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Dissertações/Teses

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2026
Descrição
  • EDSON CARLOS JAMAL
  • SILICATO DE COBRE NA INDUÇÃO DE RESISTÊNCIA PARA O MANEJO DO OÍDIO (Erysiphe diffusa) NA CULTURA DA SOJA

  • Orientador : MARIO LUCIO VILELA DE RESENDE
  • Data: 11/02/2026
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  • A soja (Glycine max) é a principal commodity do Brasil, e um dos fatores que
    limitam sua produtividade é a ocorrência de doenças como o oídio. O oídio da soja,
    Erysiphe diffusa, é fungo biotrófico que acomete a cultura em qualquer estádio de
    desenvolvimento da planta e, quando não manejado adequadamente, pode
    provocar perdas que variam de 20 a 40%. As medidas de controle adotadas para
    essa doença envolvem a utilização de cultivares resistentes e a aplicação de
    fungicidas. No entanto, a utilização de elementos minerais como o cobre e o silício,
    caracterizam-se como uma alternativa eficiente no manejo da doença. Esses
    elementos possuem propriedades antifúngicas e atuam induzindo mecanismos de
    defesa das plantas. Neste contexto, o objetivo do trabalho foi avaliar os efeitos do
    silicato de cobre nas respostas de defesa da soja e no manejo do oídio. Foram
    realizados dois experimentos em casa de vegetação, em delineamento em blocos
    causalizados (DBC). O experimento I teve como objetivo avaliar o efeito antifúngico
    do silicato de cobre contra o oídio e foi instalado em DBC, com quatro tratamentos
    e quatro repetições. Os tratamentos foram constituídos por: um controle negativo
    (sem aplicação do produto), um controle positivo com o fungicida registrado para
    manejo da doença (fluxapiroxade + piraclostrobina), o indutor de resistência
    comercial (Acibenzolar-S-metil- ASM) e o silicato de cobre nas seguintes doses 2.5,
    5, 7.5 e 10 mL/L. A aplicação dos produtos foi realizada nos estádios V2/V4. Sete
    dias após a aplicação dos produtos as plantas foram inoculadas com E. diffusa.
    Serão avaliadas a severidade do oídio, altura das plantas (cm) e a matéria seca. O
    experimento II teve como objetivo avaliar o efeito indutor do silicato de cobre e foi
    conduzido em DBC, com três tratamentos e quatro repetições. Os tratamentos
    foram constituídos por: um controle negativo (sem aplicação do produto), um
    controle positivo com o indutor comercial (ASM) e o silicato de cobre nas doses de
    5mL/L e 10 mL/L. A aplicação dos produtos foi realizada nos estádios V2/V4. Para as
    análises das enzimas fenilalanina amônia-liase (PAL), superóxido dismutase (SOD),
    catalase (CAT), quitinase (QUI), peroxidação lipídica e dos compostos fenólicos,
    foram realizadas coletas nos tempos de 0, 24, 48, 72 e 96 horas após a aplicação
    dos tratamentos. Para a quantificação da lignina solúvel a coleta foi realizada 14
    dias após a aplicação dos produtos. A quantificação dos isoflavonoides daidzeína e
    genisteína também foi realizada. A aplicação de silicato de cobre na dose de 5mL/L
    foi eficaz no manejo do oídio da soja, reduzindo o progresso da doença. Também
    estimula respostas de defesa da planta com aumento da atividade de enzimas como
    CAT, QUI. A aplicação do silicato de cobre na dose de 5mL/L resultou em aumento
    do teor de lignina solúvel e do isoflavonoide genisteína. Desta forma, o silicato de
    cobre é uma alternativa promissora para o manejo integrado do oídio da soja
    contribuindo deste modo com sistemas agrícolas mais sustentáveis.

2025
Descrição
  • PÂMELLA DE SÁ CAETANO
  • Bacillus amyloliquefaciens CN 307 E SUA FORMULAÇÃO COMERCIAL NA QUIMIOTAXIA DE Meloidogyne incognita.

  • Data: 12/12/2025
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  • O nematoide das galhas, Meloidogyne incognita, causa grandes prejuízos a agricultura mundial. Dentre os métodos de controle desse fitopatógeno, o controle biológico com microrganismos antagonistas, como Bacillus spp. tem aumentado de forma expressiva nos últimos anos. Entretanto, os mecanismos de ação desses agentes de biocontrole contra o nematoide precisam ser melhor definidos. Desta forma, o presente estudo tem como objetivo avaliar os efeitos do produto comercial Auba® e do seu ingrediente ativo Bacillus amyloliquefaciens isolado CN 307 sobre a quimiotaxia, colonização radicular, indução de resistência e reprodução de M. incognita em espécies vegetais de diferentes famílias botânicas. Os experimentos foram instalados em casa de vegetação e no Laboratório de Nematologia, da Universidade Federal de Lavras, Lavras, Minas Gerais, Brasil. Os tratamentos foram constituídos do produto comercial Auba® ou de seu isolado B. amyloliquefaciens CN 307 que foram aplicadas em sementes de soja (Glycines max), cv. M 6410 IPRO, feijão (Phaseolus vulgaris), cv. 2051 e milho (Zea mays) hibrido P 3707VYH C1. No ensaio de quimiotaxia foram utilizadas placas de Petri preenchidas com meio ágar-água a 2%, onde na faixa central foram depositados 100 juvenis de segundo estádio (J2) de M. incognita. Nas extremidades da placa, sobre o meio de cultivo, foram colocadas raízes obtidas de sementes tratadas e não tratadas (controle). Decorridas 18 horas, o direcionamento dos J2 foi observado para determinação do índice de quimiotaxia (IC). Para os ensaios de colonização radicular, as sementes tratadas e não tratadas foram depositadas em placas de Petri por 5 dias para observação da presença de biofilme. O ensaio de indução de resistência foi feito utilizando a técnica das raízes separadas (split roots). Para isso, as raízes de soja e feijão foram divididas em duas partes iguais. Então, cada porção de raiz foi colocada em copos plásticos independentes. Os copos foram preenchidos com uma mistura (1:1) dos substratos (Carolina Soil® e Tropstrato®), sendo nomeados de lado indutor e lado respondedor. O sistema radicular do lado indutor recebeu os tratamentos e o sistema radicular do lado respondedor recebeu os 5000 ovos de M. incognita. Os copos ficaram em casa de vegetação por 60 dias. Após esse período, foram quantificados o número de galhas e ovos por grama de raiz. Para os ensaios de reprodução, os copos foram preenchidos com a mesma mistura mencionada e infestados com 5000 ovos de M. incognita. Em seguida, as sementes tratadas e não tratadas das diferentes espécies vegetais foram semeadas nos copos. Estes foram mantidos em casa de vegetação por 60 dias e então foi quantificado o número de galhas e ovos por grama de raiz.

  • MYNOR EFRAÍN GARCÍA MUNGUIA
  • SELEÇÃO DE INTERVALO DE TEMPO PARA AJUSTAR MODELOS DE REGRESSÃO ÀS CURVAS DE PROGRESSO E EFICIÊNCIA DO DRONE NO CONTROLE DA FERRUGEM EM CAFEEIRO CULTIVAR CATUAÍ 144

  • Data: 01/10/2025
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  • Brasil é de longe o principal produtor de café a nível mundial, tendo representado na última década aproximadamente 44% de produção mundial. No entanto, sua capacidade produtiva depende de diversos fatores, principalmente, da capacidade de resposta ante condições adversas por parte do setor, principalmente a dinâmica temporal das doenças. Sendo a ferrugem do cafeeiro (Hemileia vastatrix) a doença com maior potencial destrutivo, torna-se indispensável para melhorar a toma de decisões o estudo de epidemias nas diversas condições de manejo. Com isso, o primeiro experimento teve como objetivo determinar o melhor intervalo de análise e ajuste de modelos que melhor descrevam o progresso temporal da ferrugem do cafeeiro em condições de diversas estratégias de manejo da doença. As epidemias analisadas foram de experimentos estabelecidos em Minas Gerais, submetidas a diferentes estratégias de toma de decisões para aplicação de fungicida. Foram analisadas as curvas de progresso e selecionados os diferentes intervalos de tempo para estudo da epidemia em seis intervalos de tempo. A escolha do melhor intervalo foi baseada na análise de variáveis epidemiológicas e representatividade das principais características da epidemia. Posteriormente, ajustaram-se modelos lineares e não-lineares (linear, quadrática, cúbica, monomolecular, logística, Gompertz e exponencial), para curvas de progresso para cada intervalo. Os resultados indicam que o intervalo de tempo entre 11/02 para 11/06/2019, apresentou o maior potencial para descrever essa epidemia sobre diferentes condições de manejo da doença. E os modelos exponencial e cúbico, foram os melhores modelos para descrever as dinâmicas temporal da doença. E o do segundo experimento foi avaliar a eficácia de pulverizações via drone no controle de epidemias causadas por Hemileia vastatrix, Cercospora coffeicola e Phoma tarda na cultura do cafeeiro, associado na distribuição de gotas em diferentes terços da planta e regiões dos ramos plagiotrópico. Foi avaliada a eficiência de pulverização e eficácia de controle de doenças dos produtos aplicados. Papeis hidrossensíveis foram utilizados para analisar a eficiência de pulverização; e parâmetros epidemiológicos para determinar a eficácia do controle das doenças. Os ajustes realizados com a utilização da ponta XR11015VS, adição de adjuvante e volume de pulverização de 30 L/ha, ofereceram os melhores parâmetros: deposição de 17%, 164,44 gotas/cm2, cobertura de 2,38%, deposição foliar de 4,97 L/ha e DVM <100 mas com AP de 0,65. Oferecendo uniformidade na distribuição de gotas em todos os terços e os maiores níveis ao longo do ramo plagiotrópico. Os resultados de eficiência do manejo da doença revelaram que pulverização via drone é eficiente para manejo de epidemias.

  • JANAINA MARTINS DE SOUSA
  • Murchas causadas por espécies do complexo Fusarium oxysporum: desafiando o conceito da forma specialis

  • Data: 29/09/2025
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  • Espécies do complexo Fusarium oxysporum (FOSC) são patógenos distribuídos em todo o mundo que causam murcha e podridão em plantas ornamentais, hortaliças, frutíferas e leguminosas de importância agrícola em regiões de clima tropical e temperado. Embora os isolados de F. oxysporum obtidos a partir de plantas com sintomas de murcha e podridão sejam agrupados em formae speciales com base na patogenicidade em relação a um hospedeiro, bioensaios e estudos de genômica evidenciam a fragilidade dessa designação e seu impacto no manejo inadequado das culturas agrícolas. Esta tese reúne cinco capítulos que investigam a etiologia e a patogenicidade de espécies do FOSC associadas a culturas relevantes no Brasil: maracujá, tabaco, feijão-comum, feijão-caupi, tomate e banana. Por meio de análises de filogenia molecular, bioensaios com inoculação cruzada e avaliação de caracteres morfológicos, foram identificadas as espécies de FOSC presentes no Brasil, e demonstrado que podem induzir sintomas típicos de murcha em diferentes hospedeiros, independente da planta da qual o isolado foi obtido. Os resultados desafiam o conceito de forma specialis, ao demonstrarem que a virulência não é específica em relação à planta hospedeira e não se relaciona com a espécie de FOSC, mas sim com a população. Este estudo contribui para o conhecimento sobre a etiologia da murcha de Fusarium no agroecossistema brasileiro, oferecendo subsídios para estratégias de manejo, diagnóstico e melhoramento genético voltados à resistência.

  • JANAINA MARTINS DE SOUSA
  • Fusarium WILT CAUSED BY MEMBERS OF THE Fusarium oxysporum SPECIES COMPLEX: CHALLENGING THE CONCEPT OF forma specialis

  • Data: 29/09/2025
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  • Espécies do complexo Fusarium oxysporum (FOSC) são patógenos distribuídos em todo o mundo que causam murcha e podridão em plantas ornamentais, hortaliças, frutíferas e leguminosas de importância agrícola em regiões de clima tropical e temperado. Embora os isolados de F. oxysporum obtidos a partir de plantas com sintomas de murcha e podridão sejam agrupados em formae speciales com base na patogenicidade em relação a um hospedeiro, bioensaios e estudos de genômica evidenciam a fragilidade dessa designação e seu impacto no manejo inadequado das culturas agrícolas. Esta tese reúne cinco capítulos que investigam a etiologia e a patogenicidade de espécies do FOSC associadas a culturas relevantes no Brasil: maracujá, tabaco, feijão-comum, feijão-caupi, tomate e banana. Por meio de análises de filogenia molecular, bioensaios com inoculação cruzada e avaliação de caracteres morfológicos, foram identificadas as espécies de FOSC presentes no Brasil, e demonstrado que podem induzir sintomas típicos de murcha em diferentes hospedeiros, independente da planta da qual o isolado foi obtido. Os resultados desafiam o conceito de forma specialis, ao demonstrarem que a virulência não é específica em relação à planta hospedeira e não se relaciona com a espécie de FOSC, mas sim com a população. Este estudo contribui para o conhecimento sobre a etiologia da murcha de Fusarium no agroecossistema brasileiro, oferecendo subsídios para estratégias de manejo, diagnóstico e melhoramento genético voltados à resistência.

  • PAUL ESTEBAN PHEREZ PERRONE
  • SUPRESSÃO DA MURCHA DE FUSARIUM DA BANANEIRA PELA APLICAÇÃO DE LODO DE TRATAMENTO DE ÁGUA EM COMBINAÇÃO COM Trichoderma.

  • Data: 29/08/2025
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  • A crescente geração de resíduos orgânicos, como o lodo de estações de tratamento de água (lodo de ETA), demanda soluções sustentáveis de reaproveitamento, alinhadas aos princípios da economia circular. Esta tese teve como objetivo avaliar o potencial do lodo de ETA, com foco no manejo biológico da murcha de Fusarium da bananeira (Fusarium oxysporum f. sp. cubense – Foc). A abordagem incluiu uma revisão cienciométrica para caracterizar as tendências globais de uso do lodo de ETA e identificar lacunas no seu aproveitamento agrícola. Também foram conduzidos ensaios para avaliar o potencial fitotóxico do lodo em plantas bioindicadoras (alface, milho e feijão), e a influência na acumulação de metais. Foi testado o efeito inibitório do lodo de ETA sobre a germinação de macro e microconídios de Foc, bem como sua compatibilidade com diferentes agentes de biocontrole em condições in vitro.  Posteriormente, foram testadas diferentes concentrações (1% a 5%) de lodo incorporadas ao solo isoladamente e em combinação com Trichoderma asperelloides, visando induzir a supressividade do solo ao Foc e modular a comunidade microbiana da rizosfera. Os resultados mostraram que o lodo, nas concentrações de 3% e 5%, alteraram significativamente a composição microbiana do solo, aumentando a diversidade e abundância de gêneros como Bradyrhizobium spp., Candidatus spp., Paenibacillus spp., Clonostachys spp., Chaetomium spp. e Chloridium spp. Foram observadas melhorias nos atributos físico-químicos do solo (pH e condutividade elétrica), respiração microbiana, atividade enzimática  e no desenvolvimento vegetativo das plantas (altura, diâmetro do pseudocaule e índice SPAD). A combinação do lodo com T. asperelloides reduziu a diversidade microbiana em vários táxons, embora tenha favorecido gêneros funcionais como Bacillus spp. e diminuído a abundância de Fusarium spp. no solo. Apesar disso, a severidade da doença, avaliada pela área abaixo da curva do progresso da doença, permaneceu elevada. A pesquisa demonstrou que o lodo de ETA tem potencial como fonte de matéria orgânica no manejo biológico de doenças, desde que seu uso considere as condições do solo, o histórico fitossanitário e os impactos na microbiota.

  • NÁRCYA TRINDADE DE SOUZA
  • INTERAÇÃO DE Macrophomina phaseolina COM SEMENTES DE FEIJÃO-COMUM

  • Data: 29/07/2025
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  • A produção de feijão-comum (Phaseolus vulgaris L.) é de grande importância para o Brasil, desempenhando um papel essencial na alimentação da população e na cultura tradicional do país. No entanto, a sanidade das sementes constitui um fator limitante à produtividade, especialmente pela associação com patógenos. Entre eles, destaca-se Macrophomina phaseolina, agente causal da podridão do carvão, amplamente distribuído no território nacional e com capacidade de infectar mais de 500 gêneros de plantas, incluindo espécies de interesse econômico. Esse fungo pode ser transmitido por sementes, ou por microescleródios, estruturas de resistência presentes no solo e em restos culturais, que dificultam a erradicação do patógeno. Este trabalho teve como objetivo avaliar os efeitos de M. phaseolina em sementes de feijão e determinar a taxa de transmissão deste patógeno a partir de sementes para a progênie. Para isso, sementes da cultivar TAA-DAMA foram inoculadas com dois isolados do patógeno, CMLAPS859 e CMLAPS860, por períodos de 24, 48, 72 e 96 horas, correspondendo aos níveis de inóculo NI24, NI48, NI72 e NI96. As avaliações foram conduzidas em laboratório para os testes de germinação, sanidade, condutividade elétrica; e em câmaras de crescimento vegetal, com temperaturas controladas (23 °C e 27 °C), para as variáveis: índice de velocidade de emergência, estande inicial e final, altura de plantas, peso de plantas frescas e peso de plantas secas, peso e tamanho radicular, índice de doenças e taxa de transmissão, durante 28 dias. Pelos resultados observados, pode-se constatar que houve correlação entre os níveis de inóculo e a severidade dos danos causados às sementes e plântulas, desde o menor nível (NI24) ao maior nível de inóculo (NI96). De modo geral, o isolado CMLAPS859 causou maiores danos ao desenvolvimento do feijão, especialmente nos maiores níveis de inóculo, com 100% de morte em pré-emergência e incidência, diminuição da altura, peso fresco e seco, tamanho e peso da raiz, maiores índices da doença e transmissão superior a 95% no menor nível de inóculo. CMLAPS860 causou danos menores e progressivos com incidência de 10% em NI24, afetando negativamente a germinação, IVE, estande final e inicial, mas permitindo o estabelecimento das plantas, que apresentavam diminuição no tamanho e peso de parte aérea e radicular para os maiores níveis de inoculação e transmissão de 35% em NI24, permitindo o estabelecimento de plântulas, ainda que com comprometimento em seu desenvolvimento.

  • JOÃO VÍTOR DA SILVA PEREIRA
  • CONTRIBUIÇÃO AO ESTUDO DA ASSOCIAÇÃO DE Cercospora kikuchii COM SEMENTES DE SOJA

  • Data: 28/07/2025
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  • Em razão da grande importância econômica da soja na economia global, torna-se essencial o estudo do desempenho de suas sementes na presença do patógeno Cercospora kikuchii, amplamente distribuído nas principais regiões produtoras dessa cultura. Considerando a escassez de informações mais precisas sobre essa associação, além da crescente relevância desse patossistema, o presente estudo teve como objetivo avaliar os efeitos da presença de C. kikuchii sobre o desempenho inicial da cultura, bem como compreender os mecanismos de transmissão a partir de sementes inoculadas. Para isso, sementes de uma cultivar 96R10IPRO foram inoculadas com dois isolados de C. kikuchii (CMLAPS251 e CMLAPS255) durante períodos de 36, 72, 108 e 144 horas, originando quatro níveis de inóculo, NI36, NI72, NI108 e NI144, respectivamente. Os efeitos do patógeno sobre o desempenho das sementes foram avaliados por meio de testes de sanidade, germinação, condutividade elétrica e cultivo inicial em câmara de crescimento. A incidência de C. kikuchii nas sementes aumentou progressivamente de acordo com os níveis de inóculo, atingindo 74% para o isolado CMLAPS251 e 89% para CMLAPS255 no NI144. Para germinação, observou-se redução significativa nas médias alcançadas, com 59% para CMLAPS251 e 49% para CMLAPS255, ambos no NI144. A condutividade elétrica aumentou com a presença do patógeno, refletindo maior liberação de exsudatos pelas sementes no NI144, com médias de 160,1 µS cm⁻¹ g⁻¹ (CMLAPS251) e 151 µS cm⁻¹ g⁻¹ (CMLAPS255). As variáveis relacionadas ao desempenho inicial da cultura, como índice de velocidade de emergência, estande inicial e final, altura de plântulas, peso de parte aérea de planta fresca e seca, e índice de doença, também foram negativamente impactadas com o aumento dos níveis de inóculo. Esses efeitos foram mais pronunciados no cultivo sob temperatura de 27 °C, principalmente para o isolado CMLAPS255, que apresentou médias superiores em relação ao isolado CMLAPS251 na maioria dos testes. Além disso, verificou-se que a porcentagem de morte em pré-emergência aumentou proporcionalmente ao incremento dos níveis de inóculo nas sementes. A temperatura de cultivo de 27°C favoreceu maiores taxas de mortalidade, chegando a 42%, para o isolado CMLAPS255 com NI144, em comparação a temperatura de 23°C, que chegou a 34% no mesmo nível de inóculo. A maior taxa de transmissão total do patógeno da semente para a planta foi de 48%, observada no maior nível de inóculo (NI144) sob a temperatura de 27 °C.

  • VITOR PEREIRA DE SOUSA
  • SENSIBILIDADE DE DIFERENTES POPULAÇÕES BRASILEIRAS DE Meloidogyne incognita A NOVAS MOLÉCULAS NEMATICIDAS

  • Data: 04/07/2025
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  • Estudos recentes têm apontado que populações de Meloidogyne incognita, provenientes de diferentes regiões geográficas, apresentam diferenças na sensibilidade os nematicidas de terceira geração. Diante disso, o objetivo desse trabalho foi avaliar a sensibilidade de diferentes populações brasileiras de M. incognita aos nematicidas ciclobutrifluram, fluazaindolizina, fluensulfona e fluopiram. Onze populações de M. incognita, provenientes de diferentes regiões do Brasil, foram utilizadas. Para determinar a concentração letal capaz de matar 50% (CL50) da população de M. incognita, cinco concentrações diferentes foram testadas. O nematicida carbofurano foi utilizado como controle positivo. Nas cavidades de placa de polipropileno com 96 poços, foram adicionados 20 μL de uma suspensão aquosa contendo aproximadamente 20 J2 de M. incognita e 100 μL da solução das moléculas diluídas com solução aquosa de Tween® 80 (0,01%) + DMSO 1,8% (v/v) (1,5% (v/v). Em seguida, as placas foram mantidas em incubadora a ± 28 °C por 48 horas. Após o período de exposição, avaliaram-se a mobilidade e da mortalidade dos J2. O ensaio foi conduzido em delineamento inteiramente casualizado, com cinco repetições, sendo cada molécula avaliada de forma individual. Para o teste de eclosão, nas cavidades de placa de polipropileno com 96 poços, foram adicionados 20 μL de uma suspensão aquosa contendo aproximadamente 100 ovos de M. incognita e 100 μL da solução das moléculas diluídas de ciclobutrifluram, fluensulfona, fluopiram ou carbofurano. Água destilada foi utilizada como controle negativo. As placas foram mantidas em incubadora a ± 28 °C por 72 h. Após este período de exposição, as moléculas foram removidas e foi adicionada água destilada. A eclosão dos ovos foi avaliada de forma acumulativa, durante um período de 14 dias. O ensaio foi conduzido em delineamento inteiramente casualizado, com cinco repetições, sendo cada molécula avaliada de forma individual. Os dados de mortalidade, imobilidade e eclosão foram submetidos ao teste não paramétrico Kruskal-Wallis e, em seguida, as médias foram comparadas pelo teste de análise de comparação múltipla de Dunn a 5% de significância, empregando o método Bonferroni para ajustamento dos valores de p. A população UFLA 01 foi a mais sensível à fluensulfona com CL50 igual a 45,1 e 41,3 μg/mL, nos ensaios 1 e 2, respectivamente. Por outro lado, a população UFLA09 apresentou menor sensibilidade à fluensulfona com CL50 igual 172,9 e 213,8 μg/mL, nos ensaios 1 e 2, respectivamente. A população UFLA 08 foi a mais sensível ao nematicida fluopiram com LC50 igual a 0,8 e 0,97 μg/mL, ensaios 1 e 2, respectivamente. Em contrapartida, a população UFLA06 foi a menos sensíveis apresentando CL50 igual 4,48 e 4,99 μg/mL. A população UFLA06 foi a menos sensível ao ciclobutrifluram, apresentando um valor de CL50 a 5,081 e 5,114 µg/ml. Entretanto, a população UFLA 08 foi mais sensível, e consequentemente, apresentou a menor CL50 igual a 1,259 e 1,045 µg/ml. Fluensulfona e fluopiram atuaram como bons ovicidas, reduzindo a eclosão em todas as populações. Ciclobutrifluram teve ação ovicida eficaz na maior concentração. UFLA01 foi uma das populações com as menores taxas de eclosão aos nematicidas avaliados, enquanto UFLA06 e UFLA07 foram as que apresentaram os maiores índices de eclosão. Não houve diferença entre a mortalidade das populações quando comparou os nematicidas fluopiram e ciclobutrifluram. Diferentes populações de M. incognita apresentam diferentes graus de sensibilidade às novas moléculas nematicidas.

     

  • REGIANE ALVES AMANCIO BELIZARIO
  • ESPECIFICIDADE DE Trichoderma spp. NO PARASITISMO DE FUNGOS FITOPATOGÊNICOS PRODUTORES DE ESCLERÓDIOS

  • Data: 27/05/2025
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  • Alguns fungos fitopatogênicos habitantes do solo podem sobreviver saprofíticamente ou por meio de estruturas de resistência, como os escleródios, dificultando o manejo da doença causada por esses agentes. Nesse contexto, o controle biológico tem sido amplamente estudado e utilizado, sendo o gênero Trichoderma um dos agentes mais utilizados no controle de patógenos de solo. Este estudo teve como objetivo avaliar a especificidade de Trichoderma spp. no parasitismo de escleródios de Rhizoctonia solani, Sclerotinia sclerotiorum e Agroathelia rolfsii. Foram realizados isolamentos a partir de plantas, serrapilheira e solos de diferentes regiões de Minas Gerais. A análise por BOX-PCR revelou que os 98 isolados estavam distribuídos em 58 grupos, sendo 58,51% compostos por grupos com mais de um isolado e 41,4% por grupos de um único isolado. Desses, 20 isolados foram selecionados para identificação molecular, e 10 deles foram avaliados quanto ao potencial de controle. Foi identificada uma possível nova espécie de Trichoderma. Em ensaio in vivo, 4 isolados de T. pseudoasperelloides apresentaram os melhores e piores desempenhos: CC32 e CB56 promoveram maior desenvolvimento de raíz e da parte aérea, respectivamente, sendo que CB56 também reduziu em 65% a incidência da doença em relação ao controle. Por outro lado, os isolados CC108 e ES28 apresentaram menor comprimento de raiz e parte aérea, com destaque para CC108, cujo índice de doença foi apenas 5% inferior ao controle. No teste de parasitismo de escleródios, o isolado R14 (T. zelobreve) destacou-se por parasitar simultaneamente os três fitopatógenos, com 80%, 100% e 30% de parasitismo e 60%, 42,5% e 52,5% de inviabilização dos escleródios de R. solani, S. sclerotiorum e A. rolfsii, respectivamente. Os resultados indicam variações no potencial de controle entre os isolados de T. pseudoasperelloides, reforçando a necessidade de estudos complementares para confirmar sua eficácia e selecionar os candidatos mais promissores para uso no controle biológico.

  • JOSÉ MANOEL FERREIRA DE LIMA CRUZ
  • CARACTERIZAÇÃO DAS DOENÇAS DE PODRIDÃO DE RAIZ E TRONCO DA VIDEIRA E O USO DE Trichoderma PARA PROMOVER O ENRAIZAMENTO E O CRESCIMENTO DE MUDAS.

  • Data: 30/04/2025
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  • Grapevine diseases are a concern for grape and fine wine producers due to their economic impact. Among these, 
    root and trunk rot, a new disease that has been observed during the cold storage of plantlets stands out. The 
    disease reduces the quality of the plantlets and compromises their survival after definitive transplantation to the f
    ield. In this context, the development of new technologies applied to the production of grapevine planting material 
    emerges as a promising approach to enhance the physiological quality of the grafted material. The use of 
    biotechnological tools aimed at improving plantlet establishment can significantly contribute to mitigate losses 
    in nurseries, favoring the initial vigor and rooting of the plantlets. The general objective of this research was to 
    determine the etiology of root and trunk rot, as well as to test the potential of Trichoderma in the production of 
    grapevine planting material. Initial observations indicated that fungi of the genus Fusarium were associated with 
    the disease. Fingerprinting analyses by means of BOX-PCR of 86 Fusarium isolates from diseased plants revealed 
    45 genetic groups based on 53 polymorphic bands. Sequencing of tef1 gene fragments of 78 Fusarium isolates from
     healthy (n=30) and diseased (n=49) plants revealed 14 species belonging to the complexes F. oxysporum (FOSC), 
    F. fujikuroi (FFSC), F. tricinctum (FTSC) and F. solani (FSSC). Pathogenicity tests in the field and greenhouse 
    confirmed that 13 Fusarium species(F. casha, F. fredkrugeri, F. inflexum, F. vaughaniae, F. fujikuroi, F. annulatum,
     F. foetens, F. solani, F. landiae, F. triseptatum, F. guttiforme, F. annulatum and F. chongqingense) were able to cause
     root and trunk rot in grapevine plantlets. Comparative analyses of scanning electron microscopy showed that diseased
     plantlets had xylem vessels obstructed with tyloses and gum. Energy dispersive X-ray spectroscopy analyses showed 
    differences in the mineral composition of roots of healthy and diseased plantlets. In healthy roots, Ca was distributed 
    more uniformly and part of it was concentrated in the epidermis, while in diseased seedlings, it was in the xylem 
    vessels. Silicon was not detected in healthy tissues, but was distributed uniformly in diseased tissues. The present 
    study provided information that may be used in the management of root and trunk rot disease in grapevine. In a
    nother part of the work, the Trichoderma isolate LFM004 was tested in a field experiment to promote rooting and 
    growth of grapevine plantlets. It was observed that isolate LFM004 induced an increase in plantlet set of 98 and 55%, 
    respectively, in relation to water and hormone treatments. The dry mass of plantlets treated with the Trichoderma 
    isolate were 1.5X and 2.2X greater than the treatments with water and hormone, respectively. The isolate LFM004 
    was able to produce indoleacetic acid (IAA) and solubilize phosphate, and these characteristics may be related to the 
    activity of promoting rooting and growth of grapevine plantlets. The polyphasic characterization of isolate LFM004 
    through micromorphological and molecular analyses revealed that it was a new species, for which we proposed the 
    name T. harenae sp. nov. The present study contributed to the description and characterization of a new grapevine 
    disease, root and trunk rot, and also to the indication of a possible biotechnological solution to improve seedling 
    growth and establishment.
  • FABÍOLA DE SOUSA LUNA
  • BIOCONTROLE NO MANEJO DE RESISTÊNCIA DE Colletotrichum lindemuthianum NO FEIJÃO COMUM.

  • Data: 25/04/2025
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  • Nos últimos anos, os produtos biológicos têm ganhado destaque, principalmente por proporcionarem menor impacto ambiental no controle de doenças. Entre os agentes de biocontrole disponíveis no mercado, as bactérias do gênero Bacillus se destacam por seus diversos mecanismos de ação, podendo ser utilizadas no manejo de resistência a doenças em várias culturas. Dessa forma, o objetivo deste trabalho foi avaliar o potencial de inibição de produtos comerciais, à base de bactérias do gênero Bacillus sobre o estabelecimento das raças 65 e 73 de C. lindemuthianum, causador da antracnose no feijão-comum. Para isso, foram realizados quatro testes de triagem em laboratório com o propósito de selecionar produtos com potencial fungicida: teste de metabólitos voláteis e líquidos, pareamento e inibição de germinação. Em seguida, os produtos selecionados foram testados em casa de vegetação, em 15 tratamentos com cinco repetições no delineamento de blocos casualizados (DBC), utilizando o inóculo misto das raças, em três cultivares de feijão-comum com diferentes níveis de suscetibilidade ao patógeno. Os dados obtidos foram submetidos à análise de variância, sendo as médias comparadas pelo teste de Tukey a 5 % de probabilidade, por meio do programa estatístico R-Studio. Os resultados obtidos demonstraram o potencial de inibição in vitro das raças 65 e 73 de C. lindemuthianum, por produtos biológicos à base de Bacillus, apresentando resultados superiores ou semelhantes ao fungicida químico fox xpro, O produto bombardeiro demonstrou maior desempenho de inibição para ambas as raças, com valores de inibição de até 63.11% para a raça 65 e 76.54% para a raça 73. Constatou-se que são necessários mais estudos relacionados a eficiência destes agentes de biocontrole em condições in vivo contra o agente causal da antracnose em feijão-comum.

  • THAMIRES YSLANNY OLIVEIRA SOUSA


  • DEFENSE RESPONSES OF SOYBEAN INDUCED BY COPPER, SULFUR, CALCIUM, MAGNESIUM, AND SILICON: MANAGEMENT STRATEGY FOR POWDERY MILDEW (Erysiphe difusa)

     
  • Orientador : MARIO LUCIO VILELA DE RESENDE
  • Data: 31/03/2025
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    RESUMO: Erysiphe difusa comumente chamada de oídio é uma importante doença para a cultura da soja, ocasionando perdas de até 40% na produtividade, devido à redução da área fotossintética ativa e seca das folhas. A principal medida de manejo da doença é o uso de fungicidas, principalmente a base de enxofre. A demanda por alimentos produzidos de forma mais sustentável na agricultura sem perder a produtividade está cada vez mais em uso, sendo assim, uma medida alternativa de manejo aplicado para o controle do oídio da soja é a utilização da nutrição mineral como forma de ativação dos mecanismos de defesa das plantas, a partir da aplicação de caldas composta por nutrientes como cobre (Cu), enxofre (S), cálcio (Ca), magnésio (Mg) e silício (Si). O presente estudo objetivou-se a avaliar o efeito do Cu, S, Ca, Mg e Si, aplicados isoladamente ou em associação, onde foram selecionados os melhores tratamentos dentro do manejo do oídio em soja. As melhores respostas foram comparadas com fontes comerciais muito utilizados no manejo de doenças. As análises bioquímicas, morfológicas das plantas e de severidade forneceram resultados de controle da doença e ativação de alguns mecanismos de defesa importantes para a cultura da soja.
     
  • JULIANNE MARIA GALINDO BEZERRA
  • Doenças radiculares do alho causadas por Setophoma terrestris e Fusarium oxysporum

  • Data: 27/02/2025
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  • A doença conhecida como “raiz rosada” do alho e da cebola causa prejuízos consideráveis nessas culturas, principalmente em área de cultivo contínuo. Essa doença provavelmente é uma síndrome cuja etiologia ainda é pouco compreendida e os agentes etiológicos persistem no solo como saprófitos, dificultando o seu manejo. Sintomas de coloração rosada das raízes progridem para a podridão do sistema radicular, levando à clorose da parte aérea, comprometem o desenvolvimento da planta e reduz o rendimento de produção. O principal agente etiológico da doença é conhecido como Setophoma terrestris, porém, a associação de Fusarium oxysporum com plantas com sintomas típicos da doença já foi documentada em plantas de cebola. O objetivo desse estudo foi esclarecer a etiologia da raiz rosada do alho no Brasil e documentar sintomas característicos. Fragmentos dos genes nrSSU e nrLSU foram utilizados na análise filogenética de isolados de Setophoma enquanto fragmentos dos genes TEF e RPB2 foram utilizados na análise filogenética de isolados de Fusarium oxysporum. O teste de patogenicidade foi realizado em casa de vegetação com isolados representantes de S. terrestris e F. oxysporum. A inoculação foi feita de forma individual e em conjunto dos isolados via imersão de sementes em suspensão de esporos e por substrato infestado. As avaliações realizadas permitiram diferenciar os sintomas causados por Setophoma terrestris e Fusarium oxyporum. O sintoma de raiz rosada não é causado por Fusarium oxysporum, mas esse patógeno causa necroses nas raízes de alho.

  • ANA KAROLINE VIEIRA DOS SANTOS
  • FUNGOS ASSOCIADOS À PODRIDÃO E À SÍNDROME DA MURCHA EM CANA-DE-AÇÚCAR

  • Data: 27/02/2025
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  • Com a proibição da queima, a cultura da cana-de açúcar enfrenta novos desafios em relação ao controle e manejo de doenças fúngicas, antes consideradas secundárias. Perdas crescentes são registradas principalmente pela incidência da Podridão Vermelha e da Podridão da Casca, levando à seca, murcha e apodrecimento dos colmos, resultando na redução de produtividade e da qualidade do açúcar. No ano agrícola 2023/2024 foi observado ainda uma doença que recebe o nome Síndrome da Murcha da Cana-de-açucar (SMC), já que foi observada a associação concomitante de Phaeocytostroma, Colletotrichum e Fusarium, Ainda não se conhece o agente etiológico principal, mas atribui-se às condições climáticas, como um período prolongado de seca, influência relevante sobre o progresso dessa síndrome. Os objetivos deste estudo foram (i.) identificar os fungos associados à Podridão da Casca e da Síndrome da Murcha (SMC) por morfologia e análise de filogenia molecular; (ii.) testar a patogenicidade de isolados representativos das espécies encontradas; (iii.) descrever e documentar os sintomas observados em campo e em testes de patogenicidade. Nos materiais coletados nos estados de MG e GO foram identificados os fungos Phaeocytostroma, Colletotrichum falcatum e espécies de Fusarium, que induziram sintomas Podridão Vermelha.

  • SIDNEY PEREIRA SOUZA FILHO
  • Calonectria variabilis CAUSANDO MANCHA FOLIAR E DESFOLHA EM PLANTIOS CLONAIS DE EUCALIPTO NO AGRESTE DA BAHIA

  • Data: 27/02/2025
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  • Os plantios clonais de eucalipto no Brasil apresentaram nos últimos anos, um grande crescimento para novas regiões propicias a ocorrência de diferentes espécies de Calonectria, destacando-se como um dos grandes causadores de prejuízos nas florestas de eucalipto. Os objetivos deste trabalho foram identificar qual a espécie do gênero Calonectria relacionado aos sintomas de mancha-foliar e desfolha, em três plantios clonais de eucalipto no noroeste da Bahia e provar a patogenicidade dos isolados identificados. As amostras foram coletadas em agosto de 2023 e, posteriormente, o fungo foi isolado no Laboratório de Patologia Florestal da UFLA. Posteriormente, foi realizada ade extração de DNA, amplificação e sequenciamento de quatro regiões genômicas. As análises filogenéticas das regiões genéticas cmdA, his3, tef1 e tub2 confirmaram que os isolados pertencem ao complexo Calonectria cylindrospora. Os testes de patogenicidade confirmaram a que os isolados foram patogênicos três diferentes clones de eucalipto. A combinação de análises filogenéticas e morfológicas mostrou-se eficaz na identificação de C. variabilis. Os resultados obtidos contribuem para o entendimento da diversidade e impacto das espécies do gênero Calonectria em plantios clonais de Eucalyptus sp. no Brasil, oferecendo informações valiosas para programas de melhoramento genético e manejo de doenças florestais.

  • LAYLA VICTÓRIA DA SILVA SOUSA
  • DETECÇÕES E DIVERSIDADE GENÉTICA DE VÍRUS QUARENTENÁRIO EM MUDAS DE MORANGO (Fragaria × ananassa Duch.).

  • Data: 13/02/2025
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  • O cultivo de morango (Fragaria × ananassa Duch.) possui elevada relevância econômica global e expansão crescente no Brasil. No entanto, a produção enfrenta desafios relacionados a doenças causadas por vírus e fitoplasmas, que impactam a produtividade e a qualidade dos frutos. Este estudo teve como objetivo identificar e caracterizar molecularmente seis vírus e fitoplasmas associados ao morangueiro, com ênfase no strawberry latent ringspot virus (SLRSV), um vírus quarentenário relatado pela primeira vez no Brasil. Foram realizadas extrações de RNA para análises de RT-PCR para detecção de vírus, e de DNA para identificação de fitoplasmas. A confirmação molecular foi conduzida por meio de sequenciamento Sanger. Os resultados demonstraram a ocorrência de múltiplos patógenos nas mudas de morango, incluindo o SLRSV e fitoplasmas, ampliando o conhecimento sobre os agentes etiológicos que impactam a cultura no Brasil. As informações obtidas oferecem embasamento técnico-científico para o aprimoramento de estratégias de diagnóstico, manejo integrado e controle de doenças, destacando a relevância das ferramentas moleculares para a vigilância fitossanitária e a sustentabilidade da produção de morango.

  • THAMIRES YSLANNY OLIVEIRA SOUSA


  • DEFENSE RESPONSES OF SOYBEAN INDUCED BY COPPER, SULFUR, CALCIUM, MAGNESIUM AND SILICON: MANAGEMENT STRATEGY FOR POWDERY MILDEW (Erysiphe diffusa)

     
  • Orientador : MARIO LUCIO VILELA DE RESENDE
  • Data: 30/01/2025
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    RESUMO:

    Erysiphe difusa comumente chamada de oídio é uma importante doença para a cultura da soja, ocasionando perdas de até 40% na produtividade, devido à redução da área fotossintética ativa e seca das folhas. A principal medida de manejo da doença é o uso de fungicidas. A demanda por alimentos produzidos de forma mais sustentável na agricultura sem perder a produtividade está cada vez mais em uso, sendo assim, uma medida alternativa de manejo aplicado para o oídio da soja é utilização da nutrição mineral como forma de ativação dos mecanismos de defesa das plantas, a partir da aplicação de caldas fitossanitárias composta por nutrientes como cobre (Cu), enxofre (S), cálcio (Ca), magnésio (Mg) e silício (Si). O presente estudo tem como objetivo avaliar o efeito do Cu, S, Ca, Mg e Si, aplicados isoladamente ou em associação no manejo do oídio em soja. Adicionalmente, quantificar o efeito destes nutrientes nas respostas de defesa da soja após a inoculação com E. diffusa.
  • JOSELIN MARICIELO CHANTA AGURTO
  • COMPETIÇÃO SAPROFÍTICA POR MICRORGANISMOS NA PALHADA DE BATATA E MILHO: ESTRATÉGIAS PARA A REDUÇÃO DA SEVERIDADE DE Rhizoctonia solani AVALIADA EM FEIJÃO.

  • Data: 24/01/2025
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  • A batata (Solanum tuberosum L.) é uma das culturas alimentares mais importantes, sendo o quarto alimento básico mais consumido no mundo. No Brasil, o estado de Minas Gerais, destaca se como um dos principais produtores de batata, com uma produção de 1,4 milhão de toneladas em 2023. No entanto, à sustentabilidade e à expansão desta cultura são enfraquecidas por faltas de técnicas suficientes de manejo da cultura, que juntamente com as mudanças climáticas aumentam a vulnerabilidade de diversas pragas e doenças. Dentre estes, destaca-se o fungo Rhizoctonia solani Kuhn, um patógeno do solo, amplamente distribuído, capaz de causar perdas de até 40% na produtividade final da cultura. Este patógeno, pode sobreviver como micélio ou na forma de escleródios nos restos culturais, sendo um dos principais desafios para seu controle. Devido à sua ampla gama de hospedeiros, na rotação de culturas o inoculo do patógeno pode continuar ativo. Neste contexto, a primeira etapa deste estudo buscou avaliar, por meio de experimentos in vitro, a interação entre Rhizoctonia solani e dois fungos com atividade saprofítica: Epicoccum nigrum e um produto comercial à base de Trichoderma asperellum. Utilizando testes de pareamento em placas de Petri, foi determinado que tanto E. nigrum quanto T. asperellum apresentam atividade antagonista contra R. solani, com percentuais de inibição de 82,46% e 39,2%, respectivamente. Posteriormente, foram analisadas as necessidades metabólicas de cada microrganismo por meio da avaliação do índice de sobreposição de nicho (NOI), com o objetivo de identificar os substratos que poderiam servir como fontes de competição por nutrientes. Os resultados demonstraram que, após 72 horas de incubação, Epicoccum nigrum utilizou a maior quantidade de nutrientes avaliados, 9 das 10 fontes de carbono e nitrogênio. Foi confirmado também o desempenho da colonização e o desenvolvimento micelial por meio da inoculação da palha de milho e batata, avaliada qualitativamente por observações diárias, considerando dois tipos de inoculação: simultânea e sucessiva. Os resultados revelaram diferenças estatísticas nos tratamentos com inoculações sucessivas, especialmente nos casos em que ambos os antagonistas foram aplicados, resultando em menor desenvolvimento da doença nesses tratamentos. No entanto, não foram observadas diferenças significativas no crescimento vegetativo das plantas. Os experimentos realizados em conjunto demonstraram que cada substrato apresentou um nível distinto de desenvolvimento dos fungos. Além disso, evidenciaram o potencial do tratamento na palhada como uma estratégia promissora para a redução da doença. No entanto, destaca-se a importância de avaliar com maior detalhe as condições adequadas para a aplicação dessa abordagem.

  • LUANA NASCIMENTO DA SILVA
  • HERBICIDAS AFETAM O MICROBIOMA DO SOLO QUE CONTROLA O NEMATOIDE FORMADOR DE GALHAS Meloidogyne paranaensis NO CAFÉ?

  • Data: 24/01/2025
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  • O Brasil é o maior produtor de café do mundo tendo produzido 2.993.780 t em 1.836.741 ha, no ano de 2021. A produção vem oscilando nos últimos anos, em função de diversos problemas fitossanitários como nematoide de galhas Meloidogyne paranaensis. O microbioma de um solo supressivo atua diretamente contra infecções de patógenos radiculares. Os diversos herbicidas que são utilizados no cultivo do cafeeiro podem impactar a microbiota nativa do solo. Deste modo, o objetivo da dissertação foi avaliar o potencial efeito de cinco herbicidas na funcionalidade do microbiana de um solo proveniente de uma área com café em relação ao nematoide formador de galhas Meloidogyne paranaensis. O solo foi coletado  de uma Agrofloresta de café sem historico de aplicação de herbicidas. Os herbicidas foram Saflufenacil 100g/ha; Pyroxasulfone 400ml/ha; Glifosato 3kg/ha; Flumioxazin  180ml/ha e Cletodim 0,9l/ha. As mudas foram inoculadas com 4000 ovos de Meloidogyne paranaensis e após 35 dias as plantas de tomate foram coletadas e contados o número de galhas, g-1, e ovos, g-1. Outro experimento para avaliar a quimiotaxia de Meloidogyne paranaensis em resposta a exposição do microbioma do solo aos herbicidas. Além disso, relaizou-se o isolamento e quantificação de bacterias totais, endosporogenicas e fungos totais provenientes do solo em diferentes tempos de exposição aos herbicidas ( 0 dias, 1 dia, 5 dias, 15 dias e 35 dias). O DNA total do solo foi extraido ao fim do experimento in-vivo and the bacterial community was evaluated. No experimento in-vivo verificamos que Saflufenacil e Pyroxasulfone aumentaram significativamente o número de ovos e galhas (P < 0.05) em comparação ao controle. Já o Glifosato, Cletodim e Flumioxazin não reduziram a supressividade do solo, não houve diferença estatística entre estes tratamentos e o controle inoculado. No experimento de quimiotaxia o microbioma exposto ao Glifosato foi repelente ao nematoide assim como o tratamento controle. Já o microbioma exposto ao Saflufenacil e Pyroxasulfone foi altamente atrativo ao J2 e diferenciaram do controle. Apenas Flumioxazin afetou a comunidade de fungos 15 dias após aplicação.  O Saflufenacil reduziu a comunidade de bactérias totais 5 e 15 dias após aplicação, porém em 35 dias observou-se um aumento significativo em comparação ao controle. Clethodim, Piroxasulfona, Saflufenacil e Glifosato começaram a inibir as bactérias endosporogênicas 1 dia após a exposição.  A análise de microbioma revelou a modulação do microbioma quando exposto aos diferentes herbicidas. Pela alfa diversidade, foi possível observar que a diversidade bacteriana foi menor no tratamento controle e maior nos solos expostos aos herbicidas. Proteobacteria, Bacteriodetes, Actinobacteria, Acidobacteria and Gemmatimonadetes foram os filos mais predominantes no solo. Ressalta-se a importância de entender o impacto dos herbicidas no microbioma supressivo a doenças radiculares.

  • BERAMSON LOUIS CHARLES
  • POTENCIAL NEMATICIDA DO RESÍDUO EM PÓ DO REBENEFICIAMENTO DE CAFÉ SOBRE Meloidogyne incognita EM TOMATEIRO.

  • Orientador : FLAVIO HENRIQUE VASCONCELOS DE MEDEIROS
  • Data: 24/01/2025
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  • Meloidogyne incognita infecta diversas culturas agrícolas, causando perdas expressivas na produtividade. Seu manejo tem se baseado predominantemente no uso de nematicidas químicos e no cultivo de variedades resistentes. No entanto, resíduos da produção e beneficiamento de alimentos, amplamente utilizados como fertilizantes, apresentam um potencial pouco explorado no manejo de pragas e doenças. Este estudo teve como objetivo avaliar o potencial nematicida do resíduo do rebeneficiamento de café, um subproduto amplamente disponível, como alternativa para o manejo integrado de M. incognita. Por meio de experimentos in vitro e in vivo, bem como da caracterização parcial do resíduo, foi possível verificar sua eficácia. No primeiro experimento in vitro, diferentes doses do extrato dos resíduos (0%; 0,5%; 1%; 1,5%; 2%) reduziram significativamente a eclosão de ovos, alcançando até 98% de inibição. No segundo experimento in vitro, as doses de 1,5% e 2% promoveram aumento na mortalidade de juvenis (J2), atingindo até 92%. O resíduo foi fracionado em carbono residual, extrato metanólico e extrato aquoso. A aplicação do extrato aquoso do resíduo carbonizado, na dose de 1,1% (m/v), resultou em 100% de mortalidade de J2 em comparação ao controle tratado com água. A caracterização química do resíduo revelou altas concentrações de ácido clorogênico, catequina e trigonelina, compostos com propriedades bioativas conhecidas. Os resultados confirmaram o potencial do resíduo do rebeneficiamento de café em interferir na eclosão e reprodução de M. incognita. A presença de frações bioativas, ricas em compostos fenólicos e alcaloides, pode explicar sua ação nematicida, destacando-o como uma alternativa promissora para o manejo sustentável dessa praga.

