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Banca de DEFESA: ANA LUISA VALADARES DE PAULA E LIMA

Uma banca de DEFESA de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE: ANA LUISA VALADARES DE PAULA E LIMA
DATA: 11/02/2026
HORA: 14:00
LOCAL: Sala de aula do Programa de Pós-Graduação em Botânica Aplicada
TÍTULO:

ENTRE NUVENS E PLANTAS: GALHAS NAS FLORESTAS NEBULARES


PALAVRAS-CHAVES:

altitude, floresta nebular, interação inseto planta, morfotipos de galhas.


PÁGINAS: 61
GRANDE ÁREA: Ciências Biológicas
ÁREA: Botânica
SUBÁREA: Botânica Aplicada
RESUMO:

Galhas caracterizam-se como tranformações que ocorrem nos tecidos vegetais gerando hipertrofia e hiperplasia nos tecidos das plantas hospedeiras. A formação, riqueza e diversidade de galhas está diretamente ligada à diversidade da flora local, pela  relação entre o inseto galhador e a planta hospedeira ser espécie-específica, a presença e a densidade das plantas são determinantes para a existência de morfotipos específicos. O objetivo do estudo foi avaliar a diversidade de galhas em uma floresta nebular, analisando como as variações de altitude, temperatura e solo influenciam essa diversidade ao longo de um gradiente altitudinal (cotas de 1700, 1900, 2100, 2300 e 2500 metros). O trabalho  procurou responder as seguintes perguntas: 1- A altitude enquanto filtro ecológico, influência a diversidade (riqueza e uniformidade) de galhas presente no ambiente e difere de outros domínios? As galhas são boas bioindicadoras da qualidade do ecossistema em relação a variação de altitude? Existe um padrão dos morfotipos observados nas diferentes altitudes e quando observado em outros domínios? A área de estudo está localizada no Parque Nacional do Itatiaia, abrangendo os municípios de Alagoa, Bocaina de Minas e Itamonte, na Serra da Mantiqueira, Minas Gerais. A região é caracterizada como Floresta Nebular do domínio Atlântico, com relevo montanhoso e altitudes que chegam a 2791 metros. As coletas foram realizadas mensalmente, ao longo de 12 meses, em cinco cotas altitudinais , utilizando nove parcelas permanentes de 400 m² cada. Foram identificadas 61 espécies de plantas hospedeiras e 86 morfotipos distintos de galhas. Os resultados revelaram que a diversidade de galhas decresce conforme a altitude aumenta, variando de 26 morfotipos na cota de 1700m para apenas 8 morfotipos na cota de 2500m. Algumas espécies apresentam mais de um morfotipo de galha, especialmente nas altitudes intermediárias. Anatomicamente, os morfotipos estudados apresentaram neoformação de tecidos, processos de hiperplasia e hipertrofia celular, além da desorganização do tecido clorofiliano original do hospedeiro. O estudo conclui que a altitude exerce um papel fundamental na distribuição das galhas, atuando como um fator modulador no ambiente, mas não impacta em caracteristicas distintas em cada altitude. Dessa forma, as galhas são confirmadas como excelentes bioindicadoras da qualidade do ecossistema e das variações ambientais em florestas nebulares, sendo sua conservação essencial para a manutenção da biodiversidade da Mata atlântica.


MEMBROS DA BANCA:
Presidente - THIAGO ALVES MAGALHAES (Membro)
Interno - ORIVALDO BENEDITO DA SILVA - UFLA (Suplente)
Interno - FERNANDA MOREIRA GIANASI - UFLA (Membro)
Interno - FELIPE DE CARVALHO ARAÚJO - UFLA (Suplente)
Externo à Instituição - ELAINE COTRIM COSTA - FURG (Membro)
Notícia cadastrada em: 05/02/2026 09:38
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