BIOMASSA FLORESTAL DE MADEIRA: DESENVOLVIMENTO DE REVESTIMENTOS PARA BIOAGREGADOS SATURADOS COM PCM VISANDO AO APRIMORAMENTO DO DESEMPENHO FÍSICO-MECÂNICO E TÉRMICO DE MATRIZES CIMENTÍCIAS
Materiais de mudança de fase (PCM); Armazenamento de energia; Partículas lignocelulósicas.
Os materiais de Mudança de Fase (PCM) destacam-se na construção civil pela capacidade de armazenamento de energia térmica via calor latente. Este trabalho teve como objetivo desenvolver e avaliar bioagregados de madeira da espécie Pinus sp saturadas com óleo de coco, utilizado como PCM, e revestimentos polímero-minerais para aplicação em matrizes cimentícias. A metodologia consistiu na moagem e classificação granulométrica das partículas, seguidas pela saturação com PCM sob vácuo e posterior encapsulamento. Foram investigadas diferentes formulações de revestimento utilizando resina epóxi, estireno butadieno carboxilado e cimento, aditivados com cargas de areia, grafite e cobre para modular a condutividade térmica e a aderência mecânica. Os resultados demonstraram que o revestimento de resina epóxi e areia, proporcionou a maior espessura de camada com 1412,74 µm, resultando em um desempenho mecânico superior, com módulo de ruptura (MOR) de 6,64 MPa, superando a referência mineral de brita. Termicamente, o uso de grafite e areia associados à resina epóxi, promoveu a maior inercia térmica e retardo no resfriamento, enquanto o cobre facilitou a dissipação célere de calor devido à sua alta condutividade. O tratamento com grafite destacou-se pela ductibilidade, apresentando o menor módulo de elasticidade com 174,06 MPa. Em contrapartida, o pinus sem encapsulamento apresentou os menores índices de resistência com 2,84 MPa. Com isso, conclui-se que a hibridação de bioagregados com PCM e revestimentos minerais é uma estratégia eficaz para a produção de compósitos sustentáveis com alto desempenho termomecânico.