DESAFIOS NA INTEGRAÇÃO ENTRE A ATENÇÃO PRIMÁRIA E SECUNDÁRIA À SAÚDE: “AS DORES” DOS MÉDICOS ATUANTES NO SUS
Referência; contrarreferência; redes de atenção à saúde, coordenação de cuidado.
Sendo considerada a porta de entrada do Sistema Único de Saúde (SUS), a Estratégia
de Saúde da Família (ESF) é responsável pelo acompanhamento e gestão do cuidado das
pessoas que necessitam de auxílio em saúde independente do nível de atenção necessário
(Brasil, 2022a). Para sistematização e orientação dos fluxos é preconizado a organização da
Rede de Atenção à Saúde (RAS) pública a nível nacional (Brasil, 2022b). Tais diretrizes e
normatizações fazem parte da sistematização para o acompanhamento adequado do indivíduo
em qualquer que seja o nível de assistência em que se encontra no momento. Sendo assim, é
indispensável a comunicação adequada entre os diversos profissionais envolvidos no cuidado,
em especial os profissionais médicos, garantindo uma maior eficiência dos tratamentos
propostos além de esclarecer melhor as etapas já realizadas, evitando gastos desnecessários.
Apesar de tal conceituação organizacional e contrapondo a necessidade real
preconizada, encontramos diversos fatores estruturais, organizacionais e até mesmo pessoais
podendo influenciar diretamente no seguimento em saúde assim como na elaboração rotineira
dos documentos citados por parte dos profissionais médicos. Sendo assim, o trabalho em
questão visa avaliar, a partir da investigação a nível da Atenção Primária à Saúde (APS),
Ambulatórios Médicos de Especialidades (AMEs) assim como perpassando pela perspectiva
gerencial, os possíveis interferentes nesse processo, motivando, portanto, propostas de
intervenções reais capazes de tornar o acompanhamento no SUS mais efetivo e completo.