TOXICIDADE DE INSETICIDAS PARA ABELHAS NATIVAS SEM FERRÃO
Apidae, Meliponini, Produto fitossanitário, Estudo toxicológico
A presença de xenobióticos no ambiente representa um grande risco para diversas espécies de organismos benéficos e, em se tratando do Brasil, verifica-se uma riqueza imensa quando falamos em abelhas. Dentre os inseticidas empregados no controle de diversos insetos-praga, encontram-se moléculas dos grupos organofosforado (dimetoato), neonicotinoide (tiametoxam), piretroide (deltametrina) e fenilpirazol (fipronil), produtos neurotóxicos e de amplo uso na agricultura. Com relação às espécies de abelhas, podemos destacar o grupo das abelhas nativas sem ferrão, tribo Meliponini, fundamentais na polinização de angiospermas nativas e no desenvolvimento da meliponicultura, destacando as espécies Tetragonisca angustula, Scaptotrigona xanthotricha e Frieseomelitta varia. Considerando essa grande diversidade entre as espécies, este estudo comparativo avaliou diferentes moléculas inseticidas determinando sua susceptibilidade após a exposição controlada em condição de laboratório. Os resultados obtidos demonstram a existência de resposta diferenciada frente à intoxicação com as moléculas estudadas, justificando a necessidade de estudos mais aprofundados com esse grupo de insetos nativos, visando o desenvolvimento de protocolos de proteção.