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Notícias

Banca de DEFESA: ANA LUIZA PEREIRA FERREIRA

Uma banca de DEFESA de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE: ANA LUIZA PEREIRA FERREIRA
DATA: 28/08/2026
HORA: 08:00
LOCAL: remoto (Google Meet)
TÍTULO:

TOLERÂNCIA DE GERGELIM (Sesamum indicum), CARINATA (Brassica carinata) E MOSTARDA-INDIANA (Brassica juncea) A HERBICIDAS APLICADOS EM PRÉ- E PÓS-EMERGÊNCIA


PALAVRAS-CHAVES:

Oleaginosas; seletividade de herbicidas; dose-resposta; manejo químico; Índice de Tolerância Médio.


PÁGINAS: 102
GRANDE ÁREA: Ciências Agrárias
ÁREA: Agronomia
SUBÁREA: Fitotecnia
ESPECIALIDADE: Manejo e Tratos Culturais
RESUMO:

A crescente demanda por matérias-primas destinadas à alimentação, à indústria e à produção de biocombustíveis tem ampliado o interesse pelo cultivo da carinata, da mostarda-indiana e do gergelim, cujas informações sobre tolerância a herbicidas ainda são limitadas. Objetivou-se avaliar a tolerância dessas espécies a herbicidas aplicados em pré- e pós-emergência, bem como a influência da textura do solo e da época experimental sobre a resposta das culturas. Os experimentos foram conduzidos em casa de vegetação, com quatro repetições. Em pré-emergência, utilizou-se delineamento fatorial 2 × 5 (dois tipos de solo × cinco doses), avaliando os herbicidas clomazona, quinclorac e fluroxipir-metílico em solo arenoso e argiloso. Em pós-emergência, empregou-se delineamento inteiramente casualizado, com cinco doses, avaliando dicamba, quinclorac, halauxifeno-metílico, florpirauxifeno-benzílico e fluroxipir-metílico. A tolerância foi determinada por meio da fitotoxicidade visual, altura de plantas, massa seca da parte aérea, estimativas das doses efetivas para redução de 10% (ED₁₀) e 20% (ED₂₀) e pelo Índice de Tolerância Médio (ITM). Na carinata, o quinclorac apresentou a maior tolerância em pré- e pós-emergência, com ED₁₀ de 43,0 e 59,8 g i.a. ha⁻¹, respectivamente. Na mostarda-indiana, o quinclorac também foi o herbicida mais tolerado em pré-emergência (ED₁₀ = 32,9 g i.a. ha⁻¹), enquanto, em pós-emergência, o halauxifeno-metílico apresentou elevada tolerância, não sendo possível estimar a ED₁₀ devido à ausência de redução significativa do crescimento. No gergelim, o fluroxipir-metílico apresentou a maior tolerância, com ED₁₀ de 16,1 e 10,4 g e.a. ha⁻¹ em pré- e pós-emergência, respectivamente, comportamento oposto ao observado nas brássicas, nas quais esse herbicida apresentou tolerância intermediária em pré-emergência e elevada fitotoxicidade em pós-emergência. Por outro lado, o quinclorac, altamente tolerado pela carinata e pela mostarda-indiana, foi um dos herbicidas menos tolerados pelo gergelim. Os resultados demonstram que a tolerância dessas oleaginosas depende da espécie, do ingrediente ativo, da dose e da modalidade de aplicação, não podendo ser prevista apenas com base no mecanismo de ação dos herbicidas. Essas informações fornecem subsídios para a seleção de ingredientes ativos prioritários para validação em campo e para o desenvolvimento de estratégias de manejo químico mais seguras para essas culturas.


MEMBROS DA BANCA:
Externo à Instituição - RENAN RICARDO ZANDONÁ - EXACTA (Membro)
Externo à Instituição - LARYSSA BARBOSA XAVIER DA SILVA - UFV (Membro)
Externo à Instituição - JOSÉ BARBOSA DUARTE JÚNIOR - UNIOESTE (Suplente)
Presidente - GUILHERME VIEIRA PIMENTEL (Membro)
Interno - ADENILSON HENRIQUE GONCALVES (Suplente)
Notícia cadastrada em: 18/08/2026 09:31
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