Caracterização da anatomia e da germinação de espécies nativas de campo rupestre com potencial para recuperação de áreas degradadas pela mineração de quartzito.
Mineração; anatomia vegetal; germinação; mineração; campo rupestre; conservação; espécies nativas.
A mineração é uma atividade de grande importância econômica, mas provoca impactos ambientais significativos, principalmente em ecossistemas sensíveis, como os campos rupestres. A retirada do minério altera as características do solo, reduzindo a disponibilidade de água e nutrientes e dificultando o estabelecimento da vegetação nativa. Assim, a recuperação dessas áreas depende do conhecimento sobre espécies adaptadas a condições ambientais adversas. Os campos rupestres apresentam elevada biodiversidade e espécies adaptadas a ambientes com solos rasos, baixa fertilidade, intensa radiação solar e déficit hídrico. Nesse contexto, a germinação e o desenvolvimento inicial das plântulas são etapas fundamentais para o sucesso do estabelecimento vegetal. Características anatômicas, como lignificação, tecidos de reserva e desenvolvimento do sistema radicular, podem contribuir para a sobrevivência das espécies em áreas degradadas. Dessa forma, este estudo tem como objetivo caracterizar aspectos anatômicos da germinação e do desenvolvimento inicial de espécies nativas de campo rupestre, avaliando seu potencial para uso em programas de recuperação de áreas degradadas pela mineração. Para isso, serão realizados testes de germinação e análises anatômicas de sementes e plântulas em diferentes estágios de desenvolvimento.