  • NATHALYNA LÚCIA MOREIRA SOUZA
  • DIVERSIDADE DE Trichoderma spp. NO BIOMA CAATINGA E O POTENCIAL ANTAGONISTÍCO CONTRA Rhizoctonia solani.

  • Data: 24/01/2025
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  • O controle biológico é uma ferramenta importante para o manejo de doenças de plantas que vem sendo cada vez mais adotada. Os agentes de controle biológico podem ser encontrados naturalmente nos sistemas agrícolas ou podem ser introduzidos, visando o controle de patógenos. Dentre esses agentes, espécies do gênero Trichoderma têm sido amplamente utilizadas como a base para produtos biológicos com ação fungicida. Esse projeto visou conhecer a diversidade de fungos do gênero Trichoderma no bioma Caatinga em comparação com áreas agrícolas, e avaliar a sua eficácia contra Rhizoctonia solani. Amostras de solo foram coletadas de áreas de Caatinga natural e áreas convertidas em plantios de bananeira (Musa spp.) em Jaíba-Minas Gerais. A densidade populacional média de Trichoderma estimada em meio semi-seletivo foi de 2,4 log UFC/g de solo em áreas de Caatinga, enquanto que a densidade de outros fungos foi de 4,0 log UFC/g. Em áreas convertidas para o plantio de bananeira, a densidade média de Trichoderma foi de 1,3 log UFC/g, enquanto que a de outros fungos foi de 3,7 log UFC/g. Portanto, as populações de Trichoderma representaram respectivamente, 8,5% e 3,4% do total de fungos em áreas de Caatinga e plantios de bananeira. Um total de 80 isolados, 26 de áreas convertidas para o plantio de bananeira e 54 de áreas de Caatinga foram analisados por meio de BOX-PCR para o estudo da diversidade genética. Esses isolados foram agrupados em 67 grupos genéticos de acordo com perfis de bandas amplificadas. Quinze isolados foram selecionados ao acaso com base nos grupos genéticos para a identificação por meio do sequenciamento da região tef1. Dentre esses isolados, 4 foram identificados como T. longibrachiatum, 1 como T. neokoningii, 6 como T. pseudoasperelloides e 4 como uma espécie próxima de T. hunanense. Ensaios de antagonismo in planta contra R. solani mostraram que o isolado PEL39 de T. neokoningii reduziu a severidade da doença em 20% e o isolado RBS12 de T. pseudoasperelloides reduziu em 8% em relação ao controle não tratado, enquanto os isolados SW2-YU, e RB26  de T. longibrachiatum e SW2-59 de T. hunanense não reduziram a severidade da doença. Esses resultados evidenciam a variação na atividade dos isolados e os próximos estudos se concentrarão na avaliação do potencial antagonístico dos isolados ainda não testados in planta.

2024
Descrição
  • CARLOS ANACLETO MUQUESSUANE
  • SELEÇÃO IN VITRO DE NANOPARTÍCULAS, ÓLEOS ESSENCIAIS E FUNGICIDAS PARA O CONTROLE DE Ceratocystis manginecans.

  • Data: 31/10/2024
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  • As espécies de Ceratocystis são consideradas de grande importância fitopatológica em diversas espécies de plantas, tanto anuais quanto perenes. Esses patógenos causam cancros e podridões negras em caules e raízes, com consequente murcha, seca e morte das plantas. O cancro de Ceratocystis, causada por Ceratocystis manginecans, recentemente foi reportada na cultura de café. O C. manginecans é um patógeno importante por sua agressividade em plantas não resistentes e, as estratégias para reduzir os danos precisam ser estabelecidas e o manejo de doenças de plantas economicamente importantes, como o café, requer uma boa compreensão. O presente trabalho objetivou selecionar in vitro nanopartículas (NP’s), óleos essenciais e fungicidas para o controle de C. manginecans. Foram realizados quatro experimentos, o primeiro para testar os fungicidas tiofanato metílico, tebuconazol, azoxistrobina, ciproconazol, azoxistrobina + ciproconazol, mancozeb e hidróxido de cobre. O segundo, as NP’s de CuO, ZnO, S e  MoO3. As doses, do 1 e 2 experimento, foram de 0; 2,5; 10; 40; 160; 320 e 640 mg/Kg ou L. O terceiro, os óleos essenciais de Melaleuca alternifolia, Eremanthus erythropappus, Thymus vulgaris, Eucalyptus radiata e Cymbopogon citratus, nas doses de 0; 100; 200; 400; 1600 e 3200 µL/L. O quarto baseou-se nos melhores tratamentos e isolados menos sensíveis obtidos nos experimentos acima mencionados. Foram usados cinco isolados de C. manginecans (KLC1, P14, P311, P711 e P811). Os discos de micélios foram colocodos no centro das placas de Petri com o meio de cultura modificado com os tratamentos e realizou-se as medições dos diâmetros das colônias. Os dados obtidos foram utilizados nos cálculos da porcentagem de inibição do crescimento micelial e da dose necessária para redução do crescimento em 50% (EC50). No experimento I, o tiofanato metílico e ciproconazol foram classificados como altamente tóxico (EC50 < 1 mg/Kg ou L),  com 100% de inibição micelial dos isolados a partir da dose de 2,5 e 40 mg/Kg ou L, respectivamente. No experimento II, nenhuma das doses de NP’s inibiu em 100% o crescimento micelial, entretanto, os isolados foram mais sensíveis às NP’s de MoO3, seguido por ZnO e CuO. No experimento III, a inibição de 100% só foi observada com óleo de C. citratus, a partir de 1600 µL/L. O segundo maior desempenho foi obtido por T. vulgaris, seguido por M. alternifolia. No experimento IV, os isolados foram mais sensíveis ao controle químico em relação aos outros métodos alternativos. Houve diferença de sensibilidade entre os isolados e o KLC 01 e P14 foram os menos sensíveis aos tratamentos.

  • GABRIELY SERRÃO FREIRE
  • SISTEMICIDADE E MECANISMOS DE DEFESA ATIVADOS POR FUNGICIDAS NO CONTROLE DA FERRUGEM DA SOJA.

  • Data: 30/10/2024
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  • O Brasil é o maior produtor mundial de soja, Apesar da alta produção, essa fabácea sofre com perdas de até 90% devido a Ferrugem Asiática da Soja (FAS). Dentre as formas de manejo da FAS destaca-se o controle químico com o uso da mistura de moléculas de triazóis com estrobilurinas, chamadas “Strobimix”, porém, é necessário conhecer os mecanismos de sua sistemicidade. Sendo assim, o objetivo desse trabalho foi avaliar a translocação de triazóis e estrobilurinas via raiz, sua sistemicidade nos terços superior e inferior de folíolos, pulverizados somente na região central e quantificar os níveis da enzima fenilalanina amônia-liase (PAL), compostos fenólicos solúveis totais e lignina solúvel de plantas de soja inoculadas com ferrugem antes e após a aplicação desses fungicidas. Em todos os ensaios foram utilizadas sementes de soja da cultivar Olimpo IPRO® e avaliados um princípio ativo do grupo dos triazóis e estrobilurinas. O delineamento experimental foi em blocos casualizados, composto por seis tratamentos e quatro repetições. No ensaio (I), foi utilizada a solução nutritiva de Hoagland e Arnon (1950) com duas plantas em cada vaso. Foram empregadas 4 doses dos fungicidas, quais sejam 15, 25, 50 e 100% da dose de bula, sendo 100% a dose de bula do ingrediente ativo (ia) A cada três dias foram feitas avaliações de severidade em todos os trifólios, com a escala diagramática de Franceschi et al. (2020), totalizando dez avaliações. Os valores de severidade foram integralizados em Área Abaixo da Curva de Progresso da Doença (AACPD), segundo a equação proposta por Shaner &amp; Finney (1977). A eficiência de controle foi calculada com a equação de Abbott (1925). Ao final do experimento foi obtido o peso da parte aérea (PPAS) e das raizes secas (PRS) de todas as plantas. No segundo ensaio, a aplicação dos fungicidas foi realizada na face adaxial das folhas do terço médio do folíolo central do 3° trifólio, no estádio V4, sem possibilidade de escorrimento, para averiguar a sistemicidade para os terços superior (acropetal) e inferior (basipetal) . Após os primeiros sinais do patógeno, foram feitas avaliações de severidade no trifólio central a cada três dias, com a escala diagramática usada no ensaio anterior, totalizando seis avaliações. Os folíolos centrais foram coletados e escaneados no software ImageJ® v. 1.54g; (III). No terceiro ensaio, foram utilizadas cinco plantas para coleta em cinco tempos para análise bioquímica. Os fungicidas foram aplicados no estádio fenológico V4, em toda a planta, em ambas as superfícies da folha, com os mesmos IA’s e as mesmas doses do ensaio II. Em todos os ensaios, as plantas foram inoculadas com suspensão de 1,0 x 10 5 urediniósporos de Phakopsora pachyrhizi/mL em água + tween 2 0 a 0,05% sete dias após a aplicação dos produtos. As análises estatísticas foram realizadas no software R Studio em teste de Scott-Knott (p&amp;lt;0,05). No ensaio I, a menor fitotoxidez foi observada para as estrobilurinas, na menor dose, ou seja, a de 15% da dose de campo. Sendo assim, o patógeno foi inoculado cinco dias após os IA’s serem adicionados em solução nutritiva. Nessa dose, todos os fungicidas apresentaram sistemicidade a partir das raízes e reduziram a severidade da doença (p&amp;lt;0,05). No ensaio II, quando avaliada a translocação por meio da redução da intensidade da doença, observou-se eficiência de controle em todos os tratamentos. As estrobilurinas apresentaram sistemicidade nas duas direções, tanto acropetal quanto basipetal, porém o triazol também obteve essa eficiência. Antes de tranlocar via xilema, esse produto também transloca via mesostêmica, possibilitando o controle também de forma baispetal. No ensaio III, houve picos das atividades da enzima PAL às 24 horas e 72 horas após a inoculação. Para os compostos fenólicos solúveis totais houve alteração apenas às 72 horas após a inoculação.

  • FELIPE DOUGLAS SOARES LEAL
  • TANK MIXING OF MICRONUTRIENT NANOPARTICLES WITH STROBY MIX FUNGICIDES IN THE MANAGEMENT OF COFFEE RUST

  • Data: 30/10/2024
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  • A mistura em tanque é definida como a associação de agroquímicos e afins no tanque do equipamento aplicador, imediatamente antes da pulverização. Essa é uma prática constante na cafeicultura, por propiciar a redução de custos, do número de entradas na área, de combustível, volume de água, menor compactação do solo e menor exposição do trabalhador aos agroquímicos. No entanto, essa mistura pode resultar em alteração das propriedades físico-químicas da formulação, pode ocorrer reação de elementos, de cargas diferentes, alteração de pH e precipitação, influenciando na eficiência dos produtos utilizados, além de interferir nos níveis de dissociação dos ingredientes ativos, entre outros. Contudo, as reações resultantes da mistura de produtos em tanque ainda não foram totalmente desvendadas, pois, essas podem manifestar de forma aditiva, sinérgica ou antagônica, afetando ou não o controle das doenças. Essa prática foi recentemente regulamentada no Brasil, e, portanto, a eficácia da mistura em tanque de fungicidas utilizados no manejo das doenças do cafeeiro ainda não foi completamente determinada. Sendo assim, existe a necessidade de desenvolver estudos para avaliar a compatibilidade e os efeitos dessas misturas. Com relação às nanopartículas, estudos recentes comprovaram a sua eficiência no controle da ferrugem e cercosporiose do cafeeiro. No entanto, pouco se sabe sobre a sua interação com os fungicidas Stroby mix e os fertilizantes foliares utilizados na cafeicultura. Devido a isso, é necessário intensificar as investigações sobre a eficiência das nanopartículas de cobre no controle das doenças do cafeeiro e a sua compatibilidade com demais produtos fitossanitários utilizados na cafeicultura, em misturas realizadas diretamente no tanque. Portanto, o objetivo desse trabalho foi avaliar a eficácia da formulação Stroby mix, de triazóis com estrobilurinas isoladamente e em mistura com nanopartículas no controle da ferrugem do cafeeiro.

  • LETÍCIA VAZ MOLINARI
  • Gênero Calonectria: resistência génetica e sequenciamento de genomas de diferentes espécies.

  • Data: 27/09/2024
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  • Eucalyptus é um dos gêneros de plantas mais cultivados do mundo. Estima-se que a área plantada com Eucalyptus spp. supere 20 milhões de hectares estabelecidos, principalmente, devido à grande diversidade dessas espécies, adequação para diferentes climas e solos, taxas de crescimento rápido e utilização para múltiplos produtos como madeira, celulose, forragem, biocombustíveis, óleo essencial e produtos químicos bioativos. A produtividade desses plantios tem sido limitada pela ocorrência de alguns fitopatógenos, uma vez que, as principais áreas plantadas comercialmente no Brasil estão em locais úmidos e quentes, com clima ideal para o surgimento de doenças fúngicas, como, por exemplo, a mancha de folhas e desfolha causada por Calonectria spp. uma das doenças mais importantes do eucalipto em regiões tropicais. Atualmente, 45 espécies de Calonectria ocorrem no Brasil, sendo 14 destas associadas ao eucalipto, destacando-se a espécie C. pteridis com maior predominância a campo nos estados do Pará e Maranhão. O patógeno causa desfolha intensa nas plantas durante períodos chuvosos, reduzindo drasticamente a profundidade de copa. O controle desta enfermidade se dá mediante o plantio de genótipos resistentes. Portanto, o presente trabalho tem por objetivo avaliar o nível de resistência de 380 clones de Eucalyptus spp. quanto à desfolha e mancha foliar causadas por Calonectria spp. utilizando técnicas estatísticas multivariadas para a seleção e avaliação. No primeiro estudo, foi utilizado dois métodos hierárquicos distintos: Método de Pares-Grupos Não Ponderados Utilizando Médias Aritméticas (UPGMA) e Otimização de Tocher para seleção dos clones. Os resultados obtidos oferecem subsídios importantes para programas de melhoramento, com essas informações poderão ser instalados novos testes para seleção de clones para diferentes locais de ocorrência do patógeno. O segundo estudo teve como objetivo sequenciar três genomas de espécies de Calonectria encontradas no Brasil pelo método Illumina com o intuito de facilitar pesquisas futuras sobre taxonomia, genética/diversidade populacional e genes associados à patogenicidade. Ambos os estudos demonstram a importância que este patógeno tem sobre a cultura do eucalipto, o conhecimento do genoma fornece subsídios para detecção de genes relacionados a patogenecidade, que consequentemente podem ser aplicados ao programas de seleção de clones resistentes.

  • LETÍCIA VAZ MOLINARI
  • GÊNERO CALONECTRIA: RESISTÊNCIA GENÉTICA E SEQUENCIAMENTO DE GENOMAS DE DIFERENTES ESPÉCIES.

  • Data: 27/09/2024
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  • Eucalyptus é um dos gêneros de plantas mais cultivados do mundo. Estima-se que a área plantada com Eucalyptus spp. supere 20 milhões de hectares estabelecidos, principalmente, devido à grande diversidade dessas espécies, adequação para diferentes climas e solos, taxas de crescimento rápido e utilização para múltiplos produtos como madeira, celulose, forragem, biocombustíveis, óleo essencial e produtos químicos bioativos. A produtividade desses plantios tem sido limitada pela ocorrência de alguns fitopatógenos, uma vez que, as principais áreas plantadas comercialmente no Brasil estão em locais úmidos e quentes, com clima ideal para o surgimento de doenças fúngicas, como, por exemplo, a mancha de folhas e desfolha causada por Calonectria spp. uma das doenças mais importantes do eucalipto em regiões tropicais. Atualmente, 45 espécies de Calonectria ocorrem no Brasil, sendo 14 destas associadas ao eucalipto, destacando-se a espécie C. pteridis com maior predominância a campo nos estados do Pará e Maranhão. O patógeno causa desfolha intensa nas plantas durante períodos chuvosos, reduzindo drasticamente a profundidade de copa. O controle desta enfermidade se dá mediante o plantio de genótipos resistentes. Portanto, o presente trabalho tem por objetivo avaliar o nível de resistência de 380 clones de Eucalyptus spp. quanto à desfolha e mancha foliar causadas por Calonectria spp. utilizando técnicas estatísticas multivariadas para a seleção e avaliação. No primeiro estudo, foi utilizado dois métodos hierárquicos distintos: Método de Pares-Grupos Não Ponderados Utilizando Médias Aritméticas (UPGMA) e Otimização de Tocher para seleção dos clones. Os resultados obtidos oferecem subsídios importantes para programas de melhoramento, com essas informações poderão ser instalados novos testes para seleção de clones para diferentes locais de ocorrência do patógeno. O segundo estudo teve como objetivo sequenciar três genomas de espécies de Calonectria encontradas no Brasil pelo método Illumina com o intuito de facilitar pesquisas futuras sobre taxonomia, genética/diversidade populacional e genes associados à patogenicidade. Ambos os estudos demonstram a importância que este patógeno tem sobre a cultura do eucalipto, o conhecimento do genoma fornece subsídios para detecção de genes relacionados a patogenecidade, que consequentemente podem ser aplicados ao programas de seleção de clones resistentes.

  • ANA CAROLINA SILVA GALDINO
  • MEMBERS OF THE Fusarium solani SPECIES COMPLEX (FSSC) ASSOCIATED WITH SUDDEN DEATH SYNDROME AND RED ROOT ROT OF SOYBEAN IN BRAZIL

  • Data: 19/08/2024
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  • Agricultural crop quality and productivity can be severely affected by the occurrence of plant diseases. Two of the important soybean diseases are sudden death syndrome and red root rot. The causal agents of those diseases varies but they are all members of the Fusarium solani species complex (FSSC), a diverse group with important pathogenic species to several crops. The objectives of this work were: (i) to define through molecular phylogeny the FSSC species associated with soybean in Brazil, (ii) to confirm their pathogenicity to soybean and (iii) to evaluate if there are differences in disease symptomatology induced by the species. Samples were obtained from different soybean producing areas of 5 Brazilian states. The phylogenetic analysis was performed using the second largest subunit of RNA polymerase (RPB2) and the intergenic region of anonymous loci 44 (L44) gene fragments. Pathogenicity tests were conducted in greenhouse conditions using one representative isolate for each species and the disease evaluation was performed 35 days after the inoculation. We obtained a collection of 36 isolates from all the major soybean producing regions of Brazil. With the molecular phylogeny analysis, we defined five distinct species within the FSSC. All inoculated isolates were pathogenic to soybean plants and were able to induce the typical interveinal foliar chlorosis and necrosis and also root rot symptoms. However, there were no statistical difference among them. This result confirms the diversity of SDS causal agents in Brazil which should raise the attention of the community to expand their research of SDS genetic resistance and disease control focusing on the interaction of soybean with the different F. solani species present in Brazil.

  • LETÍCIA LOPES DE PAULA
  • MICROBIAL-BASED PRODUCTS AND PAPAYA-DERIVED COMPOUNDS AGAINST ROOT-KNOT NEMATODES

  • Data: 01/08/2024
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  • Os fitonematoides são um dos fatores limitantes a produtividade agrícola. O seu manejo pode ser realizado utilizando formulados químicos, agentes biológicos e extratos vegetais. Os objetivos deste trabalho foram: i) investigar a eficácia da combinação de dois bionematicidas comerciais, Purpureocillium lilacinum cepa PL251 (PL) e Bacillus amyloliquefaciens cepa D747 (Ba), contra Meloidogyne enterolobii, in vivo em plantas de pepino e in vitro em diferentes fases de vida do nematoide e ii) avaliar o potencial nematicida do látex do mamão e papaína no controle de Meloidogyne javanica em diferentes fases de vida do nematoides e verificar a indução de resistência de ambos compostos em raízes de tomate. A aplicação combinada P. lilacinum cepa PL251 (PL) e B. amyloliquefaciens cepa D747 (Ba) em raízes de pepino, reduziu significativamente (p<0,05) o número de ovos por grama de raízes em 84% e o índice de galhas em comparação ao controle negativo, enquanto cada microrganismo isolado não mostrou efeito significativo. Ensaios in vitro demonstraram que os sobrenadantes de culturas livres de células combinadas de PL e Ba aumentaram a toxicidade dos juvenis de segundo estágio (J2) de M. enterolobii e inibiram a eclosão dos ovos. Além disso, os exsudatos das raízes de pepino inoculadas com ambos os microrganismos foram repelentes aos J2s, ao contrário dos exsudatos das raízes não inoculadas. Compostos orgânicos voláteis (VOCs) de Ba foram notavelmente tóxicos para J2s, no entanto, os voláteis de ambos os microrganismos combinados demonstraram uma maior toxicidade (P<0,05). Os ensaios utilizando látex de mamão e papaína demonstraram 100% de mortalidade de nematoides em concentração de 1% e reduziu a eclosão de J2s em uma média de 45% no primeiro experimento, com reduções de 39% e 61,9% em concentrações de 1,5% e 3%, respectivamente, no segundo experimento. A infectividade e a reprodução dos nematoides foram significativamente reduzidas em ambos os experimentos. O tratamento com papaína na concentração de 3,5% resultou em uma redução de 72% na mortalidade de J2s e reduziu significativamente a eclosão de juvenis e a reprodução dos nematoides. Tanto o látex de mamão quanto a papaína foram eficazes na ativação do sistema de defesa do tomate. Em resumo, ambos controles testados foram eficazes no controle no manejo sustentável dos fitonematoides, contribuindo para práticas agrícolas mais seguras.

  • VITÓRIA MORENO TEDARDI
  • Nanoparticles in the management of coffee bacterial halo blight

  • Orientador : EDSON AMPELIO POZZA
  • Data: 30/07/2024
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  • A mancha aureolada do cafeeiro, causada pela bactéria Pseudomonas coronafaciens pv. garcae (Pcg), tem provocado sérios danos às plantações em várias regiões do Brasil. Os produtores têm usado intensivamente cúpricos e o antibiótico casugamicina, o que pode levar à pressão de seleção bacteriana. Esse cenário destaca a necessidade de opções de manejo alternativas, como o uso de nanopartículas (NPs), que têm demonstrado excelentes resultados devido às suas propriedades físicas e químicas. Este estudo objetivou avaliar o efeito de diferentes NPs - AlO, B, CeO2, CuO, S, MgF2, MnO2, SiO2, Ag, TiO2 e ZnO - na inibição do crescimento bacteriano in vitro de Pcg em doses variadas (0, 50, 100, 250 e 500 mg L -1 ); comparar os efeitos das NPs mais eficazes in vitro com Kasumin®, Recop®, Biobac® e óleo essencial de Melaleuca no controle da mancha aureolada e na indução de respostas de defesa em mudas de cafeeiro; testar a eficácia de NPs de cobre sintetizadas com método químico e verde, tanto in vitro quanto em casa de vegetação. Para o primeiro objetivo, o experimento foi conduzido em delineamento inteiramente casualizado (DIC) com doze tratamentos, incluindo onze NPs e o Kasumin®, com quatro repetições e duas placas de Petri por repetição. As NPs foram diluídas em meio de cultura King B em cinco doses, e uma diluiçãqo seriada da suspensão bacteriana (A600 = 0,2; 1 x 108 UFC mL-1 ) foi adicionada. A análise de variância foi realizada em esquema fatorial 11 x 5, mais um tratamento adicional, e o número de unidades formadoras de colônias (UFC mL-1 ) foi quantificado utilizando o software ‘APS Assess’. Para o segundo objetivo, o experimento foi conduzido em delineamento de blocos casualizados (DBC) com oito tratamentos (Ag, ZnO e CuO NPs, Kasumin®, Recop®, Biobac® e óleo essencial de Melaleuca), com cinco repetições e quinze mudas por unidade experimental. Foram usadas mudas da cv. Catuaí Vermelho 144, inoculadas com suspensão bacteriana (A600 = 0,4; 1 x 108 UFC mL-1 ) dez dias após a aplicação dos tratamentos. Avaliaram-se a incidência e severidade da doença, teor de clorofila, análises bioquímicas, além das características morfológicas e nutricionais das plantas. Para o terceiro objetivo, foram utilizados dois protocolos para síntese química das NPs, o CuAc2.2H2O e o CuSO4·5H2O. A síntese verde utilizou CuSO4·5H2O e extrato de Moringa oleifera (MO). As NPs foram caracterizadas, depois avaliou-se MIC, MBC e as propriedades anti-biofilme. Em mudas Catuaí Vermelho 144, foram avaliados os efeitos na redução da incidência e severidade da doença. O experimento foi conduzido em DBC com cinco tratamentos (três NPs de cobre sintetizadas, CuO NP, e extrato de MO) nas doses de 0, 250, 500, 1000 e 2000 mg L -1 , com quatro repetições, além do Recop como adicional. Os resultados indicaram que as NPs de ZnO apresentaram 100% de inibição do crescimento bacteriano nas doses de 250 e 500 mg L -1 , e as NPs de Ag mostraram uma redução de 94% na dose de 500 mg L -1 . No segundo experimento, as NPs de CuO demonstraram a maior redução na AACPD com 63,67%. Além disso, houve aumento na atividade das enzimas PAL, PPO e GLU quando as mudas foram tratadas com NPs de CuO e ZnO. No terceiro experimento, a CuMO NP apresentou os menores valores de MIC (62,5 mg L - 1) e MBC (125 mg L -1 ), além da maior redução na AACPI e AACPS da doença, com 60% e 74,3%, respectivamente, em relação ao controle.

  • DANIELE DE BRUM
  • DETECÇÃO PRECOCE DE Meloidogyne exigua E DIVERSIDADE DE BACTÉRIAS NA MASSA DE OVOS DO PATÓGENO EM CAFÉ.

  • Data: 23/07/2024
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  • Nematoides do genero Meloidogyne causam severos danos a cultura do cafeeiro. Dentre as espécies, Meloidogyne exigua esta amplamente disseminada nas lavouras brasileiras. Dentro de um planejamento de manejo integrado da doença, a detecção precoce do nematoide é um dos maiores desafios para os produtores. Além disto, o controle biológico é um dos pilares no manejo integrado e pesquisas envolvendo interações entre o patógeno e  microrganismos que habitam a massa de ovos do nematoide são essenciais. Assim, o objetivo deste trabalho foi: desvendar as bactérias que habitam a massa de ovos de M. exigua, em plantas de café sintomático e assintomático quanto ao ataque do nematoide, atraves de sequenciamento do gene 16S; e, avaliar o potencial do sensoriamento remoto como ferramenta para o diagnóstico precoce de M. exigua, por meio de imagens multiespectrais coletadas com drone em dois períodos do ano (maio – estação seca, outubro –estação chuvosa). Foi constatado diferenças significativas na composição bacteriana e diversidade nas massas de ovos de plantas sintomáticas em comparação com as assintomáticas. As famílias Pseudomonadaceae, Burkholderiaceae, Flavobacteriaceae, Rhizobiaceae, Micrococcaceae e Bacteroidaceae foram mais abundantes nas amostras assintomáticas enquanto Chitinopagaceae, Glycomycetaceae, Micropepsaceae, Beijerinckiaceae e Enterococcaceae foram mais abundantes nas sintomáticas. Os gêneros Pseudomonas, Sphingobacterium, Flavobacterium, Corynebacterium e Virgibacillus foram encontrados em maior abundância nas amostras assintomáticas, enquanto apenas Tumebacillus e Bacillus foram significativos nas amostras sintomáticas. A qualidade do inóculo das massas de ovos utilizadas nos ensaios foi testada em tomateiros quanto à infectividade e reprodução. Ovos por grama de raízes foram significativamente reduzidos pelo inóculo de cafeeiros assintomáticos em comparação com os sintomáticos, enquanto o peso da raiz foi significativamente maior em tomates infectados com inóculo de cafeeiros assintomáticos em comparação com os sintomáticos. Apartir dos resultados obtidos no trabalho com sensoriamento remoto, foi verificado que os parâmetros de imagem investigados demonstraram eficácia na detecção da infestação por M. exigua em lavoura de café durante os dois períodos distintos do ano. Em ambos os períodos foi observada correlação positiva e estatisticamente significativa entre o número de galhas do nematóide e a faixa vermelha. O índice de vegetação GNDVI apresentou correlação moderada e negativa com o número de galhas de nematóides, e o índice NGRDI apresentou forte correlação negativa com o número de galhas de nematóides em ambos os períodos do ano avaliados. O GNDVI foi fortemente correlacionado negativamente com o número de galhas do nematoide durante o período seco. Sob a perspectiva de inovação, esta pesquisa destaca-se por trazer novas informações relevantes a cerca de bactérias que habitam a massa de ovos de M. exigua e o potencial do sensoriamento remoto para detectar o patógeno no campo.

  • LORENA GRACIELLY DE ALMEIDA SOUZA
  • ANÁLISE in silico DE COMPONENTES DA SINALIZAÇÃO PTI (PAMP-triggered immunity) NO GENOMA DE Coffea arabica, Coffea canephora e Coffea eugenioides EM RESPOSTA A FITONEMATÓIDES

     

     

  • Orientador : MARIO LUCIO VILELA DE RESENDE
  • Data: 10/07/2024
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  • O Brasil é o maior produtor e exportador mundial de café, com destaque
    para o estado de Minas Gerais. A espécie mais cultivada é a Coffea arabica
    (alotetraploide), oriunda do cruzamento natural entre duas espécies diploides, Coffea
    canephora e Coffea eugenioides. A produção de café movimenta a economia brasileira,
    entretanto, além de outros patógenos, os fitonematoides geram perdas significativas e
    uma vez presentes no solo sua erradicação é praticamente impossível. Uma maneira de
    encontrar alternativas para o controle de doenças é a compreensão dos mecanismos
    vegetais para ativação da defesa. Sabe-se as plantas reconhecem padrões moleculares
    associados a patógenos (PAMPs- Pathogen-associated molecular pattern). Esses
    PAMPs são reconhecidos por receptores de reconhecimento de padrões (PRRs- pattern-
    recognition receptors), gerando uma cascata de sinalizações até a ativação da imunidade
    desencadeada por PAMP (PTI – PAMP Triggered immunity). Dessa forma, a
    identificação de PRRs para NAMPs (nematode-associated molecular patterns) seus
    correceptores, além de proteínas chaves para a resposta do tipo PTI, são importantes
    para buscar estratégias de controle contra nematoides. Diante disso, objetivou-se
    identificar e caracterizar o PRR NILR1, específico para nematoide, seu correceptor
    BAK1 e os genes/proteínas chaves da explosão oxidativa, as RBOHs, nos genomas de
    C. arabica, C. canephora e C. eugenioides. Além disso, desenhar primers específicos
    para esses genes em C. arabica. Para isso, foram realizadas análises de comparação de
    sequências (BLASTp) utilizando como base proteínas de referência descritas em
    Arabidopsis thaliana, análises filogenéticas, incluindo proteínas ortólogas descritas em
    outras espécies de plantas, caracterização de domínios proteicos, localização subcelular,
    distribuição cromossômica e caracterização dos genes, além do desenho de primers.
    Após as análises BLASTp e filogenética, foram identificadas duas sequências
    candidatas a NILR1 em C. arabica, cada uma delas oriunda de um subgenoma. Já para
    as espécies diploides apenas um NILR1 foi selecionado. Para BAK1, três sequências
    foram selecionadas em C. arabica, sendo uma delas isoforma. Assim como para
    NILR1, as proteínas BAK1 são codificadas por genes oriundos de cada um dos
    subgenomas. Para as espécies diploides apenas uma sequência foi selecionada. Quando
    se analisou as RBOHs, observou-se que C. arabica apresenta nove proteínas desta
    família, sendo uma delas isoforma. Duas RBOHs não apresentaram correspondentes nos
    dois subgenomas, indicando perca de dois membros desta família para esta espécie. Já
    C. canephora e C. eugenioides apresentam cinco proteínas candidatas cada. Observou-
    se que as sequências mais próximas de AtRBOHD e AtRBOHF, caracterizados como
    mais atuantes na explosão oxidativa contra fitopatógenos, são anotadas como RBOHC e
    RBOHA nos genomas de café, respectivamente. As sequências selecionadas como
    candidatas a NILR1, BAK1 e RBOHs apresentam domínios característicos das
    proteínas de referência, indicando que possivelmente exercem as mesmas funções.
    Além disso, todas elas foram preditas por atuarem na membrana plasmáticas. Os
    primers desenhados são específicos para as sequências alvos, o que dar suporte para
    estudos moleculares, a exemplo da análise de expressão gênica, o que pode contribuir
    substancialmente para compreender o papel destas proteínas chaves da PTI para

    interação café-nematoide. Em suma, os resultados encontrados podem dar suporte a
    estratégia biotecnológicas para o controle de fitonematoides no café.

  • LORENA GRACIELLY DE ALMEIDA SOUZA
  • ANÁLISE in silico DE COMPONENTES DA SINALIZAÇÃO PTI (PAMP-triggered immunity) NO GENOMA DE Coffea arabica, Coffea canephora e Coffea eugenioides EM RESPOSTA A FITONEMATÓIDES

     

     

  • Orientador : MARIO LUCIO VILELA DE RESENDE
  • Data: 09/07/2024
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  • O Brasil é o maior produtor e exportador mundial de café, com destaque
    para o estado de Minas Gerais. A espécie mais cultivada é a Coffea arabica
    (alotetraploide), oriunda do cruzamento natural entre duas espécies diploides, Coffea
    canephora e Coffea eugenioides. A produção de café movimenta a economia brasileira,
    entretanto, além de outros patógenos, os fitonematoides geram perdas significativas e
    uma vez presentes no solo sua erradicação é praticamente impossível. Uma maneira de
    encontrar alternativas para o controle de doenças é a compreensão dos mecanismos
    vegetais para ativação da defesa. Sabe-se as plantas reconhecem padrões moleculares
    associados a patógenos (PAMPs- Pathogen-associated molecular pattern). Esses
    PAMPs são reconhecidos por receptores de reconhecimento de padrões (PRRs- pattern-
    recognition receptors), gerando uma cascata de sinalizações até a ativação da imunidade
    desencadeada por PAMP (PTI – PAMP Triggered immunity). Dessa forma, a
    identificação de PRRs para NAMPs (nematode-associated molecular patterns) seus
    correceptores, além de proteínas chaves para a resposta do tipo PTI, são importantes
    para buscar estratégias de controle contra nematoides. Diante disso, objetivou-se
    identificar e caracterizar o PRR NILR1, específico para nematoide, seu correceptor
    BAK1 e os genes/proteínas chaves da explosão oxidativa, as RBOHs, nos genomas de
    C. arabica, C. canephora e C. eugenioides. Além disso, desenhar primers específicos
    para esses genes em C. arabica. Para isso, foram realizadas análises de comparação de
    sequências (BLASTp) utilizando como base proteínas de referência descritas em
    Arabidopsis thaliana, análises filogenéticas, incluindo proteínas ortólogas descritas em
    outras espécies de plantas, caracterização de domínios proteicos, localização subcelular,
    distribuição cromossômica e caracterização dos genes, além do desenho de primers.
    Após as análises BLASTp e filogenética, foram identificadas duas sequências
    candidatas a NILR1 em C. arabica, cada uma delas oriunda de um subgenoma. Já para
    as espécies diploides apenas um NILR1 foi selecionado. Para BAK1, três sequências
    foram selecionadas em C. arabica, sendo uma delas isoforma. Assim como para
    NILR1, as proteínas BAK1 são codificadas por genes oriundos de cada um dos
    subgenomas. Para as espécies diploides apenas uma sequência foi selecionada. Quando
    se analisou as RBOHs, observou-se que C. arabica apresenta nove proteínas desta
    família, sendo uma delas isoforma. Duas RBOHs não apresentaram correspondentes nos
    dois subgenomas, indicando perca de dois membros desta família para esta espécie. Já
    C. canephora e C. eugenioides apresentam cinco proteínas candidatas cada. Observou-
    se que as sequências mais próximas de AtRBOHD e AtRBOHF, caracterizados como
    mais atuantes na explosão oxidativa contra fitopatógenos, são anotadas como RBOHC e
    RBOHA nos genomas de café, respectivamente. As sequências selecionadas como
    candidatas a NILR1, BAK1 e RBOHs apresentam domínios característicos das
    proteínas de referência, indicando que possivelmente exercem as mesmas funções.
    Além disso, todas elas foram preditas por atuarem na membrana plasmáticas. Os
    primers desenhados são específicos para as sequências alvos, o que dar suporte para
    estudos moleculares, a exemplo da análise de expressão gênica, o que pode contribuir
    substancialmente para compreender o papel destas proteínas chaves da PTI para

    interação café-nematoide. Em suma, os resultados encontrados podem dar suporte a
    estratégia biotecnológicas para o controle de fitonematoides no café.

  • RUAN SOBREIRA DE QUEIROZ
  • EFICIÊNCIA DE MÉTODOS DE INOCULAÇÃO DE Ceratocystis manginecans EM MUDAS DE CULTIVARES DE CAFÉ ARÁBICA.

  • Data: 02/07/2024
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  • Atrelado à abrangência de cultivo do cafeeiro, está a ocorrência de diversas espécies de Ceratocystis. Muitas dessas espécies têm potencial destrutivo suficiente para inviabilizar, ao menos economicamente, o cultivo do cafeeiro. Dessa forma, o presente trabalho objetivou comparar a eficiência com e sem ferimentos de métodos de inoculação de C. manginecans, na expressão de sintomas em mudas de cultivares de café arábica. Utilizou-se delineamento em blocos ao acaso, com quatro repetições, em esquema fatorial duplo 4 x 4, com um tratamento adicional. O fator A corresponde aos métodos de inoculação (aspersão de suspensão de esporos, deposição de gota de suspensão de esporos  e inserção de disco micelial (com ferimento) e aspersão de suspensão de esporos (sem ferimento)), e o fator B as cultivares de café arábica (Catuaí Vermelho IAC 144, Catuaí Vermelho IAC 99, Catucaí Amarelo 24/137 e Mundo Novo IAC 379/19). O tratamento adicional, constitui-se da cultivar IAC 144 com a deposição de 500 μL de água destilada esterilizada. Cada tratamento foi composto de quatro mudas de cafeeiro, com um ano de idade. Nos métodos de inoculação com ferimento, realizou-se uma incisão longitudinal de 1 cm no caule da planta, a 4 cm acima da área do coleto, utilizando-se estilete esterilizado. No método de deposição de gota, utilizando-se uma pipeta automática, aplicou-se 500 μL de suspensão de esporos (2,5 x 106 esporos/mL-1), no local da incisão. No método por aspersão de suspensão de esporos, utilizando-se pulverizador de alta pressão, aplicou-se 500 μL de suspensão de esporos (2,5 x 106 esporos/mL-1). No método de inserção de disco micelial, utilizou-se discos de 3 mm de diâmetro. No procedimento de inoculação de aspersão de suspensão de esporos (sem ferimento), aplicou-se 500 μL de suspensão de esporos (2,5 x 106 esporos/mL-1), sobre o (caule e folhas). A severidade da doença foi calculada dividindo-se o comprimento da lesão nos tecidos internos do caule (cm) pela altura da planta (cm) e multiplicando-se por 100. As variáveis analisadas em cada experimento foram submetidas aos testes de Shapiro Wilk e Bartlett (p>0,05) para verificar os pressupostos da análise de variância. Como os pressupostos foram atendidos, os dados foram submetidos à análise de variância (Teste F p≤0,05) e quando significativo, as variáveis qualitativas foram comparadas por Teste de Scott-Knott (p<0,05) e por contraste ortogonal com o tratamento adicional. Realizou-se a análise conjunta dos experimentos repetidos no tempo para verificar se havia diferença entre os mesmos. As análises estatísticas foram realizadas no software R v. 4.2.2. Não houve diferença significativa entre os experimentos repetidos no tempo para as variáveis analisadas (p<0,05). Houve interação significativa (p<0,001) entre os métodos de inoculação e cultivares de café arábica quando avaliado a porcentagem de severidade. Observou-se a menor porcentagem de severidade da doença na cultivar Mundo Novo IAC 379/19. Concomitantemente os maiores parâmetros de altura, diâmetro do caule, número de folhas e peso de planta seca foram observados na respectiva cultivar. Portanto, os métodos de inoculação com ferimento são eficientes para expressão de sintomas nas cultivares de café arábica avaliadas.

     

  • GUILHERME CHAVES DE HOLANDA
  • Dichorhavirus coffeae: DISTRIBUIÇÃO GEOGRÁFICA, CARACTERIZAÇÃO GENÉTICA E ESTUDOS DA INTERAÇÃO COM A HOSPEDEIRA Chenopodium quinoa Wild.

     
  • Data: 28/06/2024
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  • O café é a commodity agrícola mais comercializada no mundo. Diariamente, em todo o planeta, existe a demanda de 2,5 bilhões de xícaras de café. O Brasil é o maior produtor e exportador mundial. Inserido no território brasileiro, o estado de Minas Gerais é o que detém maior parcela produtiva. Entre os fatores bióticos que podem declinar a produção e qualidade final do grão, encontra-se o Dichorhavirus coffeae (CoRSV), agente etiológico da mancha anular do cafeeiro. O CoRSV é amplamente disseminado em cafezais de Coffea arabica do Brasil. O acompanhamento da diversidade genética dos isolados em campo é fundamental para verificar a ocorrência de eventos de mutação e recombinação, fatores que podem alterar totalmente a dinâmica da interação planta-vírus-vetor e virulência do patógeno. Plantas de Chenopodium quinoa tem sido utilizada como indicadora para o CoRSV, entretanto, quando inoculadas e mantidas sob temperatura elevada (entre 28 a 35 ºC), diferentemente do que ocorre em plantas de C. arabica que o sintoma é apenas local, o vírus apresenta infecção sistêmica. Diversos relatos indicam que fatores bióticos e abióticos, como presença do vírus e aumento de temperatura, podem alterar a dinâmica das espécies reativas de oxigênio e enzimas antioxidantes. O trabalho teve como objetivo realizar detecção do CoRSV em 21 municípios de Minas Gerais, investigar a diversidade genética e agrupamento filogeográfico baseado na proteína do nucleocapsídeo parcial e completa. Unir as informações de incidência e gerar o mapa da distribuição do CoRSV no Brasil. Demonstrar detecção do vírus em plantas de C. quinoa com diferentes quadros sintomatológicos, bem como investigar a dinâmica de espécies reativas de oxigênio, enzimas antioxidantes (SOD, APX e CAT) e níveis de MDA nas plantas de C. quinoa quando inoculadas com o CoRSV e mantidas sob temperatura elevada. Todos os municípios foram positivos para a presença do vírus. Compilando com dados na literatura, foi possível verificar a distribuição do CoRSV em sete estados brasileiros e 44 municípios. Para os 16 isolados sequenciados, a proteína completa do nucleocapsídeo segue a padrão da parcial, demonstrando que existe agrupamento filogenético baseado na região. Entretanto, seguem uma tendência de agrupamento por mesorregião. Não foi encontrado eventos de recombinação e códons apresentaram mutação de diversificação e purificação, mas a grande maioria encontra-se sob seleção neutra. A detecção do CoRSV por RT-PCR em C. quinoa é dependente de material sintomático, mesmo em plantas com infecção sistêmica. Quando as plantas de C. quinoa foram inoculadas com o CoRSV e mantidas em temperatura elevada, houve maior peroxidação lipídica, quantificada através dos níveis de malondialdeído (MDA). Nessa condição a planta não consegue eliminar eficientemente o superóxido ânion, mesmo com alta atividade da SOD e aliado aos danos do vírus, causar a peroxidação elevada. As plantas apresentaram menores níveis de H2O2, APX e CAT. Como conclusão, é possível verificar que pode haver translado de material contaminado entre mesorregião, podendo ser uma forma de fiscalização por órgãos competentes. Para realizar detecção do CoRSV em C. quinoa deve-se escolher material sintomático. Esse foi o primeiro trabalho investigando a interação do CoRSV e C. quinoa no momento crucial para infecção sistêmica, demonstrando o aumento dos níveis de MDA.

  • RUAN SOBREIRA DE QUEIROZ
  • Avaliação de métodos de inoculação de Ceratocystis manginecans em cultivares de café arábica

  • Data: 06/06/2024
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  • O café arábica está amplamente cultivado no mundo, atrelado a sua abrangência de cultivo, está a ocorrência de uma série de fitopatógenos emergentes do gênero Ceratocystis, com potencial destrutivo suficiente para inviabilizar, ao menos economicamente, o cultivo do cafeeiro. Desta forma, o presente estudo buscou comparar a eficiência de métodos artificias de inoculação de Ceratocystis manginecans na expressão de sintomas em cultivares de café arábica. Utilizou-se delineamento em blocos ao acaso, em esquema fatorial duplo 4 x 4, onde, o fator A correspondeu aos métodos de inoculação (deposição de gota de suspensão de esporos, inserção de disco micelial, aspersão de suspensão de esporos (com ferimento) e aspersão de suspensão de esporos (sem ferimento)) e o fator B as cultivares de café arábica  (Catuaí Vermelho IAC 144, Catuaí Vermelho IAC 99, Catucaí Amarelo 24/137 e Mundo Novo IAC 379/19). Cada tratamento foi composto por quatro repetições, sendo cada repetição constituída de quatro mudas, de um ano de idade, cultivadas em sacos de polietileno, com substrato de terra, esterco bovino e areia (2:1:1). No procedimento de inoculação com ferimento, realizou-se uma incisão longitudinal de 1 cm no caule da planta, a 3 cm acima da área do coleto, utilizando-se estilete esterilizado. Posteriormente, no local da incisão, utilizando-se pipeta automática, aplicou-se 500 μL de suspensão de esporos (2,5 x 106 esporos/mL-1). No procedimento de inoculação por aspersão de suspensão de esporos (2,5 x 106 esporos/mL-1), utilizou-se pulverizador de alta pressão. No método de inserção de disco micelial, utilizou-se disco micelial de 3 mm de diâmetro, provenientes dos bordos de placas de Petri, mantidas em câmara de crescimento, do tipo BOD, a 25 ± 1 °C, sob fotoperíodo alternado de 12 horas, durante 20 dias. No procedimento de inoculação de aspersão de suspensão de esporos (sem ferimento), aplicou-se 500 μL de suspensão de esporos (2,5 x 106 esporos/mL-1), sobre o (caule e folhas). No tratamento testemunha, aplicou-se 500 μL água destilada esterilizada no lugar da suspensão de inóculo. Após 30 dias em casa de vegetação, o caule de cada planta foi seccionado verticalmente e o comprimento da descoloração do xilema acima e abaixo do ponto de inoculação foram medidos. A severidade da doença foi calculado dividindo-se o comprimento da lesão nos tecidos internos do caule (cm) pela altura da planta (cm) e multiplicando-se por 100. Os experimentos foram realizados duas vezes sob as mesmas condições. Observou-se a formação de sintomas em todas as cultivares avaliadas. Os sintomas iniciaram-se após 20 dias do procedimento de inoculação. Observou-se inicialmente o amarelecimento de folhas, seguindo-se de murcha e seca de plantas. Em cortes transversais na planta, verificou-se a descoloração da parte interna de ramos, os sintomas progridem até a morte da região afetada. Utilizando-se a metodologia de isca biológica de cenoura, a espécie C. manginecans foi consistentemente isolada dos tecidos utilizados como iscas. Portanto, todas as cultivares de café arábica avaliadas, apresentaram suscetibilidade a ocorrência de C. manginecans

  • EGIDIO JOSÉ ARAGÃO DA PONTE
  • ESPÉCIES DO COMPLEXO Fusarium fujikuroi CAUSAM PODRIDÃO DO COLMO DE MILHETO GRANÍFERO NO BRASIL

  • Data: 28/05/2024
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  • O milheto granífero é uma planta bem adaptada a regiões áridas e semiáridas por ser uma planta rústica, com resistência à seca e tolerância a solos com baixa fertilidade. A cultura destina-se tanto à alimentação animal como humana, e é frequentemente utilizada como cobertura no sistema plantio direto brasileiro. Entre os fungos que podem causar doença na cultura, ocorrem espécies do gênero Fusarium, que podem não somente comprometer o rendimento da cultura, mas também constituir risco para a segurança por meio da produção de micotoxinas. A literatura primária sobre a associação milheto – Fusarium é escassa, ao passo que ocorreu considerável expansão da cultura no Brasil em tempo recente. Nesse estudo, foi investigado quais espécies do complexo Fusarium fujikuroi FFSC podem ser encontradas em associação ao colmo de milheto granífero no Brasil e quais induzem sintomas de doença. Em uma coleção de 18 isolados com características morfológicas de Fusarium fujikuroi, obtidos de colmos sintomáticos, provenientes de diferentes regiões produtoras, foram avaliados marcadores morfológicos, e realizadas uma análise de filogenia molecular de sequências da região gênica tef1 e testes de patogenicidade. Foi possível identificar seis diferentes espécies do FFSC. Todas as espécies induzem podridão do colmo no milheto quando inoculadas em plantas jovens. Os resultados obtidos apontam sobre a possibilidade que várias gramíneas servirem como fonte de inóculo de patógenos de importantes culturas. A partir do conhecimento obtido é possível identificar e monitorar os agentes etiológicos, desenvolver estratégias para mitigar o possível dano e contribuir para o manejo fitossanitário. Será possível, ainda, subsidiar programas de melhoramento que visam a seleção de híbridos resistentes.

