PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM CIÊNCIAS VETERINÁRIAS Versão em Português Versão em Inglês Versão em Espanhol Versão em Francês

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Notícias

Banca de QUALIFICAÇÃO: ISABELLA GUIMARÃES GONÇALVES

Uma banca de QUALIFICAÇÃO de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE: ISABELLA GUIMARÃES GONÇALVES
DATA: 14/05/2026
HORA: 14:00
LOCAL: PV9 sala 2
TÍTULO:

CARACTERIZAÇÃO ANATOMOPATOLÓGICA DE NEOPLASIAS EM COELHOS (Oryctolagus cuniculus) E ASSOCIAÇÃO COM ACHADOS CLÍNICOS E EPIDEMIOLÓGICOS


PALAVRAS-CHAVES:

adenocarcinoma uterino, coelho de estimação, histopatologia


PÁGINAS: 41
GRANDE ÁREA: Ciências Agrárias
ÁREA: Medicina Veterinária
SUBÁREA: Patologia Animal
RESUMO:

A popularização dos coelhos como animais de companhia tem impulsionado a demanda por atendimento veterinário especializado. Quanto maior a expectativa de vida desses animais, mais frequentes se tornam os diagnósticos de neoplasia, as quais frequentemente exigem combinação entre exame histopatológico e imuno-histoquímico (IHQ) para a classificação e a avaliação prognóstica.  Estudos abrangentes sobre neoplasias em coelhos de estimação ainda são escassos, restringindo-se majoritariamente a relatos de caso. Assim, investigações que associem dados epidemiológicos, clínicos e anatomopatológicos são fundamentais para elucidação diagnóstica, de prognósticos e tratamentos direcionados a essas espécies. O objetivo deste trabalho é demonstrar as neoplasias mais frequentes em coelhos de estimação, caracterizá-las quanto aos achados histológicos e correlacionar os fatores epidemiológicos nesta espécie, com base em dados provenientes de amostras recebidas em três laboratórios de diagnóstico em Patologia Veterinária. O estudo utilizou casos examinados de 2013 a 2025 no Setor de Patologia Veterinária da UFLA e nos laboratórios parceiros Laboratório de Patologia Veterinária do Vale em Taubaté/SP e no Centro de Diagnóstico Celulavet em Belo Horizonte/MG. Foram coletados dados epidemiológicos, como espécie, sexo, idade, sinais clínicos, além de informações sobre localização e características da neoplasia. Os fragmentos foram fixados em formalina a 10% e processados para histopatologia. A coloração padrão foi Hematoxilina e Eosina, com colorações especiais adicionais conforme necessárias. Futuramente, será utilizada IHQ, com marcadores como Ki-67 e Cox-2, aplicados em lâminas silanizadas, utilizando anticorpos primários e kits comerciais para a detecção da imunomarcação. Foi realizada análise estatística dos dados para calcular prevalências e correlações entre neoplasias, espécie, idade e sexo. No período 2013-2025 foram recebidas 252 amostras teciduais de coelhos de estimação somados os três laboratórios, das quais 99 (39,29%) tiveram diagnóstico de neoplasia. O maior número de diagnósticos ocorreu no sistema reprodutor feminino, com destaque para o adenocarcinoma uterino, com diagnóstico de 43 casos de 144 coelhas. As lesões apresentaram-se progressivamente mais agressivas com a idade (em coelhas mais jovens foi observada neoplasia com maior diferenciação e restrita ao endométrio, e em coelhas mais velhas neoplasias mais sólidas, com infiltração de camada muscular e metástase). Neoplasia uterina benigna (adenoma uterino) ocorreu em uma coelha de um ano de idade. Distúrbios uterinos são comuns em coelhos domésticos e o risco de neoplasia uterina aumenta significativamente após os três anos de idade. Foi também demonstrado que alguns casos apresentam marcação positiva para receptores de estrógeno e progesterona em avaliação IHQ, sugerindo possível influência hormonal no surgimento e na progressão da neoplasia uterina. O sistema tegumentar foi o segundo mais afetado, com 33/109 casos e predomínio de neoplasias mesenquimais malignas, como fibrossarcoma e neoplasias pouco diferenciadas, com indicação de IHQ para a conclusão diagnóstica. Neoplasias mamárias também foram frequentemente observadas, com 11 casos. Houve predomínio de carcinomas, independentemente da idade do animal. A ocorrência elevada de neoplasias em coelhos de estimação, assim como a prevalência de tipos histológicos distintos em comparação com os observados em cães e gatos, evidencia a necessidade de estabelecer critérios de graduação e prognóstico particulares para essa espécie.


MEMBROS DA BANCA:
Externo à Instituição - CAMILA COSTA ABREU - M&A (Membro)
Externo ao Programa - FLADEMIR WOUTERS - DMV/FZMV (Suplente)
Interno - MARY SUZAN VARASCHIN (Membro)
Presidente - ANGELICA TEREZINHA BARTH WOUTERS (Membro)
Notícia cadastrada em: 05/05/2026 10:09
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