VALORIZAÇÃO DE TANINOS DE CASCA E FRUTAS DA ANADENANTHERA COLUBRINA VAR. CEBIL COMO REVESTIMENTOS SUSTENTÁVEIS PARA PAPEL DE EMBALAGEM DE ALTO DESEMPENHO
Compostos fenólicos; Taninos Condensados; Aplicação industrial.
A busca por alternativas sustentáveis na utilização de recursos florestais tem impulsionado o
interesse científico por espécies nativas subutilizadas e por compostos naturais com potencial
tecnológico. Nesse contexto, o estudo da composição anatômica e química da casca tem
ganhado relevância como estratégia de valorização de espécies florestais, especialmente no
que se refere à identificação de usos industriais para seus constituintes. Este trabalho tem
como objetivo caracterizar a casca de Vismia cayennensis, uma espécie nativa da Amazônia
ainda pouco explorada, visando avaliar seu potencial como fonte de taninos condensados para
aplicações diversas, como adesivos naturais. Serão coletadas aproximadamente 15 kg de
cascas de V. cayennensis em uma área de floresta secundária em pé, localizada na Fazenda
Experimental da Universidade Federal do Amazonas (FAEXP/UFAM), no km 38 da BR-174,
município de Manaus, Amazonas (02°38’S, 60°03’W). A pesquisa será desenvolvida em
duas etapas complementares. A primeira abordará a caracterização anatômica e química da
casca por meio de estudos anatômicos, análise química somativa, análise elementar e
quantificação dos compostos fenólicos totais, flavonoides e taninos condensados, incluindo a
caracterização dos compostos fenólicos por HPLC. Na segunda etapa, será avaliado o
processo de extração dos taninos, testando diferentes combinações de tempo (1h30, 3h e
4h30), temperatura (50, 70 e 90 °C) e concentração de sulfito de sódio (1, 2 e 3%), com
posterior determinação do teor de sólidos, índice de Stiasny, rendimento de extrativos não-
tânicos e taninos condensados. Espera-se que os resultados revelem a presença significativa
de compostos fenólicos na casca de V. cayennensis e permitam definir condições adequadas
de extração de taninos, fornecendo subsídios técnico-científicos para o aproveitamento dessa
matéria-prima em aplicações de maior valor agregado, como bioadesivos, contribuindo para a
diversificação de espécies utilizadas na indústria florestal e para o desenvolvimento de
produtos mais sustentáveis.