  • EGIDIO JOSÉ ARAGÃO DA PONTE
  • Várias espécies do complexo Fusarium fujikuroi causam podridão do colmo de milheto granífero no Brasil

  • Data: 28/05/2024
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  • O milheto granífero é uma planta bem adaptada a regiões áridas e semiáridas por ser uma planta rústica, com resistência à seca e tolerância a solos com baixa fertilidade. A cultura destina-se tanto à alimentação animal como humana, e é frequentemente utilizada como cobertura no sistema plantio direto brasileiro. Entre os fungos que podem causar doença na cultura, ocorrem espécies do gênero Fusarium, que podem não somente comprometer o rendimento da cultura, mas também constituir risco para a segurança por meio da produção de micotoxinas. A literatura primária sobre a associação milheto – Fusarium é escassa, ao passo que ocorreu considerável expansão da cultura no Brasil em tempo recente. Nesse estudo, foi investigado quais espécies do complexo Fusarium fujikuroi FFSC podem ser encontradas em associação ao colmo de milheto granífero no Brasil e quais induzem sintomas de doença. Em uma coleção de 18 isolados com características morfológicas de Fusarium fujikuroi, obtidos de colmos sintomáticos, provenientes de diferentes regiões produtoras, foram avaliados marcadores morfológicos, e realizadas uma análise de filogenia molecular de sequências da região gênica tef1 e testes de patogenicidade. Foi possível identificar seis diferentes espécies do FFSC. Todas as espécies induzem podridão do colmo no milheto quando inoculadas em plantas jovens. Os resultados obtidos apontam sobre a possibilidade que várias gramíneas servirem como fonte de inóculo de patógenos de importantes culturas. A partir do conhecimento obtido é possível identificar e monitorar os agentes etiológicos, desenvolver estratégias para mitigar o possível dano e contribuir para o manejo fitossanitário. Será possível, ainda, subsidiar programas de melhoramento que visam a seleção de híbridos resistentes.

  • SANDRA VALÉRIA DIAS CARDOSO
  • DIVERSIDADE DE POPULAÇÕES DE Xanthomonas phaseoli pv. manihotis DO ESTADO DO PARÁ E REAÇÃO DE CULTIVARES DE MANDIOCA À BACTERIOSE

  • Orientador : RICARDO MAGELA DE SOUZA
  • Data: 27/03/2024
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  • A mandioca (Manihot esculenta Crantz) é uma cultura de importância alimentar e industrial. Entretanto, uma das pricipais doenças que pode representar limitação para esta cultura é a bacteriose causada por Xanthomonas phaseoli pv. manihotis (Xpm), sendo responsável por perdas de rendimento que variam de 30 a 80%. A seleção de cultivares resistentes é conhecida como a melhor estratégia de controle contra a doença. Porém, a intensidade da doença pode variar conforme a agressividade da cepa e não há informações disponíveis sobre a diversidade genética de isolados de Xpm da região norte do Brasil. Além disso, o estudo da variabilidade do patógeno é uma ferramenta importante para auxiliar programas de melhoramento genético e estudos epidemiológicos da doença. Com isso, objetiva-se com este trabalho, avaliar a variabilidade genética e patogênica de isolados de Xpm do Estado do Pará por meio das técnicas de MLSA, MLVA, rep-PCR, pela agressividade das cepas e selecionar cultivares de mandioca resistente à bacteriose em casa de vegetação utilizando materiais de mandioca selecionados em programas de melhoramento genético. Os ensaios foram realizados no Laboratório de Fitopatologia da Embrapa Amazônia Oriental e na casa de vegetação da mesma unidade. Os resultados obtidos para a investigação dos isolados de Xpm pela técnica MLSA demostraram que a técnica foi eficiente para identificar e demostrar que existe variabilidade genética mediante a abertura de vários clados entre os isolados da mesma espécie, enquanto pela REP-PCR somente separou eficientemente as diferentes espécies mas com pouca inferência sobre informações de variabilidade entre os isolados de Xpm. O melhor método considerado para demonstrar a variabilidade entre os isolados e a relação de proximidade com cepas de mesma origem foi através da técnica MLVA. A similaridade de cada dendograma VNTR variou entre 80 e 100%. Portanto, o presente trabalho torna evidente que os isolados de Xanthomonas phaseoli pv. manihotis do Estado do Pará apresentam diversidade genética, mas o polimorfismo dos patógenos não pode ser determinado pelos locais de origem, pois diferentes haplótipos estão presentes de forma dispersa em várias municípios produtores de mandioca. Todos os isolados testados na cultivar BRS Poti induziram sintomatologia típica da doença, sendo demonstrada a existência de variabilidade na agressividade do patógeno. Os resultados de reação das cultivares à Xpm demonstraram que todos os materiais de mandioca exibiram sintomas com níveis de incidência variados. Com relação a seleção das cultivares, a BRS Boitatá, BRS Pretinha, BRS Tapioqueira, BRS Verdinha, BRS 14-10-11, BRS 420, BRS Caipira, BRS 17-012-19, BRS Ocauaçu, BRS 17 - 020 -10, BRS Novo horizonte, BRS Dourada, BRS 429, BRS Rendeira, BRS 418, BRS 419, BRS 2012 34 – 15, BRS Prata, BRS Progresso, BRS Poti branca, BRS Mari, BRS Vassourinha e BRS Formosa foram classificadas como resistentes. Portanto, os isolados de Xanthomonas phaseoli pv. manihotis apresentam uma grande diversidade genética, o que sugere a ocorrência de disseminação desses patógenos para várias regiões produtoras de mandioca do Estado do Pará e a troca de material genético entre eles decorrente de processos de mutações gerando variedade de haplótipos para a espécie em estudo. Diante disso, a técnica de MLVA foi eficiente para demonstrar a distância genética entre os isolados e quantificar os haplótipos presentes. Porém, a severidade da doença pode ter correlação com a variabilidade genética diante da alta similaridade genética apresentada pelos isolados Xam 17 e Xam 18 em todos os testes moleculares e também na severidade da doença. Mesmo diante de isolados altamente agressivos foram selecionadas 23 cultivares classificadas como resistentes para o Estado do Pará

  • PETERSON SYLVIO DE OLIVEIRA NUNES
  • CONSÓRCIO MICROBIANO DE AGENTES DE CONTROLE BIOLÓGICO PARA PROTEÇÃO DE PLANTAS E PROMOÇÃO DO CRESCIMENTO.

     

  • Data: 25/03/2024
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  • Beneficial microbes play crucial role in modern agriculture, serving as biopesticides, biostimulants/biofertilizers, and mitigating abiotic stress in crops. Their multifaceted functions contribute significantly to crop health and sustainability, aligning with the principles of regenerative agriculture by minimizing carbon footprints and reducing dependence on agrichemical inputs. The concept of ‘microbial consortia’, involving the combination of multiple fungal and bacterial species or strains, has gained recognition for its potential advantages over single species/strains applications. This method aims to employ a spectrum of ecological functions, encouraging biological equilibrium within agricultural systems. Recent research highlights how microbial consortia can directly and indirectly enhance plant health, through various mechanisms and interactions with their host plants. This review presents examples demonstrating the efficacy of microbial consortia as biopesticides and biostimulants/biofertilizers. These consortia exhibit potential in managing plant diseases and pests, while also promoting plant growth and mitigating specific abiotic and biotic stresses in crops. This review examines real-world examples considering instances of success and failure, discusses methodologies employed for evaluating interactions, and also addresses challenges in the selection, production, and application of optimal microbial consortia for agricultural use providing valuable insights in the current and future prospects of microbial consortia in modern agriculture.

     

  • RAFAEL COELHO SILVA
  • INTERAÇÃO DE PRODUTOS BIOLOGICOS NO CONTROLE DE DOENÇAS DA SOJA

  • Data: 07/03/2024
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  • A cultura da soja (Glycine max L.), é uma das culturas mais importantes para a economia mundial, sendo o Brasil líder global da produção, seguido dos Estados Unidos. No entanto a cultura sofre com vários problemas que causam perdas de produtividade nas safras, como problemas climáticos, de nutrição, adaptabilidade genética e doenças; sendo este último o fator essencial após o plantio. Existem muitas doenças que afetam a cultura, como por exemplo o mofo branco causado por Sclerotinia sclerotiorum, Mancha púrpura da semente (Cercospora kikuchii) e a ferrugem (Phakopsora pachyrhizi), todas doenças fúngicas que causam grandes danos, no entanto passiveis de controle. As principais medidas tomadas contra esses problemas são o controle cultural, rotação de culturas, utilização de variedades resistentes, controle químico e biológico, tendo este último ganhando mais espaço cada vez mais em um contexto internacional e nacional, pois ao contrário do químico, seleciona de maneira muito menor populações resistentes, tendo seus mecanismos de ação bem estabelecidos, principalmente das bactérias do gênero Bacillus e os fungos do gênero Trichoderma, utilizados no controle da ferrugem e mofo branco respectivamente. Tendo esses fatores em vista, neste trabalho procura-se avaliar o efeito da alternância de fungicidas biológicos no controle da ferrugem asiática e mofo branco na soja.

  • NEVENKA DE MATOS MOURA
  • CONTRIBUIÇÕES AO ESTUDO DA INTERAÇÃO DE Corynespora cassiicola COM SEMENTES DE ALGODÃO E SOJA

  • Data: 05/03/2024
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  • Corynespora cassiicola is the causal agent of target spots in cotton and soybeans and can be transmitted via seeds. This work was carried out to evaluate the relationship between C. cassiicola and cotton and soybean seeds, focusing on the transmission of these organisms from seed to plant and the effects resulting from this interaction. Two isolates of C. cassiicola were used to determine the transmission rate and assess the effects of the pathogens on the performance of cotton and soybean seeds/seedlings. Inoculation was carried out using the water conditioning method on the seeds of one cotton cultivar and one soybean cultivar, and their resistance or susceptibility to the pathogen in question was not reported. For cotton, the seeds were kept in the fungal colonies for periods of 36, 72, 108, and 144 hours, equivalent to the pathogen inoculum levels established for this study, with denominations: NI36, NI72, NI108, and NI144 respectively. In the case of soybean seeds, the seeds were in physical contact with the fungal colony for 36, 72, and 108 hours, equivalent to inoculum levels: NI36, NI72, and NI108, and a chemical treatment of the seeds with the product (Metalaxyl-M + Fludioxonil) was added to the experiment at the two inoculum levels: NI72 and NI108. The experiments were carried out in plant growth chambers at temperatures of 20 °C and 25 °C, and the effects were evaluated daily. The total transmission rate of each pathogen was calculated by adding up the pre-emergence death rate and the transmission rates with symptomatic and asymptomatic infection. The total transmission rates of C. cassiicola were directly proportional to the increase in inoculum levels, for both isolates and cultivation temperatures. About the physiological effects, germination and vigor (emergence speed index), initial and final stand, height and weight of fresh and dry plants, electrical conductivity and disease/damage index were evaluated, as well as the health test on seeds inoculated at the same inoculum levels used to evaluate pathogen transmission rates. It was observed that, for the two crops under study, the higher the level of initial inoculum in the seeds, the greater the negative effects on the quality of the inoculated seeds and the plants that came from them. Plants from seeds with NI144 inoculum level for cotton and NI108 for soybeans had the lowest values of ESI, plant stands, weights, and heights. The seed quality tests showed that the higher the inoculum levels, the lower the percentages of normal seedlings and germination, with the highest percentages of pathogen incidence in the seeds. Infected seeds also showed advanced degradation by electrical conductivity analysis. In evaluations of soybean seed performance, when chemically treated and untreated seeds were compared, seed treatment proved to be effective in reducing the level of inoculum and consequently produced better results. The use of the conventional PCR technique showed that asymptomatic plants carry the pathogen, which can manifest itself during the crop cycle.



     
  • RAFAEL COELHO SILVA
  • O USO ALTERNADO DE PRODUTOS BIOLÓGICOS INTERFERE NAS DOENÇAS DA SOJA E PRODUTIVIDADE ?

  • Data: 01/03/2024
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  • A cultura da soja (Glycine max L.), é uma das culturas mais importantes para a economia mundial, sendo o Brasil líder global da produção, seguido dos Estados Unidos. No entanto a cultura sofre com vários problemas que causam perdas de produtividade nas safras, como problemas climáticos, de nutrição, adaptabilidade genética e doenças; sendo este último o fator essencial após o plantio. Existem muitas doenças que afetam a cultura, como por exemplo o mofo branco causado por Sclerotinia sclerotiorum, Mancha púrpura da semente (Cercospora kikuchii) e a ferrugem (Phakopsora pachyrhizi), todas doenças fúngicas que causam grandes danos, no entanto passiveis de controle. As principais medidas tomadas contra esses problemas são o controle cultural, rotação de culturas, utilização de variedades resistentes, controle químico e biológico, tendo este último ganhando mais espaço cada vez mais em um contexto internacional e nacional, pois ao contrário do químico, seleciona de maneira muito menor populações resistentes, tendo seus mecanismos de ação bem estabelecidos, principalmente das bactérias do gênero Bacillus e os fungos do gênero Trichoderma, utilizados no controle da ferrugem e mofo branco respectivamente. Tendo esses fatores em vista, neste trabalho procura-se avaliar o efeito da alternância de fungicidas biológicos no controle da ferrugem asiática e mofo branco na soja.

  • DILSON LUCAS FERNANDES SILVA
  • NUTRIENTES MINERAIS ATIVAM RESPOSTAS DE DEFESA EM SOJA PARA O MANEJO DO OÍDIO

  • Data: 29/02/2024
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  • RESUMO: A soja (Glycine max (L.) Merrill) é uma leguminosa pertencente à família Fabaceae, sendo uma das principais culturas agrícolas brasileira. Fatores bióticos, como a ocorrência de fungossão responsáveis por ocasionar grandes perdas na produção desta cultura. O fungo Erysiphe diffusa, agente etiológico do oídio da soja, são fungos biotróficos que podem provocar perdas na produtividade que variam de 10% a 35%. A principal medida de controle desta doença é a aplicação de fungicidas químicos, entretanto a utilização de elementos minerais como o cobre são uma alternativa para o controle dessa doença, uma vez que esse elemento possui características antifúngica e ação no sistema de defesa das plantas as quais promovem os mecanismos em resposta ao ataque dos patógenos. Neste contexto, o objetivo desse trabalho é avaliar os efeitos da calda cúprica aplicada de modo isolado ou em associação com cálcio e/ou magnésio no manejo do oídio em soja e nas respostas de defesa das plantas. Os experimentos foram realizados em casa de vegetação no Departamento de Fitopatologia da Universidade Federal de Lavras, sendo conduzidos em delineamentos de blocos casualizados (DBC) com quatro repetições. Os tratamentos foram constituídos por controle negativo (sem aplicação de produtos), controle positivo (fungicida comercial) e seis tratamentos constituídos por diferentes combinações de doses de cálcio, magnésio e cobre. Foram avaliadas a severidade  do oídio com base em uma escala diagramática e o crescimento morfológico das plantas. As plantas que apresentaram menor severidade da doença foram analisadas quanto as suas respostas de defesa, sendo determinada a atividade das enzimas fenilalanina amônia-liase (PAL), peroxidase (POD), catalase (CAT) e superóxido dismutase (SOD), quantificados os teores de compostos fenólicos solúveis totais, lignina solúvel, clorofila A e B, fitoalexina gliceolina, coumestrol, daidzeína, genisteína e gliciteína. Os resultados indicaram que a aplicação foliar de 1 kg/ha-1 de cobre associado aos elementos cálcio e/ou magnésio reduziram a severidade da doença. Também foi identificado que essa mesma dose pode atuar como eliciador do complexo de enzimas antioxidantes (SOD, POD e CAT) que catalisam as espécies reativas de oxigênio sem causar prejuízos no desenvolvimento das plantas de soja
  • DILSON LUCAS FERNANDES SILVA
  • NUTRIENTES MINERAIS ATIVAM RESPOSTAS DE DEFESA EM SOJA PARA O MANEJO DO OÍDIO.

  • Data: 29/02/2024
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  • RESUMO: A soja (Glycine max (L.) Merrill) é uma leguminosa pertencente à família Fabaceae, sendo uma das principais culturas agrícolas brasileira. Fatores bióticos, como a ocorrência de fungossão responsáveis por ocasionar grandes perdas na produção desta cultura. O fungo Erysiphe diffusa, agente etiológico do oídio da soja, são fungos biotróficos que podem provocar perdas na produtividade que variam de 10% a 35%. A principal medida de controle desta doença é a aplicação de fungicidas químicos, entretanto a utilização de elementos minerais como o cobre são uma alternativa para o controle dessa doença, uma vez que esse elemento possui características antifúngica e ação no sistema de defesa das plantas as quais promovem os mecanismos em resposta ao ataque dos patógenos. Neste contexto, o objetivo desse trabalho é avaliar os efeitos da calda cúprica aplicada de modo isolado ou em associação com cálcio e/ou magnésio no manejo do oídio em soja e nas respostas de defesa das plantas. Os experimentos foram realizados em casa de vegetação no Departamento de Fitopatologia da Universidade Federal de Lavras, sendo conduzidos em delineamentos de blocos casualizados (DBC) com quatro repetições. Os tratamentos foram constituídos por controle negativo (sem aplicação de produtos), controle positivo (fungicida comercial) e seis tratamentos constituídos por diferentes combinações de doses de cálcio, magnésio e cobre. Foram avaliadas a severidade  do oídio com base em uma escala diagramática e o crescimento morfológico das plantas. As plantas que apresentaram menor severidade da doença foram analisadas quanto as suas respostas de defesa, sendo determinada a atividade das enzimas fenilalanina amônia-liase (PAL), peroxidase (POD), catalase (CAT) e superóxido dismutase (SOD), quantificados os teores de compostos fenólicos solúveis totais, lignina solúvel, clorofila A e B, fitoalexina gliceolina, coumestrol, daidzeína, genisteína e gliciteína. Os resultados indicaram que a aplicação foliar de 1 kg/ha-1 de cobre associado aos elementos cálcio e/ou magnésio reduziram a severidade da doença. Também foi identificado que essa mesma dose pode atuar como eliciador do complexo de enzimas antioxidantes (SOD, POD e CAT) que catalisam as espécies reativas de oxigênio sem causar prejuízos no desenvolvimento das plantas de soja
  • BRUNNO CASSIANO LEMOS ARAÚJO
  • SELEÇÃO DE BACTÉRIAS BENÉFICAS PARA O ENRAIZAMENTO DEMUDAS DE VIDEIRA

  • Data: 09/01/2024
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  • A produção de uvas (Vitis vinifera) para a elaboração de vinhos finos na região do Sul de Minas Gerais têm se tornado relevante nos últimos anos. A adesão de produtores ao plantio dessa cultura tem aumentado a cada ano na região e consequentemente a demanda por mudas de qualidade segue o mesmo padrão. Para os produtores de mudas, alguns fatores tem limitado a produção como a baixa taxa de enraizamento das mudas nos viveiros. Nesse sentido, apesar das pesquisas com a cultura da videira nessa etapa do sistema produtivo ainda serem escassas, a utilização de microrganismos com ações benéficas têm demonstrado resultados positivos em diversos outros sistemas de cultivo similares à videira. Bactérias do gênero Bacillus spp. estão entre os microrganismos mais utilizados na agricultura atualmente, sendo bastante estudados e usados como base para bioprodutos. Esses microrganismos são encontrados naturalmente em solos e associados à rizosfera de plantas. O objetivo desse trabalho foi selecionar isolados de Bacillus spp. de solos rizosféricos e “Bulk soil” capazes de auxiliar na emissão primária de raízes e no pegamento das mudas de videira (Vitis vinifera). Os isolados foram obtidos através de amostras de solos coletados próximas às raízes e da região da rizosfera de mudas de videira. Foram realizados screenings para selecionar os isolados mais promissores. Estacas de porta-enxerto IAC572 foram mergulhadas por 24h em suspensões bacterianas preparadas previamente com cada isolado. Posteriormente as estacas inoculadas foram plantadas em recipientes plásticos, com uma mistura de areia e substrato, e mantidas sob condições controladas em casa de vegetação. Como controle positivo foi utilizado hormônio vegetal (ácido 1-naftaleno- acético – ANA) e negativo apenas água estéril. As avaliações consistiram em análisesquantitativas de pegamento, massa seca de raíz e parte aérea, comprimento do ramo e taxa de clorofila. Os isolados mais promissores seguiram para testes in vitro de solubilização de nutrientes (P, K) e hidrolisação de proteínas (caseína). Nenhum isolado selecionado nos experimentos in vivo foi capaz de solubilizar P (FePO4) e K. A maioria dos isolados que alcançaram resultados promissores nos testes in vivo foram capazes de hidrolisar caseína, liberando nitrogênio. Os isolados que se destacaram nas principais variáveis observadas foram SY01, SY30 e INV, obtendo índices de pegamento semelhantes ao hormônio. Os resultados desse trabalho disponibilizam mais uma ferramenta promissora para a produção de mudas de videira. Além disso, a utilização desse tipo de ferramenta contribui com a sustentabilidade do processo, aumentando o leque de alternativas no mercado. Por fim, é necessário realizar mais estudos, a fim de investigar os mecanismos genéticos utilizados por esses isolados e se suas combinações, ou até mesmo a utilização em conjunto com o hormônio vegetal (ANA), pode incrementar o pegamento das mudas nos viveiros.

  • BRUNNO CASSIANO LEMOS ARAÚJO
  • SELEÇÃO DE ISOLADOS DE BACILLUS SPP. PARA PEGAMENTO DE MUDAS DE VIDEIRA (Vitis vinifera)

  • Data: 09/01/2024
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  • A produção de uvas (Vitis vinifera) para a elaboração de vinhos finos na região do Sul de Minas Gerais têm se tornado relevante nos últimos anos. A adesão de produtores ao plantio dessa cultura tem aumentado a cada ano na região e consequentemente a demanda por mudas de qualidade segue o mesmo padrão. Para os produtores de mudas, alguns fatores tem limitado a produção como a baixa taxa de enraizamento das mudas nos viveiros. Nesse sentido, apesar das pesquisas com a cultura da videira nessa etapa do sistema produtivo ainda serem escassas, a utilização de microrganismos com ações benéficas têm demonstrado resultados positivos em diversos outros sistemas de cultivo similares à videira. Bactérias do gênero Bacillus spp. estão entre os microrganismos mais utilizados na agricultura atualmente, sendo bastante estudados e usados como base para bioprodutos. Esses microrganismos são encontrados naturalmente em solos e associados à rizosfera de plantas. O objetivo desse trabalho foi selecionar isolados de Bacillus spp. de solos rizosféricos e “Bulk soil” capazes de auxiliar na emissão primária de raízes e no pegamento das mudas de videira (Vitis vinifera). Os isolados foram obtidos através de amostras de solos coletados próximas às raízes e da região da rizosfera de mudas de videira. Foram realizados screenings para selecionar os isolados mais promissores. Estacas de porta-enxerto IAC572 foram mergulhadas por 24h em suspensões bacterianas preparadas previamente com cada isolado. Posteriormente as estacas inoculadas foram plantadas em recipientes plásticos, com uma mistura de areia e substrato, e mantidas sob condições controladas em casa de vegetação. Como controle positivo foi utilizado hormônio vegetal (ácido 1-naftaleno- acético – ANA) e negativo apenas água estéril. As avaliações consistiram em análisesquantitativas de pegamento, massa seca de raíz e parte aérea, comprimento do ramo e taxa de clorofila. Os isolados mais promissores seguiram para testes in vitro de solubilização de nutrientes (P, K) e hidrolisação de proteínas (caseína). Nenhum isolado selecionado nos experimentos in vivo foi capaz de solubilizar P (FePO4) e K. A maioria dos isolados que alcançaram resultados promissores nos testes in vivo foram capazes de hidrolisar caseína, liberando nitrogênio. Os isolados que se destacaram nas principais variáveis observadas foram SY01, SY30 e INV, obtendo índices de pegamento semelhantes ao hormônio. Os resultados desse trabalho disponibilizam mais uma ferramenta promissora para a produção de mudas de videira. Além disso, a utilização desse tipo de ferramenta contribui com a sustentabilidade do processo, aumentando o leque de alternativas no mercado. Por fim, é necessário realizar mais estudos, a fim de investigar os mecanismos genéticos utilizados por esses isolados e se suas combinações, ou até mesmo a utilização em conjunto com o hormônio vegetal (ANA), pode incrementar o pegamento das mudas nos viveiros.

2023
Descrição
  • ADRIANO FRANCIS DORIGAN
  • FUNGICIDES RESISTANCE: IMPLICATIONS ON BIOLOGICAL PROCESS OF PATHOGENS POPULATIONS

  • Data: 08/12/2023
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  • FWheat blast, caused by Pyricularia oryzae pathotype Triticum (PoTl), is one of the most important and devastating fungal diseases affecting wheat crops in South America, Southeast Asia, Southern Africa and now in Germany and in central Europe. In Brazil, PoTl populations have been associated with resistance to three different chemical groups, including quinone outside inhibitor fungicides (QoIs), demethylation inhibitor fungicides (DMIs), and succinate dehydrogenase inhibitors fungicides (SDHIs). In the first chapter, we discuss a review of the mechanisms underlying fungicide resistance in crop pathogens, with a specific emphasis on point mutations and non-target site mechanisms associated with different fungicide classes. With the increasing use of fungicides in agriculture, the rapid emergence and evolution of fungicide resistance have become a critical issue, posing significant challenges to sustainable crop production. Our review sheds light on non-synonymous mutations in the target genes of fungicides, target gene overexpression, and efflux pump upregulation, and how these mechanisms affect the QoI fungicides, methyl-benzimidazole (MBCs), DMI and SDHI fungicides. In the second chapter, we present the result of that QoI-R PoTl isolate maintaining an adaptive advantage in disease severity on leaves and heads over time. For the QoI-R PoTl isolate, the nonlinear logistic model exhibits a better fit to the progress curves of wheat blast over the course of five successive infection cycles. In the third chapter, the results of this study demonstrate that the QoI-R PoTl isolate maintains higher fitness and competitive advantages over time. Based on molecular studies, the G143A mutation was found in 100% of the QoI-resistant isolates, indicating that the G143A mutation of the QoI-R PoTl isolates remains stable. These findings can have significant implications for the integrated management of the wheat blast pathosystem since fitness advantages stability can contribute to fixing and increasing the proportion of resistant isolates in field populations of the pathogen. Hence, resistant genotypes of the PoTl populations with fitness advantages may prevail on wheat fields, even after successive infection cycles in the absence of selection pressure, and QoIs may lose their efficacy permanently. We discuss the ecological importance of populations of pathogens that have evolutionary advantages, higher fitness, and resistance to QoIs stable. We hope our results can help insights into the integrated management of wheat blast in Brazilian wheat fields.

  • ANDREANE BASTOS PEREIRA
  • NANOPARTICLES AND TANK MIXTURES IN SOY DISEASE CONTROL

  • Orientador : EDSON AMPELIO POZZA
  • Data: 29/09/2023
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  • O Brasil é um dos maiores produtores e exportadores de alimentos do mundo. Devido a prática da agricultura intensiva em clima tropical e solos geralmente pouco férteis e ácidos, ocorre o aumento de problemas fitossanitários. Doenças, pragas e plantas daninhas são os principais fatores limitantes de produtividade. Além do mais a ocorrência dessas pragas ocorrem simultaneamente no campo, tornando o controle difícil e caro, pois não se encontra no mercado um produto especifico com ação capaz de controlar esse conjunto de problemas. Com a intenção da redução de danos e custos e otimização de tempo, a prática de mistura de produtos agroquímicos em tanque tem sido largamente utilizada, no Brasil, pois se torna viável ao produtor, devido a redução do número de pulverizações, resultados rápidos, menores custos por economia com mão de obra, desgaste de maquinários, consumo de combustíveis e emissão de carbono e danos à copa das culturas, além de outros benefícios. Porém, as misturas podem sofrer alterações físico-químicas, devido a incompatibilidade de diferentes ingredientes ativos presentes na calda, acarretando problemas no maquinário utilizado para aplicar os produtos, perda de eficácia dos ingredientes ativos misturados e aumento da toxicidade, causando danos a plantas. A prática de mistura em tanque sempre foi algo presente nas propriedades rurais do país. Porém, sua regulamentação só ocorreu no ano de 2018, segundo a Portaria 148 do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA). Devido a essa diferença de tempo entre o uso e a regulamentação ocorreu escassez de informações e conhecimento sobre a prática. Pesquisas realizadas citam o interesse da maioria dos produtores sobre informações da mistura em tanque. Diante disso, este trabalho tem por objetivo avaliar a eficência do uso de nanopartículas e de mistura de tanque no controle de doenças da soja.

  • MÁRIO ROBERTO NOGUEIRA COLARES
  • SISTEMAS DE PREVISÃO PARA DOENÇAS DO CAFEEIRO.

  • Data: 29/09/2023
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  • Com o objetivo em desenvolver uma plataforma de alerta de incidência da ferrugem do cafeeiro, com 15 dias de antecedência, validar e regionalizar modelos de regressão linear múltipla a partir de variáveis meteorológicas. Foram validados os modelos desenvolvidos por Pinto et al. 2002 em cinco municípios. Experimentos foram
    implantados no delineamento experimental em blocos casualizados com cinco tratamentos e cinco repetições. A parcela experimental teve seis linhas com 20 plantas cada, totalizando 120 plantas, foram descartadas duas linhas de cada lado, sendo 20 plantas centrais a área útil. As avaliações da incidência da ferrugem do cafeeiro, foram
    realizadas quinzenalmente. A partir das informações coletadas nas estações automáticas foram ajustados modelos de regressão linear múltiplos (MRLM) para cinco municípios. As variáveis meteorológicas foram defasadas em relação às datas de avaliação da doença. Após o ajuste de modelos, dois modelos foram selecionados e, calculados nos cinco municípios, posteriormente expandidos para mais 10 municípios e, paralelamente a expansão dos modelos foram incluídas 35 propriedades para a validação. O resultado mostrou os modelos 15-30 dias anteriores à incidência ajustado para Carmo do Rio Claro e Nova Resende promissores. Esses modelos foram os melhores para prever a doença com 15 dias de antecedência.

  • MATHEUS HENRIQUE DE BRITO PEREIRA
  • Fontes de cobre no manejo de antracnose do feijoeiro

  • Orientador : MARIO LUCIO VILELA DE RESENDE
  • Data: 27/09/2023
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  • O feijão comum (Phaseolus vulgaris L.), planta pertencente a família Fabaceae, é uma cultura com relevante importância social produzida no Brasil. Dentre os fatores que limitam a produção do feijoeiro destaca-se a ocorrência de doenças, sendo o controle químico e a utilização de cultivares resistêntes os métodos mais eficiente no manejo de doenças da cultura. Este trabalho teve como objetivo avaliar o efeito de aplicações foliares de diferentes fontes cobre no manejo da antracnose  do feijoeiro (Colletotrichum lindemuthianum) e na ativação de mecanismos de defesa da planta ao patógeno. No experimento conduzido em condições de campo durante duas safras (2020/2021 e 2021/2021) fontes de cobre como hidróxido de cobre, oxicloreto de cobre, óxido cuproso e óxido cúprico aplicadas isoladamente ou em associação com o fungicida fluxapiroxade + piraclostrobina foram avaliadas quanto a eficacia na redução severidade da antracnose. Em casa de vegetação as fontes de cobre foram avaliadas em diferentes doses quanto a tenacidade. Para tanto, uma e duas horas após as aplicações dos produtos foi realizada simulação de chuva por 45 minutos sendo posteriormente realizada a inoculação do fungo C. limdemuthianum e a avaliação da severidade da doença. Adicionalmente foram realizadas quantificação da atividade das enzimas fenilalanina amônia-liase (PAL), peroxidase (POX) e polifenol oxidase (PPO) e os teores de compostos fenólicos solúveis totais e lignina solúvel nas amostras foliares de plantas pulverizadas com hidróxido de cobre, oxicloreto de cobre, óxido cuproso e óxido cúprico além da aplicação dos nutrientes cobre, calcio e magnesio (Cu+Ca+Mg) . . Também foi realizado um experimento in vitro visando a eficácia das fontes de cobre em diferentes doses na redução  do inidce de velocidade crescimento micelial (IVCM) de C. limdemuthianum. Os experimentos de campo foram conduzidos em delineamento de blocos casualizados com 4 repetições.  os ensaios  em casa de vegetação e o ensaio in vitro foram instalados em delineamento experimental inteiramente casualizado com 4 repetições e 6 repetições, respectivamente. A aplicação de oxido cuproso na dose de 0,1 L/ha  associado a fungicida, oxido cuprico na dose de 0,1 L/ha-1 aplicado isoladamente ou em associação com fungicidahidroxido de cobre (0,5 L ha-1) e oxicloreto de cobre (0,8 L ha-1) além do tratamento fungicida resultaram em redução significativa da severidade da antracnose quando comparado ao tratamento controle (testemunha) tanto na safra 2020/2021 quanto na safra 2021/2021A aplicaçao de óxido cúprico e simulação de chuva duas horas após a aplicação, resultou em redução na severidade da antracnose. A adição de óxido cuprico e óxido cuproso ao meio de cultura resultou em redução  do IVCM em aproximadamente 40% quando comparado ao tratamento controle. A pulverizacao das folhas de feijoeiro com Cu+Ca+Mg e óxido cuprico resultou em aumento da atividade de PAL as 72 e 96 horas após a inoculação, respectivamente. A aplicação de cobre em plantas de feijoeiro reduz a severidade da antracnose e ativa respostas de defesa da planta.
  • MURTALA ISYAKU
  • HISTOPATHOLOGY AND EPIDEMIOLOGY OF (Ramulariopsis pseudoglycines) IN COTTON GENOTYPES WITH DIFFERENT LEVELS OF RESISTANCE.

  • Data: 26/09/2023
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  • A mancha foliar de Ramularia (MFR), causada por Ramulariopsis pseudoglycines, é uma das doenças que acometem o algodoeiro no Brasil. A doença é amplamente disseminada na região produtora de algodão brasileira. O objetivo deste estudo é identificar o estágio crítico na folha do algodoeiro em que a doença se desenvolve pelo uso de diferentes técnicas de microscopia. A caracterização histopatológica comparativa está entre os estudos realizados na avaliação de cultivares resistentes a doenças. Três cultivares de algodão com diferentes níveis de resistência, IMA 5801 (altamente resistente) (I), DP1746 (alta susceptibilidade) (D), TMG44 (moderadamente resistente) (T) e dois isolados de R. pseudoglicynes (FAL F3 (A) e FAL FICC (B)) foram utilizadas neste estudo. Técnicas de microscopia (Microscopia de Luz) (LM) e Microscopia Eletrônica de Varredura (MEV) foram utilizadas para caracterizar a interação de R. pseudoglycines com tecidos foliares de genótipos de algodoeiro com diferentes níveis de resistência a MFR. Usando delineamento de blocos completamente casualizados, um total de 60 vasos de plástico foram usados no cultivo das três cultivares de algodão. Para o teste de severidade foram utilizados 30 (trinta) potes plásticos com plantas de algodão das três cultivares. Os outros 30 foram usados para as análises microscópicas. As plantas foram inoculadas com os isolados após trinta dias de germinação em casa de vegetação. A planta inoculada foi então transferida para câmara de crescimento e mantidas no escuro para realização do experimento sob temperatura de 25 a 30oC e umidade relativa de 100% por 24 horas sendo depois  colocadas em regime de 12 horas de luz. Os dados da severidade foram submetidos à análise pelo programa R para determinação da Área Abaixo da Curva de Progresso da Doença (AACPD). As amostras para análises microscópicas foram coletadas às 12, 24, 48, 72 e 96 horas após a inoculação (hai). A análise histopatológica mostrou maior acúmulo de compostos fenólicos na cultivar IMA 5801 (altamente resistente), seguida das cultivares TMG44 (moderadamente resistente) e DP1746 (alta suscetibilidade). Na análise em MEV, observou-se alta taxa de germinação e infecção no início do processo infeccioso da cultivar DP1746 (alta suscetibilidade), enquanto para as demais cultivares com maiores níveis de resistência, alta taxa de conídios não germinados foi observada em fases avançadas do processo infeccioso. A maior AACPD foi observada na cultivar DP1746 inoculada com o isolado B, e as demais cultivares, tanto inoculadas com o isolado A, quanto B não diferiram estatisticamente.

  • MURTALA ISYAKU
  • PARASITISM OF RAMULARIOPSIS PSEUDOGLYCINES IN COTTON GENOTYPES WITH DIFFERENT LEVELS OF RESISTANCE.

  • Data: 26/09/2023
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  • A mancha foliar de Ramularia (MFR), causada por Ramulariopsis pseudoglycines, é uma das doenças que acometem o algodoeiro no Brasil. A doença é amplamente disseminada na região produtora de algodão brasileira. O objetivo deste estudo é identificar o estágio crítico na folha do algodoeiro em que a doença se desenvolve pelo uso de diferentes técnicas de microscopia. A caracterização histopatológica comparativa está entre os estudos realizados na avaliação de cultivares resistentes a doenças. Três cultivares de algodão com diferentes níveis de resistência, IMA 5801 (altamente resistente) (I), DP1746 (alta susceptibilidade) (D), TMG44 (moderadamente resistente) (T) e dois isolados de R. pseudoglicynes (FAL F3 (A) e FAL FICC (B)) foram utilizadas neste estudo. Técnicas de microscopia (Microscopia de Luz) (LM) e Microscopia Eletrônica de Varredura (MEV) foram utilizadas para caracterizar a interação de R. pseudoglycines com tecidos foliares de genótipos de algodoeiro com diferentes níveis de resistência a MFR. Usando delineamento de blocos completamente casualizados, um total de 60 vasos de plástico foram usados no cultivo das três cultivares de algodão. Para o teste de severidade foram utilizados 30 (trinta) potes plásticos com plantas de algodão das três cultivares. Os outros 30 foram usados para as análises microscópicas. As plantas foram inoculadas com os isolados após trinta dias de germinação em casa de vegetação. A planta inoculada foi então transferida para câmara de crescimento e mantidas no escuro para realização do experimento sob temperatura de 25 a 30oC e umidade relativa de 100% por 24 horas sendo depois  colocadas em regime de 12 horas de luz. Os dados da severidade foram submetidos à análise pelo programa R para determinação da Área Abaixo da Curva de Progresso da Doença (AACPD). As amostras para análises microscópicas foram coletadas às 12, 24, 48, 72 e 96 horas após a inoculação (hai). A análise histopatológica mostrou maior acúmulo de compostos fenólicos na cultivar IMA 5801 (altamente resistente), seguida das cultivares TMG44 (moderadamente resistente) e DP1746 (alta suscetibilidade). Na análise em MEV, observou-se alta taxa de germinação e infecção no início do processo infeccioso da cultivar DP1746 (alta suscetibilidade), enquanto para as demais cultivares com maiores níveis de resistência, alta taxa de conídios não germinados foi observada em fases avançadas do processo infeccioso. A maior AACPD foi observada na cultivar DP1746 inoculada com o isolado B, e as demais cultivares, tanto inoculadas com o isolado A, quanto B não diferiram estatisticamente.

  • MARTHONY DORNELAS SANTANA
  • NANOPARTICLES IN THE MANAGEMENT OF GRAPE POWDERY MILDEW

  • Orientador : EDSON AMPELIO POZZA
  • Data: 22/09/2023
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  • Entre as frutas, a uva é destaque mundial quanto a sua comercialização, importância social e produção, superando 79 milhões de toneladas (FAOSTAT, 2022). Além do consumo in natura, pode ser utilizada para produzir vinhos, bebidas destiladas, passas, sucos, óleos e processados para uso farmacêutico (OLIVEIRA et al., 2017). O Brasil detém 1,8% da produção mundial de uvas com 1,59 milhões de toneladas (FAOSTAT, 2022). Essa produção está concentrada nas regiões Sul (60,5 %) e Nordeste (17%) do país, representando a principal atividade agrícola na geração de empregos por área cultivada (LEÃO e POSSÍDIO, 2000; ARRUDA et al., 2021). No Nordeste, especificamente no vale do rio São Francisco, representa uma das principais fontes de empregabilidade e sustentabilidade social. O crescimento sustentável e a competitividade da viticultura brasileira nas atuais e potenciais zonas de produção dependem do uso de cultivares adaptadas, cuja produção atenda a demanda do mercado. Entretanto, as doenças da videira constituem fator limitante para cultivar novas áreas e para manter a produção atual no campo. Algumas dessas doenças, causadas por fungos, bactérias, vírus e nematoides, são responsáveis por perdas de aproximadamente 85% da produção (ANGELOTTI et al., 2017). Dentre as doenças, as de etiologia fúngica são as de maior importância para a cultura da uva, destacando-se o oídio (Erysiphe necator Schw), o míldio (Plasmopara vitícola (Berk. & Curt) Berl. & Toni), as podridões de cachos (Glomerella cingulata (Stonem) Spauld e Schrenk), (Botrytis cinérea Pers. Fr.), a antracnose (Elsinoe ampelina (de Bary) Shear) e a ferrugem (Phakopsora euvitis Ono) (LIMA et al., 2009). O oídio da videira (Erysiphe necator Schw) é considerada uma das mais relevantes à cultura, devido aos danos ocasionarem perdas de até 100% da produção, devido à seca de inflorescências, bagas, brotações e folhas (ALMANÇA; LERIN; CAVALCANTI, 2015; ANGELOTTI et al., 2017). Segundo Almança, Lerin e Cavalcanti (2015), no Brasil, as regiões produtoras de uvas estão inseridas em locais onde as condições de ambiente são favoráveis ao oídio. Porém, no Nordeste, a severidade da doença é intensificada, devido ao período seco prolongado, com baixa umidade relativa do ar, na maioria dos meses do ano, favorecendo o patógeno (LIMA et al., 2009). Essas condições se intensificam ainda mais na região do Vale do São Francisco, localizado no sertão pernambucano, próprio ao crescimento vegetativo das plantas de videira, tornando-o contínuo, não paralisando a atividade fotossintética. Essa região situa-se entre 9 e 10º de latitude sul, sendo a mais próxima do equador em todo o mundo. Além disso, é caracterizado por clima tropical semiárido, com médias de precipitação anual de 505 mm, umidade relativa de 60,7% e temperatura de 26,7°C (RIZZZON; MANFROI, 2006; SANTOS et al., 2007). Sendo assim, devido a importância do patossistema videira/oídio nessas condições edafoclimáticas torna-se necessário o melhor entendimento sobre sua epidemiologia e danos causados. Para isso é fundamental elaborar, planejar, implementar e avaliar estratégias de manejo, de modo a verificar a eficácia e aceitação das medidas de controle recomendadas (FERNANDES et al., 2006). Tanto no mercado interno, quanto do agronegócio globalizado, a sociedade solicita o emprego de métodos de controle de doenças e pragas de maneira a interferir o menos possível no ambiente e de forma a manter a cultura, a estabilidade social e a financeira dos envolvidos na produção agrícola. Atualmente, os métodos mais utilizados no controle do oídio são o genético, o químico e o cultural (PRAJONGJAI et al., 2014; TOFFOLATTI et al., 2016). No manejo de alta produtividade, o os fungicidas são utilizados como medida de controle (NEFIT, 2019). Entretanto, o emprego dessas moléculas de forma contínua favorece a seleção de raças, estirpes ou isolados resistentes. Além disso, o mercado global solicita cada vez mais o emprego desses produtos baseado em monitoramento de condições favoráveis e do nível de controle no campo, integrado com novos métodos de controle, para aumentar a segurança alimentar e reduzir os resíduos de fungicidas de acordo com os novos limites de resíduos solicitados por países importadores. Sendo assim, os métodos culturais compõem boa opção para complementar o controle químico, entre eles está a nutrição equilibrada dos nutrientes minerais, por influenciarem a anatomia e a composição química das células vegetais, as quais podem aumentar ou reduzir a resistência das plantas aos patógenos bem como constituir barreiras de resistência horizontais, físicas e/ou químicas (PÉREZ et al., 2020; PÉREZ et al., 2019; DORNELAS et al., 2015; PINHEIRO et al., 2011). Existem relatos na literatura sobre o uso da adubação com macro e micronutrientes reduzindo a intensidade de doenças em diversas culturas, entre elas, a cultura do milho (CARVALHO et al., 2013), do café (PÉREZ et al., 2020; CATARINO et al., 2016; GARCIA JÚNIOR et al., 2003; POZZA et al., 2001), da soja (PINHEIRO et al., 2011) e do feijão (GONTIJO NETO et al., 2016). De outro lado, BALDWIN (1966) e GIOVANINI (2008) observaram plantas de videira menos suscetíveis ao míldio e cancro bacteriano por apresentarem boa nutrição com N, P, K, Ca e Mg, embora não tenham estudado especificamente o efeito da nutrição mineral no controle dessas doenças. Recentemente a literatura tem descrito a aplicação de nanopartículas (NPs) como inovação na nutrição mineral, bem como alternativa de métodos ambientalmente corretos e sustentáveis fornecendo benefícios aos órgãos de plantas por proporcionar maior eficácia no controle de patógenos. Algumas características descritas para essas novas fontes são a alta relação superfície/volume reduzindo as doses necessárias de nutrientes, além de aumentar a expressão de compostos de defesa do hospedeiro (AUFFAN et al., 2009; SURYAVANSHI et al., 2017; SUN et al., 2018). Estudos com algumas NPs de elementos essenciais ou não, em diversos patossistemas, demonstraram eficácia no manejo de diversos patógenos, entre elas o Cu (ELMER e WHITE, 2016; SERVIN et al., 2015; GIANNOUSI et al., 2013; WANG et al., 2012), o Si (SURIYAPRABHA et al., 2014), o Mn (ELMER e WHITE, 2016) e o Zn (GRAHAM et al., 2016). Diante do exposto, o objetivo desse estudo foi avaliar NPs de óxidos metálicos e metaloides de micronutrientes em ensaios in vitro e in vivo para o patossistema de Erysiphe necator.

  • JESSICA REMBINSKI
  • ANTAGONIAL POTENTIAL OF NEW SPECIES OF THE GENERA Trichoderma AND Epicoccum AGAINST PATHOGENS PRODUCING RESISTANCE STRUCTURES

  • Orientador : JORGE TEODORO DE SOUZA
  • Data: 30/08/2023
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  • Fungos micoparasitas são amplamente estudados devido a sua capacidade de degradar estruturas de resistência de patógenos causadores de doenças em plantas cultivadas. Essas estruturas são denominadas escleródios e permitem a sobrevivência dos patógenos por longos períodos de tempo no solo e em restos vegetais. Os escleródios são produzidos por diversos fungos, como Sclerotinia sclerotiorum e Stromatinia cepivora (família Sclerotiniaceae), causadores das doenças mofo branco da soja e podridão branca em Allium spp., respectivamente. Os fungos dos gêneros Trichoderma e Epicoccum apresentam potencial para o uso no controle biológico de patógenos produtores de escleródios e no manejo sustentável de diversas culturas agrícolas. O objetivo deste estudo foi descrever novas espécies de fungos com potencial de biocontrole contra patógenos produtores de estruturas de resistência. Na primeira parte do estudo, foi realizada uma revisão da literatura explorando informações sobre o uso de Trichoderma para o manejo de patógenos produtores de escleródios no Brasil. Foram listados 34 produtos comerciais registrados no Brasil para o manejo de fungos produtores de escleródios. Os mecanismos de ação de Trichoderma empregados contra esses patógenos, que envolvem principalmente o micoparasitismo, e o número de espécies de Trichoderma utilizadas como ingredientes ativos nesses produtos comerciais, bem como outras espécies com potencial descritas e não descritas na literatura foram discutidos. Na segunda parte deste estudo, foram descritas duas novas espécies dos gêneros Trichoderma (artigo 1) e uma de Epicoccum (artigo 2) como resultados das análises morfológicas, fisiológicas e filogenéticas realizadas. As espécies de Trichoderma foram nomeadas T. variabilis sp. nov. e T. serrapilhericola sp. nov., e foi realizado o emendamento da descrição da espécie T. nordicum com caracteristicas observadas neste trabalho. A espécie de Epicoccum foi descrita como E. sclerotivorum sp. nov. As espécies descritas foram testadas in vitro contra os patógenos S. sclerotiorum e S. cepivora, onde mostraram porcentagens de colonização dos escleródios variando de 20 a 100% para os isolados de Trichoderma; e 44% a 97% de colonização para o isolado de Epicoccum. Estas novas espécies representam adições à lista de agentes de controle biológico de patógenos produtores de estruturas de resistência.
  • JOÃO PEDRO ELIAS GONDIM
  • YELLOW MEALWORM WASTE AMENDMENT IN THE CONTROL OF FUSARIUM WILT AND ROOT-KNOT NEMATODE IN TOMATO.

