Mapeamento digital de solos e seus atributos para delimitação de zonas de manejo na cultura do café no sul de Minas Gerais, Brasil
Variabilidade espacial, pedometria, sensoriamento próximo, sensoriamento remoto.
A produtividade do café é influenciada por fatores relacionados ao solo, relevo, clima e manejo, sendo a variabilidade espacial dos atributos o principal fator para a definição de zonas de manejo (ZM) na agricultura. O uso de sensoriamento remoto (sensores orbitais e VANTs) e sensoriamento próximo (pXRF, colorimetria e suscetibilidade magnética) permite caracterizar atributos físicos e químicos do solo de forma rápida, sustentável e com menor custo, complementando análises laboratoriais. A grande quantidade de dados gerados por essas técnicas permite o uso de algoritmos de aprendizado de máquina, como Random Forest, XGBoost e redes neurais, que têm apresentado bom desempenho na predição de atributos do solo e na geração de mapas. Nesse contexto, o mapeamento digital de solos (MDS) integra dados geográficos, modelos computacionais para estimar a distribuição espacial de atributos do solo, oferecendo vantagens como menor custo, replicabilidade e quantificação de incertezas. O MDS pode ser aplicado na delimitação de ZM, definidas como áreas homogêneas dentro do talhão, onde práticas de manejo podem ser uniformizadas. Essa delimitação deve considerar múltiplos critérios, como atributos do solo, relevo, fertilidade, altitude e, na cafeicultura, até a maturação dos frutos. Apesar dos avanços, muitos estudos ainda utilizam abordagens tradicionais baseadas apenas em atributos físicos e químicos. Assim, este trabalho propõe integrar dados de sensoriamento próximo e remoto com algoritmos de aprendizado de máquina e mapas pedológicos para mapear atributos do solo e delimitar zonas de manejo em áreas cafeeiras, visando maior eficiência, rentabilidade e sustentabilidade.