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Banca de DEFESA: TAYNARA LARA DA SILVA

Uma banca de DEFESA de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE: TAYNARA LARA DA SILVA
DATA: 26/02/2025
HORA: 14:00
LOCAL: Sala de aula do Programa de Pós-Graduação em Botânica Aplicada
TÍTULO:

Estudo de dois morfotipos de galhas em Persea willdenowii kosterm: aspectos anatômicos, histoquímicos e fenológicos


PALAVRAS-CHAVES:

Palavras-chave: Anatomia, Fenologia, Insetos galhadores, Interação inseto-planta.


PÁGINAS: 47
GRANDE ÁREA: Ciências Biológicas
ÁREA: Botânica
SUBÁREA: Botânica Aplicada
RESUMO:

Galhas de insetos caracterizam-se por tecidos com funções e padrões típicos e se formam por hipertrofia celular, hiperplasia dos tecidos, alterações citológicas, além de alterações no perfil químico, levando a uma interação galhador/planta hospedeira espécie-específica. A sincronia entre o galhador e a planta hospedeira é essencial para a formação das galhas. Persea willdenovii é uma árvore hospedeira de galhadores, semidecídua, conhecida como abacateiro-do-mato ou maçaranduba, que apresenta dois morfotipos de galhas foliares. Um morfotipo globoide intralaminar com uma pequena projeção para a face adaxial e uma grande projeção para a face abaxial, o outro globoide esférico induzido na face adaxial a partir do dobramento da folha. O estudo teve como objetivo geral estudar o desenvolvimento anatômico, o perfil histoquímico, a fenologia e a sincronia fenológica de dois morfotipos de galhas foliares induzidos em P.willdenovii. A hipótese do trabalho é que os dois morfotipos mesmo foliares apresentarão desenvolvimento anatômico, composição química diferentes devido a especificidade da interação. Amostras de folhas não galhadas, folhas galhadas, galhas jovens, maduras e senescentes, foram coletadas em uma área de mata e uma área de pastagem no campus seda da UFLA, fixadas em FAA 70% e armazenadas em etanol 70%. Secções transversais das folhas e das galhas foram feitas à mão livre, coradas com safranina e azul de astra e montadas em água glicerinada 50%. Para a detectar a presença de açucares redutores, proteína, amido, lipídeo, alcaloides, flavonoides, compostos fenólicos e ligninas foram utilizados secções de material fresco. Para avaliar a fenologia da planta hospedeira foi seguido o modelo sugerido por Fournier e Charpentier; para acompanhar a fenologia da galha foi realizada a contagem de galhas jovens, maduras e senescentes para obtenção da proporção. A folha apresenta epiderme unisseriada em ambas as faces com cutícula espessa na face adaxial e tricomas na abaxial, mesofilo dorsiventral, feixes vasculares colaterais com bainha lignificada. A galha globoide intralaminar é fechada, glabra, com coloração variando de verde a vermelha, apresenta epiderme externa unisseriada com cutícula delgada, o mesofilo é parenquimático com um córtex externo lignificado e um córtex interno não lignificado e vascularizado. A galha globoide esférica é aberta, verde, glabra com a câmara larval se formando pelo dobramento do limbo a partir de um feixe vascular. O córtex da galha apresenta camadas periféricas lignificadas e parênquima homogêneo de células compactadas. A composição química das galhas apresentou pouca variação do perfil químico foliar. O ciclo de desenvolvimento dos morfotipos foi especifico em relação a fenologia da planta hospedeira, com indução tanto em folhas jovens quanto maduras. Na galha globoide intralaminar foi coletado um Hemíptera não identificado. Oorfotipo globoide intralaminar não foi observado em áreas de pastagem. Essa ausência pode ser influenciada pelas condições nutricionais da planta, pelas características químicas do solo e também pode indicar incapacidade do galhador de sobreviver em ambientes abertos. Os dois morfotipos apresentaram lignificação das camadas externas corroborando o papel de proteção da galha e camadas internas parenquimática sem tecido nutritivo, típico de galhas induzidas por insetos sugadores. Com relação a composição química destaca-se a presença dos compostos fenólicos que não impediu a formação e podem atenuar o estresse oxidativo causado pela atividade alimentar do galhador. Nos morfotipos a indução de galhas tanto em folhas jovens quanto maduras, associado a característica semidecídua da hospedeira, permite que os galhadores sejam multivoltinos.

  


MEMBROS DA BANCA:
Presidente - THIAGO ALVES MAGALHAES (Membro)
Interno - ORIVALDO BENEDITO DA SILVA - UFLA (Membro)
Interno - MARINES FERREIRA PIRES LIRA (Suplente)
Externo à Instituição - ELAINE COTRIM COSTA - FURG (Membro)
Externo à Instituição - ANA FLAVIA DE MELO SILVA - UFMG (Suplente)
Notícia cadastrada em: 11/02/2025 09:17
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