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Banca de DEFESA: MILENA CRISTINA DE PAULA CARVALHO

Uma banca de DEFESA de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE: MILENA CRISTINA DE PAULA CARVALHO
DATA: 26/02/2026
HORA: 08:30
LOCAL: https://meet.google.com/qfe-tfgf-xag
TÍTULO:

PROPOSTA DE CLASSIFICAÇÃO QUANTO AO DANO POTENCIAL ASSOCIADO PARA BARRAGENS DE PEQUENO PORTE E EM CASCATA


PALAVRAS-CHAVES:

Barragens em cascata; Rompimento hipotético; Risco hidrodinâmico; Dano potencial associado; Modelagem hidrodinâmica.


PÁGINAS: 87
GRANDE ÁREA: Engenharias
ÁREA: Engenharia Sanitária
SUBÁREA: Saneamento Ambiental
ESPECIALIDADE: Legislação Ambiental
RESUMO:

O rompimento de barragens representa um dos cenários de maior risco associado a empreendimentos hidráulicos, sobretudo quando essas estruturas se encontram dispostas em cascata ao longo de um mesmo curso d’água. Apesar da relevância do tema, os critérios atualmente adotados no Brasil para a classificação quanto ao dano potencial associado (DPA), estabelecidos no âmbito da Política Nacional de Segurança de Barragens (PNSB), consideram as barragens de forma individual, não contemplando explicitamente os efeitos cumulativos e as interações hidrodinâmicas entre estruturas encadeadas. Nesse contexto, este trabalho tem como objetivo avaliar o comportamento hidrodinâmico de ondas de cheia decorrentes do rompimento hipotético de barragens de pequeno porte dispostas em cascata, bem como discutir a adequação dos critérios atuais de classificação quanto ao DPA frente a esses cenários. Para isso, foram analisados nove conjuntos de barragens de terra para armazenamento de água, representando diferentes combinações de porte entre barragens de montante e jusante. As simulações de ruptura foram realizadas por meio de modelagem hidrodinâmica bidimensional no software HEC-RAS, considerando quatro cenários hidrológicos: sem precipitação e com precipitações associadas a tempos de retorno de 500, 1.000 e 10.000 anos. Os resultados foram analisados a partir de mapas de profundidade, velocidade e risco hidrodinâmico máximos da mancha de inundação, com base na metodologia proposta por Smith et al. (2014). Apesar dos valores exorbitantes desses parâmetros encontrados para os conjuntos com grande área de contribuição da bacia hidrográfica, provenientes de falhas na adoção da metodologia do estudo hidrológico, observou-se que, em diversos cenários, barragens de pequeno porte localizadas a montante tiveram seus impactos amortecidos pelas barragens de jusante, enquanto determinadas combinações de volumes resultaram em intensificação significativa do risco hidrodinâmico, evidenciando a importância da avaliação integrada. Os resultados indicam que a análise isolada das barragens pode subestimar ou superestimar o dano potencial associado, reforçando a necessidade de critérios específicos para barragens em cascata. Dessa forma, o estudo contribui para o aprimoramento das práticas de avaliação de risco e classificação de barragens, fornecendo subsídios técnicos para uma abordagem mais representativa dos impactos associados a sistemas em cascata, especialmente no caso de barragens de pequeno porte.


MEMBROS DA BANCA:
Interno - ANDRE GERALDO CORNELIO RIBEIRO (Membro)
Presidente - EDUARDO SOUZA CANDIDO (Membro)
Externo à Instituição - EMMANUEL KENNEDY DA COSTA TEIXEIRA - UFV (Membro)
Externo ao Programa - OSIRES DE MEDEIROS MELO NETO - DEG/EENG (Suplente)
Externo à Instituição - LUCAS MARTINS GUIMARÃES - UFV (Suplente)
Notícia cadastrada em: 19/02/2026 16:26
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