ESTRATÉGIAS DE MANEJO DE PLANTAS DANINHAS EM ARROZ DE TERRAS ALTAS
Oryza sativa L; herbicidas; seletividade; produtividade de grãos.
As plantas daninhas constituem um dos principais fatores limitantes à produção de arroz de terras altas, tornando indispensável a adoção de estratégias de manejo capazes de assegurar elevada eficiência de controle, seletividade e produtividade. Diante desse cenário, esta tese foi desenvolvida com o objetivo de reunir e ampliar o conhecimento sobre o manejo de plantas daninhas no arroz de terras altas, por meio de uma revisão da literatura e de um estudo experimental conduzido durante duas safras agrícolas, para avaliar diferentes combinações de herbicidas. A revisão da literatura abordou os principais aspectos relacionados ao manejo de plantas daninhas na cultura, destacando a importância da integração de diferentes estratégias de controle para reduzir a interferência dessas espécies e favorecer o desenvolvimento do arroz. Também foram discutidas as limitações decorrentes da baixa disponibilidade de herbicidas registrados para o arroz de terras altas, reforçando a necessidade de pesquisas voltadas ao desenvolvimento de alternativas de manejo mais eficientes, seletivas e sustentáveis. O estudo experimental foi conduzido em campo durante as safras 2023/2024 e 2024/2025, com o objetivo de avaliar diferentes combinações de herbicidas aplicados em pré- e pós-emergência no manejo de plantas daninhas. Os tratamentos influenciaram características agronômicas da cultura, com destaque para a produtividade de grãos, a fitotoxicidade, o florescimento, a severidade de algumas doenças e o gessamento dos grãos, enquanto a renda e o rendimento de grãos inteiros não foram afetados. As combinações contendo pendimetalina associada à bentazona proporcionaram elevada produtividade, adequada seletividade e constituíram uma alternativa promissora para o manejo químico do arroz de terras altas. Os resultados obtidos ampliam o conhecimento sobre o manejo de plantas daninhas no arroz de terras altas e contribuem para o aperfeiçoamento das estratégias de manejo. Esses resultados poderão auxiliar na definição de programas de manejo químico mais eficientes, seletivos e sustentáveis, favorecendo a produtividade da cultura.