BIOACESSIBILIDADE IN VITRO DE SELÊNIO EM POLPA DE BATATA-DOCE BIOFORTIFICADA AGRONOMICAMENTE
digestão gastrointestinal in vitro; segurança alimentar; fome oculta; biofortificação; Ipomoea batatas.
A deficiência de micronutrientes, conhecida como fome oculta, é um importante
problema de saúde pública mundial, pois afeta bilhões de pessoas e compromete a
segurança alimentar e nutricional. Entre os elementos essenciais, o selênio (Se) destaca-
se por sua importância para o sistema imunológico, funções antioxidantes e prevenção
de diversas doenças. Nesse contexto, a biofortificação agronômica surge como uma
estratégia promissora para aumentar a concentração desse elemento em alimentos
amplamente consumidos pela população. A batata-doce (Ipomoea batatas (L).)
apresenta elevado potencial para programas de biofortificação devido à sua ampla
produção, consumo e valor nutricional. Entretanto, o aumento da concentração de
selênio nos alimentos não garante sua efetiva disponibilidade para absorção pelo
organismo humano, tornando necessária a avaliação de sua bioacessibilidade. Dessa
forma, o presente estudo tem como objetivo avaliar a bioacessibilidade in vitro do
selênio em polpa de batata-doce biofortificada agronomicamente por meio de aplicações
via foliar e via solo utilizando selenato de sódio. Serão utilizadas amostras provenientes
de experimentos de campo previamente conduzidos com diferentes doses de selênio. A
bioacessibilidade será determinada por meio de simulação gastrointestinal in vitro das
fases oral, gástrica e intestinal, seguida da quantificação do selênio bioacessível por
Espectrometria de Massas com Plasma Indutivamente Acoplado (ICP-MS). Espera-se
que a biofortificação agronômica promova aumento da fração bioacessível de selênio na
batata-doce, contribuindo para o desenvolvimento de estratégias voltadas à melhoria da
qualidade nutricional dos alimentos e ao combate à deficiência desse micronutriente na
população.