 e média dos anos 2017/18.
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NELSON HENRIQUE MAGANHOTO
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Otimização dos parâmetros para fermentação líquida de Clonostachys rosea e eficiência no controle de Sclerotinia sclerotiorum
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Data: Feb 11, 2020
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Show Abstract
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A capacidade do Clonostachys rosea agir como agente de controle biológico de doenças e de pragas, bem como promover o crescimento de plantas, é amplamente conhecido. Entretanto, um dos maiores desafios para o desenvolvimento de produtos à base deste antagonista é a sua produção em massa. Atualmente a sua produção é realizada por meio de fermentação em estado sólido, consumindo muito espaço, tempo e intensa mão de obra. A utilização da fermentação em estado líquido visa sanar esse gargalo. O objetivo com este deste trabalho foi realizar a otimização de diferentes combinações entre variáveis que interferem no processo de fermentativo em meio submerso visando aumentar a concentração de conídios produzidos no meio de cultivo, das unidades formadoras de colônia (UFC), microescleródios e da biomassa fúngica seca. E ainda comprovar a eficácia dos propágulos de C. rosea produzidas via fermentação líquida no controle de algumas doenças e pragas de grande importância na agricultura nacional (Botrytis cinerea, Sclerotinia sclerotiorum e Bemisia tabaci). Inicialmente foi realizado um ensaio utilizando delineamento experimental de Plackett-Burman, estudando a interação entre seis variáveis do meio de cultivo, que são relação C:N, carbono total do meio, pH, inóculo inicial e as concentrações de Ca e Fe. Em seguida a otimização das condições de cultivo foi realizada com o Delineamento Central Composto Rotacional (DCCR), com três as fontes de nitrogênio (extrato de levedura, farelo de algodão e ureia) e variando o pH durante a fermentação. As duas primeiras etapas foram realizadas em Erlenmeyers de 250 mL com três defletores basais, nos quais foram adicionados 90 mL dos diferentes meios esterilizados e 10 mL de inóculo. A etapa final de fermentação foi realizada em biorreatores automatizados de bancada de 3 L (Eppendorf®, BioFlo 115, Alemanha). A maior concentração média obtida de conídios via fermentação líquida foi de 7,87 x 108 conídios mL-1 com 120 horas de fermentação. Na fermentação sólida utilizando grãos de arroz, o valor médio máximo obtido após 30 dias de fermentação foi de 1,87 x 109 g-1. O agente de controle biológico conseguiu controlar de maneira significativa todas as doenças e pragas testadas. Não havendo diferença estatística entre as formas de produção dos propágulos de C. rosea testados.
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NELSON HENRIQUE MAGANHOTO
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OTIMIZAÇÃO DOS PARÂMETROS PARA FERMENTAÇÃO LÍQUIDA SUBMERSA DE Clonostachys rosea.
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Data: Feb 11, 2020
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Show Abstract
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A capacidade do Clonostachys rosea agir como agente de controle biológico de doenças e de pragas, bem como promover o crescimento de plantas, é amplamente conhecido. Entretanto, um dos maiores desafios para o desenvolvimento de produtos à base deste antagonista é a sua produção em massa. Atualmente a sua produção é realizada por meio de fermentação em estado sólido, consumindo muito espaço, tempo e intensa mão de obra. A utilização da fermentação em estado líquido visa sanar esse gargalo. O objetivo com este deste trabalho foi realizar a otimização de diferentes combinações entre variáveis que interferem no processo de fermentativo em meio submerso visando aumentar a concentração de conídios produzidos no meio de cultivo, das unidades formadoras de colônia (UFC), microescleródios e da biomassa fúngica seca. E ainda comprovar a eficácia dos propágulos de C. rosea produzidas via fermentação líquida no controle de algumas doenças e pragas de grande importância na agricultura nacional (Botrytis cinerea, Sclerotinia sclerotiorum e Bemisia tabaci). Inicialmente foi realizado um ensaio utilizando delineamento experimental de Plackett-Burman, estudando a interação entre seis variáveis do meio de cultivo, que são relação C:N, carbono total do meio, pH, inóculo inicial e as concentrações de Ca e Fe. Em seguida a otimização das condições de cultivo foi realizada com o Delineamento Central Composto Rotacional (DCCR), com três as fontes de nitrogênio (extrato de levedura, farelo de algodão e ureia) e variando o pH durante a fermentação. As duas primeiras etapas foram realizadas em Erlenmeyers de 250 mL com três defletores basais, nos quais foram adicionados 90 mL dos diferentes meios esterilizados e 10 mL de inóculo. A etapa final de fermentação foi realizada em biorreatores automatizados de bancada de 3 L (Eppendorf®, BioFlo 115, Alemanha). A maior concentração média obtida de conídios via fermentação líquida foi de 7,87 x 108 conídios mL-1 com 120 horas de fermentação. Na fermentação sólida utilizando grãos de arroz, o valor médio máximo obtido após 30 dias de fermentação foi de 1,87 x 109 g-1. O agente de controle biológico conseguiu controlar de maneira significativa todas as doenças e pragas testadas. Não havendo diferença estatística entre as formas de produção dos propágulos de C. rosea testados.
