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Notícias

Banca de QUALIFICAÇÃO: ANTONELLY MACHADO VAZ DE FARIA

Uma banca de QUALIFICAÇÃO de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE: ANTONELLY MACHADO VAZ DE FARIA
DATA: 25/06/2026
HORA: 16:00
LOCAL: Sala virtual
TÍTULO:

Discursos constituintes e violência heroica: legitimação social do ódio pela religião.


PALAVRAS-CHAVES:

Análise do Discurso; Discurso Religioso; Violência; Discurso de Ódio; Heroísmo 


PÁGINAS: 80
GRANDE ÁREA: Lingüística, Letras e Artes
ÁREA: Lingüística
SUBÁREA: Teoria e Análise Lingüística
RESUMO:

 

Este trabalho analisa a relação entre discurso religioso, violência e a construção de

figuras heroicas na contemporaneidade, fundamentando-se na Análise do Discurso de

Dominique Maingueneau (2008; 2015; 2020), nos estudos de Judith Butler (2015; 2019; 2020)

sobre discurso de ódio e na teoria da Jornada do Herói de Joseph Campbell (1990; 2004; 2007).

Parte-se da hipótese de que a violência, quando atravessa o discurso religioso, deixa de ser

representada como prática condenável para se tornar justificada e validada socialmente,

especialmente quando articulada à narrativa heroica. Como corpus, examina-se o discurso

proferido por Pablo Marçal na celebração dos 25 anos da Igreja Videira, em Goiânia, em 2024,

ocasião em que o enunciador mobiliza imagens de “guerra espiritual”, referências bíblicas e

construções messiânicas para consolidar um ethos de herói ungido, capaz de conduzir o povo à

vitória contra inimigos simbólicos e políticos. A metodologia segue os pressupostos da Análise

do Discurso, com atenção às condições de produção, ao interdiscurso e à cenografia enunciativa

(Maingueneau, 2008). Os resultados preliminares apontam que a legitimação da violência nesse

discurso se apoia em dois eixos: (i) a transposição de arquétipos heroicos, que transformam o

líder em salvador do coletivo (Campbell, 2007); e (ii) a performatividade excludente do discurso

religioso, que cria fronteiras entre “salvos” e “inimigos”, operando como forma de discurso de

ódio (Butler, 2019). Conclui-se que a violência, ao ser narrada religiosamente como missão

heroica, é reconfigurada em valor positivo, o que contribui para reforçar práticas de intolerância

e exclusão em nome de um suposto 


MEMBROS DA BANCA:
Externo à Instituição - ROSÂNGELA APARECIDA RIBEIRO CARREIRA - UFG (Suplente)
Externo à Instituição - RICARDO CELESTINO - PUC - SP (Membro)
Presidente - MARCIO ROGERIO DE OLIVEIRA CANO (Membro)
Interno - LUCIANA SOARES DA SILVA (Membro)
Interno - LARISSA DA SILVA LISBOA SOUZA (Suplente)
Notícia cadastrada em: 08/06/2026 10:23
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