AVALIAÇÃO DA RESISTÊNCIA DE CAFEEIROS (Coffea arabica L.) A CANCRO DO CAULE (Ceratocystis manginecans) E SENSIBILIDADE IN VITRO DO PATÓGENO A DIFERENTES FUNGICIDAS.
Murcha de Ceratocystis, fungo necrótico, controle químico, alteração fisiológica, manejo de doenças, perdas.
O cancro do caule do cafeeiro, causado por Ceratocystis manginecans, representa uma ameaça fitossanitária emergente para a cafeicultura brasileira, exigindo o desenvolvimento de estratégias integradas de manejo. Diante disso, este estudo teve como objetivo avaliar a sensibilidade in vitro de isolados do patógeno a fungicidas de diferentes grupos químicos e determinar a reação de resistência de diferentes cultivares de Coffea arabica L. O ensaio de sensibilidade in vitro foi conduzido em delineamento inteiramente casualizado, avaliando-se oito tratamentos fungicidas em nove concentrações (0,5 a 1600 mg/Kg ou L) sobre dois isolados de C. manginecans. A inibição do crescimento micelial e as concentrações efetivas (EC50) indicaram aos triazóis (como ciproconazol e flutriafol) e a associação isoflucypram + tebuconazol apresentaram alta fungitoxicidade, com EC50 inferior a 1 mg/Kg ou L, ao passo, as carboxamidas isoladas revelaram baixa sensibilidade. Para a avaliação da resistência genética, doze cultivares de café arábica foram inoculadas com o isolado KLC1 em casa de vegetação, sob delineamento em blocos casualizados. Aos 45 dias após a inoculação, observou-se o comprometimento vascular e o avanço de lesões em todas as cultivares testadas, confirmando a suscetibilidade do grupo, embora tenham sido identificadas variações significativas na severidade da doença. As cultivares Oeiras, Topázio, Mundo Novo e Siriema apresentaram os maiores índices de severidade (entre 14,29% e 17,24%), enquanto o grupo composto por Asa Branca, Catuaí Vermelho IAC 144, Acaiá, Acauã, Graúna, Paraíso 1, Arara e Catuaí Vermelho IAC 99 exibiu menores valores de severidade (entre 10,05% e 13,83%). O acúmulo de massa seca das plantas não diferiu estatisticamente entre os tratamentos no período avaliado. Os resultados evidenciam o potencial do controle químico com triazóis e apontam a existência de variabilidade na resposta de cultivares comerciais, subsidiando bases para o manejo integrado do cancro do caule na cafeicultura.