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Banca de QUALIFICAÇÃO: GUSTAVO SOARES SANTOS

Uma banca de QUALIFICAÇÃO de DOUTORADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE: GUSTAVO SOARES SANTOS
DATA: 06/02/2026
HORA: 09:00
LOCAL: Anfiteatro do Complexo Biomat - DCF/ESAL
TÍTULO:

FIBROCIMENTO COM MODIFICAÇÃO CELULÓSICA POR BABA DE CUPIM SINTÉTICA E APLICAÇÃO DE REVESTIMENTO DE ETILENO ACETATO DE VINILA


PALAVRAS-CHAVES:

Fibrocimento; Baba de cupim sintética; Propriedades; Microestrutura; Condutividade térmica


PÁGINAS: 31
GRANDE ÁREA: Ciências Agrárias
ÁREA: Recursos Florestais e Engenharia Florestal
SUBÁREA: Tecnologia e Utilização de Produtos Florestais
ESPECIALIDADE: Tecnologia de Chapas
RESUMO:

O fibrocimento é um material amplamente consolidado no mercado da construção civil devido ao seu baixo custo, boa trabalhabilidade e desempenho satisfatório, especialmente após a substituição do amianto por fibras alternativas. Ainda assim, há crescente interesse em desenvolver compósitos mais duráveis, com melhor desempenho físico, mecânico e térmico, capazes de atender às demandas atuais de sustentabilidade e eficiência. Nesse contexto, este estudo tem como objetivo verificar se o tratamento das fibras com baba de cupim sintética (BCS), associado ao revestimento com etileno-acetato de vinila (EVA), promove melhorias nas propriedades físicas, mecânicas e térmicas do fibrocimento, bem como avaliar a microestrutura dos compósitos por meio de MEV e seu comportamento após envelhecimento acelerado. Trata-se de uma pesquisa experimental, de natureza descritiva e exploratória, desenvolvida por meio de uma abordagem metodológica mista, integrando procedimentos quantitativos e qualitativos. Os resultados parciais mostraram que, embora se esperasse maior coesão na interface fibra-matriz, redução da permeabilidade e maior estabilidade mecânica, os tratamentos CB e CBE não apresentaram melhora da aderência nem redução da absorção de água, havendo aumento da porosidade de 25,22% (CR) para 36,77% (CB) e da absorção de 13,99% (CR) para 20,09% (CB). As análises sugerem que a BCS pode ter atuado como agente tensoativo, estabilizando bolhas de ar e favorecendo a formação de macroporos, ou ainda formado uma película rígida ao redor das fibras, prejudicando a ancoragem. A microestrutura confirmou falhas na zona de transição interfacial e a redução do MOR (CR: 14,38 MPa; CB: 11,43 MPa; CBE: 10,81 MPa). Em contrapartida, houve melhora no desempenho térmico, com redução da condutividade de 0,196 W/mK (CR) para 0,181 W/mK (CBE). Com base nesses resultados, pode-se afirmar que não houve melhorias significativas nas propriedades físicas e mecânicas avaliadas, exceto na condutividade térmica, que apresentou comportamento positivo. Contudo, o material permanece promissor comercialmente, pois atende aos limites normativos para absorção (<35%) e módulo de ruptura (>4 MPa), indicando potencial para continuidade do desenvolvimento do compósito.


MEMBROS DA BANCA:
Presidente - LOURIVAL MARIN MENDES (Membro)
Interno - JULIA NAVES TEIXEIRA - UFSCAR (Suplente)
Interno - JOSE BENEDITO GUIMARAES JUNIOR (Suplente)
Externo à Instituição - CÍNTHIA APARECIDA SILVA - UFG (Membro)
Externo ao Programa - CARLOS HENRIQUE DA SILVA - DCF/ESAL (Membro)
Interno - BÁRBARA MARIA RIBEIRO GUIMARÃES DE OLIVEIRA - UFC (Membro)
Notícia cadastrada em: 12/12/2025 14:51
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