Azolla – Anabaena NO CONTROLE BIOLÓGICO DE Pythium sp. EM SISTEMAS HIDROPÔNICOS DE ALFACE
(Lactuca sativa L.)
alface; Lactuca sativa L.; Pythium sp.; Azolla–Anabaena; controle biológico; cultivo hidropônico; simbiose microbiana.
A alface (Lactuca sativa L.) é uma hortaliça de crescimento rápido e alto valor nutricional, amplamente cultivada em sistemas hidropônicos devido ao uso eficiente de água e nutrientes, além da menor dependência do solo. No entanto, esses sistemas são altamente suscetíveis a patógenos aquáticos, como Pythium sp., responsável pela
podridão radicular, clorose foliar e perdas econômicas significativas. Diante da necessidade de reduzir o uso de fungicidas químicos, a simbiose Azolla–Anabaena apresenta-se como uma alternativa sustentável para o controle biológico, devido à sua capacidade de fixação biológica de nitrogênio, promoção do crescimento vegetal e potencial supressão de patógenos por meio da competição microbiana e da produção de metabólitos antimicrobianos. Nesse contexto, o presente estudo contempla o isolamento e a caracterização de microrganismos associados à Azolla, bem como a avaliação de sua atividade antagônica contra Pythium sp. e sua aplicação em sistemas hidropônicos experimentais. O objetivo é avaliar o potencial de biocontrole desses microrganismos na supressão do patógeno em alface cultivada em sistema hidropônico, determinando sua
capacidade de promover raízes mais saudáveis e favorecer o crescimento das plantas.
Assim, a pesquisa busca contribuir para o desenvolvimento de uma estratégia sustentável para a produção sem solo. Espera-se que os microrganismos isolados do sistema simbiótico Azolla–Anabaena apresentem efeito significativo no controle de Pythium sp., refletido na redução da incidência e severidade da podridão radicular sob condições hidropônicas. Adicionalmente, espera-se identificar isolados com maior eficácia de biocontrole, possibilitando a seleção daqueles com desempenho equivalente ou superior aos controles biológicos e químicos de referência. Os tratamentos mais promissores deverão promover um sistema radicular mais desenvolvido, caracterizado por maior comprimento, ramificação e biomassa, além de favorecer o crescimento da parte aérea mesmo na presença do patógeno.