PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM PLANTAS MEDICINAIS, AROMÁTICAS E CONDIMENTARES Versão em Português Versão em Inglês Versão em Espanhol Versão em Francês

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Notícias

Banca de QUALIFICAÇÃO: ESTÉFANY RIBEIRO LEÃO

Uma banca de QUALIFICAÇÃO de DOUTORADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE: ESTÉFANY RIBEIRO LEÃO
DATA: 04/08/2026
HORA: 09:00
LOCAL: sala de reuniões do PPGCV
TÍTULO:

AVALIAÇÃO DOS EFEITOS DO EXTRATO AQUOSO DE Cissus verticillata NO MODELO ZEBRAFISH (Danio rerio)


PALAVRAS-CHAVES:

plantas medicinais, vitaceae, compostos fenólicos


PÁGINAS: 20
GRANDE ÁREA: Ciências Agrárias
ÁREA: Agronomia
RESUMO:

A espécie Cissus verticillata é uma planta utilizada de forma empírica na forma de chás, infusões e alimentação, porém o potencial toxicológico não parece totalmente elucidado.  Nesse contexto, bioensaios, incluindo testes preliminares in vivo em modelos animais, são realizados para avaliar os possíveis efeitos tóxicos de produtos de origem vegetal. O objetivo do presente trabalho foi determinar a potencial toxicidade e investigar o potencial terapêutico frente à inflamação e estresse oxidativo do extrato aquoso por meio de um ensaio pré-clínico utilizando o modelo zebrafish. Avaliamos o teor de compostos fenólicos totais (459,39 mg GAE/100 g), a atividade antioxidante pelo ensaio de DPPH (EC₅₀ = 1,41 mg/mL) e o conteúdo mineral do extrato, o que mostrou a presença de potássio, magnésio, fósforo e cálcio em maiores quantidades. Caracterizamos a composição polifenólica por HPLC-MS e identificamos o ácido cafeoilquínico, derivados de quercetina e ácido cafeico como os principais compostos. Em seguida, avaliamos pela primeira vez a toxicidade de um extrato aquoso de C. verticillata no modelo zebrafish, onde observamos que a toxicidade e teratogenicidade acontecem de forma dependente da dose. Apesar disso, o extrato apresentou potencial antioxidante in vivo, vistos pela redução de marcadores do estresse oxidativo e aumento da atividade de enzimas antioxidantes. Em três diferentes modelos de inflamação, o extrato foi capaz de modular a resposta inflamatória tanto aguda quanto crônica, observados pela redução do recrutamento de neutrófilos e redução da caspase-1. Em conclusão, nosso estudo destaca os efeitos antioxidantes e anti-inflamatórios do extrato aquoso de C. verticillata que possivelmente podem ser atribuídos à sua composição fitoquímica variada, apoiando o uso dessa planta medicinal como potencial alternativa na prevenção e tratamento de distúrbios metabólicos, atentando-se ao seu potencial tóxico.


MEMBROS DA BANCA:
Presidente - LUIS DAVID SOLIS MURGAS (Membro)
Externo à Instituição - JOÃO PAULO LIMA DE OLIVEIRA - UNICAMP (Membro)
Externo à Instituição - ISABELA COELHO DE CASTRO - UFLA (Suplente)
Externo à Instituição - HELIO BATISTA DOS SANTOS - UFSJ (Membro)
Externo à Instituição - BARBARA DO CARMO RODRIGUES VIROTE - UFLA (Membro)
Notícia cadastrada em: 08/07/2026 16:51
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