INFLUÊNCIA DA DISTÂNCIA GEOGRÁFICA E DE FILTROS AMBIENTAIS SOBRE A DIVERSIDADE DE ESPÉCIES ARBÓREAS NA AMAZÔNIA
ALTITUDE. DISTÂNCIA GEOGRÁFICA. DIVERSIDADE. ESPÉCIES ARBÓREAS. FILTROS AMBIENTAIS
Os objetivos do trabalho foram avaliar a influência da distância geográfica e da distância em relação ao rio na composição e na similaridade de espécies, e também avaliar os efeitos dos filtros ambientais e filtros espaciais, como altitude e distância do rio, sobre a composição de espécies, a estrutura da floresta, a riqueza de espécies, abundância de indivíduos e fitossani-dade da vegetação arbórea na Amazônia meridional. Todos esses fatores foram avaliados para ampliar o conhecimento da vegetação arbórea da Floresta Amazônica e contribuir com planos de conservação da biodiversidade. Para a coleta de dados das espécies arbóreas, foram insta-lados transectos lineares de 500 metros de comprimento dispostos transversalmente em relação à margem do rio. Ao longo de cada transecto, foram estabelecidas parcelas amostrais de 50 x 40 metros (total de 2.000 m²), sendo cinco parcelas alocadas no lado direito do transecto e cinco parcelas alocadas no lado esquerdo do transecto, respeitando a distância de 100 metros entre as parcelas de cada transecto. As estimativas de composição, similaridade, crescimento e diversidade de espécies na área estudada, além dos modelos ecológicos, foram geradas a partir do número de espécies, abundância relativa de cada espéciee das variáveis abióticas. Foram realizadas análises multivariadas para verificar a composição de espécies em relação aos módu-los (distâncias geográficas) e para verificar a composição de espécies em relaçãoà distâncias do rio, e também para verificar como fatores ambientais influenciaram na composição de espécies. Para analisar o crescimento da vegetação e analisar a riqueza, a abundância e a fitossanidade, diversos Modelos Lineares Generalizados foram criados para verificar quais filtros ambientais e espaciais influenciaram na estrutura da vegetação. Os resultados mostraram que a distância geográfica reduziu a similaridade de espécies entre os módulos avaliados, ao contrário, a dis-tância do rio não influenciou na composição de espécies. A estrutura da floresta foi correlacio-nada positivamente com as variáveis de solo silte, nitrogênio e magnésio, e positivamente cor-relacionada com a altitude. Entretanto, fósforo e distância do rio apresentaram relação negati-va. A riqueza foi menor em áreas com maior quantidade de areia e argila e foi menor em áreas distantes do rio, entretanto, áreas de maior altitude apresentaram maior riqueza. A abundância de indivíduos foi maior em áreas com menor quantidade de argila e em áreas de maior altitu-de. A porcentagem de plantas saudáveis foi maior em áreas com maior quantidade de areia, silte e fósforo. Diferentes aspectos ecológicos e geográficos interagem para definir a composi-ção, a diversidade e a estrutura da vegetação na Amazônia meridional. Além disso, a pesquisa conclui que os fatores estocásticos que ocorrem na vegetação também devem ser considerados para complementar a explicação dos padrões ecológicos.