Arquitetura do Sistema Radicular e a Associação com Déficit Hídrico em Soja.
Glycine max L. Merrill; Fenotipagem de raízes; Capacidade de campo;
Agrupamento.
A arquitetura do sistema radicular (RSA) pode ser definida como a distribuição espacial
das raízes no solo, resultante da interação entre fatores genéticos e estratégias de
manejo. Dentre os caracteres relacionados com o sistema radicular, pode-se citar o
comprimento do sistema radicular, sua área de projeção no solo e a angulação entre
raízes, e que por seu turno tem relação íntima com à tolerância ao déficit hídrico.
Embora exista variabilidade para características associadas à RSA, e sua caracterização
seja fundamental para a seleção de genótipos, por muito tempo essa característica não
foi explorada por programas de melhoramento genético. Contudo, com o avanço de
técnicas de fenotipagem de alto rendimento, como obtenção de variáveis através da
análise de imagens, a RSA tem sido mais explorada. Dessa forma, objetiva-se avaliar a
existência de variabilidade genética na arquitetura do sistema radicular de progênies do
programa de melhoramento de soja da Universidade Federal de Lavras (UFLA) e a sua
correlação com a tolerância ao déficit hídrico. Os experimentos serão conduzidos em
casa de vegetação do setor de Grandes Culturas/DAG/ESAL e no setor de Fisiologia
Vegetal/DBI/ICN. Serão avaliadas 236 progênies (S 0:2 e S 0:3 ) do segundo ciclo do
programa de seleção recorrente da UFLA, além de sete testemunhas comerciais. Será
adotado o delineamento experimental de Blocos Casualizados Completos (DBC), com
três repetições, para todos os experimentos em casa de vegetação. A primeira etapa
consistirá na fenotipagem do sistema radicular das progênies através de análise de
imagens realizada pelo software Digital Imaging of Roots Traits (DIRT). A partir da
caracterização do sistema radicular, as progênies serão agrupadas em três grupos
contrastantes para a RSA, através de Análise de Componentes Principais (PCA). A
partir do agrupamento, serão selecionadas 30 progênies de cada grupo. As progênies
selecionadas serão avaliadas em ambientes de 100%, 75% e 50% da capacidade de
campo, com o déficit hídrico induzido. A terceira etapa consistirá em selecionar
genótipos extremos quanto à tolerância ao déficit hídrico e avaliar seu desenvolvimento
radicular ao longo do ciclo, de forma não destrutiva e em vasos especiais, do tipo
rhizotrons. Assim, será possível relacionar a variabilidade atrelada à RSA com a
tolerância ou sensibilidade de progênies ao déficit hídrico.