ESTIMATIVA DA EMISSÃO DE METANO EM BOVINOS DE CORTE DURANTE A FASE DE RECRIA PÓS DESMAME EM SISTEMAS DE PRODUÇÃO INTENSIVO E EXTENSIVO
bovinocultura de corte; recria; metano entérico; estratégias nutricionais; pegada de carbono; sustentabilidade; eficiência produtiva.
A bovinocultura de corte representa uma das mais importantes atividades do agronegócio brasileiro, destacando-se por sua significativa contribuição econômica e pelo uso expressivo do território nacional. Apesar dos avanços em produtividade, o setor é constantemente desafiado pelas demandas por maior sustentabilidade, sobretudo em relação à emissão de gases de efeito estufa (GEE), entre os quais o metano entérico é o principal responsável. Nesse contexto, a fase de recria se mostra estratégica e ao mesmo tempo problemática, por sua baixa eficiência produtiva e longa duração, especialmente por ter início no período seco, em que a oferta de forragem tem limitações quantitativas e qualitativas. Ao contrário das fases de cria, biologicamente delimitada (gestação e aleitamento), e de terminação geralmente mais curta por adotar maior nível de tecnifição, a recria permite maiores intervenções técnicas, com possibilidades de impactar positivamente o sistema produtivo. Estratégias nutricionais adequadas, que elevem o ganho médio diário (GMD), têm potencial para encurtar o ciclo produtivo e reduzir as emissões por unidade de produto, contribuindo para sistemas mais eficientes e ambientalmente responsáveis. Diante desse cenário, o presente trabalho tem como objetivo estimar a produção de metano entérico durante a fase de recria pós-desmame, em dois sistemas de produção: extensivo com suplementação e intensivo em confinamento. A pesquisa será baseada em dados reais de desempenho zootécnico, previamente coletados em uma fazenda comercial situada no município de Barra do Garças–MT. A modelagem das dietas será realizada utilizando o software NASEM (2016), com o intuito de estimar as emissões de metano associadas a cada sistema. Em seguida, será calculada a pegada de carbono por arroba de peso vivo produzida, permitindo uma comparação entre os modelos produtivos em termos de eficiência e impacto ambiental. Espera-se que os resultados contribuam para a identificação de estratégias nutricionais e de manejo que aliem desempenho zootécnico e mitigação ambiental, apoiando a evolução da pecuária de corte brasileira em direção a sistemas mais sustentáveis.