Cultivares de alho submetidas ao déficit hídrico,modificando a anatomia foliar, fisiologia, bioquímica e produtividade
Allium sativum L., seca, fotossíntese
O alho é uma cultura de grande importância econômica mundial. Frente ao cenário de mudanças climáticas que enfrentamos pesquisas que buscam cultivares com características de tolerância ao déficit hídrico são fundamentais. Objetivou-se avaliar a estrutura e o funcionamento de cultivares de alho submetidas ao déficit hídrico. O estudo foi realizado em casa de vegetação na área experimental do Setor de Olericultura do Departamento de Agricultura da Universidade Federal de Lavras. O trabalho foi realizado em fatorial 6x4 (cultivares x condições), em DIC em vasos (capacidade de 5L) com três plantas por vaso. As cultivares foram: Caçador, Ito, Quitéria, Chonan, Lavínea e Gravatá; E as condições hídricas são 25, 50, 75 e 100%. As avaliações fisiológicas foram realizadas em três períodos 67, 77 e 87 dias pós plantio (DPP), a coleta das folhas para anatomia foi realizada 88 DPP e a coleta das folhas para as avaliações bioquímicas foram realizadas 90 DPP. As plantas de alho foram coletadas com 120 DPP, submetidas ao processo de cura por 40 dias e posteriormente foi avaliado a produtividade. Esta pesquisa mostra que o déficit hídrico causa alterações fisiológicas, anatômicas e bioquímicas nas plantas, em algumas cultivares essas alterações conferiram maior adaptação ao déficit hídrico, gerando efeito sob a produção de bulbos. As cultivares Ito, Quitéria, Chonan e Gravatá não apresentaram diferença estatística para a produtividade entre as condições de 100 e 75%, esse resultado mostra que essas cultivares tem grande potencial para serem cultivadas com uma redução de 25% de água durante seu ciclo.