AVALIAÇÃO DOS POTENCIAIS EFEITOS DA TERAPIA COM ÁCIDOS HÚMICOS SOBRE ASPECTOS METABÓLICOS E ÓSSEOS EM CAMUNDONGOS OVARIECTOMIZADAS
Metabolismo; Climatério, Menopausa; Substâncias Húmicas.
A deficiência estrogênica associada à menopausa está relacionada ao desenvolvimento de disfunções metabólicas e à perda de massa óssea, aumentando o risco de doenças crônicas e comprometendo a qualidade de vida. Embora a terapia hormonal seja eficaz, preocupações quanto à segurança estimulam a busca por alternativas não hormonais. Nesse contexto, substâncias naturais como os ácidos húmicos, derivados de biomassa vegetal, têm despertado interesse devido às suas propriedades antioxidantes e anti-inflamatórias. Esta dissertação teve como objetivo avaliar os efeitos do ácido húmico derivado de biomassa sobre alterações metabólicas e ósseas induzidas pela ovariectomia em camundongos, modelo experimental amplamente utilizado para simular a condição pós-menopausa. Fêmeas da linhagem C57BL/6 foram submetidas à ovariectomia ou cirurgia sham e tratadas ou não com ácido húmico (80 mg/kg/dia) por 28 dias. Foram avaliados parâmetros metabólicos, incluindo ganho de massa corporal, consumo alimentar, glicemia, perfil lipídico e marcadores de função hepática e renal, bem como parâmetros ósseos, como composição mineral (cálcio e fósforo), topografia da superfície óssea e expressão das proteínas RANKL e OPG. Os resultados demonstraram que a ovariectomia promoveu ganho de massa corporal, hiperglicemia, dislipidemia, aumento de creatinina e AST, além de redução do conteúdo mineral ósseo, aumento da porosidade e desequilíbrio na razão RANKL/OPG. O tratamento com ácido húmico atenuou significativamente essas alterações, reduzindo o ganho de peso sem alterar a ingestão alimentar, normalizando parâmetros metabólicos e preservando a integridade óssea, com modulação favorável de marcadores de reabsorção óssea. Conclui-se que o ácido húmico derivado de biomassa exerce efeitos protetores sobre o metabolismo e o tecido ósseo em condições de deficiência estrogênica, destacando seu potencial como estratégia terapêutica não hormonal para a mitigação de alterações associadas à menopausa.