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Banca de DEFESA: JAQUELINE LAUREANO DE AZEVEDO

Uma banca de DEFESA de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE: JAQUELINE LAUREANO DE AZEVEDO
DATA: 11/02/2026
HORA: 08:00
LOCAL: online
TÍTULO:

FATORES DETERMINANTES DO ESTADO NUTRICIONAL INFANTIL NOS PRIMEIROS ANOS DE VIDA: UM ESTUDO TRANSVERSAL DE BASE COMUNITÁRIA


PALAVRAS-CHAVES:

saúde da criança; avaliação nutricional; relações mãe-filho; nutrição infantil


PÁGINAS: 83
GRANDE ÁREA: Ciências da Saúde
ÁREA: Nutrição
SUBÁREA: Análise Nutricional de População
RESUMO:

A primeira infância constitui um período fundamental para o crescimento e desenvolvimento, no qual a alimentação e o ambiente familiar desempenham papéis centrais na formação de hábitos alimentares e no estado nutricional infantil. Nessa fase, condições socioeconômicas, práticas de cuidado, comportamentos maternos e características do domicílio influenciam diretamente a saúde da criança. Nesse contexto, compreender fatores associados ao estado nutricional infantil torna-se essencial para orientar ações de promoção da saúde na Atenção Primária.O objetivo do presente estudo foi analisar a associação entre determinantes relacionados ao domicílio, à mãe e à criança com o estado nutricional infantil. Trata-se de um estudo transversal integrante do projeto “Caderneta de Saúde da Criança: implicações sobre a Segurança Alimentar e Nutricional na Primeira Infância”, realizado com pares mãe-filho residentes no município de Lavras, Minas Gerais. A coleta de dados ocorreu nas Unidades de Saúde e em domicílios, utilizando questionário semiestruturado contendo informações socioeconômicas, antropométricas, de saúde e de consumo alimentar do binômio mãe-filho. O estado nutricional das crianças foi avaliado a partir dos indicadores de estatura/idade (E/I) e índice de massa corporal/idade (IMC/I), calculados no software WHO Anthro e classificados segundo pontos de corte de escore-Z. O estado nutricional materno foi avaliado por meio do índice de massa corporal (IMC), sendo as mães classificadas quanto à presença ou não de excesso de peso. O consumo alimentar foi analisado por meio dos Marcadores de Consumo Alimentar do Sistema de Vigilância Alimentar e Nutricional. As análises incluíram frequências absolutas e relativas, teste Qui-quadrado ou exato de Fisher, estimativas de odds ratio e intervalo de confiança de 95%, e regressão logística binária múltipla para variáveis com p ≤ 0,20, mantendo-se no modelo final aquelas com p ≤ 0,05; decisão adicionalmente, foi utilizada a técnica de árvore de decisão, adotando-se o mesmo critério estatístico de seleção das variáveis (p ≤ 0,20 para inclusão e p ≤ 0,05 para permanência no modelo). Foram avaliados 287 pares mãe-filho, com prevalência de estatura inadequada de 8,40% e excesso de peso de 23%. Entre as crianças, 52% tinham menos de um ano. Entre as mães, 54% apresentavam excesso de peso, 60% tinham menos de 30 anos, 42% se autodeclaravam pardas e 79% possuíam oito anos ou mais de escolaridade. Quanto às condições domiciliares, 43% das famílias tinham renda entre um e dois salários mínimos, 66% não recebiam Bolsa Família e 43% estavam em risco de insegurança alimentar; além disso, 69% das crianças não frequentavam creche e 85% realizavam consultas exclusivamente pelo serviço público. Entre os comportamentos maternos, 10% faziam uso de tabaco, 30% consumiam álcool e 40% relataram ingestão de alimentos ultraprocessados no dia anterior. Na análise univariada, a realização de consulta médica de rotina apresentou associação com estatura inadequada (p = 0,02). Para excesso de peso, observaram-se associações com idade da criança maior que um ano (p = 0,001), idade materna maior que 30 anos (p = 0,01), tabagismo materno (p = 0,04), raça/cor amarela (p = 0,055) e frequência à creche (p = 0,03). Conclui-se que fatores biológicos, socioeconômicos, comportamentais e relacionados ao cuidado em saúde influenciam de maneira significativa o estado nutricional infantil nos primeiros anos de vida. Dessa forma, destaca-se a necessidade de ações intersetoriais e de estratégias de promoção da saúde que fortaleçam o ambiente familiar e ampliem o acesso a práticas alimentares saudáveis, contribuindo para prevenir tanto o excesso de peso quanto a estatura inadequada e promover melhores condições de crescimento e desenvolvimento infantil.


MEMBROS DA BANCA:
Interno - WELLINGTON SEGHETO - UFLA (Membro)
Externo à Instituição - TANIA MARA RODRIGUES SIMÕES - UNIFAL (Suplente)
Externo à Instituição - ROSANGELA DA SILVA - UNIFAL (Membro)
Interno - MAYSA HELENA DE AGUIAR TOLONI (Suplente)
Externo à Instituição - DÉBORA VASCONCELOS BASTOS MARQUES - UEMG (Membro)
Presidente - DANIELA BRAGA LIMA - UNIFAL (Membro)
Notícia cadastrada em: 05/02/2026 10:57
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