ALTERAÇÃO DA FREQUÊNCIA ALÉLICA INDUZIDA POR HERBICIDAS COMO ESTRATÉGIA DE MELHORAMENTO EM SOJA
alelos; segregação; genotipagem; seleção
Páginas: 25
A soja (Glycine max L.) é a principal cultura agrícola do Brasil, destacando-se na produção de óleo e farelo proteico, e teve sua produtividade amplamente impulsionada pela introdução de eventos transgênicos de resistência a herbicidas, como Roundup Ready® (RR1 – glifosato), Enlist E3™ (glifosato, 2,4-D e glufosinato) e LibertyLink® (glufosinato de amônio); além do manejo de plantas daninhas, esses herbicidas podem ser utilizados em programas de melhoramento para alterar a frequência alélica em populações segregantes, eliminando gametas ou indivíduos recessivos e favorecendo alelos de interesse, como demonstrado por Walker et al. (2006), que observaram modificação da segregação mendeliana em plantas F2 derivadas de F1 heterozigotas submetidas a glifosato. O presente estudo objetiva avaliar o efeito da aplicação seletiva de herbicidas sobre a frequência alélica em populações F2 e F3 de cruzamentos entre genitores convencionais e transgênicos (RR1, E3 e LL), por meio de delineamento em blocos inteiramente casualizados com três combinações de cruzamentos, três estratégias de aplicação e três repetições, totalizando 27 parcelas, e genotipagem molecular com marcadores SNP, comparando frequências observadas e esperadas pelo teste do qui-quadrado. Espera-se que a aplicação seletiva aumente a frequência de alelos dominantes, evidenciando seleção gamética, com potencial de reduzir custos operacionais, otimizar a condução de populações segregantes e otimizar a obtenção de linhagens elite, além de gerar benefícios ambientais e sociais ao reduzir insumos laboratoriais, resíduos tóxicos, consumo de água e exposição de trabalhadores, contribuindo para estratégias mais eficientes, sustentáveis e inovadoras no melhoramento de soja e outras culturas transgênicas de relevância agronômica.