  • Data: 28/08/2023
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  • Os fungos causadores de murchas vasculares como as espécies do complexo Fusarium oxysporum e os fitonematoides causadores de galhas radiculares Meloidogyne spp. estão entre os patógenos de importância à agricultura brasileira e mundial. Esses patógenos causam significativa redução na produtividade da maioria das culturas agrícolas de importância econômica ou de subsistência. Em condições de altas populações na área de cultivo podem acarretar o abandono da atividade agrícola. A incorporação de resíduos orgânicos no solo apresenta vários efeitos benéficos em longo prazo. Dentre esses efeitos incluem: sequestro de carbono, incremento da população microbiana, capacidade de retenção de água, redução da densidade do solo, maior oferta de nutrientes, maior quantidade de nitrogênio orgânico, e menor taxa de degradação e lixiviação de nitrogênio. Os resíduos orgânicos podem atuar sobre patógenos diretamente por meio da liberação de compostos tóxicos produzidos durante a decomposição, e/ou indiretamente pelo estímulo de populações de microrganismos antagonistas do solo e indução de resistência sistêmica nas plantas. Assim, o presente estudo teve como objetivo avaliar a eficiência do resíduo da larva de Tenebrio molitor sobre sobre Fusarium oxysporum f. sp. lycopersici raça 3 e Meloidogyne incognita raça 1. Avaliou-se a fitotoxicidade do resíduo em condições controladas na produção de mudas de tomateiro e seu efeito na promoção de crescimento de plantas. O efeito do extrato aquoso foi avaliado in vitro sobre o crescimento micelial e a germinação de microconídios de Fol 3, e sobre a eclosão, mobilidade e mortalidade de J2 de M. incognita. Também, avaliou-se o efeito in vitro de compostos voláteis emitidos pelo resíduo sobre o crescimento micelial de Fol 3, e sobre a eclosão, mobilidade e mortalidade de J2 de M. incognita. A supressividade do resíduo foi avaliada sobre Fol 3 em condições controladas e sobre M. incognita em condições de campo, em tomateiro. Não houve toxicidade às mudas de tomateiro quando se incorporou o resíduo ao solo por 20 dias. Nesse período o peso das plantas foi diretamente proporcional com as concentrações crescentes do resíduo. A menor concentração do extrato aquoso (10%) reduziu em 84,32% a germinação de microconídios de Fol 3 após 6 horas de incubação. O crescimento micelial do fungo foi incrementado com as concentrações crescentes do extrato aquoso. A mobilidade de J2 de M. incognita foi reduzida em 93,0% com a menor concentração do extrato (10%) após 24 horas de incubação. A concentração de 10% do extrato apresentou eficiência de 79,8% sobre a mortalidade de J2 após 96 horas de incubação. A eclosão de J2 foi reduzida em 86,3% com a concentração de 10% do extrato após 10 dias de incubação. Sobre os compostos voláteis emitidos pelo resíduo, a menor concentração (1%) reduziu o crescimento micelial de Fol 3 em 18,2% após 5 dias de exposição. A mobilidade de J2 foi reduzida em 90,9% com a concentração de 1% do resíduo após 24 horas de exposição. Na concentração de 1% do resíduo houve efeito nematicida sobre os J2 de 85,5% após 48 horas de exposição. A eclosão de J2 foi reduzida em 97,3% com a concentração de 1% do resíduo após 10 dias de exposição. Sobre a avaliação de supressividade em condições controladas, a concentração de 5% do resíduo reduziu em 17,8% a severidade externa da murcha-de-fusarium no tomateiro, representada pela área abaixo da curva de progresso da doença (AUDPC). Houve incremento sobre a fotossíntese (69,3%), a eficiência do uso da água (252,3%) e a biomassa aérea e radicular (328,5%) com a concentração de 5% do resíduo. Na avaliação de supressividade em condições de campo, a maior redução da população de J2 do fitonematoide no solo (87,6%) foi apresentada pela concentração de 5% do resíduo. Houve maior redução de galhas (24,0%) e de ovos + J2 (57,0%) no sistema radicular do tomateiro utilizando a concentração de 5% do resíduo. Observou-se incremento de biomassa aérea e radicular com as concentrações crescentes do resíduo, com redução dos danos fisiológicos desencadeados pelo fitonematoide. A produtividade do tomateiro foi incrementada em até 136,1% com a concentração de 5% do resíduo. Este é o primeiro estudo relacionando o resíduo da larva e T. molitor e seu efeito supressivo a fitopatógenos, Fol 3 e M. incognita. A incorporação e incubação do resíduo ao solo disponibiliza maior quantidade de nutrientes disponíveis às plantas, promovendo seu crescimento e desenvolvimento, sem ocasionar fitotoxidez. Além disso, o resíduo contém uma microbiota que pode desempenhar vários papéis ecológicos para o crescimento de plantas quando está é incorporada ao solo, como a produção de sideróforos, do fitohormônio auxina e a fixação de nitrogênio. No resíduo, também é encontrado a quitina, importante polímero que desempenha várias funções na agricultura. Oligômeros de quitina provenientes da degradação enzimática da quitina pelos microrganismos possivelmente estão contidos no extrato aquoso do resíduo. Esses oligômeros e outros compostos tóxicos, voláteis ou não, estão envolvidos na redução da mobilidade, aumento da mortalidade e redução da eclosão de J2 de M. incognita, além da redução do crescimento micelial e da germinação de microconídios de Fol 3. Combinações de vários mecanismos provavelmente estão envolvidos na supressividade aos patógenos pelo resíduo da larva de T. molitor.

  • AMANDA FLAUSINO DE FARIA
  • UNDERSTANDING PITFALLS AND PROPOSING STRATEGIES TO OPTIMIZE THE BIOLOGICAL CONTROL OF WHITE MOLD (Sclerotinia sclerotiorum).

  • Data: 30/06/2023
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  • White Mold management is based on the integration of cultural, chemical, and biological practices. Cultural management and biological control are effective tool to tackle the disease. In the first part of the study, we present a literature review addressing the contribution of both strategies in the management of white mold. Also, it was shown the integrated use of biocontrol agents in non-host crops to the pathogen and the possible benefits of this practice in the soybean crop production systems. For the second part of the study, we evaluated during seven crop seasons, 74 uniform field trials conducted throughout Brazil to assess the performance of biological control products on the reduction of the carpogenic Sclerotinia sclerotiorum sclerotium germination. The reduction in carpogenic germination (mean difference; MD) by three products classes (Trichoderma, Bacillus and Mixed) was summarized using a multilevel network model (59 trials, k = 340). Separate network meta-analysis was then performed to determine the influence of three classes (low, moderate, and high) of average monthly temperature (AMT) and average monthly rainfall (AMR) on biocontrol performance. The result of the first metanalysis are all three product classes significantly reduced carpogenic germination, with fitted  values of -10.6270 for Bacillus, -8.5928 for Trichoderma, and -7.0177 for Mixed. For (AMT) and (AMR), only interactions of genus and low or moderate AMT and AMR were statistically significant from zero (p < 0.1), indicating that high AMT and AMR affected biocontrol of carpogenic germination. For the second chapter We evaluated carpogenic germination, colonization and crop yield, either on soybean or succeeding crops (Wheat and Maize) in a double factorial design (treatment x crop) and their interaction. Here, we found soybean carpogenic germination rates from 31.00 to 61.6 %, (P = 0.583). Colonization from 4.7% to 19.4% (P = 0.174). Also, biological and chemical application disease incidence (P = 0.520), range from 73.7% to 87.2% and yield production from 2001 to 2803kg/ha. For carpogenic germinationno interaction (crop x treatments) effect was observed (P=0.328).The treatments reduced (P=0.011), the germination control rate was 65.7% and decreased by treatments up to until 47.0%. The effect of the Crop factor (p=0.022), maize germination rate by 59.6% and wheat by 50.3%. Evaluated colonization, we found effect by treatments, (P=0.157), crop (p<0.001) and interaction (crop x treatment) (p=0.048). Colonization in maize trials range from 2.2 % to 10.1 %. Highest colonization was observed by Trichoderma asperellum A, follow by Trichoderma harzianum, Trichoderma asperellum B, and Bacillus a. + Trichoderma h.  by 10.2 %, 9.9%, 2.7% and 2.2%, respectively. Wheat colonization rates from 16.6 to 39.8%. Trichoderma asperellum B, followed by Trichoderma harzianum, Trichoderma asperellum A, Bacillus amyloliquefaciens + Trichoderma harzianum  by 39.8%, 24.4%, 21.0% and 16.6%, respectively. Wheat yield production (p=0.177) and Maize yield (p=0.593). Thus, these results suggest that biological applications in wheat crop have more possibility to help contribute to decrease Sclerotinia sclerotiorum initial inoculum. The last part of our study, we investigated that effect of dressing-seed by Trichoderma sp. to biological agent can growth endophytically on wheat plants by qPCR and microscopy light. Evaluated dressing-seeds effects on development length of roots and aerial parts at 7 and 20 days after planting by Student's t-test. Additionality, analyze viability of Trichoderma persist on tissues after Glyphosate finalized wheat plants and ability to colonize sclerotia of Sclerotinia sclerotiorum. At the 7th day after planting shoot (P = 0.318) and root (P = 0.054), however at 20th day after planting, for aerial parts (P=0.049). Plants treats with Trichoderma sp. increased shoot length by 10,7%. Additionally, root length (P = 0.008) increased by 18,7%. Trichoderma mycelium grew trough the parenchyma roots cells and into leaf tissues on the basis of the leaf hair and epidermis. The high T. asperellum levels detected on roots at 20 days after planting up to 1 x 10 5.  Followed by roots at 7 days after planting up to 1 x 10 4. For shoots at 7 and 20 days, up to 1 x 10 3. After wheat plants were treated with glyphosate, the presence of T. asperellum decreased to 1 x 10 3 root, and to 1 x 10 2 in the bottom leaf Regarding carpogenic germination (P = 0.419), we found germination rates were similar for the control (31.2%) and Trichoderma (26.7 %). Thus, there is a parasitism of sclerotia by biocontrol products confirmed and its stability and improved efficacy can be improved considering the dominant wheather (rainfall and temperature) and cover crop (wheat). In turn, wheat may serve as a crop to selective buildup the population of the antagonist.

  • SÍLVIA MARA COÊLHO DO NASCIMENTO
  • POTENCIAL DE BACTÉRIAS ENDOFÍTICAS PARA O CONTROLE BIOLÓGICO DE DOENÇAS E PROMOÇÃO DO CRESCIMENTO NA CULTURA DA MANDIOCA.

  • Data: 28/04/2023
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  • Bactérias endofíticas são microrganismos que vivem nos tecidos internos das plantas sem causar sintomas aparentes de doença. Essas bactérias podem ser isoladas de sementes, raízes, folhas e frutos de diversas espécies de plantas. Em geral, elas têm origem na rizosfera ou filosfera, bem como nas sementes, podendo ainda, penetrar na planta por ferimentos e aberturas naturais. Diversos benefícios são gerados por essas bactérias, incluindo a promoção de crescimento das plantas, a supressão de fitopatógenos e o aumento da resistência a doenças. A mandioca é uma cultura de grande importância para a agricultura brasileira e mundial, entretanto, o seu cultivo vem enfrentando graves problemas com doenças, como a bacteriose (Xanthomonas axonopodis pv. manihotis) e a podridão radicular (Lasiodiplodia spp., Neoscytalidium sp., Phytopythium sp. e Fusarium sp.). Nesse sentido, objetivou-se com o presente trabalho, isolar, caracterizar e selecionar bactérias endofíticas de raízes de mandioca para o controle biológico da bacteriose e da podridão radicular. Verificou-se que os isolados de bactérias endofíticas selecionados apresentaram potencial como agentes de controle biológico e podem representar um componente importante no manejo integrado de doenças e no crescimento de plantas da mandioca.

  • CARLA MARIA CAVALCANTI RIBEIRO
  • CARACTERIZAÇÃO DE PRODUTOS COMERCIAIS E DA FERMENTAÇÃO ON FARM PARA O CONTROLE DE PRATYLENCHUS BRACHYURUS EM SOJA.

     



  • Data: 27/04/2023
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  • O manejo do nematoide das lesões radiculares na soja (Glycine max), Pratylenchus brachyurus, é baseado na integração de fatores culturais, químicos e biológicos, sendo o manejo cultural e o controle biológico considerados ferramentas indispensáveis no manejo deste fitonematoide. Na primeira parte deste estudo é apresentada uma revisão de literatura abordando o patossistema do P. brachyurus-soja (), bem como as principais práticas de manejo. Além disso, faz-se uma abordagem de agentes de biocontrole, com ênfase no gênero Bacillus e os possíveis benefícios da adoção desse agente de controle biológico dentro do manejo integrado de nematóides em campo. Na segunda parte do estudo foi realizado um levantamento da qualidade dos produtos que estavam sendo produzidos por fermentação on farm em diferentes regiões do estado do Mato Grosso, durante o período de 2ª safra  de 2019/20 e safra 2020/21, totalizando 125 amostras coletadas. Essas amostras foram utilizadas para quantificação de células bacterianas endosporogênicas e para avaliar o desempenho deste fermentados na redução da penetração do P. brachyurus em raízes da soja. Foi feita análise do microbioma entre as amostras dos melhores produtos comerciais, onix e nemacontrol, sendo obtidos fermentações de diferentes realidades. Para o sequenciamento foi utilizado a região 16S rRNA utilizando os primers 515F e 806R com o sistema Ion OneTouch™ 2. Foi obtida a alfa diversidade e beta-diversidade microbiana das amostras avaliadas. Em um segundo momento, foi feita a validação das condições de fermentação e eficiência em campo de cinco ensaios realizados junto aos produtores em áreas com histórico de perdas pelo nematoide das lesões radiculares. Para as células endosporogênicas, apenas 3 produtos se mantiveram com quantificação satisfatória (108 UFC mL-1), tanto no produto comercial, quanto no fermentado, sendo que todos eles apresentavam Bacillus amyloliquefaciens como base. Dentre as variáveis analisadas para o teste de eficiência, apenas a penetração de nematóides nas raízes apresentou diferença entre as amostras, com destaque para 4 produtos distintos. Observou-se que a utilização de produtos resultantes da fermentação on farm em condições otimizadas pode permitir a redução de nematóides. A análise microbiana revelou abundância relativa foi de 100% nas amostras comerciais, enquanto as fermentadas tiveram uma grande variação na sua composição de gêneros de diferentes bactérias, sem nenhum padrão entre elas. Pela alfa diversidade, foi possível observar separação entre composição de produtos comerciais e on farm. Enquanto a beta diversidade mostrou um agrupamento entre as amostras fermentadas e entre as comerciais. Vemos a importância de entender a composição e eficiência do sistema de fermentação, sendo o on farm uma ferramenta para aumentar a produtividade, e as áreas devem ser manejadas com foco na integração do controle biológico com outras práticas de manejo.

  • CARLA MARIA CAVALCANTI RIBEIRO
  • Caracterização de bioativos de produtos da fermentação on farm e avaliação da eficiência para o controle de Pratylenchus brachyurus em soja.

  • Data: 27/04/2023
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  • O manejo do nematoide das lesões radiculares na soja (Glycine max), Pratylenchus brachyurus, é baseado na integração de fatores culturais, químicos e biológicos, sendo o manejo cultural e o controle biológico considerados ferramentas indispensáveis no manejo deste fitonematoide. Na primeira parte deste estudo é apresentada uma revisão de literatura abordando o patossistema do P. brachyurus-soja (), bem como as principais práticas de manejo. Além disso, faz-se uma abordagem de agentes de biocontrole, com ênfase no gênero Bacillus e os possíveis benefícios da adoção desse agente de controle biológico dentro do manejo integrado de nematóides em campo. Na segunda parte do estudo foi realizado um levantamento da qualidade dos produtos que estavam sendo produzidos por fermentação on farm em diferentes regiões do estado do Mato Grosso, durante o período de 2ª safra  de 2019/20 e safra 2020/21, totalizando 125 amostras coletadas. Essas amostras foram utilizadas para quantificação de células bacterianas endosporogênicas e para avaliar o desempenho deste fermentados na redução da penetração do P. brachyurus em raízes da soja. Foi feita análise do microbioma entre as amostras dos melhores produtos comerciais, onix e nemacontrol, sendo obtidos fermentações de diferentes realidades. Para o sequenciamento foi utilizado a região 16S rRNA utilizando os primers 515F e 806R com o sistema Ion OneTouch™ 2. Foi obtida a alfa diversidade e beta-diversidade microbiana das amostras avaliadas. Em um segundo momento, foi feita a validação das condições de fermentação e eficiência em campo de cinco ensaios realizados junto aos produtores em áreas com histórico de perdas pelo nematoide das lesões radiculares. Para as células endosporogênicas, apenas 3 produtos se mantiveram com quantificação satisfatória (108 UFC mL-1), tanto no produto comercial, quanto no fermentado, sendo que todos eles apresentavam Bacillus amyloliquefaciens como base. Dentre as variáveis analisadas para o teste de eficiência, apenas a penetração de nematóides nas raízes apresentou diferença entre as amostras, com destaque para 4 produtos distintos. Observou-se que a utilização de produtos resultantes da fermentação on farm em condições otimizadas pode permitir a redução de nematóides. A análise microbiana revelou abundância relativa foi de 100% nas amostras comerciais, enquanto as fermentadas tiveram uma grande variação na sua composição de gêneros de diferentes bactérias, sem nenhum padrão entre elas. Pela alfa diversidade, foi possível observar separação entre composição de produtos comerciais e on farm. Enquanto a beta diversidade mostrou um agrupamento entre as amostras fermentadas e entre as comerciais. Vemos a importância de entender a composição e eficiência do sistema de fermentação, sendo o on farm uma ferramenta para aumentar a produtividade, e as áreas devem ser manejadas com foco na integração do controle biológico com outras práticas de manejo.

  • EDUARDA VINHAS SOARES DE OLIVEIRA
  • Chrysoporthe doradensis: filogenia, morfologia e patogenicidade de isolados à Rhyncanthera grandiflora no Brasil

  • Orientador : MARIA ALVES FERREIRA
  • Data: 31/03/2023
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  • O cancro é uma doença causada por espécies do gênero Chrysoporthe, que afeta o tronco e galhos de várias plantas. O sintoma característico do cancro é o surgimento de lesões com calos margeando a borda, o que resulta no escurecimento do lenho, podendo levar a morte do indivíduo. Chrysoporthe spp. são patogênicas, principalmente, a várias espécies de Myrtaceae e Melastomataceae. No Brasil, quatro espécies de Chrysoporthe causando cancro em eucalipto e em várias plantas nativas já foram descritas. Os estudos sobre a distribuição geográfica e origem das espécies de Chrysoporthe ainda são inconclusivos, o que leva a necessidade de mais estudos. Nesse sentido, foi estudada a filogenia, morfologia e patogenicidade de isolados de Chrysoporthe spp. de plantas de em Rhyncanthera grandiflora no sul do Estado de Minas Gerais. Para isso, foram coletadas amostras em plantas de R. grandiflora. Para as análises filogenéticas foram utilizadas 133 sequências da região genômica beta-tubulina. De acordo com as análises filogenéticas, C. doradensis foi identificado como agente causal do cancro em R. grandiflora. Em relação à morfologia, foi possível constatar semelhanças ao que já foi descrito para a espécie. Verificou-se que os as sequencias dos isolados de C. doradensis brasileiros se agruparam no mesmo clado do isolados do Equador, diferenciando-se por apenas um par de bases. Estudos de genética de populações do fungo são necessários para confirmar a origem do patógeno, visto que para os 133 isolados, deste estudo, não houve diferenciação na região do gene beta-tubulina.

  • ANTONIA THALYTA LOPES SILVEIRA
  • ESTUDO BIOLÓGICO, MOLECULAR, INCIDÊNCIA E DISTRIBUIÇÃO ESPACIAL DE VÍRUS EM PITAIA (Selenicereus spp.).

  • Data: 10/03/2023
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  • O cultivo da pitaia, fruta pertencente ao gênero Selenicereus sp, tem aumentado ininterruptamente nos últimos anos, devido às suas propriedades nutracêuticas e organolépticas. Além disso, tem se mostrado bastante rentável para os pequenos produtores no Brasil. Entretanto, devido à sua recente introdução no país, são raros os estudos envolvendo a ocorrência e controle das doenças e pragas, sendo a maioria deles focando nos seus compostos bioquímicos e bioativos. Entre as doenças, as viroses se destacam pela ausência de métodos de controle curativos e por serem subnotificadas, pois os sintomas podem ser confundidos com distúrbios nutricionais. Como a propagação vegetativa predomina na cultura da pitaia e o seu cultivo envolve diversas operações manuais, a disseminação dos vírus é bastante favorecida, de modo que plantas com suspeita de viroses têm sido frequentemente relatadas pelos produtores. Neste trabalho foram coletadas e analisadas 212 amostra de cladódios com sintomas suspeitos de viroses, com a finalidade de se fazer a diagnose e a caracterização biológica e molecular dos vírus encontrados. Além disso, foi feito um levantamento em lavouras comerciais de cinco municípios localizados no sul de minas para determinar a incidência e a distribuição espacial de plantas com suspeita de viroses, empregando-se os modelos Run, Doublet e o índice de dispersão. Quando o extrato das plantas infectadas foi inoculado em plantas de Chenopodium quinoa e C. amaranticolor, estas reagiram com sintomas de lesões cloróticas e necróticas. Entre as 212 amostras coletadas, 181 encontravam-se infectadas com uma ou mais das seguintes espécies de Potexvirus: Cactus virus (CVX); Pitaya virus X (PiVX); Zygocactus virus X (ZyVX) e Schlumbergera virus X (SchVX), em infecções simples e mistas com dois a quatro espécies de vírus na mesma amostra. Na análise da capa proteica dos vírus, os isolados de CVX apresentaram dois grupos distintos, sendo que um deles apresentou uma deleção de 9 nucleotídeos na região inicial do gene CP, na posição 42 a 50, na direção 5’→3’. No levantamento realizado a maioria dos pomares apresentou um padrão agregado para Run e Doublet, enquanto que no índice de dispersão prevaleceu o padrão regular. Este foi o primeiro trabalho mais abrangente envolvendo a detecção e identificação de viroses em pitaia, bem como a incidência e distribuição espacial em lavouras comerciais de pitaia.

  • ENRIQUE IGNACIO SANCHEZ GONZALEZ
  • SPECIES OF Calonectria ASSOCIATED WITH Eucalyptus PLANTATIONS IN NORTHEASTERN BRAZIL

  • Data: 03/03/2023
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  • Nas últimas décadas, as plantações comerciais de Eucalyptus expandiram-se em direção às
    regiões quentes e úmidas do norte e nordeste do Brasil, onde a mancha foliar por Calonectria
    (CLB) tornou-se a principal doença fúngica foliar dessa cultura. A CLB pode ser causada por
    diferentes espécies de Calonectria, e estudos previos indicaram que Calonectria pode ter uma
    alta diversidade de espécies no Brasil. Portanto, este estudo teve como objetivos: 1) caracterizar
    as espécies de Calonectria associadas às plantações de Eucalyptus nos estados do Pará e
    Maranhão, através de análises morfológicas e filogenéticas e confirmar sua patogenicidade ao
    Eucalyptus, (2) determinar a diversidade genotípica dentro de cada espécie de Calonectria , (3)
    entender a estratégia reprodutiva de cada espécie de Calonectria, (4) determinar a diversidade
    de espécies de Calonectria e sua distribuição em diferentes plantações de Eucalyptus. Durante
    levantamentos de doenças realizados entre 2020 e 2021 em plantações comerciais de
    Eucalyptus no nordeste do Brasil, foram coletadas folhas doentes de Eucalyptus e amostras de
    solo, e isolados de Calonectria foram obtidos. Duzentos e seis isolados de Calonectria foram
    obtidos. Um total de oito espécies de Calonectria foram encontradas em associação com
    plantações de Eucalyptus, das quais duas são novas para a ciência, C. paragominensis sp. nov.
    e C. imperata sp. nov. Além disso, foi o primeiro relato de C. quinqueramosa e C. amazonica
    causando mancha foliar em árvores de Eucalyptus urophylla no nordeste do Brasil. A coleção
    completa de espécies foi C. imperata com 48,7% de todos os isolados, seguida por C.
    amazonica (24,9%), C. ovata (9,1%), C. brasiliensis (6,1%), C. variabilis (4,1%), C.
    quinqueramosa (3,6%), C. paragominensis (2%) e C. maranhensis (1,5%). A patogenicidade
    de C. paragominensis, C. imperata e C. quinqueramosa ao Eucalyptus foi confirmada pelo
    cumprimento dos postulados de Koch. Com relação à diversidade genética, C. imperata
    apresentou a maior diversidade genética, com 17 genótipos em 96 isolados, seguido por C.
    brasiliensis com 10 genótipos em 12 isolados. Em relação ao sistema de acasalamento, a
    amplificação dos genes MAT1-1-1 e MAT1-2-1 mostrou que C. maranhensis é posivelmente
    heterotálica, e que o ciclo assexual é o principal modo reprodutivo de C. amazonica. As espécies
    mais prevalentes foram C. amazonica e C. imperata, encontradas em sete e seis plantios,
    respectivamente. Nossa compreensão das espécies, diversidade genética, distribuição,
    estratégia de acasalamento e características morfológicas de Calonectria em dez plantações
    comerciais de Eucalyptus no nordeste do Brasil aumentou como resultado deste estudo. Esse
    conhecimento pode ser usado para criar uma estratégia de manejo eficaz para CLB em
    plantações de Eucalyptus e na criação de clones de Eucalyptus resistentes.

  • JULIO CÉSAR AZEVEDO PAULA
  • FUNGICIDAS PARA PATÓGENOS NECROTRÓFICOS DO CAFEEIRO: AVALIAÇÃO DA DOSE RESPOSTA ‘IN VITRO’ E DOS EFEITOS FISIOLÓGICOS EM MUDAS.

  • Data: 28/02/2023
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  • O café destaca-se como importante ‘commodity’ produzida no país. Sendo o Brasil o maior produtor e exportador mundial. Porém está sujeito a várias doenças capazes de reduzir a sua produtividade. Entre elas, as causadas por patógenos necrotróficos. Destacando-se os fungos do gênero Colletotrichum spp, Phoma e Cercospora. No seu controle, podem ser empregadas variedades resistentes, todavia cultivadas proporcionalmente em pequena área, mas com incremento de plantio nos últimos anos. Emprega-se também princípios de controle cultural, químico e biológico. Entre os fungicidas, os mais empregados no campo, são a mistura de Triazóis com Estrobilurinas. No entanto, testes laboratoriais são essenciais para estudar doses dos fungicidas capazes de reduzir o crescimento micelial ou a germinação dos patógenos. Assim, o objetivo do presente estudo é determinar, ‘in vitro’, a dose-resposta de fungicidas inibidores da demetilação (DMI), da quinona oxidase (QoI) e da succinato desidrogenase na inibição de crescimento micelial dos fungos Cercospora coffeicola, Phoma tarda e Colletotrichum gloeosporioides e avaliar, em casa de vegetação, o incremento fisiológico das plantas do cafeeiro mediante a aplicação dos fungicidas. Foram avaliados oito princípios ativos do grupo das Estrobilurinas, Triazóis, Carboxamidas e Anilida nas concentrações de 5,0, 25,0, 50,0 e 100,0 mg. L - ¹ na inibição micelial dos fungos em estudo. A avaliação foi realizada mensurando-se o diâmetro das colônias de forma perpendicular, até o fungo atingir a borda da placa. Foi calculado o índice de velocidade de crescimento micelial (IVCM) para obter a dose resposta. Os efeitos fisiológicos dos fungicidas usados para controlar patógenos necrotróficos do cafeeiro em mudas foi implantado em casa de vegetação. O delineamento experimental foi em blocos casualizados, compostos por sete tratamentos, a testemunha, Difenoconazol + Pydiflumetofen, Azoxistrobina + Difenoconazol, Boscalida, Trifloxistrobina + Tebuconazol, Azoxistrobina + Tebuconazol e Piraclostrobina + Fluxapiroxade e cinco repetições. Foram realizadas as avaliações de altura, diâmetro, área foliar, teor de clorofila, peso seco, fenóis totais, teores de lignina e camada de cera das plantas, incidência e severidade da doença, área abaixo da curva de progresso da doença, a eficácia e crescimento em relação à testemunha. Para Colletotrichum gloeosporioides os tratamentos com os fungicidas, exceto Cantus e Orkestra, foram eficientes no controle ‘in vitro’ do crescimento micelial em relação à testemunha. Para Phoma tarda todos os fungicidas inibiram o índice de velocidade de crescimento micelial. Para Cercospora coffeicola os tratamentos com fungicidas, exceto Cantus, foram eficientes no controle do crescimento micelial em relação à testemunha. Na avaliação dos efeitos morfológicos e fisiológicos dos fungicidas em mudas, os maiores pesos da parte aérea seca das mudas foram do Priori top e Orkestra. Os tratamentos Miravis Duo, Priori top e Orkestra apresentaram menores diâmetros e maiores áreas foliares. Na análise de compostos fenólicos totais, o tratamento com Miravis Duo apresentou resultados superiores nas avaliações após 72 horas e 30 dias da segunda aplicação. O tratamento Miravis Duo aumentou a quantidade de lignina. Em todos os fungicidas foi observada presença de camada de cera e não foram observados sintomas de fitotoxidez.

  • FERNANDO GILIOLI
  • SENSIBILIDADE DE Hemileia vastatrix À FUNGICIDAS TRIAZÓIS

  • Data: 27/02/2023
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  • A Ferrugem (Hemileia vastatrix) é a principal doença do cafeeiro, causando perdas significativas de até 50% na mesma safra e nas posteriores. Nos últimos anos essa doença tem preocupado não somente os cafeicultores mas também pesquisadores e consultores, que relatam a ineficiência de fungicidas sistêmicos ou sua perda de controle e também a alta incidência em cultivares resistentes. Essa ineficiência de controle, leva ao seu relato em altas intensidades na época da colheita, de junho a agosto, descrita como “ferrugem tardia”, muitas vezes atribuída a chuvas no início do inverno e a mudanças climáticas. Em outras culturas, a resistência de fungos a estes princípios ativos já foi identificada. Porém, resta a dúvida, pode ser resistência aos fungicidas? Diante desse cenário, surge como objetivo desse trabalho, o estudo da sensibilidade de Hemileia vastatrix, tanto in vitro quanto in vivo aos fungicidas traizóis (DMI’s) atualmente utilizados. Para isso foram realizados experimentos in vitro, casa de vegetação e em campo. O experimento in vitro foi realizado em microplacas, com 8 isolados de H. vastatrix e 7 concentrações diferentes dos fungicidas com princípio ativo epoxiconazol, ciproconazol, flutriafol, hidróxido de cobre e mancozebe, a fim de identificar a dose letal ou respostas para inibir 50% da germinação (Ec50) dos uredosporos. E a dose resposta ideal para os testes realizados de sensibilidade in vitro foi a de 32mg/de ia para os triazóis e de 2mg/Kg para o fungicida de contato mancozebe e 8mg/Kg para hidróxido de cobre. Nos experimentos em casa de vegetação e em campo foi utilizado a dose dos fungicidas registrados para controle da ferrugem e foi avaliada a incidência e severidade da doença. Os dados foram integralizados em área abaixo da curva de progresso da doença (AACPD) e foram comparados por teste de F da análise de variância. Em casa de vegetação não foi observado dados relevantes com relação a sensibilidade dos isolados, pois os dados pressupostos não atenderam. Já em campo, foi observado diferenças no percentual de eficácia de controle e também em produtividade nos dois anos de experimento. Os resultados mostraram que as populações de Hemileia vastatrix testadas in vitro são sensíveis aos ativos, porém, há variação no nível de sensibilidade entre os isolados, sendo o tratamento flutriafol com maior Ec50. Em campo os tratamentos testemunha, mancozebe e hidróxido de cobre apresentaram maior incidência da ferrugem. Todos os triazóis foram eficientes no controle da ferrugem no campo, embora tenham apresentado níveis diferentes de sensibilidade. Embora foram encontradas evidências de mudanças na sensibilidade, é preciso realizar mais testes para verificar a existência de resistência de Hemileia vastatrix à fungicidas triazóis, como por exemplo os testes moleculares específicos.

  • SANDRA CARVALHO ISMAEL MUSSA BARROS
  • SURVEY AND MOLECULAR CHARACTERIZATION OF THE Banana bunchy top virus (BBTV) IN THE SOUTHERN REGION OF MOZAMBIQUE -CHÓKWÈ DISTRICT.

  • Data: 20/02/2023
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  • A doença do topo em leque da bananeira é a doença viral mais devastadora das bananas em todo o mundo e é causada pelo Banana bunchy top virus (BBTV). Esse vírus já foi encontrado em 36 países ao redor do mundo e no momento se encontra ausente na América Central e América do Sul. Com base na sequência do DNA-R  os isolados de BBTV que ocorrem ao redor do mundo foram classificados em dois grupos: o grupo do Oceano Pacífico Índico (PIO) e o do Sudoeste Asiático (SEA). Esses dados auxiliam a inferir sobre a origem geográfica dos isolados, embasando medidas preventivas de controle. Em 2016, o vírus foi detectado pela primeira vez no perímetro irrigado do distrito Chókwè, localizado na primeira zona na região sul de Moçambique, mas não
    existe nenhum estudo para determinar a sua incidência e as suas características genéticas. O objetivo deste estudo foi realizar inicialmente um levantamento para determinar a incidência e distribuição dos isolados e determinar as suas caracteristicas genômicas. Uma amostragem foi feita nessa região afetada, coletando-se 175 amostras de plantas com suspeita de infecção em 23 campos de 11 fazendas  comerciais e de famílias rurais nos quatro postos administrativos do distrito. Os resultados do levantamento indicaram que o vírus estava presente em 19 das 23 fazendas amostradas. A porcentagem média de incidência foi de 54,3% com uma porcentagem mínima de 20% na fazenda 9 e um máximo de 100% na fazenda 2. Na fazenda 6 não foram encontradas amostras infectadas.As sequencias de nucleotídeos do DNA-S dos isolados analisados se mostraram bastante conservadas, variando de 97% a 100%. O mesmo foi observado para as sequências do DNA-R que apresentaram a grande maioria das identidades variando entre 98% e 100% entre os isolados de Chókwè, e acima de 90% quando comparadas com os isolados do GenBank. A análise filogenética mostrou que
    esses isolados se comportaram como isolados PIO, apresentando maior proximidade com o isolado JQ820453 do Malawi em relação aos isolados dos países subsaarianos, que se agruparam num subclado distinto. Esse é o primeiro relato de estudos realizados a respeito da incidência e caractristicas moleculares dos isola dos de Banana bunchy top virus em Moçambique e alerta para a necessidade de se tomar medidas urgentes para o
    controle do BBTV neste país.

  • MUHAMMAD SIDDIQUE AFRIDI
  • ONE OR MILLIONS: HOW MUCH DOES A MICROBIOLOGICALLY-BUFFERED SOIL WITHSTAND CHEMICAL AND BIOLOGICAL PESTICIDES?

  • Data: 27/01/2023
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  • Disease suppressive soils substantially contribute to plant protection against various soil-borne plant pathogens such as bacteria, fungi, oomycetes, and nematodes. The foundation of specific disease suppression in most soils affiliates commonly to soil microbial communities. Therefore, the soil microbiota of suppressive soils is considered one of the radical factors contributing to disease suppressiveness against soil-borne diseases. To date, a multitude of microbial taxa and genes have been documented as central players in participating disease suppressiveness of soils. Still, the dominant genera, their sensitivity to alien biocontrol advocacy, agrochemicals and the complexity of microbiome interactions and their underlying mechanisms remain elusive for most disease suppressive soils. The main objective of the current research was to manipulate the existing suppressive soil microbiome through the introduction of various biological control agents and agrochemicals to explore the microbiome functionality towards soil-born (root-knot) nematodes disease. Suppressive soil assay revealed that natural soil significantly reduced galls-1 (14.25%) and egg masses (74.85%) in relation to sterilized soil. Intriguingly suppressive soil microbiome manipulation by biological control agent Bacillus sp. BMH intervened in the microbial functions and reduced its suppressiveness. BMH inoculated suppressive soil significantly increased the galls-1 and eggs-1 32% and 47.96% respectively as compared to un-inoculated suppressive soil. Interestingly, suppressive soil slurry blending with antibiotics and fungicide significantly modulated the soil microbiome functionality. Soil slurry mixed with antibiotics and fungicide significantly increased the number of galls-1 174.23% and 87.79% respectively as compared to the untreated slurry. Following the same pattern, antibiotics and fungicide inoculation significantly increased the number of egg masses by 276.24% and 38.17% respectively as compared to the untreated slurry. Biocontrol based on bacteria such as Quatrzo(Bacillus subtilis; Bacillus licheniformis), Biobac(Bacillus subtilis), Onix (Bacillus methylotrophicus) and Rizos(Bacillus subtilis) turbulent the soil microbiome performance and insignificantly increased the galls and eggs mass index in relation to suppressive soil. To understand and explore the intrinsic fundamental candidates of the disease suppressive soil, the research promoted to the next level and recovered the responsible candidates from the reported suppressive soil and deciphered their potential role against root-knot nematode (RKN) Meloidogyne incognita in the tomato plant. A total of 42 bacterial strains were isolated from the suppressive soil and 18 of them were identified with high potential to control M. incognita. The isolates were sequenced based on 16S rRNA and identified 6 different genera namely Bacillus, Pseudomonas, Leclercia, Paenarthrobacter, Pantoea, and Exiguobacterium. Eighteen bacteria of six different genera were selected based on preliminary screening. The plant was inoculated with strains Bacillus sp. P10, Bacillus sp. P16, Bacillus sp. P19, and Bacillus sp. P21 significantly reduced the root galling 47% and the significant average reduction of egg mass was recorded 75.5% in relation to control. Three Pseudomonas sp. P17, Pseudomonas sp. X11, and Pseudomonas sp. X18 exhibited high biocontrol efficacy and significantly reduced the galls and egg masses 54% and 75% in both trials as compared to the control. The isolates such as Leclercia sp. P12, Leclercia sp. P18 and Leclercia sp. P20 exhibited high potential and consistency in controlling gall and egg biomass index in both trials the significant reduction was observed in root galling 47% and egg biomass index 70% as compared to the untreated plants. The bacterial strain, Paenarthrobacter sp. X12 showed consistency and maintained the biocontrol capability and significantly reduced the number of galls and egg biomass 57% and 89% respectively in rlation to uninoculated plant. Additionally, all six genera' volatile organic compounds (VOCs) and metabolites in cell-free supernatants had significant effects against the plant pathogens M. incognita, Fusarium oxysporum, and Rhizoctonia solani, but only five strains Pseudomonas sp. P7, Pseudomonas sp. X11, Bacillus sp. P10, Bacillus sp. P21, and Leclercia sp. P12 significantly inhibited the growth of Ralstonia solanacearum. Moreover, all bacterial isolates inherit nematicidal activities and dramatically reduced the egg hatching. These findings recommend that exogenous biological control agents, biostimulants and agrochemicals massively perturb the microbiome structure, composition, ecological and biological activities and detract or infertile the endogenous microbiota functionality.

  • BÁRBARA APARECIDA ANTONIO DE SOUSA E SILVA
  • ESPÉCIES DE Colletotrichum E Fusarium ASSOCIADAS A SINTOMAS DA PODRIDÃO VERMELHA DA CANA-DE-AÇÚCAR.

  • Data: 20/01/2023
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  • O Brasil é o maior produtor mundial de cana-de-açúcar. Entre as doenças fúngicas que podem trazer prejuízos no setor canavieiro, observa-se a podridão vermelha, que tem como principal agente causal Colletotrichum falcatum, um ascomiceto que induz uma podridão avermelhada no colmo. A infecção resulta também na perda da qualidade e quantidade de açúcares por uma inversão da sacarose e redução do açúcar total recuperável (ATR). Outra doença, conhecida como ‘’pokkah boeng’’, é induzida por espécies do complexo Fusarium fujikuroi. Resultados publicados recentemente evidenciam que C. falcatum e espécies de Fusarium estão associadas a plantas com sintomas da podridão vermelha e que os sintomas, às vezes, podem se sobrepor aos da pokkah boeng. Os objetivos desse trabalho são (i.) esclarecer quais espécies de Colletotrichum e Fusarium causam podridão vermelha em cana-de-açúcar; (ii.) se as espécies de Fusarium causam sintomas de vermelhidão na nervura central de folhas de cana-de-açúcar; e (iii.) estudar a interação entre espécies dos dois gêneros na indução de sintomas da podridão vermelha e pokkah boeng. Foi coletado material vegetal sintomático de diversas regiões canavieiras e os isolados obtidos foram caracterizados por meio de avaliação de seus marcadores morfológicos, análises de filogenia molecular utilizando os genes barcode TEF, ITS, ACT e GAPGH e testes de patogenicidade na variedade de cana-de-açúcar RB867515. Este é o primeiro relato no Brasil das espécies F. madaense, F. sacchari e F. verticillioides ocorrendo em folhas com sintomas de podridão vermelha. Nas análises filogenéticas foram identificadas uma nova espécie de Fusarium e de Colletotrichum ocorrendo na cana-de-açúcar. Colmos inoculados com F. sacchari, C. falcatum e a combinação de ambos desenvolveram sintomas mais severos. Quando inoculados em folhas, F. madaense e C. falcatum induziram sintomas mais extensos na nervura central. Essas informações permitirão a elucidação dos agentes etiológicos da doença podridão vermelha, a formulação de estratégias de manejo, como a correta recomendação de produtos biológicos e fungicidas, garantindo a sustentabilidade, alta produtividade e qualidade do produto, visando promover a maximização do lucro do setor canavieiro do país, principalmente devido a mudança no procedimento de colheita da cultura.

  • ARIANE DE SOUZA ALVARENGA
  • SENSIBILIDADE  IN VITRO E IN VIVO DE ISOLADOS DE Pseudomonas syringae pv. garcae AO COBRE.

  • Data: 19/01/2023
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  • A mancha aureolada do cafeeiro causada pela bactéria Pseudomonas syringae pv. Garcae tem registrado prejuízos significativos na produção de café. Nas áreas em que o patógeno se encontra presente, recomenda-se o uso de tratamentos preventivos (cúpricos) e curativos (antibióticos), porém a utilização sucessiva destes produtos pode levar à seleção de isolados com maior resistência. Investigar as dosagens de produtos cúpricos que devem ser utilizados para tratamento preventivo da planta de café é de grande relevância para subisidiar os métodos de controle da mancha aureolada nas lavouras cafeeiras. Neste estudo foram testados isolados de P. syringae pv. Garcae coletados em lavouras de café, com sintomas de mancha aureolada, para determinar a sua resistência a diferentes concetrações de cobre. Inicialmente os experimentos foram realizados in vitro utilizando-se 17 isolados e três repetições. Nestes experimentos, suspensões de cada isolado, com a concentração ajustada em espectrofotômetro para 1,1x109 ufc/ml, foram semeados em placas de Petri, contendo meios de cultura MMCC com as seguintes concentrações: 0; 0,05; 0,1; 0,15; 0,25; 0,4 e 0,6 mM de CuSO4. Em seguida, foram escolhidos três isolados que apresentaram resistência alta, intermediária e suscetível, respectivamente, para realizar o teste em plantas de café da cultivar Catuaí vermelho IAC-99, suscetível à mancha aureolada, préviamente pulverizadas com 2,5 mL/L de óleo mineral e 7,10g/L de hidróxido de cobre. Foram empregadas 12 plantas por parcela, sete tratamentos representados pela inoculação com os três isolados selecionados em plantas pulverizadas com hidróxido de cobre e inoculadas, plantas não pulverizadas e inoculadas e o controle sem inoculação e pulverizadas com água salinizada, com duas repetições. Ainoculação foi feita na câmara de crescimento vegetal (Epidemiologia)/UFLA, com temperatura a 25ºC, sob alta umidade, onde permaneceram até o final da avaliação. Os isolados denominados UFLA 06, UFLA 112, UFLA 113, UFLA 114, UFLA 148, UFLA 507 se mostraram resistentes ao cobre, pois foi observado o crescimento de colonias em todas as concentrações testadas. Os isolados UFLA 21, UFLA 48, UFLA 138-1, UFLA 144 e UFLA 896 apresentaram crescimento apenas nas concentrações até 0,4. As menores tolerância foram observadas nos isolados UFLA 79, UFLA 98, UFLA 126, UFLA 129 e UFLA Guapé, que foram capazes de crescer apenas nas concentrações até 0,25 e no isolado UFLA57 que mostrou crescimento apenas até 0,15.  Com base nestes resultados foram selecionados aleatoriamente, 3 isolados para testes de resistência nas cultivares de café: UFLA 148 se mostrou resistente, o UFLA 129 com resistência intermediária e o UFLA 57 que foi o mais sensível.

  • TAMIRES APARECIDA DUARTE DE SOUZA
  • OTIMIZAÇÃO DOS PARÂMETROS FERMENTATIVOS DE Simplicillium lanosoniveum POR MEIO DA FERMENTAÇÃO LÍQUIDA SUBMERSA.

  • Data: 18/01/2023
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  • Simplicillium lanosoniveum é um microrganismo considerado de multiação, com efeito parasítico em ferrugens, atividade antibacteriana, antifúngica, antivirais, além do controle de doenças de plantas. Para que haja viabilidade de produção é essencial obter um elevado número de propágulos. A busca por meios de cultura alternativos na fermentação líquida, bem como métodos de produção, é uma necessidade para viabilizar o seu uso em larga escala. Dessa forma, o presente trabalho teve como objetivo otimizar o processo produtivo de propágulos Simplicillium lanosoniveum através da composição nutricional na fermentação líquida submersa e validar o potencial dos propágulos produzidos no controle do vetor de fitoviroses Bemisia tabaci. Para avaliar o efeito da relação C:N e o tempo ideal da fermentação em função do tempo na produção de propágulos de Simplicillium foi utilizado o meio basal proposto por (JACKSON et al., 1997), com diferentes proporções C:N (50:1; 30:1 e 10:1), glicose mono-hidratada e o extrato de levedura como respectivas fontes, os quais foram avaliados (48; 72; 96 horas após inoculação). A inoculação foi realizada de pré-cultura na concentração de 1x107 c.mL-1 no meio, com pH inicial ajustado para 6.0. Para avaliar a influência da aeração o isolado foi ajustado na concentração de 5 x 107 c.mL-1, em volumes finais diferentes (100 mL e 60 ml) e a partir desta etapa durante todo o experimento toda a produção foram avaliadas no 3º dia e contabilizados a produção de conídios submersos, microescleródios, (UFC) e biomassa. Diferentes fontes de nitrogênio foram avaliadas (extrato de levedura; o farelo de algodão; farelo de milho; levedura autolizada; Hy-Yest 101®; Hy-Yest 412®; Star-yest; Brewer’s Exl e levedura hidrolisada) e glicose mono-hidratada como principal fonte de carbono. Após seleção das fontes, foram avaliados o efeito das fontes de carbono (glicose mono-hidratada; maltodextrina; melaço de cana; sorbitol; maltose e sacarose). O efeito do pH inicial e densidade de pré-cultura foram avaliados, para o pH inicial foram ajustados para 3.5; 6.0; 8.5, com pré-cultura ajustada para 5 x 107 c.mL-1. Para densidade de pré-cultura o pH foi ajustado para 6.0 seguidos da adição da suspensão nas concentrações iniciais de 1x104; 1x105; 1x106 e contabilizados. O isolado de Simplicillium lanosoniveum foi submetido a analises de solubilização de fosfato e degradação de quitina via meio solido e avaliado a formação de halo na presença das atividades avaliadas. Após a seleção dos melhores meios foi avaliado a cinética de crescimento dos propágulos produzidos e medição do pH durante 6 dias.  A eficiência dos propágulos de Simplicillium lanosoniveum produzidos em fermentação foram testadas no controle de ninfas 2º instar de mosca branca, criada em feijão (Phaseolus vulgaris, cv. Pérola). As folhas provenientes da infestação foram excisadas e colocadas com a superfície abaxial para cima em 15 mL de ágar água (2% p/v), onde 20 ninfas foram avaliadas no período de oito dias, com duas avaliações no tempo (3º e 8º dia) após inoculação das suspensões (H2O+solução salina; H20+ tween 80; morte natural; esporos direto de placa 1x107; conídios da fermentação 1x107). Para cada tratamento foram aplicadas uma alíquota de 1 mL de cada suspensão na superfície da folha. Após processos fermentativos a proporção 50:1, brewer’s exl + glicose foram indicadas para produção de conídios submersos 2.37 x 109 c.mL-1 e protenose + maltodextrina para produção de microesclerodios 1.64 x 104 m.mL-1, o pH 8,5 favoreceu a formação de microescleródios. Não houve solubilização de fosfato pelo isolado e na detecção de degradação de quitina foi formado um halo de 40.43 mm. A aeração e a densidade de pré-cultura não apresentaram resultados significativos no teste de Tukey a 5%. Para controle de ninfas 2º instar de mosca branca houve o índice de mortalidade médio de 65%, tanto para conídios provenientes direto de placa, quanto para conídios submersos provenientes da fermentação liquida.

  • LUANA APARECIDA GILIO
  • MEIOS DE CULTURA PARA PRODUÇÃO DE ENDÓSPOROS POR Bacillus velezensis

  • Data: 18/01/2023
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  • Para minimizar os prejuízos causados pelas doenças de plantas, é essencial na agricultura realizar o controle. Dentre as medidas de controle de doenças de plantas, o controle biológico é uma alternativa econômica e ambientalmente viável. Dentre os agentes de biocontrole usados, o gênero Bacillus é reconhecido por sua eficiência, com várias espécies disponíveis no mercado. Bacillus spp. agem por diversos mecanismos de ação como antibiose, competição, indução de resistência e promoção de crescimento das plantas. O isolado de Bacillus velezensis AP-03 vem se mostrando promissor no controle de diversos patógenos, como Fusarium oxysporum f. sp. lycopersici, Hemileia vastatrix, Botrytis cinerea, Fusarium oxysporum f. sp. vasinfectum, Phakopsora pachyrhizi e Meloidogyne incognita, e também na promoção do crescimento vegetal, como nas culturas do tomate, algodão e milho. Considerando as necessidades de desenvolver produtos eficientes e aumentar o número de produtos biológicos disponíveis no mercado, o presente trabalho teve como objetivos otimizar a produção massal de Bacillus velezensis AP-3 e desenvolver uma formulação pó-molhável a partir do material resultante da fermentação. A otimização da fermentação líquida foi realizada testando-se inicialmente cinco meios distintos. A otimização foi baseada na produção de endósporos que foi avaliada determinando as unidades formadoras de colônias. Na otimização foram considerados os fatores físicos e nutricionais que favorecia a produção de endósporos pelo isolado. Posteriormente, o isolado foi formulado em duas diferentes formulações, as quais foram compostas por 50% de inertes, e 5% dispersante. As formulações foram avaliadas quanto à estabilidade de armazenamento e suspensibilidade. Com este estudo, foi possível encontrar algumas condições físicas e nutricionais que otimizaram a fermentação líquida de Bacillus velezensis AP-3 e foram selecionados 4 meios que propiciam ao menos 1x109 UFC ml-1, foi obtida uma formulação pó-molhável com boa suspensibilidade e com vida de prateleira do produto superior a 114 dias e eficiente no controle da ferrugem e na promoção de crescimento vegetal do cafeeiro.

