PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM CIÊNCIA E TECNOLOGIA DA MADEIRA Versão em Inglês Versão em Espanhol Versão em Francês

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Notícias

Banca de DEFESA: PATRÍCIA LEONÍDIA DOS SANTOS

Uma banca de DEFESA de DOUTORADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE: PATRÍCIA LEONÍDIA DOS SANTOS
DATA: 07/08/2026
HORA: 09:00
LOCAL: Google Meet (meet.google.com/cid-zxam-zxg)
TÍTULO:

CARVÃO VEGETAL DE RESÍDUOS LENHOSOS DE PLANOS DE MANEJO FLORESTAL SUSTENTÁVEL NA AMAZÔNIA: APLICAÇÃO ENERGÉTICA E POTENCIAL DE ARMAZENAMENTO DE CARBONO NO SOLO


PALAVRAS-CHAVES:

Biomassa residual. Carbonização. Biotermorredutor. Autocombustão.


PÁGINAS: 284
GRANDE ÁREA: Ciências Agrárias
ÁREA: Recursos Florestais e Engenharia Florestal
SUBÁREA: Energia de Biomassa Florestal
RESUMO:

Os resíduos madeireiros derivados de planos de manejo florestal sustentável (PMFS) na Amazônia apresentam elevado potencial bioenergético. No entanto, ainda há lacunas quanto ao desempenho do carvão vegetal produzido a partir desses resíduos, especialmente em relação à combustão espontânea, à higroscopicidade e às características do biochar para aplicação no solo. Assim, este trabalho teve como objetivo avaliar o potencial de aproveitamento de resíduos lenhosos oriundos de PMFS na Amazônia para a produção de carvão vegetal destinado a aplicações energéticas e ao armazenamento de carbono no solo. Os resíduos foram coletados da galhada da copa de árvores provenientes da Unidade de Manejo Florestal do Complexo Rio Capim, em Paragominas, Pará. O estudo avaliou carvões vegetais produzidos em escalas laboratorial e industrial, sendo estruturado em quatro capítulos: (i) propriedades térmicas, químicas, físicas e combustibilidade de carvões produzidos a 400, 500, 600 e 700 °C; (ii) combustibilidade e combustão espontânea de carvões produzidos em fornos de alvenaria; (iii) higroscopicidade dos carvões produzido em fornos de alvenaria; e (iv) propriedades do biochar produzido em laboratório em diferentes temperaturas. Os resultados demonstraram que a temperatura final de carbonização de 400 °C foi mais adequada para a produção de carvão vegetal para uso doméstico, devido à maior reatividade e facilidade de ignição. As espécies D. excelsa, M. elata e C. villosum apresentaram maior estabilidade térmica e melhor desempenho energético, associados ao maior teor de carbono e às menores razões H/C e O/C, sendo mais indicadas para uso industrial (Capítulo 1). Observou-se combustão espontânea para P. oblanceolata, P. pendula, Inga spp. e P. suaveolens, enquanto N. amazonum e D. excelsa apresentaram maior estabilidade térmica, com temperaturas de ignição entre 344 °C e 377 °C (Capítulo 2). A umidade de equilíbrio foi influenciada pela umidade relativa e pela espécie, sem correlação entre esses fatores, sendo os maiores valores observados para Pourouma spp. e D. excelsa (Capítulo 3). A temperatura de pirólise foi o principal fator responsável pelas alterações na estrutura do biochar, promovendo aumento do pH e da condutividade elétrica e redução dos grupos funcionais. As temperaturas entre 600 °C e 700 °C produziram biochars com maior potencial de armazenamento de carbono (Capítulo 4). 


MEMBROS DA BANCA:
Presidente - THIAGO DE PAULA PROTASIO - UFRA (Membro)
Externo ao Programa - VANUZIA RODRIGUES FERNANDES FERREIRA - DCF/ESAL (Suplente)
Externo à Instituição - MICHAEL DOUGLAS ROQUE LIMA - UEMASUL (Membro)
Externo à Instituição - LUCÉLIA ALVES DE MACEDO - CONAMA (Membro)
Externo à Instituição - ANGELICA DE CÁSSIA OLIVEIRA CARNEIRO - UFV (Membro)
Externo à Instituição - EDGAR AMARAL SILVEIRA - UnB (Membro)
Externo à Instituição - LINA BUFALINO - UFRA (Suplente)
Notícia cadastrada em: 24/07/2026 14:39
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