DESAFIOS NO DIAGNÓSTICO DA INFECÇÃO INFANTIL POR ENTEROBIUS VERMICULARIS EM UM MUNICÍPIO DO SUL DE MINAS GERAIS: UMA PERSPECTIVA ATUALIZADA DO CONTEXTO FAMILIAR E DA ASSISTÊNCIA À SAÚDE
Enterobíase; infecção parasitária; crianças; adolescentes; diagnóstico.
Enterobíase é uma patologia comum que acomete crianças e adolescentes ao redor do mundo. Apresenta maior prevalência em países subdesenvolvidos, e seu meio de transmissão está diretamente relacionado às condições socioeconômicas e ambientais do convívio do indivíduo. Geralmente, apresenta sintomas característicos, e seu diagnóstico eficaz é realizado através de avaliação clínica, queixas apresentadas e exames laboratoriais, como o teste da fita adesiva, que possui uma alta sensibilidade e capacidade de detecção. O presente estudo buscou levantar os dados epidemiológicos e clínicos da doença no município e avaliar métodos diagnósticos e terapêuticos utilizados, incluindo qual a metodologia aplicada no diagnóstico e se o tratamento apropriado tem sido prescrito. Além disso, pretende-se aprimorar o fluxo utilizado em relação a infecção por Enterobius vermicularis, permitindo assim uma assistência local de qualidade às crianças e adolescentes. Após a coleta inicial de dados, o estudo utilizará um delineamento quasi-experimental, comparando informações e respostas prévias (do pré-teste) com as questões pós-intervenção (pós-teste), a fim de avaliar o impacto de uma intervenção educativa sobre o conhecimento e a resistência dos participantes em relação aos testes diagnósticos de parasitose, especialmente enterobiose. Será aplicado um questionário virtual, divulgado ao público-alvo pelas redes sociais (whatsapp) e/ou por contato telefônico. O questionário compõe-se de perguntas relacionadas à patologia; aos fatores determinantes que cercam o indivíduo; ao histórico médico das crianças e adolescentes; ao conhecimento da família em relação ao tema; às possíveis resistências quanto à realização do exame correto; e às condutas que essas crianças receberam desde o momento da procura inicial ao serviço de saúde até a finalização do caso com o tratamento adequado. A amostra será constituída de 370 responsáveis pelas crianças e adolescentes com idades entre 5 e 14 anos. Espera-se que após a intervenção realizada, aqueles responsáveis que tinham dúvidas, resistência ou até mesmo medo em relação ao exame da fita adesiva aceitem a proposta, devido ao conhecimento adquirido. Além disso, estima-se que os atendimentos feitos nos Programas de Saúde da Família (PSF) passem a incluir o pedido desse exame como base científica de diagnóstico e assim amplie a qualidade da assistência prestada à comunidade. Este estudo contribuirá para a avaliação do cenário atual do município e posteriormente, para o aprimoramento do fluxo utilizado na Atenção Básica, o qual permitirá o diagnóstico correto e o tratamento eficaz para todas as crianças assistidas pelo Sistema Único de Saúde (SUS) nessa faixa etária estabelecida.