  • BÁRBARA APARECIDA ANTONIO DE SOUSA E SILVA
  • Espécies de Colletotrichum e Fusarium associadas aos sintomas da podridão vermelha da cana-de-açúcar

  • Data: 18/01/2023
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  • O Brasil é o maior produtor mundial de cana-de-açúcar. Entre as doenças fúngicas que podem trazer prejuízos no setor canavieiro, observa-se a podridão vermelha, que tem como principal agente causal Colletotrichum falcatum, um ascomiceto que induz uma podridão avermelhada no colmo. A infecção resulta também na perda da qualidade e quantidade de açúcares por uma inversão da sacarose e redução do açúcar total recuperável (ATR). Outra doença, conhecida como ‘’pokkah boeng’’, é induzida por espécies do complexo Fusarium fujikuroi. Resultados publicados recentemente evidenciam que C. falcatum e espécies de Fusarium estão associadas a plantas com sintomas da podridão vermelha e que os sintomas, às vezes, podem se sobrepor aos da pokkah boeng. Os objetivos desse trabalho são (i.) esclarecer quais espécies de Colletotrichum e Fusarium causam podridão vermelha em cana-de-açúcar; (ii.) se as espécies de Fusarium causam sintomas de vermelhidão na nervura central de folhas de cana-de-açúcar; e (iii.) estudar a interação entre espécies dos dois gêneros na indução de sintomas da podridão vermelha e pokkah boeng. Foi coletado material vegetal sintomático de diversas regiões canavieiras e os isolados obtidos foram caracterizados por meio de avaliação de seus marcadores morfológicos, análises de filogenia molecular utilizando os genes barcode TEF, ITS, ACT e GAPGH e testes de patogenicidade na variedade de cana-de-açúcar RB867515. Este é o primeiro relato no Brasil das espécies F. madaense, F. sacchari e F. verticillioides ocorrendo em folhas com sintomas de podridão vermelha. Nas análises filogenéticas foram identificadas uma nova espécie de Fusarium e de Colletotrichum ocorrendo na cana-de-açúcar. Colmos inoculados com F. sacchari, C. falcatum e a combinação de ambos desenvolveram sintomas mais severos. Quando inoculados em folhas, F. madaense e C. falcatum induziram sintomas mais extensos na nervura central. Essas informações permitirão a elucidação dos agentes etiológicos da doença podridão vermelha, a formulação de estratégias de manejo, como a correta recomendação de produtos biológicos e fungicidas, garantindo a sustentabilidade, alta produtividade e qualidade do produto, visando promover a maximização do lucro do setor canavieiro do país, principalmente devido a mudança no procedimento de colheita da cultura.

  • GABRIELA RIBEIRO GONTIJO
  • IDENTIFICAÇÃO, PADRÃO ESPACIAL DE VIROSES EM ALHO E EFEITO DA PIRACLOSTROBINA EM PLANTAS INFECTADAS.

  • Data: 17/01/2023
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  • Devido ao modo de propagação vegetativa do alho (Allium sativum L.) os produtores brasileiros têm que superar uma série de limitações no seu cultivo como, por exemplo, a ocorrência de pragas e doenças que podem ser perpetuadas de uma geração para outra através dos bulbilhos empregados como sementes. Deste modo, apesar de o Brasil ser quinto maior consumidor per-capta de alho no mundo, boa parte desta commodity é importada para suprir a sua demanda interna. Dentre os patógenos que afetam a produção do alho, as espécies de vírus pertencentes aos gêneros Potyvirus, Carlavirus e Allexivirus são as mais frequentes nas lavouras, conhecidas por causar perdas que podem chegar a 100% da produção. Existe, portanto, uma demanda por alternativas que possibilitem controlar ou minimizar as perdas causadas pelo plantio de sementes infectadas, uma vez que a disponibilidade de sementes completamente livres de vírus é praticamente inexistente. Neste trabalho foi realizado um levantamento das principais espécies virais presentes em São Gotardo, região do Alto Paranaíba em Minas Gerais, bem como sua incidência e análise espacial em 10 campos comerciais de produção. Foi também avaliado o efeito de dois produtos comerciais contendo piraclostrobina, conhecida por promover incremento de produção e indução de resistência a vírus em plantas, na produção de plantas de alho com infecções virais. A incidência de vírus em 4 das dez áreas avaliadas variou de 42,9% a 16,7%, enquanto que em duas outras foi maior, ou seja, 2,9% e 86,4%, respectivamente. As quatro demais áreas mostraram uma incidência de 100%. O padrão de distribuição espacial das plantas infectadas foi do tipo agregado em 90% dos blocos de acordo com o teste de run e 63,3% de distribuição ao acaso de acordo com o teste de doublet. Observou-se ainda um índice de dispersão de 63,3% dos blocos com padrão espacial regular. As amostras de plantas com e sem sintomas que foram coletadas, foram positivas para a presença de uma ou mais espécies de vírus pertencentes aos gêneros Potyvirus, Carlavirus e Allexivirus, indicando uma possível transmissão pelas sementes com posterior disseminação pelos vetores no campo. Embora não tenha sido observada diferença estatística no peso e diâmetro dos bulbos e no número de bulbilhos das plantas tratadas com diferentes doses de piraclostrobina, dois dos tratamentos indicaram um aumento na produção acima de 4%. Esses tratamentos deverão ser repetidos em combinação com dosagens crescentes de adubação nitrogenada, para testar a possibilidade de ganho já observado em outros patossistemas.

2022
Descrição
  • ANA CAROLINE DE SOUSA BARROS
  • ESPÉCIES DE Fusarium ASSOCIADAS AO MILHETO GRANÍFERO.

  • Data: 07/12/2022
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  • O milheto granífero é uma cultura importante nas regiões áridas e semiáridas pois é uma planta rústica, que possui resistência a seca e desenvolve em solos com baixa fertilidade. O destino do cereal é para alimentação animal e humana. Entre os fungos que ocorrem em associação com a cultura, são espécies de Fusarium que podem causar podridão do colmo ou comprometer a qualidade e segurança dos grãos. A literatura primária sobre a associação milheto – Fusarium é escassa, enquanto ocorreu considerável expansão da cultura no Brasil em tempo recente. Nesse estudo, foi investigado quais espécies de Fusarium estão associadas ao milheto granífero no Brasil, quais espécies induzem o mofo da panícula e a podridão do colmo. Mais de 100 isolados, obtidos de panículas e colmos de milheto com e sem sintomas ou sinais, provenientes de diferentes regiões produtoras do Brasil, foram caracterizados por meio análise de filogenia molecular de sequências da região gênica tef1, avaliação de seus marcadores morfológicos, e testes de patogenicidade. Até o momento, 15 diferentes espécies foram identificadas, que pertencem a quatro complexos distintos. Nos testes de patogenicidade três espécies induzem mofo da panícula, quatro espécies induzem podridão do colmo. A partir do conhecimento obtido é possível identificar e monitorar os agentes etiológicos, desenvolver estratégias para mitigar o possível dano e contribuir para o manejo fitossanitário. Será possível, ainda, subsidiar programas de melhoramento que visam a seleção de híbridos resistentes.

  • GABRIELLE AVELAR SILVA
  • SPECIES OF Chrysoporthe PATHOGENIC TO MELASTOMATACEAE IN BRAZIL.

  • Data: 30/11/2022
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  • O gênero Chrysoporthe é conhecido por causar cancro e mortalidade em espécies lenhosas das famílias Myrtaceae e Melastomataceae, sendo a última uma das maiores famílias de angiospermas em todo o mundo, com importância para a recuperação de áreas degradadas por apresentar alta riqueza de espécies pioneiras durante o processo de sucessão secundária. Portanto, o presente trabalho teve por objetivo realizar a caracterização filogenética, morfológica e patogênica dos agentes causadores de cancro, seca de galhos e mortalidade em plantas da família Melastomataceae no Brasil. O primeiro artigo trata da descrição de uma nova espécie de Chrysoporthe encontrada no sudeste do Brasil causando cancro e mortalidade em Miconia spp. e Rhynchanthera grandiflora. O segundo artigo trata da ocorrência de C. doradensis em R. grandiflora e de C. puriensis em R. grandiflora e  Miconia theaezans no sul estado de Minas Gerais.

  • PAULO VICTOR MAGALHÃES PACHECO
  • THE ROLE OF VOLATILE ORGANIC COMPOUNDS EMITTED BY NEMATOPHAGOUS FUNGI IN THE INTERACTION WITH Meloidogyne spp.

  • Data: 30/09/2022
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  • O potencial dos fungos nematófagos como agentes de controle biológico dos nematoides parasitas de plantas (NPPs) foi amplamente estudado. No entanto, há poucas informações sobre o papel dos compostos orgânicos voláteis (COVs) produzidos por fungos nematófagos na interação com os NPPs. Sendo assim, esse trabalho teve como objetivo avaliar o efeito dos COVs emitidos por fungos nematófagos na interação trófica com as diferentes fases do ciclo de vida (ovos, juvenis e fêmeas) de Meloidogyne sp. (nematoide de galhas). No primeiro artigo, foi desvendado pela primeira vez o papel dos COVs emitidos pelo fungo nematófago Pochonia chlamydosporia (Pc-10) na interação trófica com M. incognita. Os COVs emitidos por P. chlamydosporia reduziram a eclosão de ovos de M. incognita e também atraíram os juvenis de segundo estágio (J2) de M. incognita. O composto 1,4-dimetoxibenzeno é o componente majoritário do volatiloma do isolado Pc-10 de P. chlamydosporia. 1,4-dimetoxibenzeno apresentou atividade nematicida fumigante e não fumigante contra M. incognita, além de atrair os J2 de M. incognita. No segundo artigo, foi demonstrado que os COVs produzidos pelos fungos nematófagos (P. chlamydosporia, Purpureocillium lilacinum, Arthrobotrys conoides e Duddingtonia flagrans) reduziram a eclosão dos J2 de M. javanica. Além disso, os COVs emitidos por P. chlamydosporia, P. lilacinum e A. conoides atraíram os J2 de M. javanica e os COVs de D. flagrans repeliram o nematoide. Foram identificados 22 COVs a partir do valotiloma desses fungos. Os fungos foram separados em três conjuntos diferentes por meio da análise de componentes principais (PCA). Um conjunto englobando P. lilacinum e A. conoides e outros dois conjuntos com D. flagrans e P. chlamydosporia, respectivamente. No ensaio em casa de vegetação, os COVs emitidos por P. lilacinum e o composto 1,4-dimetoxibenzeno controlaram M. javanica e não foram tóxicos para as plantas de jiló.

  • JULIANA BARROS RAMOS
  • CERCOSPORIOSIS RESISTANCE AND CERCOSPORIN PRODUCTION IN COFFEE GENOTYPES

  • Data: 29/09/2022
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  • Cercosporiosis, caused by the necrotrophic fungus Cercospora coffeicola, which is characterized by producing a red toxin, cercosporin, of high toxicity to plant tissues. It is a disease that leads to significant losses in coffee production, as it causes damage to seedlings in nurseries and adult plants by defoliation, in addition to impairing the quality of the beverage, due to the occurrence of lesions on fruits. Disease control is carried out through cultural practices and the application of fungicides. However, one of the biggest challenges for researchers has been to determine efficient methods of control with low environmental impact and the search for resistant cultivars meets this challenge. Thus, this study aimed to search for resistance to brown eye spot of coffee in coffee genotypes. To determine the contents of total soluble lignin and total soluble phenolic compounds in genotypes contrasting in terms of resistance. To quantify the cercosporin levels in coffee leaves of the genotypes of Coffea arabica Mundo Novo 376/4, Catuaí Vermelho IAC 99, IPR 102, Topázio MG 1190) and C. canephora (Clone 213) with symptoms of brown eye spot using high performance liquid chromatography (HPLC). Seedlings of 19 commercial cultivars and 41 accessions from the germplasm bank of Minas Gerais were inoculated with spores of five isolates of C. coffeicola, obtained from different coffee growing regions. The experimental design used was complete randomized blocks, with eight replications and two plants per experimental plot. The MG-1207 Sumatra genotype showed the highest level of resistance to brown eye spot. The quantification of lignin content and phenolic compounds were not related to brown eye spot resistance in the coffee genotypes MG-1207 Sumatra, MG 0291 and Catuai Vermelho IAC 144. To quantify cercosporin, leaves of C. arabica (Mundo Novo 376/4, Catuaí Vermelho IAC 99, IPR 102, Topázio MG 1190) and C. canephora (Clone 213) with symptoms of Cercoporiosis were collected. Samples were macerated and extraction was performed using chloroform. Cercosporin was detected in all genotypes evaluated, validating the HPLC method for quantification of the toxin in coffee leaves.

  • MAIARA DA SILVA FREITAS
  • USO DE MICRORGANISMOS E METABÓLITOS NO DESEMPENHO DO FEIJOEIRO COMUM E NO CONTROLE DO TOMBAMENTO (Rhizoctonia solani)

  • Data: 30/08/2022
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  • O tombamento, causado pelo fungo Rhizoctonia solani, é uma das doenças de solo mais importantes que afetam a produção de feijoeiro comum. Esta pesquisa objetivou verificar o desempenho agronômico de microrganismos, metabólitos de formas isoladas e em combinação via formulação comercial na eficiência para cultura e controle de R. solani na cultura do feijoeiro comum. Os experimentos em condições de campo, foram conduzidos na Estação Experimental da Agroteste Pesquisa e Desenvolvimento, no município de Lavras, Minas Gerais, comunidade Mato Dentro, sob as coordenadas 21º 12' 51.87" S, 45º 03' 26.3" O e 898 m de altitude, na safra 2020/2021. As seguintes determinações foram feitas para a cultura do feijoeiro comum com ação de condicionador de solo e promotor de crescimento, à campo, altura de plantas, massa fresca e seca de plantas, massa fresca de raiz, massa seca de raiz, análise de nutrientes foliar e componentes de produção e produtividade da cultura. Os ensaios de controle do patógeno Rhizoctonia solani, in vitro, foram conduzidos no Laboratório de Controle Biológico e os ensaios in vivo em casa de vegetação, pertencente ao Departamento de Fitopatologia (DFP) da Universidade Federal de Lavras, no ano de 2022. Desta forma, foram estabelecidos os experimentos de desempenho de biocontrole in vitro de microrganismos, metabólitos, isolados e em combinação sobre o crescimento micelial, número e peso de escleródios de R. solani; Desempenho de biocontrole in vivo de microrganismos, metabólitos, isolados e em combinação sobre o tombamento e severidade de R. solani. Os dados obtidos das avaliações foram submetidos à análise de variância (Teste F), com o teste de homogeneidade, e as médias dos tratamentos, quando significativas, foram comparadas pelo teste de Tukey a 5% de probabilidade no software estatístico R Studio. Os resultados dos estudos indicam que: O uso agronômico dos produtos SPA (Bacillus spp.), SPR (Bacillus + Trichoderma spp.) e SPT (Trichoderma spp.), é favorável ao desenvolvimento normal da cultura em estudo. Bacillus spp.; Trichoderma spp. e a combinação destes agentes de controle biológico são eficientes no controle in vitro de R. solani, Bacillus spp. proporciona maior altura de plantas, massa fresca e seca de raiz e influência positivamente a produtividade da cultura do feijoeiro comum. Através dos dados obtidos pode indicar alta capacidade de controle dos metabólitos, microrganismo, isolados ou em combinação, com elevado potencial para utilização em sistema de manejo integrado de doenças de plantas cultivadas. Os microrganismos antagonistas aplicados via sulco de semeadura, com metabólitos, microrganismos isolados e em combinação interferiu em parâmetros vegetativos de plantas de feijoeiro comum sem a presença de inóculo em condições de campo. Os tratamentos com Bacillus, Trichoderma, isolados e em combinação via aplicação de metabólitos e microrganismos, interferiu significativamente no aumento de produtividade da cultura do feijoeiro. Evidencia para futuros programas de controle a utilização de metabólitos isolados, microrganismos isolados ou em combinação de Trichoderma e/ ou Bacillus, com características promissoras.

  • ANANDA DOS SANTOS VIEIRA
  • INTERAÇÃO DE Phytophthora sojae COM SEMENTES DE SOJA E SUA SENSIBILIDADE A FUNGICIDAS IN VITRO

  • Data: 18/07/2022
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  • A transmissão e a disseminação da Phytophthora sojae em relação a semente de soja ainda se mantêm como aspectos pouco esclarecidos, e que são de extrema importância no âmbito epidemiológico deste patossistema. Sabe-se que a podridão de fitóftora, causada pelo referido patógeno, tem sido registrada em uma grande área de produção de soja no Brasil. O propósito deste trabalho, foi avaliar em condições controladas, a relação de P. sojae com sementes de soja, tendo como focos principais avaliar a potencialidade de transmissão do fungo de planta para sementes e verificar a viabilidade e longevidade deste organismo em sementes após a colheita. Foi propósito também deste estudo avaliar a sensibilidade de P. sojae a alguns fungicidas em fase experimental no Brasil visando a utilização destes produtos em tratamento de sementes de soja. Para estes estudos foram utilizados um isolado de P. sojae e uma cultivar de soja. A transmissibilidade do patógeno de plantas/vagens inoculadas às sementes foi avaliada por meio de dois métodos de inoculação em casa de vegetação. As avaliações constaram de testes de sanidade e germinação padrão. Para avaliação de efeitos e viabilidade de P. sojae a partir de sementes inoculadas em condições controladas de laboratório utilizou-se a técnica de condicionamento hídrico com dois níveis de inóculo, equivalentes a exposição das sementes às colônias fúngicas pelos tempos de 48 e 96 horas. Os efeitos do fungo foram avaliados pelo teste de emergência em substrato de areia e a viabilidade pelo teste de sanidade com plaqueamento de partes das plantas com e sem sintomas. Para o teste de sensibilidade do fungo a fungicidas foram utilizados 3 produtos com princípios ativos distintos e dois produtos comerciais já registrados para oomycetes e um isolado do fungo. As avaliações foram feitas por meio de medições diárias de diâmetro de crescimento micelial e observações de características morfológicas das colônias desenvolvidas no período de incubação. Os resultados deste estudo revelaram que o fungo pode ser transmitido de sementes infectadas para plantas, o que esclarece e confirma informações de alguns estudos neste patossistema. A transmissão do patógeno a partir de sementes somente ocorreu em sementes recém inoculadas, não havendo viabilidade do fungo em sementes secas avaliadas a partir do primeiro mês de armazenamento. A partir de sementes recém inoculadas o patógeno foi capaz de causar danos significativos ao desempenho das sementes e plantas emergidas. Pelo ensaio de sensibilidade do fungo a fungicidas, os resultados mostraram que Oxathiapiprolin foi o ingrediente mais eficaz em reduzir o crescimento micelial de P. sojae sendo uma das alternativas atuais para a formulação de misturas que possam ser utilizadas pelos agricultores no tratamento de sementes de soja.

  • GABRIELLA ALVES RAMOS
  • ATIVIDADE ANTIFÚNGICA DE ÓLEOS ESSENCIAIS, HIDROLATOS E DECOCTOS DE PLANTAS DO CERRADO NO CONTROLE DA PINTA PRETA DO TOMATEIRO

  • Data: 18/07/2022
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  • A agricultura tem buscado métodos alternativos de controle, como a utilização de derivados vegetais como extratos, óleos essenciais e hidrolatos dentre outros que podem levar a descoberta de agentes de biocontrole com possíveis novos mecanismos de ação contra fitopatógenos. A produção do tomate é prejudicado pela pinta preta, causada pelo fungo Alternaria linariae. Óleos essenciais (OE), hidrolatos (HT) e decoctos (DC) apresentam atividade antifúngica e tem potencial no controle alternativo aos fungicidas químico sintéticos para o controle de doenças. Neste estudo foi investigada a atividade antifúngica dos óleos essenciais, decoctos e hidrolatos de Cochlospermum regium, Piper aduncum, Protium ovatum, Hymenaea courbaril e Eugenia dysenterica sobre o desenvolvimento in vitro e in vivo de Alternaria linariae. Foram avaliados a atividade antifúngica sobre o crescimento micelial, índice de velocidade do crescimento micelial e germinação dos conídios de Alternaria linariae in vitro e área abaixo da curva do progresso da doença in vivo, além de verificar a ação dos óleos essenciais, decoctos e hidrolatos usando uma abordagem de ultraestrutura através da microscopia eletrônica de varredura. O óleo essencial de P. aduncum (2,5%) inibiu em 76,42%, o crescimento micelial de A. linariae, os demais óleos essenciais testados apresentaram percentual de redução superior a 50%. O hidrolato de Cochlospermum regium (5%) inibiu em 63,46% o crescimento micelial de A. linariae. O decocto de Eugenia dysenterica inibiu 88,98% do crescimento micelial do patógeno. O óleo essencial, hidrolato e decocto de P. aduncum demonstrou a menor porcentagem de germinação dos conídios de A. linariae, os demais óleos essenciais, decoctos e hidrolatos testados apresentaram percentual de redução superior a 20%. Os ensaios in vivo demonstraram o potencial dos óleos essenciais, decoctos e hidrolatos de Cochlospermum regium, Piper aduncum e Eugenia dysenterica, através da redução da área abaixo da curva de progresso da doença de quatro cultivares de tomate (Cereja, San Marzano, Santa Clara e Super Marmande) em condições de casa de vegetação em relação ao tratamento controle. A análise ultraestrutural mostrou que a aplicação dos OE de pimenta de macaco a 5%, HT de algodãozinho do cerrado e DC de cagaita levaram a deformações morfológicas, extravasamento celular e inibição da germinação dos conídios. Os óleos essenciais, hidrolatos e decoctos testados neste estudo podem inibir significativamente A. linariae in vitro e in vivo e tem potencial como um produto natural promissor para o controle da pinta preta em plantas de tomate.

  • RENATA CRISTINA MARTINS PEREIRA
  • INFLUENCE OF THE ENVIRONMENT AND NUTRITION ON THE FATAL YELLOWING OF PALM OIL AND POWDERY MILDEW OF EUCALYPTUS.

  • Data: 29/06/2022
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  • Vários fatores podem influenciar o progresso da doença, incluindo o ambiente e a nutrição da planta. O clima desempenha papel fundamental no metabolismo do patógeno e do hospedeiro, podendo favorecer ou não a maior intensidade da doença. Assim, quantificar essas variáveis é essencial para relacioná-las com a o progresso espaço temporal da doença e definir estratégias de manejo. Além disso, para entender a origem e a quantidade do inóculo inicial, o mecanismo de disseminação do patógeno e o comportamento do patossistema, é necessário também, estudar o progresso temporal. Posteriormente, a nutrição correta e equilibrada das plantas deve constituir sempre a primeira linha de defesa contra os patógenos. Os micronutrientes são capazes de mediar a ativação de produtos de defesa da planta quando disponíveis em quantidades adequadas e equilibradas no tecido vegetal. Diferentes fontes desses micronutrientes e de elementos não essenciais, porém benéficos estão sendo avaliadas no mundo para verificar o seu efeito em reduzir a intensidade de doenças. Sendo assim, esse trabalho teve como objetivo avaliar a influência das variáveis ambientais e avaliar a nutrição miniral da planta no progresso espaço temporal do Amarelecimento Fatal do dendezeiro e no oídio do eucalipto. O resultado dessa pesquisa foi dividido em três artigos. O primeiro objetivou avaliar a relação da incidência do Amarelecimento fatal em Dendezeiro com o estado nutricional da planta, a classe e a fertilidade do solo e as variáveis climáticas. Verificando se após todas as análises realizadas, as condições edafoclimáticas geraram acúmulo de água em determinadas classes de solo sendo estas relacionadas ao FY do dendezeiro, causando deficit na nutrição da planta. Essa hipótese também foi confirmada pela análise proteomica, que identificou as condições de estresse ambiental das raízes em plantas com sintomas. Nessas condições, vários patógenos, tanto no solo quanto na parte aérea, podem ser oportunistas e associados aos sintomas observados, mas podem não ser a causa primária da doença. O segundo artigo objetivou estudar a severidade da doença ao longo do tempo e ajustar modelos não lineares ao progresso temporal do oídio do eucalipto em mini jardim clonal. Concluiu-se que o emprego de clones com menor intensidade da doença pode reduzir as perdas por oídio em eucalipto e assim aumentar a produção de estacas. O terceiro artigo teve como objetivo selecionar nanopartículas para o manejo do oídio do eucalipto. As nanoparticuladas de boro, prata e silicio reduziram significativamente a severidade da doença comparado com a testemunha. Dessa forma foi constatado o potencial da adequada nutrição no manejo de doenças de plantas.

  • YASMIM FREITAS FIGUEIREDO
  • NEW DIAGRAMMATIC SCALE AND RATE PROGRESS ANALYSIS OF COFFEE RUST

  • Data: 27/06/2022
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  • O Brasil é o maior produtor mundial e exportador mundial de café (Coffea spp.). Minas Gerais é o principal estado produtor de café e a produção de café arábica representa mais de 70% da produção estadual. A produção cafeeira pode ser prejudicada por meio de perdas devido a diversos fatores, mas o principal é a presença de doenças. Sendo a ferrugem do café (Hemileia vastatrix) a principal doença geradora de perdas na produção tanto em café arábica, quanto em café conilon. O progresso da doença deve ser acompanhado para obtenção do melhor manejo e época de aplicação de fungicidas. Um dos métodos utilizados para avaliar de forma prática a quantificação de doenças no campo é o uso de escalas diagramáticas. Com isso, o primeiro experimento teve o objetivo de desenvolver uma nova escala diagramática para café arábica com fotografias coloridas e sete níveis de doença, baseado em outras três escalas existentes. Primeiramente, confeccionou-se a nova escala diagramática, a partir de 221 folhas coletadas de forma casualizada e posterior foi obtida a distribuição de frequência da doença. Posteriormente foi realizada três avaliações com 10 avaliadores diferentes para a validação da nova escala e comparação com as escalas diagramáticas existentes. A validação foi realizada por meio de regressão linear e análise de correlação concordante de Lin, realizadas no software R. Os avaliadores utilizando a escala proposta melhoraram a acurácia, precisão e reprodutibilidade das avaliações e reduziu a distribuição dos resíduos. O objetivo do segundo experimento foi de avaliar a taxa de progresso da ferrugem no café arábica com diferentes fungicidas e suas misturas. Os dados analisados foram realizados entre 2014 a 2021, obtidos a partir de 23 experimentos de lavouras de café arábica, cultivar Catuaí Vermelho IAC 99, suscetível à ferrugem. As avaliações foram realizadas em lavouras com idade entre cinco e oito anos, espaçamento de 3,8 x 0,6m entre plantas e conduzidos segundo as recomendações técnicas para a cultura. O delineamento experimental foi em blocos casualizados, com quatro repetições e a parcela experimental composta por 10 plantas. Foi avaliada a incidência de ferrugem, a taxa de progresso da doença, linearização dos dados e ajustados modelos lineares e não lineares para todos os dados de tratamentos obtidos, utilizando o software R. O melhor modelo ajustado foi escolhido a partir dos critérios de maior coeficiente de determinação (R2) e menor Critério de Informação de Akaike (AIC). O modelo integral não linear exponencial foi o de melhor ajuste para descrever a taxa de progresso da ferrugem em função do tempo.

  • LIVIA EMANUELLE SIMÃO DE OLIVEIRA
  • AVALIAÇÃO DE MEIOS DE CULTURA COMERCIAIS PARA PRODUÇÃO DE Bacillus spp: PRODUÇÃO DE CÉLULAS E PENETRAÇÃO DE Pratylenchus brachyurus EM RAÍZES DE SOJA

  • Data: 30/05/2022
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  • O controle biológico tem papel importante na proteção de raízes reduz penetração e danos causados por Pratylenchus brachyurus em soja. As diferenças de condições de cultivo determinam a concentração de células e efetividade do controle biológico. O objetivo deste trabalho foi avaliar as condições de cultivo para Bacillus spp. Inicialmente produtos registrados contendo Bacillus spp. foram avaliados no controle de P. brachyurus em soja. Em seguida, o Bacillus subtilis UFPEDA 764 foi multiplicado nos meios de cultura comerciais: Agropacelli; Multibacter e MCM+Micronutrientes. Para a otimização do cultivo nos diferentes meios de cultura os efeitos das variáveis temperatura e pH foram estudados através da técnica Delineamento Composto Central Rotacional (DCCR). Uma matriz com 11 ensaios, oito tratamentos e três pontos centrais para cada meio de cultura foi utilizada. Foram estudados os níveis de temperatura (24,7; 26; 29; 32 e 33,3°C) e pH (5,8; 6; 6,6; 7,2 e 7,4). Para os meios de cultura comerciais as estimativas de todas as variáveis respostas: bactérias totais; bactérias endosporogênicas; peso da parte aérea verde; peso da parte aérea seca; peso da raíz; número de P. brachyurus penetrado por planta e número de P. brachyurus penetrado por grama de raiz, correlacionadas aos modelos lineares e quadráticos e as analises separadas dos efeitos de cada variável foram realizadas aos tratamentos e nenhuma destas combinações apresentaram significância (p<0,10), exceto em DCCR do meio de cultura Agropacceli para a variável peso seco da parte aérea. Os níveis de temperatura e pH estudados nos meios de cultura comerciais para o cultivo de Bacillus subtilis UFPEDA 764 são eficientes na multiplicação sob condições controladas em laboratório. O Bacillus subtilis UFPEDA 764 produzido nos diferentes meios de cultura reduziu a penetração de P. brachyurus em comparação ao controle negativo.

  • JÚLIA MARQUES OLIVEIRA
  • SPATIAL PROGRESS OF BACTERIAL BLIGHT IN COFFEE NURSERY AND ENVIRONMENTAL VARIABLES FOR “in vitro” CULTIVATION OF Pseudomonas syringae pv. garcae.

  • Data: 29/04/2022
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  • A mancha aureolada, cujo agente etiológico é a bactéria Pseudomonas syringae pv. garcae tem ocorrido em viveiros e lavouras de Coffea arabica, causando danos a cultura. Os objetivos dessa tese foram comparar a eficiência de métodos de inoculação, com e sem ferimento, e sua interação com diferentes concentrações de Psg na intensidade da mancha aureolada do cafeeiro, verificar a interação de diferentes temperaturas e fotoperíodos na concentração de inóculo de P. syringae pv. garcae e na expressão dos sintomas da mancha aureolada em folhas de cafeeiro e, além disso, caracterizar o progresso espaço-temporal da mancha aureolada (P. syringae pv. garcae) em mudas de cafeeiro (C. arabica) no viveiro a partir de inóculo inicial pré-definido. De acordo com os resultados, os métodos de inoculação por ferimento no limbo foliar de cafeeiro para inocular P. syringae pv garcae proporcionaram maiores incidência e severidade da mancha aureolada. Dentre esses, os métodos de inoculação de maiores incidência e severidade da doença são via injeção de inóculo, ferimento com conjunto multiagulhas e jato-de-areia. Para esses métodos, as concentrações de inóculo 1,3x109, 1,6x109 e 8,5x108 UFC mL-1, respectivamente proporcionaram máxima severidade da doença. A maior concentração média de inóculo de foi de 1,22x109 UFC/ml obtida no fotoperíodo de 12 horas. Nessas condições à 23,3°C houve a maior produção de inóculo de 2,40x109 e 2,11x109 UFC/ml. Embora ocorreu diferença quanto ao fotoperíodo na produção de inóculo, apenas a temperatura influenciou na AACPS sendo maior a 23,7°C. A correlação positiva da temperatura com a concentração de inóculo e dessa última com a AACPS comprovou a importância das variáveis ambientais, principalmente a temperatura, na obtenção do maior número de células bacterianas para a expressão dos sintomas. Maiores dimensões das células bacterianas ocorreram quando a incubação foi realizada nas condições de fotoperíodo de luz contínua e temperatura de 28°C ou escuro contínuo e temperatura de 26°C. No viveiro de mudas de cafeeiro, houve epidemia da mancha aureolada. O início foi 15 dias após a introdução no viveiro do inóculo inicial, com duração de oito semanas. Houve dependência espacial das mudas doentes em relação ao inóculo inicial, ou seja, o progresso espaço temporal da doença teve relação com a introdução das plantas infectadas. A partir dessas plantas infectadas, o patógeno foi disseminado a mais de 40 cm de raio da fonte de inóculo, em menos de 40 dias, com dependência espacial. Essa distância aumentou com o incremento do número de plantas doentes no foco principal e/ou focos secundários.

  • ARIANNA SANTANA DE MENEZES
  • ESPÉCIES DO COMPLEXO Fusarium oxysporum ASSOCIADAS À MURCHA DE FUSARIUM DO FEIJOEIRO.

  • Data: 07/03/2022
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  • A murcha de fusarium é uma doença relatada em diferentes áreas de cultivo de feijoeiro, responsável por perdas na produção da cultura no Brasil e no mundo. Ao agente etiológico atribui-se o nome Fusarium oxysporum f. sp. phaseoli. Atualmente, baseado em análises de filogenia molecular de várias regiões gênicas, membros do complexo de espécies Fusarium oxysporum (FOSC) foram descritos como espécies filogenéticas. Nesse estudo, foi investigado quais espécies do FOSC induzem murcha de fusarium em feijoeiro no Brasil e se existe alguma correlação entre formae speciales e as espécies filogenéticas propostas. Os 23 isolados obtidos das principais áreas de produção de feijoeiro foram caracterizados por meio de avaliação de seus marcadores morfológicos, análise de filogenia molecular de sequências das regiões gênicas tef1 e rpb2 e testes de patogenicidade em feijão comum e feijão caupi. É possível afirmar que as espécies F. gossypinum, F. kalimantanense, F. nirenbergiae, F. triseptatum e duas linhagens filogenéticas, ainda não identificadas, induzem sintomas característicos da murcha de fusarium em feijão comum e caupi. Esse estudo esclarece a etiologia da murcha de fusarium e dar suporte à programas de seleção de cultivares resistentes.

  • LUIS ALBERTO SALTOS REZABALA
  • MECANISMO DE AÇÃO DE ÓLEOS ESSENCIAIS NA REDUÇÃO DA SEVERIDADE DA PINTA PRETA DO TOMATEIRO.

  • Data: 03/03/2022
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  • Atualmente, o uso de ferramentas alternativas ao controle químico tem se tornado uma das opções mais sustentáveis e ambientalmente amigáveis na proteção de culturas contra fitopatógenos. A produção do tomateiro é frequentemente restrita pela pinta preta (PP), uma doença altamente destrutiva causada pelo fungo fitopatógeno Alternaria spp. Com base nesse problema, o objetivo deste estudo foi avaliar o efeito de óleos essenciais (OEs) e o agente de controle biológico (ACB) Bacillus amyloliquefaciens MBI600 no controle da PP. Foram testados os efeitos da atividade antifúngica, indução de resistência, promoção do crescimento e produtividade dos OEs de tomilho (Thymus vulgaris), capim-limão (Cymbopogon citratus), melaleuca (Melaleuca alternifolia) e o ACB MBI600 no controle de A. linariae no tomateiro. Sob condições in vitro, os OEs de tomilho (2000 ppm), capim-limão (2000 ppm), e ACB MBI600 (500 ppm) inibiram o crescimento micelial de A. linariae em 100, 100 e 87.47 %, respectivamente. Entretanto, a menor porcentagem de germinação de conídios foi apresentada no tratamento com OE de tomilho (0.89 %) e OE de capim-limão (1.11 %). No entanto, o OE de melaleuca mostrou reduzida atividade antifúngica sobre A. linariae. A porcentagem de área foliar infectada aos 8 dias após a inoculação (DAI) foi 46.78 e 66.29 % menor com pulverizações foliares do OE de tomilho e o ACB BMI600, respectivamente, comparada com plantas apenas inoculadas. A severidade final da doença (70 DAI) no tratamento com o ACB MBI600 (36.74 %) e OE de tomilho (42.00 %) foram significativamente superior ao tratamento controle (68.81 %) (P ≤ 0.05). As pulverizações foliares do ACB MBI600 e o OE de tomilho induziram a resistência em plantas de tomate, com o incremento da atividade das enzimas relacionadas à defesa; peroxidase, polifenol oxidase e β-1,3-glucanase, e em menor magnitude a fenilalanina amônia-liase, além de elicitar a deposição de calose, acumulação de lignina e fenóis em resposta à infecção por A. linariae. Por outro lado, o ACB MBI600 promoveu um incremento nos parâmetros de crescimento vegetativo e produtividade. Neste estudo, foi demostrado que o ACB MBI600 e o OE de tomilho mostraram alta atividade antifúngica em condições in vitro e na redução da severidade da PP do tomateiro através da indução de resistência. Estes resultados indicam que o OE de tomilho e o ACB MBI600 podem ser consideradas potenciais ferramentas no manejo da PP do tomateiro.

  • ARIANNA SANTANA DE MENEZES
  • ESPÉCIES DO COMPLEXO FUSARIUM OXYSPORUM ASSOCIADAS À MURCHA DE FUSARIUM DO FEIJOEIRO

  • Data: 24/02/2022
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  • A murcha de fusarium é uma doença relatada em diferentes áreas de cultivo de feijoeiro, responsável por perdas na produção da cultura no Brasil e no mundo. Ao agente etiológico atribui-se o nome Fusarium oxysporum f. sp. phaseoli. Atualmente, baseado em análises de filogenia molecular de várias regiões gênicas, membros do complexo de espécies Fusarium oxysporum (FOSC) foram descritos como espécies filogenéticas. Nesse estudo, foi investigado quais espécies do FOSC induzem murcha de fusarium em feijoeiro no Brasil e se existe alguma correlação entre forma specialis e as espécies filogenéticas propostas. Os 23 isolados obtidos das principais áreas de produção de feijoeiro foram caracterizados por meio de avaliação de seus marcadores morfológicos, análise de filogenia molecular de sequências das regiões gênicas tef1 e rpb2 e testes de patogenicidade em feijão comum e feijão caupi. É possível afirmar que as espécies F. gossypinum, F. kalimantanense, F. nirenbergiae, F. triseptatum e duas linhagens filogenéticas, ainda não identificadas, induzem sintomas característicos da murcha de fusarium em feijão comum e caupi. Esse estudo esclarece a etiologia da murcha de fusarium e dar suporte à programas de seleção de cultivares resistentes.

  • GUILHERME FOSCHETTI GONTIJO
  • ANÁLISE QUANTITATIVA E ECONÔMICA DO TRATAMENTO DE SEMENTES PARA O CONTROLE DA ANTRACNOSE EM SOJA.

  • Data: 11/02/2022
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  • A aplicação de fungicidas em sementes e na parte aérea de plantas é atualmente uma estratégia de manejo sanitário amplamente utilizada na cultura da soja, visando ao combate de doenças que podem causar danos significativos nesta cultura. Apesar da eficácia comprovada no controle de doenças, o uso de defensivos químicos pode resultar em consequências negativas ao meio ambiente, além de onerar o custo de produção da lavoura, sendo assim desejável que haja uma redução na quantidade de produtos utilizados no campo. Este trabalho teve como objetivo avaliar a eficácia do tratamento químico de sementes em combinação com aplicações pós-plantio de fungicidas como uma alternativa viável para o controle de Colletotrichum truncatum associado às sementes e a obtenção de produtividades mais elevadas, visando a redução da necessidade de utilização de maiores números de pulverizações de fungicidas em soja no campo e consequente decréscimo no custo de produção da cultura. Para o ensaio foram utilizados oito tratamentos, todos compostos de sementes contaminadas com C. truncatum, em esquema de 2 x 4 (2 tratamentos de sementes e 4 pulverizações). Os ensaios foram conduzidos até a época de colheita, avaliando-se estandes, altura e peso de plantas, número de vagens, peso de mil grãos, rendimento de grãos, índice de doença, sanidade de sementes colhidas e viabilidade econômica do sistema. O tratamento químico de sementes foi eficaz na redução da incidência de C. truncatum nas sementes de soja e promoveu aumento nos valores de estandes, altura e peso de plantas, e rendimento de grãos, provocando queda sobre o índice de doença e sobre a incidência do patógeno em sementes colhidas. O tratamento de sementes resultou em maior receita para os sistemas avaliados, se mostrando uma alternativa econômica e eficaz a um número maior de pulverizações de fungicidas sobre as plantas no campo.

  • LARISSA FERNANDA ANDRADE SOUZA
  • CHAMADA À DISTÂNCIA: QUIMIOTAXIA DE MELOIDOGYNE JAVANICA A COMPOSTOS ORGÂNICOS VOLÁTEIS EMITIDOS POR RAIZ DE SOJA.

  • Data: 11/02/2022
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  • O nematoide de galhas, Meloidogyne javanica, é uma doença séria da cultura da soja. O papel dos voláteis da planta hospedeira nas interações de M. javanica com essa comoditie é pouco explorada. Aqui, nós investigamos a quimiotaxia dos juvenis de segundo estágio (J2) de M. javanica por raiz da soja (Monsoy 5917). Os voláteis do sistema radicular foram identificados por cromatografia gasosa acoplada a espectrometria de massa GC-MS, identificaram um total de 13 componentes, dos quais seis: acetato de etila, benzoato de etila, etanol e tetradecano, 2-pentilfurano e 3-pentanona, foram testados em ensaios contendo ágar em Placas de Petri, além destes testou-se as moléculas O-vanillin e ácido salicílico que são descrito na literatura como atraentes. Os J2 não foram atraídos por nenhum composto volátil da raiz de soja, mas foram altamente atraídos por outros dois compostos O-vanillin e ácido salicílico. Também propomos uma nova técnica de estudos de quimiotaxia com plantas e moléculas volátil em ambiente aberto. Para o estudo com plantas, foram utilizados tela excluídora de raiz de 0,0025 mesh de abertura que serviu para impedir a passagem das raízes e permitir o tráfego dos J2 em direção aos compostos liberados e vasos plásticos que foram definidas no seu interior quatro regiões: atrativa I onde foi colocado a plântula de soja dentro da tela excluídora de raiz; região atrativa II; região neutra ponto de infestação dos fitonematoides; região de repelência delimitados por tubos metálicos de sete e 11 cm de diâmetro. Um tratamento somente com água deionizada foi usado como controle. Os fitonematoides foram extraídos do solo de cada região e contabilizados o número de J2. A presença das plantas de soja no solo não resultou na formação de um forte gradiente de atração em direção a região atrativa e região atrativa II. Os maiores números de J2 foram recuperados no ponto de infestação e a região de repelência. Mas houve diferenças significativas (P < 0,05) das regiões e o tratamento controle. No ensaio com moléculas, os dois compostos altamente atraentes no resultado (O-vanillin e àcido salicílico), in vitro, foram aplicados no solo, mas somente na região atrativa sem a tela excluídora de raiz. Os fitonematoides apresentaram diferentes comportamentos quimiotáticos em relação aos voláteis testados.

  • CLÁUDIA MARIA DE OLIVEIRA VEIGA
  • APLICAÇÕES FOLIARES DE TETRAAMINOETANOL DE COBRE NO MANEJO DA ANTRACNOSE EM SOJA.

  • Data: 04/02/2022
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  • A soja (Glycine max (L.) Merril), pertencente a família Fabaceae, é a principal cultura de grãos produzida no Brasil. Dentre os fatores que limitam o rendimento da soja destaca-se a ocorrência de doenças, como a antracnose, cujo agente etiológico é o fungo Colletotrichum truncatum. Essa doença causa perdas econômicas significativas em lavouras, podendo se manifestar desde o plantio até o final do ciclo da cultura. Dentre as medidas de controle mais utilizadas, o controle químico se destaca em sua eficiência no manejo de doenças da soja, sendo o uso de fungicidas cúpricos uma alternativa de estratégia anti-resistência. Este trabalho teve como objetivo avaliar o efeito do tetraaminoetanol de cobre no manejo da antracnose em soja e nos mecanismos de defesa da planta ao patógeno. O produto foi avaliado em diferentes doses com aplicações isoladas e em associação com os fungicidas fluxapiroxade + piraclostrobina nas plantas em estádio V7. Os experimentos foram conduzidos em condições in vitro e casa de vegetação. No experimento in vitro foi avaliada a eficiência do tetraaminoetanol em diferentes doses na redução do crescimento micelial de C. truncatum, na produção de esporos e na viabilidade dos mesmos. No experimento em casa de vegetação foi inoculado o patógeno 3 dias após a aplicação do cobre na soja. A severidade da doença nas folhas foi avaliada semanalmente após o aparecimento dos primeiros sintomas. Após as aplicações dos tratamentos foram realizadas coletas de folhas em diferentes tempos (após a aplicação do produto e após a inoculação do patógeno) para quantificação da atividade das enzimas fenilalanina amônia-liase (PAL), peroxidase (POX) e polifenol oxidase (PPO) e dos teores de compostos fenólicos solúveis totais e lignina solúvel. O delineamento utilizado no experimento in vitro foi inteiramente casualizado com 6 repetições e em casa de vegetação, blocos casualizados com 4 repetições. Tetraaminoetanol de cobre em doses isoladas inibiram a esporulação do C. truncatum em placas de Petri, porém não inibiram o crescimento micelial. O produto nas doses de 2 mL e 3 mL L-1 controlou a severidade da antracnose em casa de vegetação, aumentou a atividade das enzimas PAL e PPO e a produção de lignina solúvel nas plantas. Sugere-se que o tetraaminoetanol de cobre agiu de forma protetiva nas folhas, inibindo a esporulação e colonização, e apresentou efeito sistêmico nas plantas contribuindo para a ativação de mecanismos de defesa constitutiva.

  • LARA NASCIMENTO GUIMARÃES
  • COMPOSTOS ORGÂNICOS VOLÁTEIS EMITIDOS PELAS RAÍZES DE TOMATEIRO (SOLANUM LYCOPERSICUM) NA ATRAÇÃO E REPELÊNCIA DE MELOIDOGYNE JAVANICA: NOVA TÉCNICA EM VASO.

  • Data: 03/02/2022
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  • Fitonematoides como os da espécie Meloidogyne javanica são de grande importância econômica, causando danos em culturas produzidas em grande escala como o tomateiro. O nematoide M.javanica possui órgãos sensoriais que permitem seu direcionamento até as raízes das plantas que emitem compostos orgânicos voláteis (COVs) atrativos. Como forma de avaliar se os COVs liberados pelo tomateiro são atrativos ou repelentes ao M.javanica, foi desenvolvida uma técnica contendo 1 tela excluidoras de raizes e 2 telas delimitadoras de regiões, utilizando cilindros metálicos como molde. As regiões foram denominadas: atrativa 1, atrativa 2, neutra e repelente. De início foi feito o teste de atratividade do tomateiro utilizando a nova técnica, concluindo-se que o n° de J2 presente na região atrativa 1 do tomate teve diferença significativa (* P <0,05) quando comparado com o controle e regiões próximas do local de infestação dos J2 (região neutra) como a região atrativa 2 e repelente o n° de J2 foi significativamente (*** P <0,001) maior no tratamento controle; na região neutra não houve diferença significativa entre os tratamentos. Para a validação desta técnica foram avaliados: Caracterização de COVs presentes nas raizes e caules de tomateiro ´Santa Clara´, estudo de quimiotaxia in vitro e in vivo de M.javanica aos novos COVs utilizando a nova técnica, e por fim comparação de resultados com técnicas já publicadas. A partir da cromatografia gasosa foram identificados 24 COVs, dos quais foram selecionados 5 para estudos in vitro. Os COVs: Ethylexanol, hexanol, l-menthol, tetradeceno e tridecanal, foram obtidos de raizes e caules de tomate e o Carvacrol como testemunha positiva. Após investigado a quimiotaxia dos J2 de M.javanica aos COVs selecionados foi constatado que: Carvacrol é altamente atraente; Ethylexanol, L-menthol e Hexanol são atraentes e o Tetradeceno e Tridecanal não foi possível definir sua interação com os J2 de M.javanica. Para teste in vivo utilizando a nova técnica, foram selecionados os COVs em diferentes doses: Carvacrol (3 e 5 mL) e Ethylexanol (1, 3 e 5 mL), onde apenas o Ethylexanol a 1 e 3 mL que foram significativamente atraentes aos J2 de M.javanica (P < 0,05). Os resultados obtidos servem como fonte de dados para direcionamento na tomada de decisão em manejo no campo para grandes culturas além de poder suprir a necessidade de empresas agrícolas para testes de atração e repelência de Meloidogyne o mais próximo da realidade de campo.

  • NATHÁLIA NASCIMENTO GUIMARÃES
  • EXTRATOS DO FUNGO Pochonia chlamydosporia NO CONTROLE DE Meloidogyne javanica NO TOMATEIRO.

  • Data: 03/02/2022
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  • Os nematoides são responsáveis por perdas na produção de tomate, e a espécie que mais destaca é Meloidogyne javanica. Para solucionar essas perdas, uma alternativa é o uso de fungos nematófagos, microrganismos com grande capacidade de adaptação e importantes agentes no controle biológico devido a modificação do seu comportamento saprofítico para carnívoro em condições nutricionais desfavoráveis. Além disso, estes fungos produzem enzimas extracelulares, dentre as quais, proteases e quitinases, que apresentam grande potencial no controle bioquímico de nematoides e de uso no campo como biopesticidas. Existem várias pesquisas internacionais e nacionais que mostram o uso bem-sucedido de enzimas fúngicas no controle de nematoides. Entretanto, ainda existem estudos insuficientes no campo e/ou in vivo. Assim, o objetivo deste estudo foi avaliar a ação das proteases e quitinases de Pochonia chlamysdosporia no controle de Meloidogyne javanica em tomateiro. No experimento 1 e 2, os resultados de porcentagem de mortalidade de juvenis de segundo estádio (J2) foram significativos (P ≤ 0,05), e MS e MSQ com atividades especifica de proteases (MS 23 U/mg, MSQ 0,71 U/mg), quitinases (MS 0,06 U/mL MSQ 0,10 U/mL) e protease VCP1 (MS 45.10-3 µg/min, MSQ 35.10-3 µg/min) apresentaram maior mortalidade de juvenis (MS 91,83, 93,63%; MSQ 55,73, 79,15%) do que os demais tratamentos (Água 5,79, 3,62%; MLQ 22,48, 21,50%; ML 40,93, 62,85%), e a concentração que destacou pela alta capacidade de causar a mortalidade de J2 de M. javanica foi o MSQ com concentração 0,5% (100%) e atividade especifica de proteases (0,71 U/mg), e nos dois ensaios in vitro as concentrações de 0,12 (33,33, 17,34%), 0,25 (26,73, 2,27%) e 0,50% (9,67, 2,52%) de MSQ reduziram drasticamente o percentual de eclosão dos J2 de Meloidogyne javanica. O número de galhas de M. javanica dos tratamentos (experimento 01 e 02) diferiram estatisticamente (P ≤ 0,05) e foram menores do que o controle (MSQ 0% 113,43, 115,43). O número de ovos de M. javanica foram iguais estatisticamente, e os tratamentos de MSQ (0,5, 1, 4%) não foram reduzidos. O estudo in vivo com aplicação de proteases e quitinases de MSQ sob condições de casa de vegetação não confirmou os resultados in vitro em tomateiros. Portanto, é necessários novos estudos in vivo com uso de mais aplicações do MSQ para obter melhores resultados na redução da multiplicação de M. javanica.

