Ácido Poliláctico (PLA) como carreador de compostos orgânicos no controle de Meloidogyne incognita em cultura de alface Lactuca sativa L. em condições de campo
Lactuca sativa L; Meloidogyne; PLA
A alface (Lactuca sativa L.) é uma das hortaliças folhosas mais importantes no mundo. Entre os principais problemas fitossanitários da cultura destacam-se os nematoides formadores de galhas do gênero Meloidogyne, especialmente M. incognita, que causa danos ao sistema radicular, reduz a absorção de água e nutrientes e compromete o crescimento e a produtividade das plantas. O manejo desses fitonematoides tem sido realizado principalmente por meio de nematicidas químicos. Entretanto, os impactos ambientais e os riscos à saúde humana associados a esses produtos têm estimulado a busca por alternativas mais sustentáveis. Nesse contexto, compostos orgânicos derivados de óleos essenciais e metabólitos naturais têm demonstrado potencial no controle de M. incognita, destacando-se a (+)-carvona, o trans-cinamaldeído, o dissulfeto de dialila e o acetato de 2-metilbutila. Apesar dos resultados promissores, a elevada volatilidade dessas substâncias pode limitar sua eficiência em condições de campo. Uma estratégia para contornar essa limitação é a encapsulação dos compostos em ácido poliláctico (PLA), um biopolímero biodegradável obtido de fontes renováveis. Além de sua biocompatibilidade, o PLA possibilita a liberação gradual das substâncias ativas, aumentando sua estabilidade e potencializando sua ação no solo. Dessa forma, o presente trabalho tem como objetivo avaliar a eficiência de quatro compostos orgânicos encapsulados em PLA no controle de M. incognita em plantas de alface cultivadas em campo. Serão avaliados os efeitos dos tratamentos sobre a reprodução do nematoide, por meio da quantificação de ovos por planta e por massa de raiz, bem como sobre parâmetros agronômicos da cultura. Também serão realizadas análises para confirmar a encapsulação dos compostos no PLA e determinar sua dinâmica de liberação em diferentes substratos. Espera-se que os compostos encapsulados reduzam a infestação e a reprodução de M. incognita, contribuindo para o desenvolvimento de estratégias mais sustentáveis para o manejo desse patógeno.