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Banca de DEFESA: DAVÍ BARBOSA PEREIRA DE SOUSA

Uma banca de DEFESA de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE: DAVÍ BARBOSA PEREIRA DE SOUSA
DATA: 06/02/2026
HORA: 08:30
LOCAL: Remoto - meet.google.com/ocz-whyi-tfk
TÍTULO:

MODELOS DE REGRESSÃO ESPACIAL PARA DADOS DE CONTAGEM COM INFLAÇÃO DE ZEROS


PALAVRAS-CHAVES:

CAR-BYM; Leroux; Leptospirose; Focos de queimadas; Modelos espaciais.


PÁGINAS: 61
GRANDE ÁREA: Ciências Exatas e da Terra
ÁREA: Probabilidade e Estatística
SUBÁREA: Probabilidade e Estatística Aplicadas
RESUMO:

Modelos de regressão espacial são utilizados para investigar a relação entre variáveis de interesse e fatores explicativos quando há dependência geográfica entre as unidades de análise. Entre as abordagens mais consolidadas nesse contexto destacam-se os modelos autorregressivos condicionais (CAR), em especial as parametrizações propostas por Besag, York e Mollié (BYM), BYM2 e Leroux, que permitem incorporar efeitos espaciais estruturados e não estruturados. Em aplicações envolvendo eventos raros, é frequente a presença de inflação de zeros na variável resposta, o que motiva o uso de modelos de Poisson Inflacionado de Zeros (ZIP). Neste trabalho, foram comparadas especificações de modelos de regressão espacial bayesianos, combinando estruturas CAR (BYM, BYM2 e Leroux) com distribuições Poisson e ZIP, por meio dos critérios de ajuste DIC, WAIC e LMPL. A metodologia foi aplicada a dois estudos de caso. O primeiro analisou o número de casos confirmados de leptospirose nos 853 municípios do estado de Minas Gerais, no período de 2022 a 2024, caracterizado por elevada inflação de zeros (80,89%) e autocorrelação espacial positiva moderada. O segundo avaliou os focos de queimadas nos municípios do Nordeste brasileiro em março de 2025, dados marcados por forte heterogeneidade espacial e excesso de zeros (37,01%). Os resultados indicaram a presença de dependência espacial em ambos os contextos, com desempenho superior dos modelos espaciais em relação às alternativas não estruturadas. No caso da leptospirose, o modelo CAR BYM ZIP apresentou o melhor ajuste, evidenciando a importância de acomodar simultaneamente a estrutura espacial e o processo gerador de zeros. Para os focos de queimadas, os modelos CAR BYM2 ZIP mostrou maior estabilidade e melhor desempenho, destacando a adequação de parametrizações mais parcimoniosas em cenários ambientais complexos. De forma transversal, observou-se que não há uma escolha universalmente superior entre BYM, BYM2 e Leroux, sendo o desempenho dos modelos dependente da intensidade da autocorrelação espacial, da proporção de zeros estruturais e da variabilidade residual dos dados. Conclui-se que a combinação entre modelos hierárquicos espaciais e distribuições inflacionadas de zeros constitui uma estratégia robusta para a modelagem de eventos raros em diferentes contextos empíricos. Os achados contribuem metodologicamente para a comparação crítica de parametrizações CAR e, do ponto de vista aplicado, oferecem subsídios para análises epidemiológicas e ambientais mais estáveis e informativas em nível territorial.


MEMBROS DA BANCA:
Externo à Instituição - DENISMAR ALVES NOGUEIRA - UNIFAL (Suplente)
Presidente - JOAO DOMINGOS SCALON (Membro)
Interno - RENATO RIBEIRO DE LIMA (Membro)
Externo à Instituição - RICARDO ALVES DE OLINDA - UEPB (Membro)
Interno - THELMA SAFADI (Suplente)
Notícia cadastrada em: 26/01/2026 09:47
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