  • YAYA KONE
  • BIOLOGICAL CONTROL OF RICE BLAST DISEASE CAUSED BY Pyricularia oryzae WITH Bacillus amyloliquefaciens, Epicoccum nigrum, AND Penicillium citrinum.

  • Data: 03/02/2022
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  • O presente estudo intitulado “Estudos microscópicos e moleculares no controle biológico da brusone do arroz causada por P. oryzae com endófitos Bacillus sp., E. nigrum e P. citrinum” foi realizado durante o segundo semestre de 2018. Os objetivos dos experimentos foram avaliar o potencial de controle biológico dos endófitos microbianos contra a brusone do arroz causada por P. oryzae na cultivar de arroz (Oryza sattva L.) BRSMG Caçula; sua capacidade de melhorar o crescimento vegetativo e a produtividade; sua interação com a planta, bem como analisar a capacidade de Bacillus sp. BMH para estimular os mecanismos de defesa da planta usando análise microscópica e molecular. Os experimentos foram realizados em casa de vegetação. As observações feitas foram baseadas na incidência e severidade dos sintomas fenotípicos observados nas plantas, crescimento, número de perfilhos, panículas e rendimento. O microscópio confocal a laser (CLM), o microscópio eletrônico de varredura (SEM) e o microscópio Epi-fluorescência (EFM) foram utilizados para analisar a interação das plantas de arroz com os endófitos microbianos. Solo e sementes de arroz foram inoculados com Bacillus sp. BMH e as sementes foram pulverizadas com os isolados 10965 e IA25 de P. oryzae. A avaliação da severidade mostrou que o BMH foi capaz de reduzir a severidade do brusone do arroz em 53,12%, 50% e 37,5% para inoculação do solo, tratamento foliar preventivo e mistura de patógeno-BMH, respectivamente, aos 28 dias após a inoculação (DAI). A altura das plantas de arroz foi maior nos tratamentos com Bacillus sp. BMH inoculados em solo, 25,73 cm em comparação ao tratamento controle, 21,93 cm aos 63 DAS. Da mesma forma, o número de perfilho com inoculação de Bacillus sp. BMH em solo (12,6) foi superior ao controle não tratado (9,13). Isso se correlacionou com o peso do grão de 10,17 g e 9,4 g para tratamentos de solo com Bacillus sp. BMH contra 7,14 g para o não tratado. CLM e SEM mostraram a colonização de tecidos vasculares da raiz e das folhas de arroz por células de Bacillus sp. BMH, demonstrando seu potencial endofítico. No estudo molecular, o tratamento de sementes de Bacillus sp. BMH resultou na estimulação dos mecanismos de defesa das plantas contra a brusone por meio da regulação positiva dos genes β-1,3-glucanases (OsGLN1), OsPR1a, e OsWRKY28do arroz, que estão envolvidos na defesa, crescimento, desenvolvimento e outros estressores. O recobrimento da semente de arroz com E. nigrum e sua pulverização foliar preventiva reduziram significativamente a taxa de incidência de brusone com 41,76% a 31,25% respectivamente, e a severidade com taxas de 54,51% a 34,92%. Em relação ao crescimento, verificou-se que a embebição das sementes com E. nigrum proporcionou a aptidão da planta e aumentou o número de perfilho para 8,34 contra 5,95 no tratamento controle. SEM e EFM mostraram a colonização da superfície das raízes do arroz por E. nigrum demonstrando sua habilidade endofítica. Nos últimos ensaios com as cepas GP1 e GP3 de P. citrinum, as sementes do consórcio embebidas ou pulverizadas nas folhas, diminuíram significativamente a severidade do brusone com taxas de 33,34% a 37,4%, respectivamente. Na promoção do crescimento da planta, o consórcio aumentou significativamente o número de perfilhos do arroz com 11,25 contra 10,17, respectivamente. O uso individual ou sinérgico não teve efeito na altura da planta em comparação ao não tratado. Da mesma forma, seu uso individual em sementes não afetou o número de panículas e o rendimento da planta em comparação com as não tratadas. Ambos os isolados fúngicos, GP1 e GP3, colonizaram os tecidos das raízes do arroz demonstrando sua habilidade endofítica. Dois isolados de Epicoccum (de videira e milho) e dois de Penicillium de videira (GP1 e GP3) usados neste estudo foram identificados como E. nigrum, P. citrinum com base nas regiões ITS, RPB2, β-TUB2 e LSU do rDNA homologia de sequência e análises filogenéticas.

    Os Experimentos em estufa confirmaram que Bacillus sp. BMH, E. nigrum e P. citrinum melhoraram a aptidão do arroz enquanto diminuíram a taxa de severidade da brusone. Os efeitos benéficos desses endófitos estudados no manejo da brusone, com suas excelentes habilidades antifúngicas e biofertilizantes, podem ter sua aplicação como novos biofungicidas no manejo de culturas, enquanto diminui o uso de insumos químicos, resistência a patógenos, riscos ambientais, entre outras.

  • FRANCISCO TARCÍSIO LUCENA
  • DIVERSIDADE GENOTÍPICA E VIRULÊNCIA DE Xanthomonas spp PATOGÊNICAS AO FEIJOEIRO

  • Data: 28/01/2022
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  • O feijoeiro-comum (Phaseolus vulgaris L.) é cultivado em várias regiões do Brasil sob condições edafoclimáticas distintas. As doenças são as principais causas de redução na produtividade dessa cultura. Xanthomonas phaseoli pv. phaseoli (Xpp) e X. citri pv. fuscans (Xcf) são agentes etiológicos do crestamento bacteriano comum - CBC principal bacteriose que acomete essa cultura. Dentre as estratégias do manejo integrado de doenças, a resistência genética sobressai, na busca por materiais resistentes é necessário conhecer a diversidade genética desses patógenos. Nessa ótica, o presente trabalho teve como objetivos: obter isolados de Xanthomonas spp. de plantas com sintomas de CBC do feijoeiro; identificar os isolados empregando primers específicos; caracterizar os isolados quanto a produção de pigmento; avaliar a diversidade genética de Xanthomonas spp. por rep-PCR e avaliar a virulência dos isolados de Xanthomonas phaseoli pv. phaseoli ao feijoeiro. Foram empregados 12 isolados de Xpp e duas cultivares de feijoeiro Rudá e BRS Esplendor, suscetível e resistente, respectivamente. Os primers X4c e X4e foram suficientes na identificação das espécies de Xpp. Nove isolados produziram pigmentação marrom no meio avaliado e os outros três não produziram pigmento. Há pelo menos três linhagens genéticas dentro de X. phaseoli pv. phaseoli. Observou-se diferença na virulência dos isolados sendo isolado M 354 o mais virulento. Esses resultados evidenciam a existência de variabilidade na virulência nos isolados estudados.

  • YOHANA DE OLIVEIRA MEDEIROS
  • FONTES DE SILÍCIO,CÁLCIO E MAGNÉSIO NO MNEJO DA MANCHA BACTERIANA DO TOMATEIRO

  • Orientador : MARIO LUCIO VILELA DE RESENDE
  • Data: 28/01/2022
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  • O tomate é a olerícola mais produzida e consumida no mundo, devido à possibilidade de ser cultivada em diversas condições edafoclimáticas e pela versatilidade de consumo, in natura ou processado. Com o objetivo de avaliar os efeitos das fontes de silício, cálcio e magnésio e doses, no controle da mancha bacteriana do tomateiro, foi conduzido um experimento em casa de vegetação e laboratório. Os tratamentos para o experimento consistiram de acibenzolar-S-metil 0,2 g. L-1, Surround (37,5; 75 e 150 g.L-1), Geox HD (37,5; 75 e 150 g.L-1), Geox 60/30 (37,5; 75 e 150 g.L-1), em 4 repetições. O delineamento experimental foi em blocos casualizados. No experimento em casa de vegetação avaliou a eficiência das diferentes fontes de silício, cálcio e magnésio e as doses aplicadas no controle da mancha bacteriana do tomateiro. No laboratório foram avaliadas as enzimas de defesa da planta. As avalições da doença foram avaliadas de três em três dias, contabilizando cinco avaliações, a severidade foi realizada com escala diagramática. As variáveis foram analisadas estatisticamente, aplicando-se o teste de Tukey a 5% de significância. No experimento onde foi inoculado a bactéria houve diferença significativa para as enzimas PAL e POX entre os tratamentos aplicados. Já para a enzima PPO não houve diferença significativa entre os tratamentos aplicados. Os tratamentos T2, T6, T8, T10, respectivamente foram os que obtiveram os menores valores de área abaixo da curva da severidade (AACPS). Não houve diferença significativa (p<0,05) entre os tratamentos para fenol e lignina. Quando quantificado os teores de clorofila a, b, total e carotenoides, observou-se diferença estatística entre os tratamentos não inoculados e inoculados. Dos tratamentos não inoculados, o T3 se destacou para clorofila a e os T3, T6, T7 para clorofila b, e para clorofila total destacou-se o T3. Dentre os tratamentos inoculados, para clorofila a o T6 se destacou dos demais, para clorofila b, os melhores tratamentos foram os T6 e T8, já para clorofila total, o tratamento que melhor obteve resultado foi o T6. Não houve diferença estatística para os tratamentos quando quantificado carotenoides.

  • LARISSA MAIA DE OLIVEIRA
  • FUNGOS ENDOFÍTICOS E RIZOBACTÉRIA: EFEITOS BENÉFICOS NAS PLANTAS.

  • Data: 28/01/2022
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  • The public interest in sustainable agriculture reinvigorated scientific research on beneficial microorganisms. These microorganisms may improve plant growth by exerting essential functions in soil fertility, plant nutrition and health. The increase in the number of biological products in the world market depicts the importance of beneficial microorganisms in biotechnology. However, the development of new and more specific products demands further research. In the first part of this study, six strains of the endophytic fungus Induratia sp. were isolated and identified by using molecular phylogenetic analyses. These Induratia strains were able to produce volatile organic compounds (VOCs) with antimicrobial activity against Phytophthora sp., Rhizoctonia solani, Botrytis cinerea, Colletotrichum lindemuthianum, Sclerotinia sclerotiorum and Fusarium verticilioides. The Induratia strains produced 17 different VOCs as determined by solid-phase microextraction followed by gas chromatography-mass spectrometry (SPME-GCMS). Strain FTB, identified as I. coffeana has shown the highest inhibition against most pathogens. In a subsequent part of the research, strain FTB was further developed into a product to control B. cinerea in hermetically closed boxes of strawberry, where it was shown to increase the shelf life of the fruits by at least 5 days. A patent filing application for a formulated product containing strain FTB on millet grains was submitted to the National Institute of Industrial Property (INPI) and it was registered under number BR 10 2021 001666 3. In the final part of this work, we exploited the functional diversity of the bacteria from the rhizosphere of faba bean, oat, oilseed rape, wheat, and also from bare fallow soil. A total of 138 bacterial strains were obtained and identified by sequencing a fragment of the16S rDNA gene. A total of 12 genera were identified: Pseudomonas sp., Stenotrophomonas sp., Comamonas sp., Arthrobacter sp., Agromyces sp., Rhodococcus sp., Streptomyces sp., Serratia sp., Lelliotia sp., Paenisporosarcina sp. The most common were Pseudomonas (44.2%) and Stenotrophomonas (23.2%). Their capacity to solubilise phosphorus (P) from aluminium phosphate, tricalcium phosphate and iron phosphate, to mineralise phytate, solubilise potassium (K), to produce siderophores, hydrolise nitrate and inhibit Fusarium graminearum was assayed in vitro. The most common plant growth promotion (PGP) activity was represented by P solubilisation from aluminium phosphate, followed by K solubilisation. Bacterial isolates displaying iron phosphate phosphate solubilisation and mineral P solubilisation from phytate were found only in the rhizospheres of oilseed rape and beans. Approximately 68% of the bacterial strains displayed two or more PGP activities. Four selected strains were applied singly or combined on wheat seeds and were shown to significantly increase root and shoot weight in relation to the control in all single applications. However, their performance in combinations was never superior to single strain applications. Several strains have shown potential to be applied as biofertilizers and biocontrol agents and therefore contribute to increase the sustainability of agriculture.

  • FRANCISCO TARCÍSIO LUCENA
  • DIVERSIDADE GENOTÍPICA E VIRULÊNCIA DE Xanthomonas spp PATOGÊNICAS AO FEIJOEIRO

  • Data: 27/01/2022
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  • O feijoeiro-comum (Phaseolus vulgaris L.) é cultivado em várias regiões do Brasil sob condições edafoclimáticas distintas. As doenças são as principais causas de redução na produtividade dessa cultura. Xanthomonas phaseoli pv. phaseoli (Xpp) e X. citri pv. fuscans (Xcf) são agentes etiológicos do crestamento bacteriano comum - CBC principal bacteriose que acomete essa cultura. Dentre as estratégias do manejo integrado de doenças, a resistência genética sobressai, na busca por materiais resistentes é necessário conhecer a diversidade genética desses patógenos. Nessa ótica, o presente trabalho teve como objetivos: obter isolados de Xanthomonas spp. de plantas com sintomas de CBC do feijoeiro; identificar os isolados empregando primers específicos; caracterizar os isolados quanto a produção de pigmento; avaliar a diversidade genética de Xanthomonas spp. por rep-PCR e avaliar a virulência dos isolados de Xanthomonas spp. ao feijoeiro. Os primers X4c e X4e foram suficientes na identificação das espécies de Xpp. Oito isolados produziram pigmentação marrom no meio avaliado. Há pelo menos três linhagens genéticas dentro de X. axonopodis pv. phaseoli. Observou-se diferença na virulência dos isolados sendo isolado M 354 o mais virulento. Esses resultados evidencia a existência de variabilidade nos isolados, e que essa informação deve ser considerada nos estudos de manejo do crestamento bacteriano comum.

  • PRISCILLA DE FÁTIMA PEREIRA SILVA
  • FOSFITO DE POTÁSSIO NA ATIVAÇÃO DE RESPOSTAS DE DEFESA EM GENÓTIPOS DE Coffea arabica

  • Data: 27/01/2022
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  • A cultura do café está entre as principais commodities do Brasil. As doenças de plantas são uns dos principais fatores que afetam diretamente a produtividade do cafeeiro acarretando a perdas significativas, entre essas, se destaca a ferrugem do cafeeiro. O principal método de controle dessa doença é o tratamento químico, porém, existe uma demanda por um café isento de resíduos de moléculas nocivas ao homem e ao ambiente. Uma opção a esses produtos é o uso dos indutores de resistência, uma medida de manejo de doenças que envolve a ativação de mecanismos de defesa latentes da planta. Com o presente trabalho, objetivou-se avaliar o efeito de fosfito de potássio (K-Phi) em cultivares de cafeeiro com genótipos contrastantes quanto à ferrugem. Visando elucidar o mecanismo pelo qual K-Phi ativa as defesas das plantas de cafeeiro, estudamos a expressão de genes e atividade de enzimas envolvidos desde a sinalização célula a célula até a biossíntese de metabólitos secundários, comparado ao indutor padrão acibenzolar-S-metil (ASM). Também foi feita a quantificação de metabólitos. Observou-se que a aplicação foliar de K-Phi aumentou a transcrição de genes relacionados a via de respostas de defesa do hormônio vegetal ácido salicílico e a biossíntese de metabólitos secundários (PAL, EDS1, NPR1, GLU e POX), além disso, aumentou a atividade de enzimas de defesa relacionadas a explosão oxidativa e a formação dos metabólitos (SOD, APX e PPO). Todas essas variáveis quantificadas, após tratamento com K-Phi apresentaram resultados semelhantes ao indutor padrão ASM em várias situações avaliadas (cultivares e tempos de coleta). Então, possivelmente, o mecanismo de ação do K-Phi na indução de resistência do cafeeiro, envolva a mesma via induzida pelo ASM. Os resultados obtidos demonstram que K-Phi pode ser considerado um potente indutor de resistência do cafeeiro, pois o tratamento prévio das plantas com esse indutor foi capaz de induzir o aumento de respostas de defesa em cultivares de cafeeiro resistentes e suscetíveis a ferrugem, mesmo na ausência do patógeno.

  • VIVIANE BARTELEGA
  • SENSIBILIDADE DE Hemileia vastatrix A ESTROBILURINAS E METODOLOGIA PARA AVALIAR GERMINAÇÃO DE ESPOROS EM PLACA DE "ELISA".

  • Data: 25/01/2022
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  • A ferrugem é causada por um fungo biotrófico, Hemileia vastatrix é considerada a doença mais devastadora do cafeeiro. Dentre as medidas de controle da doença, destaca-se a utilização de fungicidas estrobilurinas. Embora ainda escassa a informação sobre a resistência de H. vastatrix a estrobilurinas, há registros da ocorrência da resistência em outros fungos. Portanto, este trabalho foi realizado com os objetivos de desenvolver uma metodologia para realizar testes de germinação de esporos de Hemileia vastatrix em microplacas de 96 poços, identificar uma dose resposta para testes de sensibilidade a estrobilurinas in vitro e verificar a existência de isolados do fungo com baixa sensibilidade aos principais fungicidas utilizados em campos comerciais. Portanto, foi desenvolvida metodologia a fim de permitir realizar os testes de germinação com cerca de 20 isolados do patógeno, utilizando a técnica de germinação em placas de Elisa. Os testes em campo, com três aplicações, mostraram eficiência no controle por parte dos fungicidas do grupo das estrobilurinas, porém são inferiores ao tratamento com fungicida triazol + estrobilurina. Os ativos hidróxido de cobre e mancozebe, quando utilizados sozinhos, não garantem boa eficiência no controle da ferrugem. Nos ensaios realizados in vitro observou-se apenas isolados de H. vastatrix sensíveis a estrobilurinas, porém foi identificada diferença entre o nível de sensibilidade, sendo o ativo picoxistrobina com maior Ec50. A dose de 128 ppm de ia. permite maior avaliação in vitro dos níveis de sensibilidade do patógeno. Contudo, ainda é preciso mais testes para verificação da existência de isolados de Hemileia vastatrix resistentes à fungicidas estrobilurinas. 

2021
Descrição
  • PEDRO ANTONIO MONTENEGRO SANCHEZ
  • ESTUDO DAS RELAÇÕES DE SEPTORIA GLYCINES COM SEMENTES DE SOJA (GLYCINE MAX)

  • Data: 20/12/2021
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  • Atualmente Brasil ocupa a posição de maior produtor de soja no mundo, se estima são   39,91 milhões de hectares destinadas na produção. Um dos problemas da produção de soja é o impacto das doenças, as quais pode variar anualmente, dependendo das condições climáticas de cada região, pois, em condições favoráveis, estes patógenos podem se desenvolver e causar grandes perdas de 10%-15% dos rendimentos anuais. No Brasil uma das maiores perdas é por causa das doenças do final de ciclo, Septoria glycines junto com Cercospora kikuchii T. Matsumoto e Tomoyasu, Cercospora sojina Hara e Cercospora sp. forman o complexo. Há poucas informações sobre S. glycines e sua associação com as sementes, bem como sua capacidade sobreviver interna ou externamente e seus efeitos nas sementes de soja. Em vista disso, o objetivo neste trabalho foi avaliar o grau de parasitismo e transmissibilidade de Septoria glycines em associação com sementes de soja (Glycine max) em condições controladas de cultivo. Foram avaliados efeitos do isolado na germinação e vigor das sementes de soja e a sua transmissão de plantas para sementes em cultivo realizado em casa de vegetação e outro experimento de transmissão de sementes a plantas sob condições controladas. Pelas avaliações realizadas observou-se diferenças significativas nas variáveis analisadas, observou-se que houve transmissão de Septoria glycines de planta para sementes, variando esta transmissão de 40% a 80%. Na transmissão de sementes para plantas houve uma influência da temperatura e do nível de inóculo utilizados em estudo, afetando o desempenho das plantas oriundas das sementes inoculadas.. Por este estudo foi possível verificar diferenças de agressividade de S. glycines e a  transmissão de sementes a plantas em variáveis taxas, observando danos crescentes e proporcionais aos aumentos dos níveis de inoculo inicial nas sementes.

  • FRANCISCO TARCÍSIO LUCENA
  • VIRULÊNCIA E DIVERSIDADE GENOTÍPICA DE Xanthomonas spp.

  • Data: 30/11/2021
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  • O feijoeiro-comum (Phaseolus vulgaris L.) é cultivado em várias regiões do Brasil sob condições edafoclimáticas distintas. As doenças são as principais causas de redução na produtividade dessa cultura. Xanthomonas phaseoli pv. phaseoli (Xpp) e X. citri pv. fuscans (Xcf) são agentes etiológicos do crestamento bacteriano comum - CBC principal bacteriose que acomete essa cultura. Dentre as estratégias do manejo integrado de doenças, a resistência genética sobressai, na busca por materiais resistentes é necessário conhecer a diversidade genética desses patógenos. Nessa ótica, o presente trabalho teve como objetivos: obter isolados de Xanthomonas spp. de plantas com sintomas de CBC do feijoeiro; identificar os isolados empregando primers específicos; caracterizar os isolados quanto a produção de pigmento; avaliar a diversidade genética de Xanthomonas spp. por rep-PCR e avaliar a virulência dos isolados de Xanthomonas spp. ao feijoeiro. Os primers X4c e X4e foram suficientes na identificação das espécies de Xpp. Oito isolados produziram pigmentação marrom no meio avaliado. Há pelo menos três linhagens genéticas dentro de X. axonopodis pv. phaseoli. Observou-se diferença na virulência dos isolados sendo isolado M 354 o mais virulento. Esses resultados evidencia a existência de variabilidade nos isolados, e que essa informação deve ser considerada nos estudos de manejo do crestamento bacteriano comum.

  • YOHANA DE OLIVEIRA MEDEIROS
  • Fontes de silício, cálcio e magnésio no manejo da mancha bacteriana do tomateiro

  • Orientador : MARIO LUCIO VILELA DE RESENDE
  • Data: 30/11/2021
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  • O tomate é a olerícola mais produzida e consumida no mundo, devido à possibilidade de ser cultivada em diversas condições edafoclimáticas e pela versatilidade de consumo, in natura ou processado. Com o objetivo de avaliar os efeitos das fontes de silício, cálcio e magnésio e doses, no controle da mancha bacteriana do tomateiro, foi conduzido um experimento em casa de vegetação e laboratório. Os tratamentos para o experimento consistiram de acibenzolar-S-metil 0,2 g. L-1, Surround (37,5 g.L-1; 75 g.L-1; 150 g.L-1 ), Geox HD (37,5 g.L-1; 75 g.L-1; 150 g.L-1 ), Geox 60/30 (37,5 g.L-1; 75 g.L-1; 150 g.L-1 ), em 4 repetições. O delineamento experimental foi em blocos casualizados. No experimento em casa de vegetação avaliou a eficiência das diferentes fontes de silício, cálcio e magnésio e as doses aplicadas no controle da mancha bacteriana do tomateiro. No laboratório foram avaliadas as enzimas de defesa da planta. As avalições da doença foram avaliadas de três em três dias, contabilizando cinco avaliações, a severidade foi realizada com escala diagramática. As variáveis foram analisadas estatisticamente, aplicando-se o teste de Tukey a 5% de significância. No experimento onde foi inoculado a bactéria houve diferença significativa para as enzimas PAL e POX entre os tratamentos aplicados. Já para a enzima PPO não houve diferença significativa entre os tratamentos aplicados. Os tratamentos T2, T6, T8, T10, respectivamente foram os que obtiveram os menores valores de área abaixo da curva da severidade (AACPS). Não houve diferença significativa (p<0,05) entre os tratamentos para fenol e lignina. Quando quantificado os teores de clorofila a, b, total e carotenoides, observou-se diferença estatística entre os tratamentos não inoculados e inoculados. Dos tratamentos não inoculados, o T3 se destacou para clorofila a e os T3, T6, T7 para clorofila b, e para clorofila total destacou-se o T3. Dentre os tratamentos inoculados, para clorofila a o T6 se destacou dos demais, para clorofila b, os melhores tratamentos foram os T6 e T8, já para clorofila total, o tratamento que melhor obteve resultado foi o T6. Não houve diferença estatística para os tratamentos quando quantificado carotenoides

  • VIVIANE BARTELEGA
  • SENSIBILIDADE DO FUNGO Hemileia vastatrix A  ESTROBILURINAS

  • Data: 30/11/2021
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  • A ferrugem é causada por um fungo biotrófico, Hemileia vastatrix é considerada a doença mais devastadora do cafeeiro. Dentre as medidas de controle da doença, destaca-se a utilização de fungicidas estrobilurinas. Embora ainda escassa a informação sobre a resistência de H. vastatrix a estrobilurinas, há registros da ocorrência da resistência em outros fungos. Portanto, este trabalho foi realizado com os objetivos de desenvolver uma metodologia para realizar testes de germinação de esporos de Hemileia vastatrix em microplacas de 96 poços, identificar uma dose resposta para testes de sensibilidade a estrobilurinas in vitro e verificar a existência de isolados do fungo com baixa sensibilidade aos principais fungicidas utilizados em campos comerciais. Portanto, foi desenvolvida metodologia a fim de permitir realizar os testes de germinação com cerca de 20 isolados do patógeno, utilizando a técnica de germinação em placas de Elisa. Os testes em campo, com três aplicações, mostraram eficiência no controle por parte dos fungicidas do grupo das estrobilurinas, porém são inferiores ao tratamento com fungicida triazol + estrobilurina. Os ativos hidróxido de cobre e mancozebe, quando utilizados sozinhos, não garantem boa eficiência no controle da ferrugem. Nos ensaios realizados in vitro observou-se apenas isolados de H. vastatrix sensíveis a estrobilurinas, porém foi identificada diferença entre o nível de sensibilidade, sendo o ativo picoxistrobina com maior Ec50. A dose de 128 ppm de ia. permite maior avaliação in vitro dos níveis de sensibilidade do patógeno. Contudo, ainda é preciso mais testes para verificação da existência de isolados de Hemileia vastatrix resistentes à fungicidas estrobilurinas. 

  • YOHANA DE OLIVEIRA MEDEIROS
  • Fontes de silício, cálcio e magnésio no manejo da mancha bacteriana do tomateiro

  • Orientador : MARIO LUCIO VILELA DE RESENDE
  • Data: 30/11/2021
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  • O tomate é a olerícola mais produzida e consumida no mundo, devido à possibilidade de ser cultivada em diversas condições edafoclimáticas e pela versatilidade de consumo, in natura ou processado. Com o objetivo de avaliar os efeitos das fontes de silício, cálcio e magnésio e doses, no controle da mancha bacteriana do tomateiro, foi conduzido um experimento em casa de vegetação e laboratório. Os tratamentos para o experimento consistiram de acibenzolar-S-metil 0,2 g. L-1, Surround (37,5 g.L-1; 75 g.L-1; 150 g.L-1 ), Geox HD (37,5 g.L-1; 75 g.L-1; 150 g.L-1 ), Geox 60/30 (37,5 g.L-1; 75 g.L-1; 150 g.L-1 ), em 4 repetições. O delineamento experimental foi em blocos casualizados. No experimento em casa de vegetação avaliou a eficiência das diferentes fontes de silício, cálcio e magnésio e as doses aplicadas no controle da mancha bacteriana do tomateiro. No laboratório foram avaliadas as enzimas de defesa da planta. As avalições da doença foram avaliadas de três em três dias, contabilizando cinco avaliações, a severidade foi realizada com escala diagramática. As variáveis foram analisadas estatisticamente, aplicando-se o teste de Tukey a 5% de significância. No experimento onde foi inoculado a bactéria houve diferença significativa para as enzimas PAL e POX entre os tratamentos aplicados. Já para a enzima PPO não houve diferença significativa entre os tratamentos aplicados. Os tratamentos T2, T6, T8, T10, respectivamente foram os que obtiveram os menores valores de área abaixo da curva da severidade (AACPS). Não houve diferença significativa (p<0,05) entre os tratamentos para fenol e lignina. Quando quantificado os teores de clorofila a, b, total e carotenoides, observou-se diferença estatística entre os tratamentos não inoculados e inoculados. Dos tratamentos não inoculados, o T3 se destacou para clorofila a e os T3, T6, T7 para clorofila b, e para clorofila total destacou-se o T3. Dentre os tratamentos inoculados, para clorofila a o T6 se destacou dos demais, para clorofila b, os melhores tratamentos foram os T6 e T8, já para clorofila total, o tratamento que melhor obteve resultado foi o T6. Não houve diferença estatística para os tratamentos quando quantificado carotenoides

  • SIMONE RIBEIRO DE SOUZA
  • O VOLATILOMA DA MANIPUEIRA CONTROLA MELOIDOGYNE JAVANICA

  • Data: 24/11/2021
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  • A manipueira, resíduo líquido de fecularias é conhecida por sua atividade nematicida, porém a ação dos componentes voláteis ainda é desconhecida. Neste estudo foram caracterizados os compostos orgânicos voláteis (COVs) do volatiloma da manipueira e seus efeitos tóxicos a Meloidogyne javanica. Para isto utiliza-se a técnica do tubo Supelco® onde 20mL de manipueira foram colocados sobre areia esterilizada juntamente com um micro tubo, e vedados para a formação da câmara de gás. Após 3 dias, foram injetados suspensão contendo 200 juvenis de segundo estádio (J2) no microtubo com o uso de uma seringa. Após 24 24 horas, os frascos foram abertos e a suspensão contida nos microtubos, transferida para células de placa de 96 poços e quantificados os J2 móveis e imóveis, após passar por um período de 24 horas em câmara úmida, outra contagem foi realizada classificando os J2 em vivos e mortos. Os COVs emitidos pela manipueira causaram mais de 87% de mortalidade dos J2 e é significativamente diferente da água, aplicada como controle. Utilizando a técnica anterior, J2 expostos aos COVs da manipueira, foram inoculados em tomateiros e após 45 dias quantificados os ovos na raiz. Depois de serem expostos aos COVs, os J2 não foram capazes de completar seu ciclo, causando a redução significativa no número de ovos. Por meio da técnica de cromatografia acoplada à espectrometria de massas foi possível identificar oito COVs no volatiloma da manipueira. Dois destes compostos, butanoato de etila e ácido butanoico foram selecionados para os próximos estudos. Em ensaio in vitro para determinar a concentração letal média necessária para matar 50% da população (CL 50) de J2, diferentes concentrações dos compostos selecionados foram preparadas em micro tubos. Para o butanoato de etila a CL50 foi de 269 mg L-1 no primeiro ensaio e 271 mg L-1 no segundo ensaio, já o ácido butanoico teve como CL50 as doses 175 mg L-1 a 177 mg L-1. Na fumigação de substrato infestado com ovos de M. javanica, foram aplicadas as doses 200, 500 e 1000 µL de ácido butanoico e butanoato de etila por litro de substrato, como controle foram aplicados Basamid® e água. Após período de espera para a ação dos respectivos tratamentos e volatilização dos gases remanescentes, mudas de tomate foram transplantas e avaliadas após 60 dias. Os tratamentos diferiram entre si, as doses de 200 µL dos tratamentos butanoato de etila e ácido butanoico, não afetaram o número de galhas. Em tomateiros cultivados em substrato tratados com Basamid e butanoato de etila nas doses de 500 e 1000 µL não foram encontrados ovos, o que demonstra a eficácia do butanoato de etila, quando comparado ao padrão comercial. O ácido butanoico nas doses 500 e 1000 µL reduziu significativamente o número de galhas e ovos comparados com o controle água.  Em ensaio instalado no campo buscamos identificar o potencial do butanoato de etila como nematicida fumigante, porém ainda em andamento.

  • RAFAEL JÚNIOR VIEIRA
  • NANOPARTÍCULA DE ÓXIDO DE COBRE NO CONTROLE DA MANCHA AUREOLADA DO CAFEEIRO.

  • Data: 06/10/2021
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  • A Mancha Aureolada (Pseudomonas syringae pv. garcae - Psg) é a principal bacteriose que afeta o cafeeiro. Em condições favoráveis, clima ameno e lavouras expostas a ventos e umidade, a doença ocasiona prejuízos em viveiros e plantas adultas. Em áreas que contêm o patógeno, os métodos de controle recomendados se limitam ao uso de preventivos (cúpricos) e curativos (antibióticos), porém a utilização sucessiva desses produtos pode acarretar contaminação ao meio ambiente a longo prazo e também levar à seleção de isolados de Psg resistentes. Desta forma, pesquisas estão sendo realizadas afim de encontrar formulações mais eficientes quanto a atividade antimicrobiana, como as nanopartículas de cobre. Assim, objetivou-se com este trabalho
    testar a eficiência da nanopartícula de óxido de cobre (CuO NP) no controle da Mancha Aureolada do Cafeeiro em comparação aos produtos convencionais. Foram realizados dois experimentos: no primeiro foi avaliado o efeito antibacteriano in vitro de diferentes concentrações de CuO NP (0, 25, 50, 100, 200, 400 mg.L -1 ) a isolados de Psg resistentes e sensíveis ao CuSO 4 . No segundo experimento, os isolados UFLA 52 e UFLA 103,
    respectivamente com maior e menor sensibilidade a nanopartícula de cobre in vitro, foram inoculados em mudas de cafeeiro previamente tratadas com a dose mais eficaz obtida no ensaio in vitro e com três produtos comerciais (Casumin ® , Big Red ® e Supera ® ). Exposições a partir das concentrações de 25 mg.L -1 apresentaram efeito inibitório no crescimento dos isolados, sendo a dose próxima de 200 mg.L -1 a mais
    eficiente, com redução de 38.04% e 4.73% para o UFLA 52 e UFLA 103 respectivamente. O efeito da CuO NP na eficiência de redução da severidade da doença foi de 27.82%, para as mudas inoculadas com o isolado sensível, e 24.21% para as mudas inoculadas com o isolado resistente CuO NP, portanto semelhante estatisticamente aos produtos comerciais. Esses resultados sugerem a necessidade de aprofundamento nos estudos de diferentes nanopartículas, bem como nas avaliações biológicas para viabilizar a utilização destas como formulações antibacterianas para proteção do cafeeiro contra a Mancha Aureolada.

  • VIVIANE BARTELEGA
  • SENSIBILIDADE DO FUNGO Hemileia vastatrix A FUNGICIDAS

  • Data: 31/08/2021
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  • A ferrugem é causada por um fungo biotrófico, Hemileia vastatrix é considerada a doença mais devastadora do cafeeiro. Dentre as medidas de controle da doença, destaca- se a utilização de fungicidas estrobilurinas. Embora ainda escassa a informação sobre a resistência de H. vastatrix a estrobilurinas, há registros da ocorrência da resistência em outros fungos. Portanto, este trabalho foi realizado com os objetivos de desenvolver uma metodologia para realizar testes de germinação de esporos de Hemileia vastatrix utilizando microplacas de 96 poços, identificar uma dose resposta para testes de sensibilidade a estrobilurinas in vitro e verificar a existência de isolados do fungo com baixa sensibilidade aos principais fungicidas utilizados em campos comerciais.
    Portanto, foi desenvolvida uma metodologia que permitiu realizar os testes de germinação com cerca de 20 isolados do patógeno, utilizando a técnica de germinação em placas de Elisa. Os testes em campo, com três aplicações, mostraram que os fungicidas do grupo das estrobilurinas ainda são eficientes no controle, porém são inferiores ao tratamento com fungicida triazol + estrobilurina. Os ativos hidróxido de cobre e mancozebe, quando utilizados sozinhos, não garantem boa eficiência no controle da ferrugem. Nos ensaios realizados in vitro observou-se que os isolados de H. vastatrix são sensíveis a estrobilurinas, porem há diferença entre o nível de sensibilidade, sendo o ativo picoxistrobina com maior Ec50. A dose de 128 ppm de ia. é a que melhor permite a avaliação in vitro da sensibilidade dos isolado do patógeno. Contudo, ainda é preciso mais testes para verificação da existência de isolados de Hemileia vastatrix resistentes à fungicidas estrobilurinas. 

  • FRITZ JOSEPH
  • GENETIC CHARACTERIZATION OF SURFACTANT-PRODUCING BACTERIA WITH LYSING ACTIVITY AGAINST Pythium ZOOSPORES IN HYDROPONIC LETTUCE.




  • Data: 30/07/2021
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  • Pythium root rot is one of the most severe diseases in hydroponic lettuce worldwide.
    Several species of Pythium may cause the disease, which is characterized mainly by
    root browning and poor plant growth. Application of chemical fungicides and
    disinfectants is the most common method used to manage these pathogens.
    Hydroponic systems offer an interesting opportunity to apply biological control agents or
    biologically derived products to control waterborne pathogens due to the controlled
    environment and the absence of soil. Despite the advantages of biological agents,
    products specifically developed to control Pythium in hydroponics are not common. Our
    goals in this study were to select, characterize and apply surfactant-producing bacteria
    to control Pythium on hydroponically grown lettuce. From six bacterial strains initially
    known to produce surfactants, strain 88A secreted compounds with the highest activity.
    Genome sequencing of strain 88A and analyses of genomic indices revealed that it is a
    Pseudomonas areruginosa. A comparative genomic analysis of 303 genomes of this
    species showed that 302 genomes harbored genes rhlA and rhlB in one operon, which
    encode enzymes responsible for the synthesis of mono-rhamnolipids. An additional
    gene, rhlC located in another locus encodes for the conversion of mono- into di-
    rhamnolipids. Only one of these genomes had two copies of rhlAB and rhlC genes and
    one genome did not contain any of the rhamnolipid-encoding genes. The precipitated
    dry crude surfactants produced by strain 88A had properties that were similar to that of
    a mixture containing rhamnolipids, such as surface activity, foaming and capacity to lyse
    Pythium zoospores at concentrations higher than 1 mg/ml. The identity of the
    rhamnolipid-encoding genes among the 302 genomes varied from 92 to 99.9% for rhlA,
    from 91 to 100% for rhlB and from 97% to 100% for rhlC. The 303 sequenced strains
    were isolated from animals (84.5%), plants (3.6%), soil (2.6%) and from other origins
    and environmental samples (9.2%). Strain 88A or the precipitated rhamnolipids
    decreased Pythium severity in hydroponic lettuce by approximately 60% and increased
    fresh weight of lettuce plants by 68%, which was not significantly different from the
    treatment without Pythium. Although this bacterial species is frequently associated with
    immunocompromised patients, the purified rhamnolipids may be applied in the control of
    Pythium in hydroponic lettuce.

  • YOHANA DE OLIVEIRA MEDEIROS
  • FONTES DE SILÍCIO, CÁLCIO E MAGNÉSIO NO MANEJO DA MANCHA BACTERIANA DO TOMATEIRO

  • Orientador : MARIO LUCIO VILELA DE RESENDE
  • Data: 30/07/2021
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  • O tomate é a olerícola mais produzida e consumida no mundo, devido à possibilidade de ser cultivada em diversas condições edafoclimáticas e pela versatilidade de consumo, in natura ou processado. No entanto, a ocorrência de doenças caracteriza-se como fator limitante de produção, e, a mancha bacteriana (Xanthomonas vesicatoria) ocasiona perdas na cultura. A nutrição mineral de plantas é um componente importante no manejo de doenças. Desta forma, o objetivou-se avaliar o efeito de fontes de silício, cálcio e magnésio testados em diferentes doses, no controle da mancha bacteriana do tomateiro. O experimento foi conduzido em casa de vegetação e laboratório. Os tratamentos para o experimento consistiram de acibenzolar-Smetil (ASM) 0,2 g. L-1 , Surround (37,5 g.L-1 ; 75 g.L-1 ; 150 g.L-1 ), Geox HD (37,5 g.L-1 ; 75 g.L-1 ; 150 g.L-1 ), Geox 60/30 (37,5 g.L-1 ; 75 g.L-1 ; 150 g.L-1 ). A inoculação foi realizada 48 horas após a aplicação dos produtos. Foram avaliadas a severidade da doença nos diferentes tratamentos com auxílio de escala diagramática. Também foram realizadas coleta para quantificação das enzimas polifenoloxidase (PPO), peroxidase (POX) e fenilalanina amônia liase (PAL), relacionadas a defesa da planta. Foram realizadas duas coletas, sendo a primeira após a pulverização dos tratamentos e a segunda após a inoculação com X. vesicatoria. O delineamento experimental foi em blocos casualizados com quatro repetições e a parcela experimental constituída por duas plantas. Também foram determinados os teores de clorofila a, clorofila b e carotenoides além dos compostos fenólicos solúveis totais e lignina solúvel. Os tratamentos ASM 0,2 g. L-1 , Geox HD 37,5 g. L-1 , Geox HD 150 g. L-1 , Geox 60/30 75 g. L-1 respectivamente foram os que apresentaram os menores valores de área abaixo da curva da severidade (AACPS). Não observou-se diferença significativa (p<0,05) entre os tratamentos para os teores de compostos fenólicos e lignina . Observou-se aumento na atividade das enzimas PAL e POX, entre os tratamentos avaliados, na coleta após a inoculação.. Já para a atividade da enzima PPO não houve diferença significativa entre os tratamentos aplicados, em nenhum dos tempos analisados. Quando quantificado os teores de clorofila a, b, total e carotenoides, observou-se diferença significativa entre os tratamentos não inoculados e inoculados. Dos tratamentos não inoculados, o Surround 37,5 g. L-1 se destacou para clorofila a e os Surround 37,5 g. L-1 , Geox HD 37,5 g. L-1 , Geox HD 75 g. L-1 para clorofila b. Já na determinação da clorofila total maiores teores foram quantificados nas plantas pulverizadas com Surround 37,5 g. L-1 Na determinação dos teores de clorofila a, clorofila b e clorofila total realizadas nos tratamentos após a inoculação, observou-se valores significativamente maiores no tratamento Surround 37,5 g. L-1 para clorofila a e total e nos tratamentos Geox HD 37,5 g. L -1 e Geox HD 150 g. L-1 para clorofila b. O teor de carotenoides foi similar entre os tratamentos testados.

  • FERNANDA APARECIDA AGUIAR
  • UMA BAORDAGEM EXPLORATÓRIA PARA IDENTIFICAÇÃO DAS CONDIÇÕES RELACIONADAS ÀS PERDAS DE FRUTOS DE TOMATE NO MUNICÍPIO DE CARMÓPOLIS DE MINAS-MG.

  • Data: 15/07/2021
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  • O tomate é o segundo vegetal mais consumido no mundo, mas em algumas regiões produtoras
    de o país ainda tem uma natureza nômade. Um dos motivos para a migração das lavouras é a
    importância das doenças causadas por patógenos habitantes do solo. A fim de determinar os
    fatores que regem a importância desta doença, determinamos o padrão de perdas e custo da
    produção de tomate em Carmópolis. Em todas as áreas de produção de tomate a murcha de
    plantas foi identificada e a etiologia foi Pectobacterium carotovorum subsp. carotovorum. O
    custo de produção do tomate foi acima do relatado em outras regiões e embora os produtos
    adotados visassem a nutrição das plantas e o controle de pragas e doenças, não garantiram
    redução de perdas de frutos de tomate de até 30% ao longo da cadeira de produção e
    comercialização do tomate. A perda de frutos foi associada principalmente a deficiência de
    boro e cálcio. Embora menor no campo, a podridão mole se tornou a perda mais importante
    ao longo da cadeia de comercialização do tomate, atingindo seu máximo na gôndola do
    supermercado. Além disso, uma correlação significativa foi encontrada entre a deficiência de
    cálcio e a incidência de podridão mole. Além disso, de todas as perdas qualitativas, a
    deficiência de cálcio e a podridão mole foram as únicas com brix acima de 4,5. Portanto, a
    fim de reduzir o custo de produção do tomate e tornar a produção sustentável de tomate de
    mesa, propomos uma revisão crítica sobre o uso de produtos fitossanitários e fertilizantes para
    redução de perdas, o que por sua vez irá contribuir para reduzir as perdas por doenças
    causadas por patógenos necreotróficos como Pectobacterium sp.

  • JANAINA MARTINS DE SOUSA
  • Fusarium solani SPECIES COMPLEX CAUSING ROOT ROT ON BEANS IN BRAZIL.

  • Data: 28/04/2021
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  • Bean Rot Root (BRR) causes considerable losses in the production of common bean, which is an
    important element of the alimentary base of Brazilian people. This disease is caused by members of the
    Fusarium solani species complex (FSSC). In this study we identify species of the FSSC associated with
    Bean Rot Root based on molecular phylogeny of five loci, morphological markers and evaluate its
    pathogenicity to common bean, soybean, and cowpea. A total of 174 isolates was obtained from
    symptomatic plants of common bean and cowpea, collected in eleven states throughout Brazil. Based
    on the phylogenetic analyses of partial DNA sequences from rpb2, rpb1, tef, acl and ITS–LSU rDNA
    regions, a subset of 42 isolates, selected based on morphological markers and sampling data, was
    identified as F. paranaense (n=30), F. suttonianum (n=3), F. martii (n=2), F. solani stricto sensum
    (n=2), all from Clase 3, and one species of FSSC 2 (n=2). Representative isolates of the identified species
    induced BRR symptoms when inoculated in common bean and cowpea. The symptoms were <describe
    a bit>. Fusarium martii can also induce internerval chlorosis in soybean such as species of Clade 2. This
    study clarifies the etiology of BRR and supports disease management and plant breeding studies.

  • MARINA DE RESENDE FARIA GUIMARÃES
  • INTERACTIONS BETWEEN Exserohilum turcicum AND MAIZE SEEDS: DETECTION, EFFECTS AND TRANSMISSION OF THE PATHOGEN.

     

     

  • Data: 23/04/2021
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  •  

    Em decorrência da grande importância econômica e social do milho, torna-se relevante o
    estudo do desempenho de suas sementes na presença do patógeno Exserohilum turcicum,
    prevalente na maioria das regiões produtoras dessa cultura. Diante da escassez de informações
    mais pontuais sobre as relações entre esse patógeno e sementes de milho no Brasil e diante da
    importância crescente deste patossistema, a proposta nesta pesquisa foi a avaliação da
    diversidade genética do patógeno, seus efeitos no desempenho de sementes contaminadas e
    desenvolvimento de um protocolo de detecção molecular do fungo em sementes de milho.
    Sementes de um híbrido suscetível de milho foram inoculadas para obtenção de quatro níveis
    de inóculo (N24, N48, N72 e N96) com dois isolados de E. turcicum. Os efeitos do patógeno
    no desempenho das sementes foram avaliados por meio de teste de germinação, sanidade e
    vigor. A presença de isolados de E. turcicum em sementes de milho foi prejudicial ao
    desenvolvimento das sementes inoculadas com este patógeno havendo variações entre os
    fatores utilizados para este tipo de avaliação. A altura de plantas oriundas de sementes
    inoculadas com ambos isolados de E. turcicum não foi afetada ao contrário do vigor e
    germinação principalmente no tratamento de maior nível de inóculo. Utilizando-se a técnica
    molecular de PCR convencional, foi possível detectar a presença do fungo, em todos os níveis
    de inóculo, nas sementes de milho inoculadas, utilizando um primer desenvolvido para
    quantificação do mesmo patógeno em folhas de milho. O par de primers utilizado é específico
    para E. turcicum e é capaz de detectar o patógeno em concentrações de até 0.0000147ng/μL.
    Nas análises utilizando a técnica de PCR em tempo real, pode-se quantificar o DNA genômico
    presente nas sementes de milho inoculadas com níveis de incidência mínima de 0,5%.

  • INDIARA CAROL LOPES PINHEIRO
  • AVALIAÇÃO DA SENSIBILIDADE DE ISOLADOS DE Alternaria alternata PATÓTIPO TANGERINA A TRIAZÓIS, ESTROBILURINAS E CARBOXAMIDA.

  • Data: 15/04/2021
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  • A mancha marrom de alternaria é umaa doença causada pelo fitopatógeno Alternaria
    alternata patótipo tangerina, que causa danos severos em pomares de tangerina e híbridos. No
    Brasil os relatos de ocorrência do patógeno são verificados desde 2001, e hoje o patógeno é
    detectado em diversos Estados produtores da fruta. Objetivou-se nesse trabalho avaliar a
    sensibilidade de trinta isolados de diferentes localidades foram identificados como A.
    alternata por meio de análises morfológicas e teste de patogenicidade. Os mesmos foram
    avaliados quanto à sensibilidade à triazóis, estrobilurinas e carboxamida, além de possíveis
    custos adaptativos. Os isolados apresentam resistência aos fungicidas DMI e SDHI, com
    valores de EC 50 entre 4,47 µg mL -1 a 27,22 µg mL -1 (difenoconazol), 7,42 µg mL -1 a 15,53 µg
    mL -1 (tebuconazol) e 2,68 µg mL -1 a 28,72 µg mL -1 (boscalida). Todos os isolados oriundos de
    Campanha-MG apresentaram resistência a fungicidas QoI, sendo insensíveis tanto a
    azoxistrona quanto a piraclostrobina com EC 50 superiores a 1600 µg mL -1 e 120 µg mL -1 ,
    respectivamente. Não foram observadas reduções na esporulação dos fenótipos de resistência
    a SDHI e DMI. O crescimento micelial dos isolados DMI resistente sofreu redução e indicam
    a possibilidade de custo adaptativo. Isolados SDHI resistentes apresentaram
    hipersensibilidade ao stress oxidativo. A ocorrência de fenótipos de resistência a fungicidas
    triazóis, estrobilurinas e carboxamida nas areas amostradas sugerem uma pressão de seleção a
    indivíduos resistentes.

