Efeito do pack heat stress sobre o consumo, desempenho de lactação, fermentação ruminal e homeotermia de vacas leiteiras em lactação
Estresse térmico, aditivo, fitoterápico.
O estresse térmico (HS) desencadeia ajustes comportamentais e metabólicos em vacas leiteiras com o objetivo de manter a homeotermia, porém frequentemente compromete a regulação fisiológica e o metabolismo ruminal, prejudicando a produtividade, a rentabilidade e o bem-estar animal. Estratégias nutricionais que auxiliem a termorregulação podem mitigar esses efeitos negativos. O objetivo deste estudo será avaliar os efeitos da suplementação com pack heat stress (PHS) sobre o consumo de matéria seca, desempenho em lactação, fermentação ruminal, termorregulação e equilíbrio ácido–base sanguíneo de vacas leiteiras expostas ao estresse térmico natural e induzido. O pack heat stress será um aditivo alimentar composto por levedura autolisada de cana-de-açúcar, fontes de minerais orgânicos (Zn e Cr), probióticos, niacina e um blend fitogênico de óleos essenciais e extratos vegetais, incluindo alho, orégano, eucalipto, hortelã, cebola, laranja, canela, anis, galanga, genciana e cominho.
Vinte e oito vacas Holandesas multíparas em pós-pico de lactação serão utilizadas em um delineamento em blocos casualizados com medidas repetidas no tempo. O estudo será conduzido em um galpão free-stall aberto, com cama de areia, equipado com ventiladores e aspersores de alta pressão. Após um período de covariável de 14 dias, as vacas serão bloqueadas por ordem de parto e produção de leite e aleatoriamente distribuídas em 1 de 2 tratamentos por 6 semanas: controle (CTL) ou suplementação com PHS. As vacas serão ordenhadas três vezes ao dia e serão alimentadas individualmente com dieta total misturada uma vez ao dia. O consumo de matéria seca e a produção de leite serão registrados diariamente, enquanto o peso corporal e a composição do leite serão avaliados semanalmente e o escore de condição corporal a cada 14 dias. A temperatura vaginal será registrada continuamente em intervalos de 5 minutos ao longo de todo o experimento. A fermentação ruminal será avaliada em amostras coletadas por sonda esofágica 3 dias antes e 3 dias após a indução do estresse térmico. Amostras de sangue jugular serão coletadas para determinar variáveis de equilíbrio ácido–base antes e durante o estresse térmico. A frequência respiratória, a temperatura da pele e a taxa de sudorese serão mensuradas semanalmente e durante o estresse térmico. As condições ambientais dentro do galpão serão registradas continuamente, e o estresse térmico agudo será induzido na semana 5 pela interrupção dos sistemas de resfriamento por 24 horas a partir das 04:00 h em um dia ensolarado.