DISCURSO DA VIOLÊNCIA CONTRA AS MULHERES: UMA ANÁLISE DE PROCESSOS ENUNCIATIVOS EM MÍDIAS SOCIAIS
sujeito; historicidade; discurso da violência contra as mulheres.
Na transição do sistema feudal para o capitalismo na Europa, bem como na estruturação da sociedade do Brasil colonial e imperial, percebe-se que a história das mulheres foi marcada por diversos tipos de violência. A vida dessas mulheres era regida pela imposição do sistema patriarcal, do Estado e da Igreja, que ditavam normas de comportamentos e controle do corpo. No cenário atual, ainda se observa que as mulheres enfrentam diferentes tipos de violência. Nesse sentido, a temática desta pesquisa é o discurso da violência contra as mulheres presente das mídias sociais (Instagram, Facebook, X, portais de notícias). O objetivo geral é analisar o processo de constituição do discurso da violência contra as mulheres que trata das representações de trabalho de grupos subalternizados e grupos privilegiados produzidos em mídias sociais. Já os nossos objetivos específicos são: (1) analisar o sujeito que emerge na enunciação do discurso da violência contra as mulheres e (2) estudar a historicidade que compõe os efeitos de sentido desse discurso. Em relação ao referencial teórico, nossa pesquisa se apoia nos estudos de Orlandi (2005), Courtine (2009) e Pêcheux (1995) acerca da Análise do Discurso, para compreender as noções de sujeito, condições sócio-históricas de produção do discurso e sua relação com os enunciados para efeitos de sentido e historicidade. Além disso, dialoga com os estudos da área de Ciências Humanas: Federici (2023) e Del Priore (2014; 2023). As análises preliminares apontam que os enunciados evocam diferentes sujeitos e historicidade em um discurso da violência contra as mulheres quando se trata das representações de trabalho de grupos subalternizados e grupos privilegiados.