  • MARINA DE RESENDE FARIA GUIMARÃES
  • INTERACTIONS BETWEEN Exserohilum turcicum AND MAIZE SEEDS: DETECTION, EFFECTS AND TRANSMISSION OF THE PATHOGEN

  • Data: 31/03/2021
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  •  

    Em decorrência da grande importância econômica e social do milho, torna-se relevante o estudo do desempenho de suas sementes na presença do patógeno Exserohilum turcicum, prevalente na maioria das regiões produtoras dessa cultura. Diante da escassez de informações mais pontuais sobre as relações entre esse patógeno e sementes de milho no Brasil e diante da importância crescente deste patossistema, a proposta nesta pesquisa foi a avaliação da diversidade genética do patógeno, seus efeitos no desempenho de sementes contaminadas e
    desenvolvimento de um protocolo de detecção molecular do fungo em sementes de milho.
    Sementes de um híbrido suscetível de milho foram inoculadas para obtenção de quatro níveis de inóculo (N24, N48, N72 e N96) com dois isolados de E. turcicum. Os efeitos do patógeno no desempenho das sementes foram avaliados por meio de teste de germinação, sanidade e vigor. A presença de isolados de E. turcicum em sementes de milho foi prejudicial ao desenvolvimento das sementes inoculadas com este patógeno havendo variações entre os fatores utilizados para este tipo de avaliação. A altura de plantas oriundas de sementes
    inoculadas com ambos isolados de E. turcicum não foi afetada ao contrário do vigor e germinação principalmente no tratamento de maior potencial de inóculo. Utilizando-se a técnica molecular de PCR convencional, foi possível detectar a presença do fungo, em todos os potenciais de inóculo, nas sementes de milho inoculadas, utilizando um primer desenvolvido para quantificação do mesmo patógeno em folhas de milho. O par de primers utilizado é específico para E. turcicum e é capaz de detectar o patógeno em concentrações de até 0.0000147ng/μL. Nas análises utilizando a técnica de PCR em tempo real, pode-se quantificar o DNA genômico presente nas sementes de milho inoculadas com níveis de incidência mínima de 0,5%.

  • KIZE ALVES ALMEIDA
  • RHIZOSPHERE AND SOIL MICROBIOME IN THE MANAGEMENT OF PLANT PATHOGENS AND DISEASES.

  • Data: 26/02/2021
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  • As doenças de plantas estão entre as principais causas de perdas econômicas na agricultura. O solo é um ecossistema rico em diversidade de microrganismos que contribuem para a saúde do vegetal, formando a sua primeira linha de defesa. Métodos alternativos ao uso intensivo do solo como a rotação de culturas, o plantio direto e a indução da supressividade a patógenos têm sido explorados para aumentar a saúde do solo e consequentemente a produtividade vegetal. O milho e a soja são os grãos mais cultivados no mundo, enquanto o coco representa uma cultura importante para os países tropicais. A estimulação da microbiota do solo seja por rotação de culturas ou indução de supressividade são aliados de um modelo de agricultura mais sustentável. Nesse contexto, no primeiro artigo nós comparamos o impacto da rotação de culturas entre milho e soja na diversidade de microrganismos do solo e a sua relação com a sobrevivência de Fusarium verticillioides, um patógeno do milho, no sistema. Nos três primeiros anos, a rotação de culturas não influenciou a diversidade alfa do solo. No entanto, a estruturas das comunidades do solo foram influenciadas pelos dias antecedendo a coleta. Actinobcateria aumentou a sua abundância durante a safra mais seca enquanto Acidobacteria decresceu. Quando avaliamos os solos de milho influenciados pelos três anos de rotação, nós encontramos que no momento da colheita, as comunidades não se diferem no solo enquanto se mostram bastante distintas na rizosfera. Ao avaliarmos Fusarium verticillioides no sistema, percebemos que a rotação de culturas aumentou a sobrevivência e a doença causada pelo fungo enquanto no plantio contínuo de milho a doença decresceu. Nós concluímos que a rotação de culturas não afeta a diversidade do solo a nível de filo e que contribui para maior sobrevivência do patógeno no solo e em restos culturais de milho. No segundo artigo, nós buscamos avaliar a natureza da supressividade do solo a Ceratocystis paradoxa, fungo causador da resinose em coqueiros. Nossos resultados mostraram que os solos caracterizados como supressivos mostraram maior quantidade de bactérias totais, maior pH, cálcio, magnésio e menor teor de alumínio. O cálcio é usado na agricultura como calcário para elevar o pH dos solos e equilibrar saturação de alumínio. Nós suplementamos o solo com carbonato de cálcio na dose de 1mg/dm3 e observamos diminuição na colonização de iscas de banana pelo patógeno. A microbiota do solo supressivo conferiu supressividade ao solo não supressivo, reduzindo a colonização de iscas pelo patógeno. Carbonato de cálcio e microbiota aumentaram o pH do solo até a neutralidade, controlando o patógeno. O perfil metataxonômico com diferentes níveis de supressividade mostrou Actinobcateria como o filo mais abundante em solos supressivos. Nosso estudo não aponta um fator responsável pela supressividade a Ceratocystis paradoxa, mas defende que a interação entre os fatores químicos e biológicos do solo são os responsáveis pela supressividade ao patógeno causador da resinose.

  • PABLO SCHULMAN
  • A MICROBIAL FERMENTATION PRODUCT PROTECTION OF Glycine max AGAINST Phakopsora pachyrhizi THROUGH TRANSCRIPTOMICS, PROTEOMICS AND META-ANALYSIS.

  • Data: 21/01/2021
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  • In this work, we studied the effects of a microbial fermentation product (MFP) on the protection of Glycine max against Phakopsora packyrhizi. Here, we hipothetize MFP is a biotic elicitor, more specifically a microbe-associated molecular patterns (MAMP), with the ability to increase soybean basal defenses prior to pathogen infection, making it less susceptible to the following attack. First, we define what MAMPs are and discuss how they are recognized by plants. MAMP elicitor recognition happens through pattern recognition receptors (PRR), which are either receptor kinases or receptor-like proteins. We also showcase MAMP diversity, classifying them by their nature. Secondly, we studied what transcriptional changes MFP causes in Glycine max Williams 82. During RT-qPCR, defense-related genes (PR1PR2IPER, PAL, CHS) were induced with MFP application and further elevated with P. pachyrhizi exposure. The time with the most expressive gene induction was 12 hours after treatment, so RNAseq was performed in this specific sample time to evaluate more thoroughly what processes may be involved in MFP-activated defense against P. packyrhiziSeveral plant pathways associated with pathogens defenses were induced including plant-pathogen interactions, MAPK signaling pathways, phenylpropanoid biosynthesis, glutathione metabolism, flavonoid metabolism and isoflavonoid metabolism. In field conditions, MFP also induced soybean defense-related responses, with phenol content being statistically higher in MFP-treated plants, but variability in gene induction resulted in no yield or ASR severity statistical difference for MFP-treated versus untreated plants. Given the variability under field conditions, in the last part we performed a meta-analysis to summarize the effects of MFP in ASR severity and soybean yield. A total of 24 entries were used and separate random-effects meta-analysis for severity and yield were performed on the log-transformed ratios (  and  for severity and yield, respectively). The estimates were used to obtain control efficacy ( ) and yield response ( ) was 21.1088 (95% CI: 33.1688 to 6.8818), while  was 0.0798 (95% CI: 3.8004 to 13.0206). P values for  and  were 0.0051 and 0.0002, respectively. A mixed effects meta-analysis was then performed to determine the effects of type of treatment (alone vs. combined with systemic fungicide), disease pressure (low, medium, and high), number of applications (low, medium, and high) and timing of the first application (early vs. late) on MFP treatment. All moderators except disease pressure for severity significantly affected  and . In general MFP had better performance when applied by itself (  for alone was 34.249 compared to 4.725 for mixed for alone was 14.717 compared to 4.019 for mixed) and when applied earlier during the crop season (  were 8.340 and 8.296 and  were 24.799 and 8.561 for early and late, respectively). MFP has been shown to trigger plant defenses in soybean and may potentially be used in a disease management system, together with other strategies, to ensure a sustainable agriculture. We hope our results can help in planning future trials and in the decision making of MFP application in field conditions.

2020
Descrição
  • RAFAELA BALISA MASSOTE
  • FERTILIZANTES FOLIARES NO MANEJO DA CERCOSPORIOSE DO CAFEEIRO (Coffea arabica L.)

  • Orientador : MARIO LUCIO VILELA DE RESENDE
  • Data: 27/11/2020
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  • Diversos problemas fitossanitários ocorrem nas plantas de café e uma das doenças que causa prejuízo é a Cercosporiose, causada por Cercospora coffeicola. A cercosporiose ocasiona perdas significativas na produção devido à queda prematura das folhas, podendo ocorrer redução de até 30% da produção. O principal método utilizado para o controle da doença é o químico, porém uma maior intensidade da doença é verificada em plantas com deficiência de nutrientes. Fertilizantes foliares, como os fosfitos já vem sendo utilizados para controle de doenças. Desta forma, objetivou-se avaliar o uso de fosfito no manejo da cercosporiose do cafeeiro, in vitro e em casa de vegetação, avaliando também seus efeitos na ativação de respostas de defesa das plantas. Foram testados diversos fertilizantes foliares na redução da incidência de Cercospora coffeicola em mudas de café, sendo calculado a área abaixo da curva de progresso da doença (AACPD) sendo selecionado o com melhor porcentagem de controle. Para isso, foram utilizadas mudas de café arábica da cultivar Catuaí Vermelho IAC 144, onde foram aplicados os tratamento e inoculadas com o isolado CML 2986. Após a seleção, o produto foi testado em duas doses na redução do crescimento micelial, sendo medido o índice de velocidade de crescimento micelial (IVCM) e a quantificação da toxina cercosporina. Para realização desse experimento, foram utilizadas placas de petri vertidas com meio v8 que continham os produtos específicos de cada tratamento, e no centro de cada placa adicionado disco de micélio da doença. Após última avaliação, as placas foram utilizadas, juntamente com KOH para calculado do teor de cercosporina. Foi realizado montagem de novo experimento com mudas de café, tratadas e inoculadas para a quantificação bioquímica do teor de lignina e fenol.

  • JÉSSICA VIEIRA LIMA TEIXEIRA
  • IDENTIFICAÇÃO DE ESPÉCIES DE Badnavirus INFECTANDO BANANEIRA NO BRASIL.

  • Data: 30/10/2020
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  • O Brasil é considerado o quarto maior produtor de banana, entretanto sua produtividade é considerada baixa, principalmente devido a problemas fitossanitários. Dentre as doenças que podem afetar os bananais, as de etiologia viral apresentam grande importância por não possuírem controle curativo. A estria da bananeira, é uma virose que pode causar perdas de ate 90% na produção dos bananais. Essa doença é causada por várias espécies de vírus pertencentes ao gênero Badnavirus. A variabilidade encontrada dentro do gênero Badnavirus e a capacidade de integrar seu genoma, ou parte dele, no genoma da planta formam um entrave para seu teste de diagnose. Nesse trabalho objetivou-se detectar as espécies de Badnavirus que ocorrem em diferentes regiões do Brasil e selecionar um método de diagnose que possa ser utilizado na rotina de laboratórios oficiais envolvidos na certificação de sementes e mudas. Foram analisadas 35 amostras de bananeira de diferentes localidades, primeiramente foi realizada a PCR utilizando-se primers degenerados. As amostras positivas foram submetidas à técnica de rolling circle amplification (RCA) e RT-PCR para a confirmação da presença da forma epissomal dos vírus. Os 21 isolados diagnosticamos como positivos, foram novamente submetidos à amplificação de fragmentos genômicos com 540pb, localizados no gene da RT/RNaseH, para sequenciamento e análise, visando à identificação das espécies. As técnicas RCA e RT-PCR foram eficientes para a detecção da forma epissomal dos vírus. O Comitê internacional de taxonomia de vírus (ICTV-International Committe on Taxonomy of Virus) considera espécies distintas dentro do gênero de Badnavirus, aquelas com uma similaridade menor que 80% na sequência de nucleotídeos do gene que codifica a RT/RNaseH. Os fragmentos genômicos de 540 pb dos 21 isolados sequenciados mostraram uma identidade de nucleotídeos que variou entre 65% a 100% entre si, e de 22% a 99% com os isolados do GenBank pertencentes às diferentes espécies já descritas, que foram empregadas para comparação. Com base nessas identidades, sete dos isolados foram classificados como Banana streak UC virus (BSUCV), sete como Banana streak UD virus (BSUDV), três como Banana streak uganda G virus (BSUGV), dois isolado como Banana streak obinoI'Ewai vírus (BSOLV) e um como como Banana streak Mysore vírus (BSMyV). O isolado MG-PHIA não apresentou similaridade de nucleotídeo a nível espécie com nenhum dos isolados sequenciados ou com espécies de Badnavirus disponíveis no GenBank, entretanto apresentou identidade de 99% com o acesso AY189414 referente a uma sequencia endógena de Badnavirus em banana. Além de evidenciar a grande variabilidade desse gênero, neste estudo mostra-se a presença de espécies ainda não detectadas anteriormente no país, indicando a necessidade de continuar a explorar essa importante virose em território brasileiro.

  • MARILEIDE MOREIRA COSTA
  • Fusarium SPECIES ASSOCIATED WITH TROPICAL GRASSES

  • Data: 30/10/2020
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  • Many Fusarium species show an affinity with grasses species, where they live in an endophytic  association or cause disease. In this study, we analyzed Fusarium species recovered from a range of  grasses, such as maize, rice, sorghum, sugarcane and forage grasses from Brazil, but also African countries. Isolates were characterized using the morphological, biological and phylogenetic species  concepts. Pathogenicity tests were conducted and for some of the species the potential to produce  mycotoxins was evaluated. The grasses species study here are important for agriculture in Brazil and  other countries, and have a wide spectrum of usefulness, ranging from human and animal food, the use  in the generation of secondary products, such alcohol and sugar, or as biomass in no-till systems. The  results of this study are presented in five chapters, each representing manuscripts of scientific papers. The first manuscript is submitted to Mycologia, with the title “Fusarium mirum sp. nov, intertwining  Fusarium madaense and Fusarium andiyazi, pathogens of tropical grasses”. Here we characterized a set of 138 Fusarium isolates from different grasses like sorghum, maize, rice, sugarcane and  Brachiaria from Brazil and African countries. In general, isolates share morphological markers of F. andiyazi, a well-known species within the Fusarium fukikuroi species complex (FFSC) and an  important pathogen of sorghum. We emended the description of F. madaense, a recently described species, and contribute with information about host range and geographic distribution. An important  fact is that this species is one of the main pathogens of sugar cane in Brazil, inducing pokkah boeng  disease. We also describe Fusarium mirum, a new phylogenetic and biological species in the FFSC. This work is a result of an international collaborative project, with a group of distinct researchers, John  F. Leslie from Kansas State University in USA and Brett A. Summerell from the Australian Institute  of Botanical Science, specialists in Fusarium taxonomy and systematics, and some of their collaborators. In the second paper, which is submitted to Mycological Progress, we publish results  about a set of Fusarium isolates obtained from forage grasses in Brazil, like Brachiaria and Panicum. These forage grasses are frequently used in consortia with important crop plants like maize and  sorghum. Surprisingly, despite of a somewhat reduced sample, we identified nine known species of  Fusarium from three different species complexes, but also identified two novel phylogenetic species  within the FFSC. Those new species are described as F. caapii and F. brachiariae. These results show that natural ecosystems reveal high diversity of Fusarium and may be source of novel species. When  inoculated in important grass crops like corn and sorghum, strains of this species induced stalk rot. In  the third manuscript, which will be submitted to Plant Pathology, we bring results from a study about the causal agents of red rot of sugar cane, one of the most important disease in the main producing countries of the crop. The relevant finding was that, in addition to Colletotrichum falcatum, the main pathogen, Fusarium species were also associated with symptomatic plants and these species induced red rot symptoms in pathogenicity tests. Fusarium sacchari, F. proliferatum and F. madaense cause red rot, but also induce symptoms of pokkah boeng. The results are important for the management of both diseases, because the etiology of red rot seems to be more complex, and our data will support plant breeding programs aiming resistance to this disease. In another manuscript, the fourth, which will be submitted to International Journal of Food Microbiology, we report the diversity of species of  the Fusarium chlamydosporum species complex (FCSC) associated in rice grain from Brazil and, in a lower extension, other hosts like cucurbits, maize, Pennisetum and Panicum. Three species, F. chlamydosporum F. spinosum and F. atrovinosum are reported here in association with rice grains and other hosts in Brazil. Isolates of the three species and the reference isolates of F. sporodochiale and F. nelsonii produced detectable levels of nivalenol (NIV), deoxynivalenol (DON), beauvericin and enniatin in vitro. Part of the research was carried out during my sandwich doctorate under the supervision of Dr. Antonio Moretti, a specialist in studies on mycotoxins in the genus Fusarium. This  Thesis represents a relevant contribution about the diversity of Fusarium species in agricultural and natural environments. An astonishing diversity of species was found and information provided about its host range, geographic distribution and its capacity to cause disease in crop plants.

  • NAYANE DA SILVA SOUZA
  • CONTROLE DA FERRUGEM DO CAFEEIRO COM ÓLEOS ESSENCIAIS.

  • Data: 20/10/2020
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  • A busca por métodos alternativos para controlar a ferrugem do cafeeiro com menor impacto
    ambiental ainda é um dos maiores desafios para os pesquisadores. Assim, o objetivo do presente
    trabalho foi avaliar a eficiência dos óleos essenciais de Melaleuca alternifolia e Eremanthus
    erythropappus e óleo comercial de Azadirachta indica em diferentes doses no controle da
    ferrugem do cafeeiro. Para isso, dois experimentos foram conduzidos, um in vitro, e outro “in
    vivo”, em mudas, conduzido, em casa de vegetação. No experimento “in vitro” avaliou-se o
    efeito dos tratamentos na germinação de urediniósporos de Hemileia vastatrix. O ensaio de
    germinação foi instalado em delineamento inteiramente casualizado com quatro repetições. A
    análise de variância foi em esquema fatorial 3 x 5 + 1, sendo três óleos essenciais (nim,
    melaleuca e candeia) e cinco doses (0,0, 0,25, 0,50, 1,0 e 2,0%), e um tratamento adicional com
    fungicida. No segundo experimento foi avaliado a eficiência dos três óleos na dose de 0,25%
    isoladamente e em mistura com o fungicida. O delineamento experimental foi de blocos ao
    acaso com oito tratamentos e quatro repetições. As avaliações da doença foram realizadas
    semanalmente. A severidade foi realizada com escala diagramática. As variáveis foram
    analisadas estatisticamente, aplicando-se o teste de Scott-Knott a 5% de significância. No
    experimento 1, todos os tratamentos foram eficientes na inibição da germinação dos
    urediniósporos, com inibição de mais de 90,0%, exceto a testemunha. No experimento in vivo,
    observou menor incidência e severidade quando utilizada as doses de óleos em mistura ao
    fungicida. A menor incidência ocorreu com aplicação de E. erythropappus + Azoxystrobina +
    Cyproconazole (92,3%) e M. alternifólia + Azoxystrobina + Cyproconazole (90,7%) em
    relação a testemunha. Para severidade, o controle foi de 924,98% quando aplicado A. indica +
    Azoxystrobina + Cyproconazole e 92,45% para M. alternifólia + Azoxystrobina +
    Cyproconazole. Não houve diferença estatística para peso seco da parte aérea, teor de clorofila
    e altura. Os óleos estudados apresentam potencial para o controle da ferrugem do cafeeiro. No
    entanto, são necessários estudos bioquímicos para melhor compreensão dos efeitos de seus
    componentes no patógeno.

  • FELIPE DOUGLAS SOARES LEAL
  • NANOPARTÍCULAS METÁLICAS NO CONTROLE DA FERRUGEM NO CAFEEIRO.

  • Data: 06/10/2020
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  • Esse trabalho teve por objetivo avaliar a eficiência de baixas concentrações (≤ 500 ppm) de nanopartículas de prata (NP de Ag) e óxido de cobre (NP CuO) no controle da ferrugem do cafeeiro (Hemileia vastatrix Berk. & Br). Portanto, cinco experimentos foram conduzidos, um “in vitro”, três em casa de vegetação e um em condições de campo. No experimento “in vitro” foi avaliado o efeito dos tratamentos na germinação de uredósporos de Hemileia vastatrix. Esse foi realizado em delineamento inteiramente casualizado (DIC) em esquema fatorial 2 x 5 + 1 e quatro repetições. As nanopartículas de Ag e CuO constituíram o fator A e as concentrações (0, 50, 100, 200 e 400 ppm) o fator B, também foi utilizado o fungicida (epoxiconazol + piraclostrobina) como tratamento adicional. Em casa de vegetação dois experimentos em DBC foram realizados para determinar a eficiência das nanopartículas, um com a de prata e o outro com a de óxido de cobre, ambos com as doses de 0, 50, 100, 200 e 400 ppm. No terceiro experimento em casa de vegetação, comparou-se o efeito da nanopartícula de cobre na dose de 250 ppm, em relação a outras fontes de cobre (óxido cuproso, hidróxido de cobre e cobre EDTA). O experimento em campo foi realizado em DBC, com quatro repetições e sete tratamentos, sendo eles o T1: testemunha sem aplicação; T2: Fungicida; T3: NPs Cu + Zn + B + Mn; T4: NPs Cu + Zn + B + Mn + Bacillus subtilis; T5: NPs Cu + B + Fungicida; T6: NPs Cu + B + Fungicida + Bacillus subtilis; T7: Fungicida + ácido bórico + Cobre EDTA. Avaliou-se a incidência da ferrugem e o enfolhamento das plantas mensalmente, entre dezembro de 2019 e maio de 2020. As variáveis analisadas em cada experimento foram submetidas à análise de variância (Teste F p ≤ 0,05) e quando significativo, as variáveis qualitativas foram comparadas por Teste de Scott-Knott (p<0,05) ou por contraste ortogonal com o tratamento adicional. Paras as variáveis quantitativas foi realizado o ajuste de modelos lineares e não lineares, por análise de regressão. No experimento “in vitro”, as NPs de Ag reduziram a germinação em 92,3% a partir da dose de 50 ppm, nas doses de 200 e 400 ppm a redução foi de 99 e 100%, respectivamente. Para as NPs de CuO a máxima redução foi de 88% na dose 400 ppm. Em casa de vegetação o experimento no qual utilizou cinco doses diferentes de NPs de CuO, com dose de 200 ppm foi possível reduzir a AACPS em 74%, para a dose de 400 ppm a redução permaneceu igual. Para o experimento com as doses de NPs de Ag, o comportamento foi semelhante. A redução da AACPS foi de aproximadamente 75% na dose de 200ppm. No experimento em campo, as NPs não foram eficientes como nos experimentos em casa de vegetação. No tratamento com as NPs de Cu+Zn+ B+ Mn o controle foi de apenas 35%. Enquanto isso, o fungicida controlou 60%.

  • DAVID FERREIRA DUARTE
  • EFEITO DE PRODUTOS À BASE DE BICARBONATO DE POTÁSSIO, DE ÓLEO ESSENCIAL DE MELALEUCA + EXTRATO DE ALHO E DE TERPENOS NO CONTROLE DE Podosphaera xanthii DA ABOBRINHA.

  • Data: 29/09/2020
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  • O oídio é uma das mais severas doenças da abobrinha podendo causar redução de até 50% na
    produtividade. A busca por produtos e moléculas de baixo custo, com eficiência no controle do
    oídio e inócuos ao homem e ao ambiente tem tido um elevado crescimento. O objetivo do
    presente estudo foi avaliar a eficiência de produtos formulados à base de bicarbonato de
    potássio (Carbos®), da mistura do óleo essencial de melaleuca + extrato de alho (Melalho®) e
    de terpenos (Botanix Terpex®) no controle de oídio da abobrinha. Os ensaios foram conduzidos
    em casa de vegetação, onde foram utilizadas sementes de abobrinha cv. Caserta a qual apresenta
    suscetibilidade ao oídio. A inoculação das plantas ocorreu naturalmente mantendo plantas de
    abobrinha com alta severidade de oídio no interior da casa-de-vegetação. Os produtos foram
    pulverizados semanalmente nas plantas e os seus efeitos comparados com plantas controle e
    com um fungicida recomendado. Neste estudo foram realizados quatro experimentos, sendo
    nos dois primeiros avaliadas diversas concentrações dos produtos Carbos (0,0; 0,2; 0,5; 0,8 e
    1,1% v/v), Botanix Terpex (0,0; 0,1; 0,4; 0,7 e 1,0%, v/v/) e Melalho (0,0; 0,5; 1,0; 1,5 e 2,0%);
    no terceiro experimento foram avaliadas as concentrações mais efetivas com base nos dois
    ensaios anteriores (Carbos = 0,0; 0,3 e 1,0% v/v), Botanix Terpex (0,0; 0,2 e 1,0%, v/v/) e
    Melalho (0,0; 0,5 e 1,0%), também sendo considerados os problemas de fitotoxicidade; e no
    quarto experimento foram avaliados os efeitos das misturas dos produtos alternativos [(0,2%
    de Botanix Terpex® + 0,5% de Melalho); (0,2% de Botanix Terpex® + 0,3% de Carbos®); (0,5%
    de Melalho + 0,3% de Carbos) e (0,2% de Botanix Terpex® + 0,5% de Melalho + 0,3% de
    Carbos). A severidade da doença foi avaliada semanalmente, com base na porcentagem de
    tecido foliar coberto pelo patógeno. Os dados de severidade, considerando apenas as folhas
    doentes, foram utilizados para calcular a área abaixo da curva de progresso da doença
    (AACPD/FL). Nos dois primeiros experimentos foi verificada que a redução da AACPD/FL
    foi inversamente proporcional à concentração dos produtos alternativos pulverizados, tendo
    sido selecionadas as concentrações indicadas acima, para cada produto, para o terceiro
    experimento, bem como as misturas para o quarto experimento. No terceiro experimento, os
    produtos Melalho (0,5% e 1,0%) e Botanix Terpex (1,0%) foram os que apresentaram a menor
    AACPD/FL, diferindo estatisticamente do fungicida. No experimento desenvolvido com
    misturas de produtos foi verificado que, quando comparadas as misturas desses produtos, tanto
    com o controle, quanto com o fungicida, todas as misturas reduziram significativamente a
    severidade da doença em relação a ambos os tratamentos. Todas as misturas foram
    estatisticamente semelhantes quanto à redução da severidade da doença avaliada por meio da
    AACPD/FL. As misturas dos produtos Botanix Terpex® + Melalho® + Carbos®, Botanix
    Terpex® + Melalho e Melalho® + Carbos® reduziram a severidade da doença em 94,9%, 94,9%
    e 94,3%, respectivamente, enquanto o fungicida reduziu a doença em 74,5%. Foram observados
    problemas de fitotoxicidade para o Melalho® nas concentrações de 1,5% e 2%, e para o Carbos®
    na concentração de 0,8% e 1,0%.

  • THAMIRES YSLANNY OLIVEIRA SOUSA
  • ESPÉCIES DO COMPLEXO Fusarium solani (FSSC) ASSOCIADAS A DOENÇAS RADICULARES DA SOJA.

  • Data: 25/09/2020
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  • A soja é uma das commodities mais importantes produzidas mundialmente. A cultura é cultivada em grande parte do território nacional. A produtividade da cultura pode ser afetada por fatores bióticos e abióticos. Dentre os fatores bióticos, a síndrome da morte súbita é uma das doenças mais importantes, causada por espécies do FSSC, principalmente espécies do clado 2, F. tucumaniae, F. brasiliense, F. crassistipitatum e F. virguliforme. Diante disso, o objetivo  deste trabalho foi investigar quais espécies do complexo Fusarium solani (FSSC) estão  induzindo a síndrome da morte súbita da soja no Brasil. Uma coleção de 35 isolados foi obtida  de plantas sintomáticas dos estados de Minas Gerais, Goiás, Mato Grosso e Mato Grosso do  Sul. Culturas monospóricas foram obtidas para todos os isolados, e após foram submetidos a  caracterização morfológica, análises de filogenia molecular da região gênica RPB2, testes de compatibilidade sexual e testes de patogenicidade. Os isolados obtidos foram identificados  pertencentes a quatro espécies do FSSC, F. tucumaniae, F. brasiliense, F. crassistipitatum,  representantes do clado 2, e F. paranaense, representante do clado 3. Na indução da fase sexuada em laboratório, apenas isolados pertencentes a espécie F. tucumaniae foram férteis entre sí, enquanto os isolados das demais espécies não produziram peritécios férteis. Isolados representantes de todas as espécies identificadas no presente trabalho induziram sintomas variáveis e típicos da síndrome da morte súbita da soja. Isolados de F. tucumaniae induziram mosaico e clorose 30 dias após inoculação e necrose interneval, 40 dias após inoculação. Os isolados pertencentes as espécies F. brasiliense e F. crassistipitatum induziram apenas clorose  interneval. O sintoma de podridão vermelha radicular foi induzido por isolados de todas as  espécies mencionadas acima. Este trabalho confirma F. tucumaniae, F. brasiliense, F.  crassistipitatum e F. virguliforme como os agentes causais da síndrome da morte súbita da soja no Brasil. Os resultados gerados poderão contribuir para a compreensão das espécies do FSSC causadoras de SDS em áreas de produção de soja no Brasil, e para o desenvolvimento de  estratégias integradas no manejo dessa doença, principalmente na seleção de materiais resistentes aos agentes causais da doença.

     

     

  • NEVENKA DE MATOS MOURA
  • DOENÇAS FÚNGICAS DA CULTURA DA PITAIA.

  • Data: 22/09/2020
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  • A

    O cultivo de pitaia pode ser uma fonte de diversificação da atividade agrícola. Suas espécies são promissoras, pois agregam rusticidade de cultivo e beleza dos frutos  aliadas a uma composição rica em compostos funcionais, trazendo benefícios a  quem as consome. Fungos podem afetar os frutos e a parte vegetativa de pitaia  comprometendo a produção e reduzindo o valor comercial. Visando contribuir com  informações sobre doenças fúngicas que acometem a cultura, este trabalho  objetivou: i. identificar os fungos associados ao sintoma de podridão tanto nos frutos  quanto em cladódios por meio de avaliação dos marcadores morfológicos e análise  de filogenia molecular; ii. avaliar a patogenicidade dos fungos em frutos e cladódios; iii. documentar a sintomatologia que os diversos fungos causam, para dar suporte na diagnose em campo e na clínica fitopatológica. Um total de 24 isolados foi obtido do  sul de Minas Gerais, Santa Catarina e Distrito Federal, os quais foram identificados  por marcadores morfológicos como pertencentes aos gêneros Bipolaris (n=4), Alternaria (n=6), Colletotrichum (n=4) e Fusarium (n=10). Isolados representativos de  cada gênero foram identificados por filogenia molecular em nível de espécie e  submetidos aos testes de patogenicidade em frutos e cladódios pelo método de  injeção de suspensão de conídios. Todos os isolados testados foram patogênicos  com diferenças nos sintomas entre as espécies inoculadas. Frutos e cladódios  apresentaram esporulação enegrecida característica quando inoculados com Bipolaris cactivora, manchas enegrecidas longitudinais em frutos e podridão com esporulação em cladódios (Alternaria alternata), podridão aquosa com esporulação 7 alaranjada em frutos e colonização interna do tecido em cladódios (Colletrotrichum  siamense), podridão aquosa de coloração marrom em cladódios e em frutos, se  diferenciando na produção de esporodóquio (Fusarium proliferatum) e hifas  espiraladas (F. sterilihyphosum). Fusarium oxysporum não causou lesão quando  inoculado em cladódios, mas em frutos causou lesão seca com presença de  esporodóquio. Para completar os postulados de Koch, os patógenos foram  reisolados. Os resultados gerados contribuem para a correta identificação dos patógenos e subsidiam um manejo eficaz das doenças, visando garantir a sustentabilidade da cultura e sua viabilidade econômica.

  • JEANNY ALICE VELLOSO
  • INFLUENCE OF PLANT VOLATILES ON THE Heterodera glycines HATCHING AND EFFECTS OF TEMPERATURE ON THE DURATION OF THE LIFE CYCLE OF Meloidogyne enterolobii AND Meloidogyne floridensis.

  • Data: 28/08/2020
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  • Os nematoides são os animais mais abundantes na terra sendo os fitonematoides importantes patógenos de solo por causarem danos nas plantas e na qualidade dos produtos agrícolas. Novas estratégias de manejo que busquem reduzir os danos causados pelo eles são necessárias. Com isso, a identificação de moléculas químicas capazes de estimular eclosão dos juvenis de segundo estádio (J2) ou de matá-los pode contribuir com este propósito. No presente estudo, investigou-se em experimentos in vitro o efeito dos compostos orgânicos voláteis (COVs) emitidos por diferentes espécies vegetais sobre a eclosão de juvenis de segundo estádio (J2) de H. glycines. Todas as espécies de plantas testadas aumentaram significativamente a eclosão de J2 comparados com o controle (água). Os COVs emitidos por folhas e raízes de soja (Glycine max) e de feijão (Phaseolus vulgaris) causaram aumento médio da eclosão dos J2, alcançando valores 71,4% maiores comparados com o controle (água). Os voláteis de folhas de alfafa (Medicago sativa) e raízes de azevém (Lolium multiflorum) também favoreceram o aumento significativo (P < 0,05) da eclosão dos J2, porém, com aumento inferior ao obtido com os COVs de soja e de feijão. A análise por cromatografia gasosa acoplada à espectrometria de massas identificou 44 compostos nas emissões vegetais. Quatro deles foram testados, individualmente, como indutores ou inibidores de eclosão. Nas concentrações de 200, 600 e 1000 µg mL-1 , nenhum dos compostos testados: 3-octanol, 1-hexanol, hexanal e linalol, induziu a eclosão de J2 no mesmo patamar que o controle positivo (ZnCl2). Se por um lado nenhum dos compostos apresentou efeito indutor, os compostos 3-octanol e 1-hexanol causaram, nas três concentrações testadas, redução na eclosão semelhante (P < 0,05) ao observado com o nematicida comercial carbofuran (415 µg mL-1 ). Em testes posteriores, os compostos 1-hexanol e 3-octanol apresentaram valores de concentração letal média (CL50) ao J2 de H. glycines de 210 e 228 µg mL-1 , respectivamente, no primeiro experimento e 230 e 124 µg mL1 no segundo. Moléculas 5 em mistura nas emissões das plantas induzem a eclosão, mas algumas delas, isoladamente, causam toxidez ao nematoide sem causar indução da eclosão. Neste estudo, avaliou-se também o efeito da temperatura em Meloidogyne enterolobii, M. floridensis e M. incognita raça 3. Meloidogyne enterolobii é uma espécie polífaga e altamente danosa às plantas, com a habilidade de supressão da resistência de plantas aos nematoides das galhas em tomate, soja, pimenta, batata doce e em muitas outras espécies economicamente importantes no mundo. M. floridensis, o nematoide das galhas em pêssego, espécie emergente também possui a habilidade de suprimir a resitência de porta-enxertos de pêssego à nematoides e também afeta o tomateiro e, embora ainda restrita aos EUA, esta espécie apresenta risco potencial se introduzido em áreas ausentes e com condições climáticas favoráveis. Investigaram-se A penetração, desenvolvimento e ciclo de vida destas espécies foram investigadas em tomate sob constantes temperaturas de 25° e 30°C e sob temperaturas alternadas de 30-25°C (dianoite) em câmaras de crescimento. Temperatura requerida, expresa em graus-dias (DD, base base 10°C), para o desenvolvimento de J2 à fêmeas adultas com ovos foram determinados para as três espécies nos três regimes de temperatura. A invasão das raízes pelas três espéces foi maior à 30°C do que à 25°C e 30-25°C, as quais foram de 33, 15 e 24%, respectivamente. No entanto, não houve diferença na porcentagem de J2 dentro das raízes entre as espécies na mesma temperatura. Todas as três espécies tiveram geração mais curta à 30° do que à 25°C e 30-25°C. À 30-25°C, M. floridensis desenvolveu fêmeas globosas mais cedo (9 dias após a inoculação [DAI]) do que M. incognita e M. enterolobii, enquanto a produção de ovos foi observada aos 17 DAI para todas as três espécies. O tempo de desenvolvimento do J2 infectivo para o estádio reprodutivo foi mais curto para todas as espécies à 30°C comparados à 25°C e 30-25°C. Sob 30°C e 30-25°C, as três espécies requeriram 285.7 DD30 (13 DAI) e 272.7 DD30-25 (17 DAI) para o desenvolvimento de J2 à fêmeas com ovos. À 25°C, M. floridensis and M. incognita requeriram 248.1 DD25 (17 DAI), enquanto M. enterolobii 308.3 6 DD25 (21 DAI). Durante o período de avaliação de 29 dias, uma geração foi completa à 30°C para todas as espécies, sendo à 30-25°C apenas para M. floridensis, mas não à 25°C. O número de dias e graus-dias acumulados (DD) à 30°C (DD30) para completar o ciclo de vida (de inoculação à segunda geração de J2) foram 23 dias (506.9 DD30) para M. enterolobii e 25 days (552.3 DD30) para M. floridensis e M. incognita. Sob 30°C, a segunda geração de juvenis penetraram as raízes após 12 dias (266.6 DD30) da primeira observação da formação de massa de ovos para M. floridensis e M. incognita, e 10 dias (221.2 DD30) para M. enterolobii, enquanto à 30-25°C ocorreu após 12 dias (196.1 DD30-25) somente para M. floridensis. A exposição à baixa temperatura (25°C) diminuiu a invação das raízes e atrasou o ciclo de vida de M. enterolobii and M. floridensis.

  • GÉSSICA MYLENA SANTANA RÊGO
  • FILOGENIA, MORFOLOGIA E PATOGENICIDADE DE FUNGOS PERTENCENTES À FAMÍLIA CRYPHONECTRIACEAE EM DIFERENTES HOSPEDEIROS.

  • Data: 28/08/2020
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  • A família Cryphonectriaceae acomoda gêneros fúngicos que podem causar cancro em  espécies da família Myrtaceae e Melastomataceae no mundo. O gênero Chrysoporthe  abrange, até o momento, nove espécies relatadas em países de clima tropical, nos continentes  da África, América e Ásia, incidindo em espécies da família Myrtaceae e Melastomataceae.  No Brasil, ocorrem as espécies Chrysoporthe cubensis, C. doradensis e C. puriensis. Estas  espécies fúngicas foram detectadas em espécies florestais de valor econômico, como  Eucalyptus sp. e espécies nativas, como Tibouchina sp. Descobertas recentes tem revelado  novas espécies dentro da família Cryphonectriaceae a nível de gênero e espécies causando  cancro em Myrtales. Os sintomas da doença do cancro podem ocasionar lesões no câmbio da  planta que reduzem o seu crescimento, levando à ruptura dos tecidos de troncos e galhos  culminando em sua morte. O presente trabalho foi dividido em dois artigos, o primeiro teve  como objetivo estudar a filogenia e morfologia de um novo gênero da família  Cryphonectriaceae, nomeado como Aurantiocollum sp. e o segundo teve como objetivo  descrever o primeiro relato do fungo C. puriensis em T. mutabilis. Os isolados do novo  gênero, Aurantiocollum, foram obtidos de híbridos de Eucalyptus grandis x Eucalyptus  urophylla, coletados em Tocantins/Brasil, apresentando sintomas de cancro no lenho e sinais  de corpos de frutificação na casca da árvore. O fungo foi caracterizado baseado em sua morfologia e em sequencias das regiões ITS (Internal Transcribed Spacer), β-tubulina e LSU  (Large Subunit of rDNA). Os isolados apresentaram sinais e sintomas característicos da  família Cryphonectriaceae. As análises filogenéticas demonstraram que estes isolados  encontrados em eucalipto, obtiveram separação de outros gêneros já descritos em  Cryphonectriaceae, com alto valor de suporte para os métodos de máxima verossimilhança,  máxima parcimônia e inferência bayesiana. O segundo artigo desenvolvido descreveu o  primeiro relato do fungo C. puriensis em T. mutabilis, conhecido popularmente como manacá  da serra. Os isolados foram coletados no Parque da Serra do Mar em São Luiz do Paraitinga  (SP) com sinais de corpos de frutificação na casca da árvore. Os isolados dos fungos  provenientes de T. mutabilis foram identificados com base na caracterização morfológica e  análise filogenética através dos métodos de Inferência Bayesiana e Máxima Parcimônia das  regiões ITS e β-tubulina. A morfologia dos isolados foi similar ao descrito para C. puriensis. As árvores filogenéticas apresentaram topologias similares e alto suporte para as regiões ITS e β-tubulina. Os isolados inoculados causaram cancro em sete clones de eucalipto e mudas de T.  mutabilis e T. granulosa, demonstrando que o fungo é patogênico para esses hospedeiros. Os  resultados demonstram a importância de coletas com maior abrangência em indivíduos da  ordem Myrtales a fim de estudar a diversidade genética de fungos da família  Cryphonectriaceae e a necessidade de incluir estes patógenos em programas de seleção de  clones de eucalipto resistentes a Aurantiocollum eucalypti e C. puriensis.

  • NAYANE DA SILVA SOUZA
  • COMPARAÇÃO DE ÓLEOS ESSENCIAIS NO CONTROLE DA FERRUGEM DO CAFEEIRO

  • Data: 27/08/2020
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  • A busca por métodos alternativos para controlar a ferrugem do cafeeiro com menor impacto ambiental ainda é um dos maiores desafios para os pesquisadores. Assim, o objetivo do presente trabalho foi avaliar a eficiência dos óleos essenciais de Melaleuca alternifolia e Eremanthus erythropappus e óleo comercial de Azadirachta indica em diferentes doses no controle da ferrugem do cafeeiro. Para isso, dois experimentos foram conduzidos, um in vitro, e outro “in vivo”, em mudas, conduzido, em casa de vegetação. No experimento “in vitro” avaliou-se o efeito dos tratamentos na germinação de urediniósporos de Hemileia vastatrix. O ensaio de germinação foi instalado em delineamento inteiramente casualizado com quatro repetições. A análise de variância foi em esquema fatorial 3 x 5 + 1, sendo três óleos essenciais (nim, melaleuca e candeia) e cinco doses (0,0, 0,25, 0,50, 1,0 e 2,0%), e um tratamento adicional com fungicida. No segundo experimento foi avaliado a eficiência dos três óleos na dose de 0,25% isoladamente e em mistura com o fungicida. O delineamento experimental foi de blocos ao acaso com oito tratamentos e quatro repetições. As avaliações da doença foram realizadas semanalmente. A severidade foi realizada com escala diagramática. As variáveis foram analisadas estatisticamente, aplicando-se o teste de Scott-Knott a 5% de significância. No experimento 1, todos os tratamentos foram eficientes na inibição da germinação dos urediniósporos, com inibição de mais de 90,0%, exceto a testemunha. No experimento in vivo, observou menor incidência e severidade quando utilizada as doses de óleos em mistura ao fungicida. A menor incidência ocorreu com aplicação de E. erythropappus + Azoxystrobina + Cyproconazole (92,3%) e M. alternifólia + Azoxystrobina + Cyproconazole (90,7%) em relação a testemunha. Para severidade, o controle foi de 924,98% quando aplicado A. indica + Azoxystrobina + Cyproconazole e 92,45% para M. alternifólia + Azoxystrobina + Cyproconazole. Não houve diferença estatística para peso seco da parte aérea, teor de clorofila e altura. Os óleos estudados apresentam potencial para o controle da ferrugem do cafeeiro. No entanto, são necessários estudos bioq

  • MAYSA SIQUEIRA GONÇALVES DA SILVA
  • SORO DE LEITE E SUAS MOLÉCULAS PURIFICADAS SÃO TÓXICOS A Meloidogyne incognita

  • Data: 01/07/2020
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  • A eficiência do soro de leite no controle de fitonematoides já é conhecida. No entanto, pouco
    se sabe sobre a composição e toxicidade dos compostos orgânicos voláteis (COVs) emitidos
    pelo soro de leite contra estes patógenos. Assim, objetivou-se estudar o efeito in vitro dos COVs
    produzidos pelo soro de leite contra juvenis de segundo estádio (J2) de Meloidogyne incognita;
    caracterizar por meio da cromatografia gasosa acoplada à espectometria de massa (CG-MS) os
    COVs emitidos pelo soro de leite; determinar a concentração letal média (CL50) das moléculas
    majoritárias; avaliar o efeito destas moléculas na infectividade e reprodução de M. incognita e
    avaliar o efeito das moléculas sobre eclosão de J2 de M. incognita. Nos testes in vitro o soro de
    leite causou significativa (P < 0.05) imobilidade dos J2 em todas as quantidades testadas.
    Quatro compostos identificados por GC-MS nas emissões do soro de leite apresentaram valores
    de CL50 inferiores ao nematicida comercial Carbofuran, sendo eles: ácido acetico (142,95),
    ácido octanoico (134,30), ácido isovalérico (236,08), e octanoato de etila (226,10). Além disso,
    os compostos octanoato de etila e ácido acético na concentração de 1000 μg/mL causaram
    reduções acima de 84 % na eclosão de J2, comparado à testemunha. A aplicação, como
    fumigantes, em solo infestado com ovos de M. incognita, dos compostos ácido acético, ácido
    octanóico e octanoato de etila, na dosagem de 1000 μg/L, reduziu em 96 % na reprodução do
    nematoide. O soro de leite além de possuir efeito nematicida no solo infestado com M. incognita
    emite COVs tóxicos a esses patógenos. Quatro das moléculas emitidas pelo soro de leite
    também possuem potencial nematicida.

  • MAYSA SIQUEIRA GONÇALVES DA SILVA
  • COMPOSTOS ORGÂNICOS VOLÁTEIS DE SORO DE LEITE NO CONTROLE DE Meloidogyne incognita.

  • Data: 01/07/2020
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  • Tem sido comprovada a eficácia dos descartes da agroindústria no controle de fitonematoides. Um exemplo é o soro de leite, que consiste em um descarte dos laticínios. Como este controle opera no campo, ainda não foi completamente entendido e muito menos o papel dos compostos voláteis na toxidade. No presente trabalho as emissões do soro de leite causaram elevada imobilidade a juvenis de segundo estádio (J2) de Meloidogyne incognita. Nelas foram identificados por cromatografia gasosa acoplada à espectrometria de massa (GC-MS) 27 moléculas pertencentes aos grupos químicos: ester; álcool e ácido carboxílico. Dentre elas, foram selecionadas quatro para testes de eficiência contra ovos e J2 de M. incognita. Os compostos ácido acético, ácido isovalérico, ácido octanóico e octanoato de etila apresentaram concentração letal média (CL50) de 192, 95, 236,08, 134,30, 226,10, respectivamente, aos J2 de M. incognita. Em teste in vitro essas moléculas reduziram significativamente (P<0,01) a eclosão de J2 de M. incognita, com maior eficácia para os compostos octanoato de etila e ácido acético, que causaram redução de 88,7% e 84,7%, respectivamente, em relação ao controle negativo. Estes dois compostos, quando aplicados ao substrato infestado com ovos de M. incognita, reduziram a infectividade em 95,7 e 95,68% e reprodução em 99,6 e 99,94% comparada ao controle negativo. A aplicação de octanoato de etila causou redução no número de ovos a valores similares (P<0,05) ao controle positivo (Basamid). As moléculas octanoato de etila e ácido acético apresentaram perspectivas boas como candidatas a nematicidas para o agronegócio após novas pesquisas.

  • JENNIFER STEFANI MEIRA DA SILVA
  • EFEITO DO BIOCARVÃO E DE Bacillus spp. NA PROMOÇÃO DE CRESCIMENTO DO TOMATEIRO E NA INIBIÇÃO DE Fusarium oxysporum f. sp. lycopersici

  • Data: 30/06/2020
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  • O biocarvão é um material obtido por pirólise de resíduos e quando aplicado ao solo tem sido relatado com potencial em melhorar as propriedades físicas, químicas e biológicas do solo, como a maior capacidade de retenção de água, aumento da CTC e comunidade microbiana, adsorção de compostos tóxicos, absorção de nutrientes e posteriores liberações para as plantas, indução de resistência contra patógenos, dentre outros. Diversas espécies de Bacillus são utilizadas para o controle biológico de doenças de plantas e na promoção de crescimento de plantas. Desta forma, o objetivo do presente trabalho foi avaliar o efeito sinérgico entre biocarvão e a mistura de Bacillus subtilis e Bacillus licheniformis aplicados no substrato de cultivo na promoção de crescimento de plantas de tomate e na inibição de F. oxyporum f.sp. lycopersici raça 3. Os experimentos foram conduzidos na Embrapa Meio Ambiente, no Laboratório de Microbiologia Ambiental ―Raquel Ghini‖ e no Campo Experimental, localizada no município de Jaguariúna - São Paulo. Bacillus subtilis (FMCH002) e de Bacillus licheniformis (FMCH001) foram provenientes do produto comercial Quartzo® produzido pela Chr. Hansen (Valinhos, SP) e distribuído pela FMC Química do Brasil Ltda., o Fusarium oxysporum f. sp. lycopersici raça 3 isolado 359 foi fornecido pela Sakata Seed Sudámerica e em todos os estudos foram utilizadas sementes da cultivar Santa Clara VF5600 e as mudas produzidas em bandejas de poliestireno expandido de 200 células. ara os ensaios de promo o de crescimento, tanto em rizotron, como em vasos de L e de mL, foi realizada mistura de biocarv o nas concentra es de , , , e v v e as plantas tratadas ou não com a mistura de Bacillus na concentração de 3 g/L do produto comercial. O efeito dos extratos de biocarvão e das suspensões de Bacillus spp. sobre inibição da germinação de microconídios de Fusarium foi avaliado sobre lâminas. Para a avaliação do efeito do biocarvão sobre a inibição do crescimento micelial, o pó fino de biocarvão foi adicionado ao meio de cultura BDA nas concentrações 0%, 5%, 10%, 15% e 20% (v/v), em seguida esterilizados e transferido um disco para o centro das placas. De uma forma geral, o biocarvão, com ou sem a aplicação da mistura de B. subtilis e B. licheniformis estimulou o crescimento das plantas. O desprendimento de CO2, o pH, a condutividade elétrica e a capacidade de retenção de água do solo foram diretamente proporcionais à concentração de biocarvão incorporada ao solo. A germinação de microconídios foi inibida tanto pelo aumento da concentração de extrato aquoso de biocarvão, como pela mistura de Bacillus subtilis e B. licheniformis. O aumento da concentração de biocarvão no meio de cultura estimulou o crescimento micelial de F. oysporum f. sp. lycopersici.

