Notícias

Banca de DEFESA: KELLEN CRISTINA DE ABREU

Uma banca de DEFESA de DOUTORADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE: KELLEN CRISTINA DE ABREU
DATA: 04/03/2026
HORA: 14:00
LOCAL: meet.google.com/nrz-evyn-vsa
TÍTULO:

Conflitos Agrários e Violência Pró-Capitalista: uma Anti-História das Narrativas sobre o Movimento Sem Terra


PALAVRAS-CHAVES:

Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem-Terra (MST); Violência pró-capitalista; ANTi-história; luta pela terra; movimentos sociais.


PÁGINAS: 349
GRANDE ÁREA: Ciências Sociais Aplicadas
ÁREA: Administração
SUBÁREA: Administração Pública
ESPECIALIDADE: Organizações Públicas
RESUMO:

A violência está presente em todos os contextos de tentativas de privatização da terra, sobretudo no Sul Global. Isso ocorre devido à necessidade de se recorrer à violência para viabilizar a acumulação capitalista, que se baseia na expropriação de terras de comunidades indígenas, famílias camponesas e outras formas de posse coletiva da terra, que não se enquadram nos padrões de propriedade privada voltada para altos índices de produção. Essa expropriação acontece por meio da violência pró-capitalista. A violência pró-capitalista refere-se ao fenômeno em que os Movimentos Sociais de Cima (Social Movements from Above) agem contra os Movimentos Sociais de Baixo (Social Movements from Below), por meio da repressão que parte de grupos paramilitares aliados a setores do agronegócio, da indústria e da mineração etc., e que muitas vezes também conta com o apoio do Estado. O cenário dos conflitos agrários no Brasil evidencia uma intensa disputa de interesses em relação à posse e uso da terra. Em meio a essa situação, o MST surge como uma figura central, frequentemente retratado de maneira negativa pela opinião pública brasileira, que o caracteriza como criminoso, transgressor, perverso. No entanto, existem outras narrativas em jogo que contestam esse consenso hegemônico. Tomando como objeto de pesquisa as diferentes narrativas sobre o MST e as histórias que envolvem o Movimento, o objetivo deste estudo é contar uma ANTi-história a partir das narrativas construídas sobre o MST. Pretendi, portanto, buscar as narrativas esquecidas, criminalizadas e sufocadas sobre a questão agrária no Brasil e apresentar o que elas têm a dizer. Para tanto, usei como metodologias a cartografia de controvérsias para mapear tais atores e a ANTi-história para contar a história na perspectiva dos subalternizados. A partir dos resultados deste estudo, contribuo para o uso dessa metodologia (ANTi-história) em estudos no campo das ciências sociais, sobretudo no contexto dos movimentos sociais. Do ponto de vista teórico contribuo para alternativas interpretativas sobre os movimentos campesinos e a luta pela terra no Brasil e na conjuntura internacional.


MEMBROS DA BANCA:
Externo ao Programa - JULIA MORETTO AMANCIO - DAP/FCSA (Membro)
Interno - JOSE ROBERTO PEREIRA (Suplente)
Presidente - JOSE DE ARIMATEIA DIAS VALADAO (Membro)
Externo à Instituição - JORGE DA SILVA CORREIA NETO - UFRPE (Suplente)
Externo à Instituição - JASMIN HRISTOV - nd (Membro)
Externo à Instituição - JACKELINE AMANTINO DE ANDRADE - UFPE (Membro)
Externo à Instituição - CESAR AUGUSTO TURETA DE MORAIS - UFES (Membro)
Notícia cadastrada em: 24/02/2026 10:43
SIGAA | DGTI - Diretoria de Gestão de Tecnologia da Informação - Contatos (abre nova janela): https://ufla.br/contato | © UFLA | appserver3.ufla.br.srv3inst1 24/03/2026 12:20