VALORIZAÇÃO DE FINOS DE CARVÃO VEGETAL PARA PRODUÇÃO DE BRIQUETES: POTENCIAL ENERGÉTICO PARA USO RESIDENCIAL
Briquetagem; Aglutinantes naturais; Farinha de milho; Melaço de cana
A geração de finos de carvão vegetal constitui um problema tecnológico, econômico e ambiental na cadeia produtiva do carvão, pois parte do material carbonizado perde valor comercial durante a descarga dos fornos, o peneiramento, o transporte e o manuseio. Embora apresentem elevado potencial energético por concentrarem carbono fixo e poder calorífico do carvão original, os finos possuem baixa estabilidade física, elevada friabilidade, maior tendência à formação de poeira e dificuldade de uso direto como combustível. Este projeto tem como objetivo avaliar o efeito do tipo e da proporção de aglutinantes naturais na qualidade de briquetes produzidos a partir de finos de carvão vegetal, visando identificar formulações com melhor desempenho físico, mecânico, químico e energético para uso residencial. Serão avaliados dez tratamentos em esquema fatorial 2 x 5, considerando a farinha de milho e o melaço de cana nas proporções de 4%, 6%, 8%, 10% e 12% em base seca como agltinantes. A caracterização dos briquetes será por meio da determinação da densidade aparente, resistência à compressão diametral, índice de durabilidade, teor de umidade, análise química imediata, poder calorífico superior, análise elementar CHNS/O e comportamento de combustão. A originalidade do estudo está na comparação direta entre um ligante amiláceo e um açucarado, associados à avaliação integrada de propriedades relevantes para manuseio, armazenamento, combustão e seleção do melhor tratamento. Espera-se contribuir para a valorização de resíduos da cadeia do carvão vegetal e para o desenvolvimento de biocombustíveis sólidos adequados ao uso residencial.