PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM CIÊNCIA DO SOLO Versão em Português Versão em Inglês Versão em Espanhol Versão em Francês

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Notícias

Banca de DEFESA: MAISA DAMARIS DOS SANTOS

Uma banca de DEFESA de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE: MAISA DAMARIS DOS SANTOS
DATA: 30/09/2026
HORA: 14:00
LOCAL: DCS02
TÍTULO:

COMPATIBILIDADE DA BIOFORTIFICAÇÃO AGRONÔMICA COM SELÊNIO E ZINCO ASSOCIADA AO USO DE PRODUTOS FITOSSANITÁRIOS NA CULTURA DO ARROZ (Oryza sativa)


PALAVRAS-CHAVES:

Oryza sativa, selênio, zinco, mistura de tanque, adubação foliar, fluorescência de raios X, translocação.


PÁGINAS: 53
GRANDE ÁREA: Ciências Agrárias
ÁREA: Agronomia
SUBÁREA: Ciência do Solo
ESPECIALIDADE: Fertilidade do Solo e Adubação
RESUMO:

A biofortificação agronômica trata-se de uma estratégia consolidada para elevar o teor de micronutrientes essenciais, como o selênio (Se) e o zinco (Zn), em alimentos básico como o arroz. Na cultura do arroz (Oryza sativa L.), a janela recomendada para aplicação foliar desses nutrientes coincide com a do manejo fitossanitário, o que abre a possibilidade de aplicação conjunta em uma única operação. Este trabalho avaliou a compatibilidade da aplicação foliar conjunta de Se e Zn, visando a biofortificação, com produtos fitossanitários. O experimento foi conduzido em casa de vegetação, em blocos casualizados, com esquema fatorial 3x5 mais um tratamento adicional, com quatro repetições e 64 unidades experimentais. Os fatores foram a fonte aplicada via foliar (Se, Zn e Se+Zn) e o produto fitossanitário associado à calda (sem produto, tebuconazol, acefato, clorotalonil e a mistura dos três), acrescidos de um controle sem aplicação. Foram feitas duas aplicações, no emborrachamento e no grão leitoso, fornecendo 0,4 mg de Se e 20 mg de Zn por vaso. A biofortificação com Se foi efetiva, visto que os dez tratamentos que receberam o elemento diferiram do controle pelo teste de Dunnett (p < 0,001), com teores no grão de 0,90 a 1,50 mg kg-1 contra valores abaixo do limite de detecção do método no tratamento controle. Para o Zn, nenhum tratamento diferiu do controle no grão, embora o teor na parte aérea tenha subido de 66,9 para até 274,6 mg kg-1.  a recuperação na planta inteira foi equivalente à do Se, mas apneas 8 a 14% do Zn acumulado chegou ao grão, contra 27 a 41% do Se, o que caracteriza limitação de translocação e não de absorção. A aplicação conjunta de Se e Zn reduziu em 27,2% o acúmulo de Se no grão, efeito compatível com o pareamento iônico entre Zn2+ e SeO42- na calda e modulado pelo produto associado. A única combinação prejudicial foi Se+Zn+tebuconazol, que reduziu a massa de grãos de 20,24 para 13,19 g por vaso (p = 0,004) sem afetar a massa da parte aérea. Conclui-se que a biofortificação foliar com Se é compatível com o manejo fitossanitário do arroz e pode ser incorporada à mesma operação de pulverização, com exceção da combinação de Se e Zn com tebuconazol.


MEMBROS DA BANCA:
Interno - CYNTHIA DE OLIVEIRA - UFLA (Suplente)
Externo à Instituição - FÁBIO AURÉLIO DIAS MARTINS - EPAMIG (Membro)
Presidente - GUILHERME LOPES (Membro)
Externo ao Programa - VINICIUS MARTINS SILVA - DCS/ESAL (Membro)
Externo à Instituição - JOSINALDO LOPES ARAÚJO ROCHA - UFCG (Suplente)
Notícia cadastrada em: 21/09/2026 09:38
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