OTIMIZAÇÃO DA EXTRAÇÃO VERDE DA CASCA DO CAFÉ: ANÁLISE COMPARATIVA DE CULTIVARES VISANDO À OBTENÇÃO DE EXTRATOS DE ALTO VALOR AGREGADO
Palavras chaves: Extração Verde; Planejamento Experimental; Superfície de Resposta;
O café está entre as bebidas mais consumidas no mundo, exercendo papel relevante tanto no cotidiano da população quanto na economia de diversos países. Entretanto, sua cadeia produtiva gera grandes volumes de resíduos sólidos, como casca, polpa e borra, que, quando descartados de forma inadequada, podem ocasionar impactos ambientais significativos. Esses resíduos, por sua vez, apresentam elevado potencial de valorização, uma vez que são ricos em compostos bioativos com propriedades antioxidantes, anti-inflamatórias e antimicrobianas, despertando interesse para aplicações nas indústrias alimentícia, farmacêutica e cosmética. A extração desses compostos constitui uma etapa crítica do processo, sendo fortemente influenciada por variáveis operacionais, tais como tipo de solvente, tempo e temperatura de extração. Nesse contexto, a aplicação do Delineamento de Experimentos (DoE) associada à Metodologia de Superfície de Resposta (RSM) mostra-se uma ferramenta fundamental para a otimização do processo extrativo. O uso do Planejamento Composto Central (CCD) possibilita a avaliação da curvatura da superfície de resposta, permitindo a identificação dos termos significativos do modelo de regressão e a maximização da eficiência do processo. A partir do delineamento experimental, foram determinadas as condições ótimas de extração para o rendimento total, correspondentes a 16,1 g de massa de casca de café, 38 horas de tempo de extração e 50% de água na composição do solvente. Uma vez estabelecidas essas condições otimizadas, o presente estudo tem como objetivo realizar a comparação entre diferentes cultivares, visando à obtenção de extratos de alto valor agregado, bem como à identificação e quantificação dos principais compostos de interesse e à avaliação das possíveis variações químicas entre as cultivares