CARACTERÍSTICAS ESTRUTURAIS NA FORMAÇÃO DE GALHAS INDUZIDAS POR Meloidogyne Incognita (KOFOID & WHITE, 1919) CHITWOOD, 1949 EM TOMATE E ALFACE
hortaliças, galhas de nematoides, olerícolas.
As hortaliças possuem elevada relevância alimentar e econômica no Brasil, destacando-se pela alta rentabilidade, geração de empregos e forte associação à agricultura familiar. Entre os principais desafios da produção hortícola estão os nematoides de galhas do gênero Meloidogyne, que comprometem o sistema radicular, reduzem a produtividade e afetam a qualidade comercial das culturas. Dentre as hortaliças mais cultivadas, a alface (Lactuca sativa L.) e o tomate (Solanum lycopersicum L.) apresentam ampla importância econômica, além de grande diversidade de cultivares com diferentes níveis de suscetibilidade ou resistência aos nematoides. Os nematoides de galhas induzem alterações morfológicas, anatômicas e fisiológicas nas raízes, resultando na formação de galhas associadas à diferenciação de células gigantes, desorganização dos tecidos vasculares e elevada demanda metabólica. Nesse contexto, o presente estudo tem como objetivo compreender o desenvolvimento morfológico, anatômico e celular de cultivares de alface e tomate resistentes e suscetíveis à infecção por Meloidogyne incognita, avaliando o grau de infestação radicular, as alterações morfológicas e alterações anatômicas induzidas pelas galhas visando contribuir para o aprimoramento das práticas agrícolas e o manejo sustentável das culturas. A suscetibilidade à infecção, observada nas cultivares de alface Regina e de tomate Santa Clara, foi evidenciada pela redução do desenvolvimento da parte aérea e do sistema radicular. Em contraste, as cultivares resistentes, alface Mimosa e tomate COMPACK, mantiveram crescimento e capacidade produtiva satisfatórios, mesmo após a inoculação do patógeno. A formação de galhas é decorrente de processos de hiperplasia e hipertrofia, associada ao estabelecimento de células gigantes e resultou na desorganização do cilindro vascular. Os resultados demonstram que a resistência genética presente nas cultivares Mimosa e COMPACK, embora não impeça a infecção inicial, é eficiente em restringir o desenvolvimento do nematoide, de modo que, apesar das alterações estruturais nos tecidos radiculares, o número reduzido de galhas não compromete o desenvolvimento das plantas.