Aplicação de biomassa renovável na modificação de sistemas adesivos
Microalgas, Adesivos ureia-formaldeído, Sustentabilidade.
Nas indústrias de madeira, a colagem eficiente é essencial para a fabricação de painéis como MDF, MDP e compensados, tradicionalmente produzidos com adesivos sintéticos, especialmente à base de ureia-formaldeído (UF). Apesar de eficazes e economicamente viáveis, esses adesivos apresentam desafios associados à toxicidade e às emissões de formaldeído. Assim, cresce o interesse por adesivos verdes derivados de fontes naturais, as microalgas apresentam composição rica e diversificada, contendo proteínas, lipídios, carboidratos, vitaminas, minerais e compostos bioativos, o que as torna altamente promissoras como matéria-prima renovável. Nesse contexto, a incorporação de microalgas surge como alternativa estratégica para modificar e reforçar adesivos UF. Suas características bioquímicas e microestruturais podem melhorar a coesão interna e a interação interfacial do adesivo, reduzindo a dependência de aditivos sintéticos. Este estudo investigou o uso de Spirulina sp. (MB) e biomassa microalgal proveniente de águas residuais (WMB) como agentes reforçadores em formulações de UF. Os resultados obtidos por MEV, FTIR, TGA, DSC, reologia e resistência ao cisalhamento evidenciaram que a incorporação de biomassa microalgal é uma estratégia eficaz para aprimorar o desempenho de adesivos à base de ureia-formaldeído, proporcionando reforço mecânico e coesão interfacial superiores em comparação com a biomassa derivada de águas residuais. O estudo demonstra uma alternativa viável para a reciclagem de resíduos de microalgas em sistemas adesivos, apoiando os princípios da bioeconomia circular e oferecendo diretrizes para a formulação de estratégias baseadas nas propriedades da biomassa de microalgas.