Obtenção de extrato em pó do bagaço de uva rico em compostos bioativos por spray dryer
microencapsulação, resíduo de uva, secagem, antocianinas, extração
O bagaço de uva é um resíduo gerado em grandes quantidades pela indústria vitivinícola, podendo causar impactos ambientais quando não recebe destinação adequada. Contudo, esse resíduo é uma fonte relevante de compostos bioativos, destacando-se os compostos fenólicos e as antocianinas, responsáveis por sua elevada atividade antioxidante. Em razão dessas propriedades, o bagaço de uva apresenta potencial para aplicação em diferentes setores. Entretanto, esses compostos são sensíveis a fatores como luminosidade, temperatura e oxidação, o que pode dificultar sua aplicação industrial. Desse modo, o bagaço de uva pode ser reaproveitado através da extração e microencapsulação desses compostos. Nesse contexto, este trabalho tem como objetivo realizar uma extração dos compostos bioativos do bagaço de uva através de diferentes técnicas avaliando-se as condições de extração através de um planejamento experimental fatorial fracionado seguido de um DCCR. Posteriormente, o extrato será submetido a secagem por spray dryer, avaliando-se a influência do material de parede e a temperatura de secagem e vazão de alimentação. Tal procedimento tem como objetivo preservar os compostos bioativos e prolongar a estabilidade das micropartículas produzidas. Os extratos e os pós serão caracterizados quimicamente pelo teor de fenólicos totais, antocianinas e atividade antioxidante. As micropartículas produzidas serão caracterizadas quanto à umidade, higroscopicidade, solubilidade, parâmetros de cor e acidez titulável. Além disso, os pós microencapsulados serão analisados em relação a morfologia através de um microscópio eletrônico de varredura, e os compostos fenólicos individuais serão identificados e quantificados através da técnica de HPLC. O resultado esperado é a obtenção de um extrato em pó rico em compostos bioativos, a partir de condições de extração otimizadas, que apresente alta atividade antioxidante e micropartículas estáveis, com alta retenção das antocianinas. Além disso, espera-se que essa pesquisa contribua para o reaproveitamento de resíduos agroindústrias, possibilitando a produção de extratos em pó ricos em compostos bioativos com potencial de aplicação industrial, associando sustentabilidade, inovação tecnológica e agregação de valor ao bagaço de uva.