O DIÁLOGO DO POEMA ÁGUAS E MAGUAS DO SÃO FRANCISCO DE CARLOS DRUMMONT DE ANDRADE E A EDUCAÇÃO CIENTIFICA E AMBIENTAL NA FORMAÇÃO DE PROFESSORES DE CIÊNCIAS
Formação docente, arte, poesia, biologia.
A dissertação investiga as potencialidades pedagógicas da poesia de Carlos Drummond de Andrade, com ênfase na representação do cotidiano, para o ensino de literatura e para a formação crítica de estudantes e professores. Partindo do problema de como a poesia drummondiana pode contribuir para aproximar os alunos do texto literário e favorecer uma aprendizagem crítica e sensível, o estudo fundamenta-se em discussões sobre formação docente, literatura, linguagem poética e a poética do cotidiano, destacando a relevância da experiência estética na construção de práticas educativas mais reflexivas, humanas e interdisciplinares. Metodologicamente, a pesquisa adota uma abordagem qualitativa, de caráter interpretativo, articulando a análise crítica do poema Águas e Mágoas do Rio São Francisco aos pressupostos da Educação Científica e da Educação Ambiental. A análise permitiu reconhecer que, na obra, o Rio São Francisco ultrapassa a condição de elemento paisagístico e assume dimensão histórica, social, cultural e ambiental, tornando-se símbolo das marcas da exploração, da degradação e do sofrimento coletivo. Os resultados apontam que o poema articula, de modo integrado, dimensões ambientais, econômicas e culturais, favorecendo reflexões sobre as relações entre sociedade e natureza. Conclui-se que a poesia, além de seu valor estético, constitui um recurso formativo potente, capaz de aproximar arte e ciência, ampliar possibilidades pedagógicas e contribuir para uma formação docente mais crítica, sensível e comprometida com as realidades sociais e ambientais.