Valorização da casca de Eucalyptus sp. para produção sustentável de etanol de segunda geração
Pré-tratamento organossolve, energia, biomassa lignocelulósica
O etanol de segunda geração surge como uma alternativa promissora para enfrentar desafios ambientais e energéticos, especialmente diante da crescente demanda e do aumento nos preços dos combustíveis fósseis. A biomassa lignocelulósica, proveniente da casca de Eucalyptus sp., destaca-se como uma grande possibilidade para a produção de energia sustentável. Composta principalmente por celulose, hemiceluloses e lignina, a biomassa oferece vantagens ambientais e econômicas, sendo uma fonte renovável de energia que, ao mesmo tempo, promove a valorização de resíduos agroindustriais, contribuindo para uma matriz energética mais limpa e eficiente. Neste contexto, a pesquisa tem como objetivo desenvolver um método eficiente para desestruturação da casca de Eucalyptus sp., visando a produção sustentável de etanol de segunda geração e a promoção da valorização destes resíduos como matéria prima para a bioenergia. A pesquisa se concentrou no delineamento de planejamento fatorial 2². Posteriormente, a casca foi submetida a condições de pré-tratamento em um reator com capacidade de 300 mL. A biomassa foi misturada a uma solução de água/etanol (50% v/v), mantendo a razão sólido-líquido de 1:10 (m/v). Após o pré tratamento, a mistura foi filtrada para separar o líquido rico em pentoses e lignina da parte sólida, que é rica em celulose. Em seguida, foi realizada a caracterização da fração sólida após as condições de pré-tratamento. Para as análises químicas da biomassa in natura e pré-tratada foram realizadas a determinação de umidade, teor de extrativos, lignina insolúvel e solúvel, cinzas e holocelulose. Para as análises térmicas foram feitos ensaios de poder calorifico, análise de termogravimetria (TGA e DTG) e análise de Transformada de Fourier do Infravermelho (FTIR) na biomassa in natura e pré-tratada. A parte sólida pré-tratada também foi submetida à análise por Microscopia Eletrônica de Varredura (MEV). A partir disso, a parte sólida foi submetida em hidrólise enzimática para a quebra dos açúcares. Os açúcares hidrolisados serão determinados por intermédio de metodologia para quantificação de açúcares redutores (DNS). Os resultados incluiram a otimização da metodologia para a extração de açúcares, promovendo a produção sustentável de etanol e valorizando a biomassa como recurso energético.