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PETERSON SYLVIO DE OLIVEIRA NUNES
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Bacillus subtilis E Bacillus licheniformis NA PROMOÇÃO DE CRESCIMENTO E NO CONTROLE DA MURCHA DE FUSARIUM NO TOMATEIRO.
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Data: Feb 11, 2020
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Show Abstract
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O gênero Bacillus, por possuir uma diversidade de mecanismos de ação, é amplamente utilizado como agente de biocontrole de doenças de plantas. O presente trabalho objetivou avaliar a eficiência de Bacillus subtilis e Bacillus licheniformis na promoção de crescimento e no controle da murcha de Fusarium causada por Fusarium oxysporum f. sp. lycopersici (FOL) raça 3. Para avaliar a promoção de crescimento, mudas de tomate (CV Santa Clara®) foram transplantadas para rizotrons (100 cm x 17,5 cm). Um produto comercial à base de B. subtilis e B. licheniformis (Quartzo®) foi aplicado nas concentrações de 1x1010, 1x109, 1x108 UFC mL-1, além de células dos isolados de B. subtilis e de B. licheniformis (1x108 UFC mL-1), isoladamente. O ensaio foi conduzido em delineamento inteiramente casualizado com cinco repetições, no qual foram avaliados: altura da planta, diâmetro da base da haste, massa fresca e seca da parte aérea e da raiz, volume e comprimento da raiz e clorofila. Para o controle da murcha de Fusarium, mudas de tomate com 20 dias foram transplantadas para vasos com substrato infestado com FOL (2x105 conídios g-1 substrato). Os estudos foram divididos em duas partes, na primeira, o controle foi avaliada a mistura de B. subtilis e de B. licheniformis (1x1010 UFC mL-1) e no segundo, os Bacillus aplicados separadamente (1x108 UFC mL-1). Os experimentos foram instalados em blocos casualizados e repetidos por duas vezes. A altura das plantas, o diâmetro das hastes, massa fresca e seca da parte aérea e das raízes, e os sintomas internos e externos da doença foram avaliados. Além disso, também foram avaliadas as atividades das enzimas peroxidase (POX) e polifenoloxidase (PPO) e proteínas totais em ensaios conduzidos em bandejas com concentrações crescentes da mistura de B. subtilis e de B. licheniformis. Os Bacillus, aplicados em mistura ou isoladamente, promoveram o crescimento das plantas, especialmente o das raízes. A mistura B. subtilis e de B. licheniformis (Quartzo®) não controlou a murcha de Fusarium. Os isolados de B. subtilis e de B. licheniformis aplicados separadamente também não controlaram a doença, mas reduziram os sintomas nas plantas tratadas, permitindo maior desenvolvimento das plantas. Na coleta das folhas realizada 24 h após a inoculação do patógeno e a aplicação da mistura de B. subtilis e de B. licheniformis na concentração 1x1010 UFC mL-1 foi observada maior atividade para PPO e para a concentração de 1 x 108 UFC mL-1 maior atividade da POX. A mistura de B. subtilis e de B. licheniformis apresentaram efeito positivo na promoção de crescimento de plantas de tomate, podendo aumentar a produtividade das lavouras.
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