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Notícias

Banca de DEFESA: PABLO HENRIQUE MACHADO DE SOUZA

Uma banca de DEFESA de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE: PABLO HENRIQUE MACHADO DE SOUZA
DATA: 08/09/2026
HORA: 14:00
LOCAL: Google Meet
TÍTULO:

Efeitos de alterações no uso do solo na dinâmica hidrológica da bacia Ji-Paraná, Amazônia Brasileira.


PALAVRAS-CHAVES:

Amazônia; LASH; Mudanças no uso do solo; Modelagem hidrológica.


PÁGINAS: 98
GRANDE ÁREA: Ciências Agrárias
ÁREA: Engenharia Agrícola
SUBÁREA: Engenharia de Água e Solo
ESPECIALIDADE: Conservação de Solo e Água
RESUMO:

Na Amazônia, as alterações no uso e ocupação do solo têm provocado impactos expressivos na dinâmica hidrológica, principalmente em função do desmatamento de áreas florestais para conversão em pastagens e atividades agrícolas. Esse processo modifica os processos hidrológicos, destacando-se a infiltração, o escoamento superficial, a evapotranspiração e a recarga subterrânea, influenciando a disponibilidade de água e a ocorrência de secas e inundações. Diante disso, este trabalho avaliou os efeitos das mudanças no uso e cobertura do solo sobre o regime hidrológico da bacia hidrográfica do rio Ji-Paraná (BRJP), afluente do rio Madeira, com área de drenagem de 16,2 mil km². Para isso, foi aplicado o modelo hidrológico Lavras Simulation of Hydrology (LASH), que simula os principais processos do ciclo da água com número reduzido de parâmetros e pequena disponibilidade de dados. A BRJP foi dividida em 43 sub-bacias e o modelo foi calibrado de 1993 a 2013 e validado de 2014 a 2019. A partir da configuração de 2020, foram simulados três cenários para 2030, representando a intensificação do desmatamento, uma situação intermediária e a recuperação da cobertura florestal. Entre 1990 e 2020, a formação florestal reduziu-se de 81,6% para 54,7% da área, enquanto a pastagem aumentou de 17,1% para 40,6%. O modelo apresentou bom desempenho, com coeficiente de Nash-Sutcliffe de 0,80 para a calibração e 0,75 para validação, com melhor representação das vazões de estiagem que os picos de cheia. A simulação dos cenários mostrou que o avanço da pastagem aumentou as vazões mais altas e reduziu as vazões mais baixas, enquanto a recuperação florestal produziu o efeito contrário. As respostas apresentaram intensidade moderada, em razão da elevada capacidade de regularização natural da bacia, e concentraram-se nos extremos da distribuição, com compensação na faixa intermediária. Esses resultados indicam que a continuidade do desmatamento tende a intensificar as cheias e reduzir as vazões nos períodos secos, enquanto a recuperação florestal atenua os picos e sustenta as vazões mínimas.


MEMBROS DA BANCA:
Interno - SAMUEL BESKOW (Membro)
Interno - LIVIA ALVES ALVARENGA (Suplente)
Interno - LEANDRO CAMPOS PINTO (Membro)
Externo à Instituição - JOSÉ ALVES JUNQUEIRA JÚNIOR - IFMG (Suplente)
Externo à Instituição - JHONES DA SILVA AMORIM - UFRN (Membro)
Presidente - CARLOS ROGERIO DE MELLO (Membro)
Notícia cadastrada em: 31/08/2026 08:53
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