  • LETÍCIA LOPES DE PAULA
  • COMPOSTOS ORGÂNICOS VOLÁTEIS DE Annona muricata NO CONTROLE DE Meloidogyne incognita.

  • Data: 22/06/2020
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  • Com o intuito de amenizar os efeitos negativos dos nematicidas atuais, torna-se importante o uso de alternativas para o manejo dos fitonematoides. Compostos produzidos por plantas  fornecem perspectivas para o desenvolvimento de novos produtos, com menor toxidez ao  homem e ambiente. Assim, objetivou-se avaliar os efeitos tóxicos, de diferentes concentrações,  dos COVs emitidos pelo macerado da folha de graviola em juvenis de segundo estádio (J2) e  ovos de M. incognita, tanto in vitro como in vivo em casa de vegetação; Analisou-se o efeito  da biofumigação do macerado da folha de graviola em substrato com ovos de M. incognita;  Caracterizou-se as moléculas das emissões voláteis do macerado de folhas de graviola; Avaliou se o efeito tóxico das moléculas encontradas em juvenis e ovos; Determinou-se a CL50 das  moléculas que demonstrarem toxicidade; Analisou-se o efeito da fumigação em substrato das moléculas, com ovos de M. incognita. A graviola possui compostos voláteis capazes de imobilizar e matar os fitonematóides, sendo que na maior quantidade de macerado de folha de graviola (2,0 g) utilizada para formar a câmara de gás, observou-se 100% de mortalidade. Na biofumigação do substrado com o macerado da folha de graviola e ovos, foram observadas reduções significativas (p<0,05) no número de galhas e ovos no primeiro e segundo  experimentos, sendo a redução de galhas de 79% e 94% e de ovos 93% e 96%, respectivamente. Na cromatografia gasosa foram detectadas 40 moléculas voláteis, dessas três foram selecionadas para estudos posteriores. Apenas a molécula 4-etilbenzaldeido, demonstrou efeito  nematicida in vitro contra M. incognita, sendo a sua CL50 de 33 μg / mL e CL95 de 88 μg / mL, valores inferiores aos encontrados para o nematicida comercial Nimitz®  , que foi de CL50 de 85  e CL95 de 224. A infectividade e reprodução dos J2 de M. incognita expostos a CL50 e CL95,  foram reduzidas em ambos experimentos realizados, sendo que para o número de galhas por grama de raiz a redução após a exposição a CL50, foi de 94% e 88% e para ovos por grama de  raiz foi de 90 e 96%. A CL95 da molécula e do nematicida comercial não diferiram entre si  estatisticamente (P>0,05), sedo observado 100 % de redução tanto no numero de galhas quanto no de ovos por grama de raiz. A molécula foi capaz de reduzir a eclosão em todas as concentrações utilizadas, sendo que na maior concentração (150 µg/ mL) foi observada uma redução de 99% quando comparada com as testemunhas negativas água e Tween 80. Mesmo  sendo estatisticamente iguais (p>0,05), a concentração de 150 µg/ mL reduziu em 20 % a  eclosão quando comparada a testemunha positiva (Nimitz® a 200 µg/ mL). A molécula  demonstrou efeito fumigante contra M. incognita, sendo observado reduções significativas (P<0,05) em todas as quantidades utilizadas. Na maior quantidade 1000 µL a redução no Numero de galhas e ovos por grama de raiz foi de 100%, quando comparado a testemunha negativa.

  • ALINE VIEIRA DE BARROS
  • STENOCARPELLA STALK AND SEED ROT OF MAIZE AND THE ROLE OF MATING-TYPE GENES IN AGGRESSIVENESS OF Fusarium graminearum TO WHEAT.

  • Data: 17/04/2020
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  • O fungo S. maydis (Berkeley) Sutton [Sin. Diplodia maydis (Berkeley) Saccardo] é um importante patógeno necrotrófico que causa tanto podridão de colmo quanto a podridão de espiga no milho. Similarmente, F. graminearum também é um patógeno importante do milho, causando a podridão de espiga orelha e de colmo de Gibberella (GER e GSR), mas também é um patógeno importante do trigo causando a doença conhecida como giberela (FHB). Essas doenças causam perdas econômicas significativas, não apenas devido à redução no rendimento de grãos, mas também podem reduzir o valor dos grãos colhidos devido à contaminação com micotoxinas. A presente tese investigou esses dois importantes patógenos, Stenocarpella maydis e Fusarium graminearum sendo estruturada em uma série de três estudos. No primeiro estudo, o objetivo principal foi estudar o processo infeccioso por S. maydis em colmos de milho utilizando diferentes técnicas de microscopia. Plantas de dois híbridos de milho, 30F53 e DKB 390 foram cultivadas em casa de vegetação e inoculadas com uma suspensão de conídios do patógeno na concentração de 5 x 105 conídios / mL na fase de crescimento V6. Após a inoculação, amostras de colmo foram coletadas às 0, 12, 18, 24, 36, 48, 72 e 96 horas após a inoculação e aos 14 e 21 dias após a inoculação, preparadas seguindo metodologia padrão e, em seguida, visualizadas em microscópio laser confocal e microscópio eletrônico de varredura. As imagens geradas permitiram visualizar a colonização dos caules pelo fungo, o que contribui para futuros estudos de interação com patógenos. O segundo estudo teve como objetivo avaliar os efeitos dos óleos essenciais extraídos de Cinnamomum zeylanicum, Copaifera langsdorffii, Origanum vulgare, Cymbopogon martinii e Melaleuca alternifolia nas doses de 0,25, 0,50, 0,75 e 1,00% no crescimento micelial de S. maydis in vitro. Além disso, os melhores óleos e concentrações foram utilizados no tratamento de sementes de milho para determinar seus possíveis efeitos na saúde e fisiologia das sementes. Verificou-se que os óleos de C. zeylanicum e O. vulgare foram capazes de inibir o crescimento micelial fúngico em concentrações superiores a 0,5% em níveis semelhantes ao tratamento padrão com fungicida. O óleo de O. vulgare apresentou melhor desempenho na redução da incidência de S. maydis nas sementes inoculadas em comparação com C. zeylanicum e no tratamento com fungicida. O óleo de C. zeylanicum a 0,75% apresentou taxas de germinação de sementes de 92,4% superiores às do controle não tratado e do controle tratado com fungicida. Em contraste, o óleo de O. vulgare nas duas concentrações testadas apresentou efeitos na fisiologia das sementes de milho. Por fim, o terceiro estudo desta dissertação teve como objetivo investigar o papel dos genes de ‘mating-type’ na patogenicidade de F. graminearum em trigo. Para tal, foram utilizados mutantes knockout (KOs), cada um dos MAT1, MAT1-1-1 e MAT1-2-1 no isolado padrão de F. graminearum (PH-1). Como esperado, todos os KOs perderam sua capacidade de produzir ascósporos. No entanto, quando o MAT1-1-1 KO foi pareado com o MAT1-2-1 KO, formaram peritécios férteis. A maioria dos mutantes (mas não todos) dos genes de especificidade individual resultou em reduções na agressividade e, na maioria dos casos, na produção de DON. Não houve redução consistente da agressividade nos mutantes da MAT. Em resumo, os três trabalhos desta tese fornecem novos conhecimentos para entender o ciclo de vida e também manejar esses importantes patógenos no Brasil e no mundo. 

  • REJANE MENDES DOS ANJOS
  • NANOPARTÍCULAS NO CONTROLE DA VASSOURA DE BRUXA DO CACAUEIRO

  • Data: 10/03/2020
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  • Nanopartículas tem sido eficentes no controle de fitopatogênos in vitro, porém poucos estudos tem sido desenvolvidos in vivo. O objetivo deste trabalho foi avaliar os efeitos das nanopartículas de ZnO, CuO, MnO2, B, Si e Ag na inibição das diferentes fases da vassoura de bruxa do cacaueiro (M. perniciosa) in vitro e in vivo. O experimento foi conduzido no CEPEC/CEPLAC em Ilhéus no Sul da Bahia. No experimento da inibição de germinação de basidiosporos o delineamento foi inteiramente casualizado em esquema fatorial 6x6 sendo, 6 NPs ZnO, CuO, MnO2, B, Si e Ag, 6 doses 0, 25, 50, 100, 200 e 400 mg/L -1 e 16 repetições. As NPs foram diluídas em meio de cultura agar e adicionado uma solução de 2x105 basidiosporos, as leituras foram feitas após 6 horas. No experimento de inibição de crescimento micelial o delineamento foi inteiramente casualizado em esquema fatorial 4x6, sendo 4 NPs ZnO, CuO, B e Ag e 6 doses 0, 25, 50, 100, 200 e 400 mg/L -1 e 5 repetições. As NPs foram diluídas em meio de cultura BDA e adicionado um disco de micélio no centro das placas. As leituras foram feitas a cada 3 dias até aos 12º dias. No experimento de inibição de basidiocarpo o delineamento foi em bloco casualizado em esquema fatorial 5x4 sendo, 5 NPs ZnO, CuO, MnO2, Si e Ag e 4 doses 0, 100, 200 e 400 mg/L -1 e 3 repetições. As vassouras secas foram mergulhadas nas soluções NPs por 1 hora logo após foram levadas ao vassoureiro. Foram feitas 3 leituras 1 por semana. No experimento em mudas o delineamento foi em bloco casualizado em esquema fatorial 2x4, sendo 2 NPs Si e Ag e 4 doses 0, 100, 200 e 400 mg/L -1 e 4 repetições. Aos 23 dias do plantio foi aplicado via foliar 10 mL da soluções de NPs e 10 dias após foi depositado no meristema apical 30 µL de 2x105 basidiósporos viáveis. Foram feitas leituras de incidência, severidade, clorofila, altura e diâmetro. No teste de de germinação de basidiosporos a dose de 200 mg/L -1 foi mais eficiênte em relação as demais, com 0.18% (ZnO), 0% (Ag), 0.05% ( CuO), 0% (Si), 1.0% (MnO2) e 37.73% (B). No teste de inibição de crescimento micelial a dose de 400 mg/L -1 NPs de ZnO, Ag e CuO, foram mais fitotóxico a M. perniciosa em relação aos demais, inibindo 74.21, 84.53, e 82.2% respectivamente. No experimento de inibição de basidiocarpo a dose de 400 mg/L -1 NPs inibiram acima de 92%. A AACPDI os valores médios foram 38, 32, 24 e 0 e 34, 27, 19 e 7 nas doses de 0, 100, 200 e 400 mg/L -1 NP Si e Ag respectivamente. A AACPDS os valores médios foram 81, 118, 108 e 0 e 61, 102, 97 e 23 nas doses de 0, 100, 200 e 400 mg/L-1 NP Si e Ag respectivamente. NP Si apresentou efeitos fitotóxicos a M. perniciosa in vitro e in vivo, inibindo na AACPD 100% da severidade na dose 400 mg/L -1 . Palavras-Chave: M

  • IÊDA ALANA LEITE DE SOUSA
  • CHRYSOPORTHE EUCALYPTUS E TIBOUCHINA: FILOGENIA, MORFOLOGIA E PATOGENICIDADE

  • Data: 06/03/2020
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  • O gênero Chrysoporthe, pertencente à família Cryphonectriaceae (filo Ascomycota), 3 é comumente associado a doença do cancro em eucalipto em regiões tropicais e 4 subtropicais. Anterior ao desenvolvimento de diversos estudos, o cancro era associado 5 apenas a Chrysoporthe cubensis em plantas de Eucalyptus spp. Gryzenhout et al. (2004) 6 estudaram sequências de DNA da região ITS e beta-tubulina que comprovaram as 7 diferenças filogenéticas entre gêneros, principalmente usando a região beta-tubulina 8 (GRYZENHOUT et al., 2004). 9 Atualmente o cancro pode ser associado a nove espécies de Chrysoporthe e vários 10 hospedeiros, incluindo plantações de eucalipto e plantas nativas em florestas e 11 arborização urbana. Entre as espécies descritas estão C. cubensis (GRYZENHOUT et 12 al., 2004; RODAS et al., 2005;), C. doradensis, C. inopina e C. hodgesiana ocorrendo 13 em países da América Central e do Sul (GRYZENHOUT et al., 2005; GRYZENHOUT 14 et al., 2009). Já o C. doradensis foi relatado ocorrendo no Sudeste Asiático, assim como 15 no em regiões do Leste da África, Austrália, China e Havaí (NAKABONGE et al., 16 2006; VAN DER MERWE et al., 2010). Em Zâmbia foram identificadas as espécies C. 17 zambiensis, C. syzygiicola (CHUNGU et al., 2010), enquanto que no sul da África a 18 espécies C. austroafricana foi relatada como agente causal do cancro (GRYZENHOUT 19 et al., 2009). No Brasil, recentemente uma nova espécie foi identificada e descrita 20 afetando apenas plantas de Tibouchina spp., denominada C. puriensis (OLIVEIRA, 21 2018). No território brasileiro, apenas três espécies de Chrysoporthe foram relatadas, até 22 o momento, sendo essas C. cubensis (HODGES, 1980; BARRETO et al., 2006; 23 SOARES et al., 2018; OLIVEIRA, 2018), C. doradensis (SOARES et al., 2018) e C. 24 puriensis (OLIVEIRA, 2018). 25 Os principais hospedeiros deste fungo são pertencentes às famílias botânicas 26 Melastomataceae e Myrtaceae, como Eucalyptus spp., Tibouchina spp., Miconia spp., 27 Syzygium spp., entre outras (GRYZENHOUT et al., 2006). E o processo infeccioso 28 provoca nas plantas rachaduras ao longo da casca, cancro basal, lesão profunda 29 margeada por calos, em galhos leva a morte progressiva de ramos, folhas e brotos, 30 denominado “dieback” e anelamento em plantios jovens. Além disso ocorre à redução 31 na resistência desses tecidos doentes, a planta se torna mais susceptível ao vento, 32 podendo quebrar nos locais de infecção (SEIXAS et al., 2004; GRYZENHOUT et al., 33 2006; NAKOBONGE et al., 2006; WILCKEN et al., 2008). Devido as alterações que o 2 34 fungo causa, principalmente, no tronco da planta ocorre perda no valor comercial da 35 madeira de plantios comerciais, porém em plantios jovens ocorre a perda do plantio, 36 devido ao anelamento das árvores provocar sua morte. 37 Contudo, a identificação correta e precisa de espécies de Chrysoporthe auxilia 38 no emprego de métodos de controle bem como no melhoramento de espécies de 39 interesse comercial. A técnica mais eficiente de identificação para essas espécies é por 40 meio de comparações das sequências de DNA (GRYZENHOUT et al., 2004; VAN 41 DER MERWE et al., 2013), pois a diferença morfológica entre espécies de 42 Chrysoporthe são muito sutis, sendo muitas vezes difícil de distinguir os gêneros da 43 própria família Cryphonectriaceae (GRYZENHOUT; WINGFIELD, 2009). Assim, o 44 sequenciamento de DNA, principalmente das regiões gênicas de beta-tubulina e do 45 espaçador interno transcrito (ITS) (CHUNGU et al., 2010; CHEN et al., 2013; CHEN et 46 al., 2016; SOARES et al., 2018), vem sendo bastante utilizado na identificação de 47 espécies já existentes e também na descrição de novas espécies do gênero 48 Chrysoporthe. 49 No Brasil, ainda se conhece pouco sobre a distribuição geográfica, hospedeiros 50 nativos e de florestas plantadas, patogenicidade e a diversidade de espécies de 51 Chrysoporthe. Novos estudos são necessários para se conhecer as espécies deste fungo 52 descritas e ajudar a identificar as espécies ainda não descritas presentes no território 53 brasileiro, bem como seus hospedeiros. Também é necessário investigar a presença de 54 uma ou mais espécies deste gênero em um único hospedeiro, buscando saber se o 55 cancro é causado por apenas uma espécie ou por um complexo de espécies de 56 Chrysoporthe. A realização desses estudos pode contribuir para ampliar o conhecimento 57 sobre a diversidade genética de Chrysoporthe, plantas nativas que podem servir como 58 fonte de inóculo em áreas próximas a plantios comerciais, potencial patogênico dessas 59 espécies a Eucalyptus, apontando variedades resistentes e suscetíveis, e então contribuir 60 para programas de melhoramento genético de eucaliptos.

  • PAULA SOARES ALVES
  • Caracterização das respostas de resistência do germoplasma silvestre Amphillo de Coffea arabica à Meloidogyne paranaensis e estudo in silico do alvo enzimático do fluopyram em Meloidogyne spp.

  • Data: 06/03/2020
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  • O gênero Meloidogyne é um dos fitonematoides de maior importância em todo o mundo. A espécie M. paranaenis ganhado destaque em regiões produtoras de café. O objetivo do trabalho foi caracterizar a resistência do genótipo ‘16-6-1’ derivado do germoplasma silvestre Amphillo de Coffea arabica à M. paranaensis. A penetração, estabelecimento do sítio de alimentação, desenvolvimento e reprodução de M. paranaensis no genótipo resistente foi comparado com o cultivar suscetível 'Catuaí Vermelho IAC 144'. Houve penetração de juvenis de segundo estágio (J2) em ambos os genótipos, porém nas raízes de '16-6-1' isto aconteceu de forma mais lenta e em menor número. A forte fluorescência azul observada no genótipo resistente, mas não no suscetível, sugere que as respostas de resistência ocorreram aos 2 dias após a inoculação (DAI). As respostas de defesa tardias envolveram a degradação da célula gigante aos 14 DAI no genótipo resistente, enquanto o desenvolvimento de nematoides e células gigantes progrediu normalmente no genótipo suscetível. Nossos resultados sugerem que a resistência do genótipo '16 -6-1' está relacionada a respostas de defesa iniciais e tardias. A caracterização metabólica do genótipo '16-6-1' também foi realizada através da técnica de ressonância magnética nuclear (RMN de 1H). Dentre as substâncias identificadas, a alteração mais significativa observada foi o aumento da concentração de trigonelina aos 14 DAI em plantas suscetíveis. Aos 14 DAI foi observado menor concentração de cafeína, ácido clorogênico, α-glicose, β-glicose em ’16-6-1’. Maiores concentrações de sacarose foram observadas a partir dos 2 DAI em plantas resistentes. Considerando as concentrações de trigonelina e sacarose, observamos que as plantas suscetíveis apresentam resposta de resistência tardia aos nematoides e que nas plantas resistentes parece ocorrer impedimento do estabelecimento e formação do sítio de alimentação a partir dos 8 DAI. Dentre as estratégias de manejo disponíveis para fitonematoides, o controle químico destaca-se como ferramenta importante devido a sua boa eficiência. O fluopyram atua contra fungos fitopatogênicos inibindo a succinato desidrogenase, e acredita-se que o mecanismo de ação desta substância contra nematoides fitoparasitas seja o mesmo. Aqui o objetivo foi identificar in silico o alvo enzimático do fluopyram em Meloidogyne spp. Foi realizada uma busca farmacofórica com o software Lisica, utilizando o banco de dados do Ligand Expo, para selecionar ligantes de proteínas depositadas no RCSB Protein Data Bank. A enzima 4l93 (proteína do choque térmico 90 – HSP90) foi selecionada como possível alvo do fluopyram em Meloidogyne spp. Em seguida, utilizando o programa Autodock Vina, foi realizado um estudo da interação entre o fluopyram e as estruturas tridimensionais disponíveis da enzima HSP90: 2jjc, 2qg0, 2vci, 4fcp, 4l93. Observou-se que as afinidades do fluopyram pelas enzimas eram similares às afinidades dos inibidores desta enzima. Logo, os resultados indicam que o alvo enzimático do fluopyram em Meloidogyne spp. é a enzima HSP90.

  • FABÍOLA DE JESUS SILVA
  • CHALCONE ANALOGUES ON THE CONTROL OF Meloidogyne incognita AND GENOMIC STUDIES OF THE BIOCONTROL AGENT Bacillus velezensis

  • Data: 05/03/2020
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  • As doenças de plantas constituem obstáculos à produção global de alimentos, exigindo estratégias de controle aos agentes causais. Dentre as estratégias usadas estão os pesticidas químicos. No entanto, o uso excessivo dessas moléculas tóxicas na agricultura causam sérios problemas ambientais. Daí a necessidade de estratégias alternativas e sustentáveis para o manejo de doenças de plantas, como por exemplo, o uso de compostos naturais e agentes biológicos. Neste trabalho, estudou-se a atividade de 12 análogos de chalconas contra o nematoide das galhas Meloidogyne incognita. Três deles mostraram forte ação nematicida e nematostática conta juvenis de segundo estádio de M. incognita. A chalcona (1E,4E)-1,5-di(4-nitrofenil)-2-butilpenta-1,4-dien-3-ona (composto 6) apresentou maior atividade nematicida do que o nematicida comercial Carbofuran, e quando aplicada em tomateiros infestados, reduziu no número de galhas e ovos do nematoides em 51% e 68%, respectivamente. Em estudo in silico, esta chalcona atua, presumivelmente, inibindo a enzima citocromo P450, que é importante na oxidação de diversas substâncias na fisiologia do nematoide. Ainda neste trabalho, estudou-se a sequência genômica completa da estirpe Bacillus velezensis UFLA258, que é um agente de controle biológico de patógenos vegetais, desde a sua obtenção, seguida da montagem e anotação. Adicionalmente, usando uma abordagem genomica comparativa, realizaram-se avaliações in silico com todos os genomas completos de B. velezensis disponíveis no banco de dados, mais os genomas das espécies próximas Bacillus amyloliquefaciens e Bacillus siamensis. Assim, o genoma de B. velezensis UFLA258 consiste em um único cromossomo de 3,95 Mbp de comprimento, com um teor médio de GC de 46,69%. Contém 3.949 genes codificadores de proteína e 27 genes de RNA. Análises baseadas na identidade média dos nucleotídieos (ANI), hibridização DNA-DNA (dDDH) e filogenia com sequências completas do gene rpoB confirmaram-se que 19 cepas depositadas no banco de dados como B. amyloliquefaciens eram de fato B. velezensis. Embora essas espécies sejam filogeneticamente próximas, as análises combinadas de várias características genômicas, como presença de genes biossintéticos codificadores de metabólitos secundários, arranjos CRISPr/Cas, ANI, dDDH, e outras informações sobre as cepas, incluindo fonte de isolamento, permitiram sua classificação inequívoca como estas três espécies. Esta análise genômica amplia o conhecimento sobre as espécies aparentadas, B. velezensis, B. amyloliquefaciens e B. siamensis, com ênfase no status taxonômico.

  • LUMA ALAÍS PEDROSO
  • ETHANOL AND VOLATILES FROM CASTOR BEAN CAKE IN PLANT-PARASITIC NEMATODES CONTROL

  • Data: 04/03/2020
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  • RESUMO A maioria dos fitonematoides tem como alvo preferencial o sistema radicular das plantas, impedindo a translocação e a absorção de nutrientes, causando preocupação para os produtores. Por isso, é sempre importante a busca por novas estratégias de controle, uma vez que as estratégias atuais não satisfazem o agronegócio. Alguns compostos orgânicos voláteis (COVs) emitidos por plantas são tóxicos a fitonematoides e podem resultar no desenvolvimento de novos nematicidas. Nesse trabalho foram avaliados os compostos γdecalactona, escatol, fenol e 4-metilfenol, emitidos por torta de mamona quando incorporada ao solo, contra Meloidogyne incognita, bem como o composto etanol no controle de Heterodera glycines. Exceto o fenol, todos os compostos oriundos da torta de mamona reduziram a eclosão de juvenis de segundo estádio (J2) de M. incognita. Houve redução da infectividade e da reprodução quando os J2 estiveram em contato com a CL50 dos compostos e foram inoculados em plantas de tomate, bem como quando os compostos foram aplicados no momento da inoculação com J2 na concentração de 500mg L-1 . Fenol e 4-metilfenol causaram alta porcentagem de mortalidade de J2 e a fumigação do substrato contendo ovos de M. incognita com os compostos na concentração de 1000mg (L substrato)-1 reduziu o número de galhas e ovos. Ao avaliar o uso do etanol contra J2 de H. glycines em solução e como fumigante o composto foi mais eficaz por contato direto do que apenas por fumigação em baixa concentração e a eclosão de J2 foi altamente reduzida por contato direto. A fumigação do solo infestado por H. glycines com etanol reduziu a infectividade e a reprodução do nematoide. Etanol na concentração de 48% reduziu significativamente o conteúdo lipídico do J2, além de alterar internamente o corpo do nematoide. A infectividade e a reprodução dos J2 também foram reduzidas quando os J2 estiveram em contato direto com etanol a 6%. Portanto, os compostos γ-decalactona, escatol, fenol e 4-metilfenol agem como nematicidas no ciclo de vida de M. incognita. E, o etanol é tóxico para H. glycines em baixas concentrações, afetando seu comportamento patogênico, além de reduzir o conteúdo lipídico. 

  • PAULA SOARES ALVES
  • CHARACTERISATION OF THE RESISTANCE DERIVED FROM WILD GERMPLASM AMPHILLO OF  Coffea arabica TO Meloidogyne paranaensis AND STUDY OF THE  ENZYMATIC TARGET OF FLUOPYRAM IN Meloidogyne spp.

  • Data: 02/03/2020
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  • Meloidogyne paranaensis é uma das principais espécies de nematoide que parasitam o
    cafeeiro, sendo o controle genético utilizado como a principal forma de manejo. O objetivo do
    trabalho foi caracterizar a resistência do genótipo 16-6-1, derivado do germoplasma silvestre
    Amphillo de Coffea arabica, à M. paranaensis. A penetração, estabelecimento do sítio de
    alimentação, desenvolvimento e reprodução de M. paranaensis no genótipo resistente foi
    comparado com a cultivar suscetível Catuaí Vermelho IAC 144. Houve penetração de juvenis
    de segundo estádio (J2) em ambas as raízes, porém nas raízes de 16-6-1 isso aconteceu de
    forma mais lenta e em menor número. A forte fluorescência azul observada no genótipo
    resistente, mas não no suscetível, sugere que as respostas de resistência ocorreram aos 2 dias
    após a inoculação (DAI). As respostas de defesa tardias envolveram a degradação da célula
    gigante aos 14 DAI no genótipo resistente, enquanto o desenvolvimento de nematoides e
    células gigantes progrediu normalmente na cultivar suscetível. Estes resultados sugerem que a
    resistência do genótipo 16-6-1 está relacionada a respostas de defesa iniciais e tardias. A
    caracterização metabólica do genótipo 16-6-1 também foi realizada através da técnica de
    ressonância magnética nuclear de hidrogênio (RMN de 1H). A principal diferença observada
    foi a maior concentração de sacarose aos 8 e 14 DAI no genótipo 16-6-1, o que sugere que a
    sacarose está envolvida na resistência desse genótipo a M. paranaensis. Dentre as estratégias
    de manejo disponíveis para fitonematóides, o controle químico destaca-se como ferramenta
    importante devido a sua boa eficiência. O fluopyram é um fungicida desenvolvido pela Bayer
    Crop Science e atua contra fungos fitopatogênicos inibindo a enzima succinato desidrogenase.
    Essa molécula também possui ação nematicida. Acredita-se que o mecanismo de ação desta
    substância contra nematoides fitoparasitas seja o mesmo, porém há poucas evidências que
    suportam esta informação. Neste estudo, o objetivo foi identificar in silico o alvo enzimático
    do fluopyram em Meloidogyne spp. As estruturas do fluopyram foram desenhadas utilizando
    o programa ChemSketch. Depois estas estruturas foram submetidas a buscas conformacionais
    com o software Open3Dalign, e as conformações mais estáveis foram otimizadas utilizando o
    Mopac. As conformações de menores energias foram submetidas a buscas farmacofóricas
    com o software Lisica, utilizando o banco de dados do Ligand Expo, para selecionar ligantes
    de proteínas depositadas no RCSB Protein Data Bank. A enzima 4L93 (proteína do choque
    térmico 90 – HSP90) foi selecionada como possível alvo do fluopyram em Meloidogyne spp.
    Em seguida, utilizando o programa Autodock Vina, foi realizado um estudo da interação entre
    o fluopyram e as estruturas tridimensionais selecionadas da enzima HSP90: 2JJC, 2QG0,
    2VCI, 4FCP, 4L93. Foi observado que as afinidades do fluopyram pelas enzimas eram
    similares às afinidades dos inibidores desta enzima. Logo, os resultados indicam que o alvo
    enzimático do fluopyram em Meloidogyne spp. é a enzima HSP90.

  • PAULA SOARES ALVES
  • Caracterização das respostas de resistência do germoplasma silvestre Amphillo de Coffea arabica à Meloidogyne paranaensis e estudo in silico do alvo enzimático do fluopyram em Meloidogyne spp.

  • Data: 02/03/2020
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  • O gênero Meloidogyne é um dos fitonematoides de maior importância em todo o mundo. A espécie M. paranaenis ganhado destaque em regiões produtoras de café. O objetivo do trabalho foi caracterizar a resistência do genótipo ‘16-6-1’ derivado do germoplasma silvestre Amphillo de Coffea arabica à M. paranaensis. A penetração, estabelecimento do sítio de alimentação, desenvolvimento e reprodução de M. paranaensis no genótipo resistente foi comparado com o cultivar suscetível 'Catuaí Vermelho IAC 144'. Houve penetração de juvenis de segundo estágio (J2) em ambos os genótipos, porém nas raízes de '16-6-1' isto aconteceu de forma mais lenta e em menor número. A forte fluorescência azul observada no genótipo resistente, mas não no suscetível, sugere que as respostas de resistência ocorreram aos 2 dias após a inoculação (DAI). As respostas de defesa tardias envolveram a degradação da célula gigante aos 14 DAI no genótipo resistente, enquanto o desenvolvimento de nematoides e células gigantes progrediu normalmente no genótipo suscetível. Nossos resultados sugerem que a resistência do genótipo '16 -6-1' está relacionada a respostas de defesa iniciais e tardias. A caracterização metabólica do genótipo '16-6-1' também foi realizada através da técnica de ressonância magnética nuclear (RMN de 1H). Dentre as substâncias identificadas, a alteração mais significativa observada foi o aumento da concentração de trigonelina aos 14 DAI em plantas suscetíveis. Aos 14 DAI foi observado menor concentração de cafeína, ácido clorogênico, α-glicose, β-glicose em ’16-6-1’. Maiores concentrações de sacarose foram observadas a partir dos 2 DAI em plantas resistentes. Considerando as concentrações de trigonelina e sacarose, observamos que as plantas suscetíveis apresentam resposta de resistência tardia aos nematoides e que nas plantas resistentes parece ocorrer impedimento do estabelecimento e formação do sítio de alimentação a partir dos 8 DAI. Dentre as estratégias de manejo disponíveis para fitonematoides, o controle químico destaca-se como ferramenta importante devido a sua boa eficiência. O fluopyram atua contra fungos fitopatogênicos inibindo a succinato desidrogenase, e acredita-se que o mecanismo de ação desta substância contra nematoides fitoparasitas seja o mesmo. Aqui o objetivo foi identificar in silico o alvo enzimático do fluopyram em Meloidogyne spp. Foi realizada uma busca farmacofórica com o software Lisica, utilizando o banco de dados do Ligand Expo, para selecionar ligantes de proteínas depositadas no RCSB Protein Data Bank. A enzima 4l93 (proteína do choque térmico 90 – HSP90) foi selecionada como possível alvo do fluopyram em Meloidogyne spp. Em seguida, utilizando o programa Autodock Vina, foi realizado um estudo da interação entre o fluopyram e as estruturas tridimensionais disponíveis da enzima HSP90: 2jjc, 2qg0, 2vci, 4fcp, 4l93. Observou-se que as afinidades do fluopyram pelas enzimas eram similares às afinidades dos inibidores desta enzima. Logo, os resultados indicam que o alvo enzimático do fluopyram em Meloidogyne spp. é a enzima HSP90.

  • MAURO PERARO BARBOSA JUNIOR
  • MANAGEMENT OF COFFEE RUST AND BROW EYE SPOT USING CULTURAL AND CHEMICAL CONTROL

  • Data: 27/02/2020
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  • O Brasil é o maior produtor de café arábica do mundo e as doenças são umas das principais causas de perdas na produção dos cafeeiros. Na América Central e no México, a ferrugem (Hemileia vastatrix) causou perdas progressivas na produção de até 45% nas safras de 2011 a 2014, desencadeando em crise socioeconômica para esses países. Entretanto as principais cultivares plantadas nas lavouras pertencem a genótipos suscetíveis à ferrugem e à cercosporiose. Visando reduzir tanto o inóculo inicial como a taxa de progresso dessas doenças, os agricultores devem fazer o uso de manejo integrado de doenças. Dessa forma foram realizados três experimentos, um (1) em casa de vegetação e dois (2) no campo, com o intuito de verificar a epidemiologia e forma de controle, cultural e química para a ferrugem e cercosporiose do cafeeiro. No primeiro experimento, objetivou-se avaliar a interação de cinco doses de fósforo (0,1, 0,5, 1, 2 e 4 mmol L-1) combinadas com cinco doses de boro (0,1, 0,5, 1, 2 e 4 mmol L-1). Os dados da incidência e severidade foram integralizados em Área Abaixo da Curva de Progresso da Incidência e Severidade da Cercosporiose (AACPIC) e (AACPSC), foram avaliados o peso seco das amostras e o teor foliar dos nutrientes. Observou-se interação significativa entre o P e o B e as menores intensidades da doença foram encontradas nas doses 2,0 mmol L-1 de P e 2,0 mmol L-1 de B. O maior peso das plantas secas (5,7 g planta-1) foi encontrado na menor dose de P (0,1 mmol L-1), além disso, o suprimento de P e B influenciaram a quantidade de P, Cu, Fe, Ca e B foliar. No segundo experimento o objetivo do trabalho foi avaliar a severidade da cercosporiose em cafeeiro submetido a diferentes manejos de irrigação por gotejamento e adubação. A cultivar avaliada foi MGS Travessia. As avaliações da doença foram realizadas entre março de 2012 a junho de 2014. O delineamento experimental foi em blocos casualizados, com 12 tratamentos. Os tratamentos de irrigação foram: controle sem irrigação (SI), irrigação ao longo do ano (IT), suspensão da irrigação por 30 dias em julho (I30) e 70 dias entre julho a setembro (I70). Os tratamentos de fertilização foram: recomendação segunda a análise de solo (A), alta taxa de N e K mais P (B) e alta taxa de N e K sem o fósforo (C). A severidade da doença foi integrada em (AACPD). Houve diferença para AACPD nos anos avaliados, refletindo a característica bienal da lavoura cafeeira. Não houve interação significativa entre irrigação e fertilização. No entanto, quando os tratamentos de irrigação e fertilização foram analisados separadamente, a suspensão da irrigação por 70 dias entre julho e setembro de 2012 favoreceu a cercosporiose no mesmo ano em que as altas taxas de N e K aumentaram a produtividade. E no terceiro experimento, objetivou-se avaliar o efeito de misturas de fungicidas no manejo da resistência de fungos e verificar o fornecimento de manganês e zinco via Mancozeb. O ensaio foi implantado em duas áreas nos anos de 2017 e 2018 e foram avaliados 6 tratamentos. Foram realizadas cinco avaliações da ferrugem, cercosporiose e enfolhamento em cada ano de avaliação. Os dados foram integralizados em Área Abaixo da Curva de Progresso da Ferrugem (AACPF), cercosporiose (AACPC) e enfolhamento (AACPE). Os fungicidas controlaram as doenças e proporcionaram maior enfolhamento do cafeeiro. O fungicida Mancozeb + Azoxistrobina + Ciproconazol forneceram manganês e zinco foliar. As maiores produtividades ocorreram nos fungicidas Mancozeb + Azoxistrobina + Ciproconazol na dose 2,5 Kg ha-1 e Piraclostrobina+Epoxiconazol na dose 1,5 L ha-1 no ano 2018 e média dos anos 2017/18. 

  • MAURO PERARO BARBOSA JUNIOR
  • MANAGEMENT OF COFFEE RUST AND BROW EYE SPOT USING CULTURAL AND CHEMICAL CONTROL

  • Data: 12/02/2020
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  • O Brasil é o maior produtor de café arábica do mundo e as doenças são umas das principais causas de perdas na produção dos cafeeiros. Na América Central e no México, a ferrugem (Hemileia vastatrix) causou perdas progressivas na produção de até 45% nas safras de 2011 a 2014, desencadeando em crise socioeconômica para esses países. Entretanto as principais cultivares plantadas nas lavouras pertencem a genótipos suscetíveis à ferrugem e à cercosporiose. Visando reduzir tanto o inóculo inicial como a taxa de progresso dessas doenças, os agricultores devem fazer o uso de manejo integrado de doenças. Dessa forma foram realizados três experimentos, um (1) em casa de vegetação e dois (2) no campo, com o intuito de verificar a epidemiologia e forma de controle, cultural e química para a ferrugem e cercosporiose do cafeeiro. No primeiro experimento, objetivou-se avaliar a interação de cinco doses de fósforo (0,1, 0,5, 1, 2 e 4 mmol L-1) combinadas com cinco doses de boro (0,1, 0,5, 1, 2 e 4 mmol L-1). Os dados da incidência e severidade foram integralizados em Área Abaixo da Curva de Progresso da Incidência e Severidade da Cercosporiose (AACPIC) e (AACPSC), foram avaliados o peso seco das amostras e o teor foliar dos nutrientes. Observou-se interação significativa entre o P e o B e as menores intensidades da doença foram encontradas nas doses 2,0 mmol L-1 de P e 2,0 mmol L-1 de B. O maior peso das plantas secas (5,7 g planta-1) foi encontrado na menor dose de P (0,1 mmol L-1), além disso, o suprimento de P e B influenciaram a quantidade de P, Cu, Fe, Ca e B foliar. No segundo experimento o objetivo do trabalho foi avaliar a severidade da cercosporiose em cafeeiro submetido a diferentes manejos de irrigação por gotejamento e adubação. A cultivar avaliada foi MGS Travessia. As avaliações da doença foram realizadas entre março de 2012 a junho de 2014. O delineamento experimental foi em blocos casualizados, com 12 tratamentos. Os tratamentos de irrigação foram: controle sem irrigação (SI), irrigação ao longo do ano (IT), suspensão da irrigação por 30 dias em julho (I30) e 70 dias entre julho a setembro (I70). Os tratamentos de fertilização foram: recomendação segunda a análise de solo (A), alta taxa de N e K mais P (B) e alta taxa de N e K sem o fósforo (C). A severidade da doença foi integrada em (AACPD). Houve diferença para AACPD nos anos avaliados, refletindo a característica bienal da lavoura cafeeira. Não houve interação significativa entre irrigação e fertilização. No entanto, quando os tratamentos de irrigação e fertilização foram analisados separadamente, a suspensão da irrigação por 70 dias entre julho e setembro de 2012 favoreceu a cercosporiose no mesmo ano em que as altas taxas de N e K aumentaram a produtividade. E no terceiro experimento, objetivou-se avaliar o efeito de misturas de fungicidas no manejo da resistência de fungos e verificar o fornecimento de manganês e zinco via Mancozeb. O ensaio foi implantado em duas áreas nos anos de 2017 e 2018 e foram avaliados 6 tratamentos. Foram realizadas cinco avaliações da ferrugem, cercosporiose e enfolhamento em cada ano de avaliação. Os dados foram integralizados em Área Abaixo da Curva de Progresso da Ferrugem (AACPF), cercosporiose (AACPC) e enfolhamento (AACPE). Os fungicidas controlaram as doenças e proporcionaram maior enfolhamento do cafeeiro. O fungicida Mancozeb + Azoxistrobina + Ciproconazol forneceram manganês e zinco foliar. As maiores produtividades ocorreram nos fungicidas Mancozeb + Azoxistrobina + Ciproconazol na dose 2,5 Kg ha-1 e Piraclostrobina+Epoxiconazol na dose 1,5 L ha-1 no ano 2018 e média dos anos 2017/18. 

  • NELSON HENRIQUE MAGANHOTO
  • Otimização dos parâmetros para fermentação líquida de Clonostachys rosea e eficiência no controle de Sclerotinia sclerotiorum

  • Data: 11/02/2020
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  • A capacidade do Clonostachys rosea agir como agente de controle biológico de doenças e de pragas, bem como promover o crescimento de plantas, é amplamente conhecido. Entretanto, um dos maiores desafios para o desenvolvimento de produtos à base deste antagonista é a sua produção em massa. Atualmente a sua produção é realizada por meio de fermentação em estado sólido, consumindo muito espaço, tempo e intensa mão de obra. A utilização da fermentação em estado líquido visa sanar esse gargalo. O objetivo com este deste trabalho foi realizar a otimização de diferentes combinações entre variáveis que interferem no processo de fermentativo em meio submerso visando aumentar a concentração de conídios produzidos no meio de cultivo, das unidades formadoras de colônia (UFC), microescleródios e da biomassa fúngica seca. E ainda comprovar a eficácia dos propágulos de C. rosea produzidas via fermentação líquida no controle de algumas doenças e pragas de grande importância na agricultura nacional (Botrytis cinerea, Sclerotinia sclerotiorum e Bemisia tabaci). Inicialmente foi realizado um ensaio utilizando delineamento experimental de Plackett-Burman, estudando a interação entre seis variáveis do meio de cultivo, que são relação C:N, carbono total do meio, pH, inóculo inicial e as concentrações de Ca e Fe. Em seguida a otimização das condições de cultivo foi realizada com o Delineamento Central Composto Rotacional (DCCR), com três as fontes de nitrogênio (extrato de levedura, farelo de algodão e ureia) e variando o pH durante a fermentação. As duas primeiras etapas foram realizadas em Erlenmeyers de 250 mL com três defletores basais, nos quais foram adicionados 90 mL dos diferentes meios esterilizados e 10 mL de inóculo. A etapa final de fermentação foi realizada em biorreatores automatizados de bancada de 3 L (Eppendorf®, BioFlo 115, Alemanha). A maior concentração média obtida de conídios via fermentação líquida foi de 7,87 x 108 conídios mL-1 com 120 horas de fermentação. Na fermentação sólida utilizando grãos de arroz, o valor médio máximo obtido após 30 dias de fermentação foi de 1,87 x 109 g-1. O agente de controle biológico conseguiu controlar de maneira significativa todas as doenças e pragas testadas. Não havendo diferença estatística entre as formas de produção dos propágulos de C. rosea testados.

     

     

  • NELSON HENRIQUE MAGANHOTO
  • OTIMIZAÇÃO DOS PARÂMETROS PARA FERMENTAÇÃO LÍQUIDA SUBMERSA DE Clonostachys rosea.

  • Data: 11/02/2020
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  • A capacidade do Clonostachys rosea agir como agente de controle biológico de doenças e de pragas, bem como promover o crescimento de plantas, é amplamente conhecido. Entretanto, um dos maiores desafios para o desenvolvimento de produtos à base deste antagonista é a sua produção em massa. Atualmente a sua produção é realizada por meio de fermentação em estado sólido, consumindo muito espaço, tempo e intensa mão de obra. A utilização da fermentação em estado líquido visa sanar esse gargalo. O objetivo com este deste trabalho foi realizar a otimização de diferentes combinações entre variáveis que interferem no processo de fermentativo em meio submerso visando aumentar a concentração de conídios produzidos no meio de cultivo, das unidades formadoras de colônia (UFC), microescleródios e da biomassa fúngica seca. E ainda comprovar a eficácia dos propágulos de C. rosea produzidas via fermentação líquida no controle de algumas doenças e pragas de grande importância na agricultura nacional (Botrytis cinerea, Sclerotinia sclerotiorum e Bemisia tabaci). Inicialmente foi realizado um ensaio utilizando delineamento experimental de Plackett-Burman, estudando a interação entre seis variáveis do meio de cultivo, que são relação C:N, carbono total do meio, pH, inóculo inicial e as concentrações de Ca e Fe. Em seguida a otimização das condições de cultivo foi realizada com o Delineamento Central Composto Rotacional (DCCR), com três as fontes de nitrogênio (extrato de levedura, farelo de algodão e ureia) e variando o pH durante a fermentação. As duas primeiras etapas foram realizadas em Erlenmeyers de 250 mL com três defletores basais, nos quais foram adicionados 90 mL dos diferentes meios esterilizados e 10 mL de inóculo. A etapa final de fermentação foi realizada em biorreatores automatizados de bancada de 3 L (Eppendorf®, BioFlo 115, Alemanha). A maior concentração média obtida de conídios via fermentação líquida foi de 7,87 x 108 conídios mL-1 com 120 horas de fermentação. Na fermentação sólida utilizando grãos de arroz, o valor médio máximo obtido após 30 dias de fermentação foi de 1,87 x 109 g-1. O agente de controle biológico conseguiu controlar de maneira significativa todas as doenças e pragas testadas. Não havendo diferença estatística entre as formas de produção dos propágulos de C. rosea testados.

     

     

  • PETERSON SYLVIO DE OLIVEIRA NUNES
  • Bacillus subtilis E Bacillus licheniformis NA PROMOÇÃO DE CRESCIMENTO E NO CONTROLE DA MURCHA DE FUSARIUM NO TOMATEIRO.

     

  • Data: 11/02/2020
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  • O gênero Bacillus, por possuir uma diversidade de mecanismos de ação, é amplamente utilizado como agente de biocontrole de doenças de plantas. O presente trabalho objetivou avaliar a eficiência de Bacillus subtilis e Bacillus licheniformis na promoção de crescimento e no controle da murcha de Fusarium causada por Fusarium oxysporum f. sp. lycopersici (FOL) raça 3. Para avaliar a promoção de crescimento, mudas de tomate (CV Santa Clara®) foram transplantadas para rizotrons (100 cm x 17,5 cm). Um produto comercial à base de B. subtilis e B. licheniformis (Quartzo®) foi aplicado nas concentrações de 1x1010, 1x109, 1x108 UFC mL-1, além de células dos isolados de B. subtilis e de B. licheniformis (1x108 UFC mL-1), isoladamente. O ensaio foi conduzido em delineamento inteiramente casualizado com cinco repetições, no qual foram avaliados: altura da planta, diâmetro da base da haste, massa fresca e seca da parte aérea e da raiz, volume e comprimento da raiz e clorofila. Para o controle da murcha de Fusarium, mudas de tomate com 20 dias foram transplantadas para vasos com substrato infestado com FOL (2x105 conídios g-1 substrato). Os estudos foram divididos em duas partes, na primeira, o controle foi avaliada a mistura de B. subtilis e de B. licheniformis (1x1010 UFC mL-1) e no segundo, os Bacillus aplicados separadamente (1x108 UFC mL-1). Os experimentos foram instalados em blocos casualizados e repetidos por duas vezes. A altura das plantas, o diâmetro das hastes, massa fresca e seca da parte aérea e das raízes, e os sintomas internos e externos da doença foram avaliados. Além disso, também foram avaliadas as atividades das enzimas peroxidase (POX) e polifenoloxidase (PPO) e proteínas totais em ensaios conduzidos em bandejas com concentrações crescentes da mistura de B. subtilis e de B. licheniformis. Os Bacillus, aplicados em mistura ou isoladamente, promoveram o crescimento das plantas, especialmente o das raízes.  A mistura B. subtilis e de B. licheniformis (Quartzo®) não controlou a murcha de Fusarium. Os isolados de B. subtilis e de B. licheniformis aplicados separadamente também não controlaram a doença, mas reduziram os sintomas nas plantas tratadas, permitindo maior desenvolvimento das plantas. Na coleta das folhas realizada 24 h após a inoculação do patógeno e a aplicação da mistura de B. subtilis e de B. licheniformis na concentração 1x1010 UFC mL-1 foi observada maior atividade para PPO e para a concentração de 1 x 108 UFC mL-1 maior atividade da POX. A mistura de B. subtilis e de B. licheniformis apresentaram efeito positivo na promoção de crescimento de plantas de tomate, podendo aumentar a produtividade das lavouras.

2019
Descrição
  • LAYZA EMANUELLE FURTADO ANDRADE
  • VARIAÇÃO E EFEITOS DE POTENCIAL DE INÓCULO NATURAL DE Drechslera iryzae E Phomopsis sojae EM LOTES DE SEMENTES DE ARROZ E SOJA.

  • Data: 30/10/2019
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  • Sendo considerada um dos principais insumos agrícolas é de fundamental importância a escolha de uma semente de qualidade fisiológica e sanitária. A quantificação do potencial de inóculo de agentes fitopatogênicos nas sementes pode permitir estimar um padrão de desenvolvimento de doença no campo. Objetivou-se neste estudo avaliar o grau de variação entre sementes individuais dentro de um mesmo lote e entre lotes comerciais com base na qualidade sanitária, representada pelo potencial de inóculo de Drechslera oryzae e Phomopsis sojae em sementes de arroz e soja. Os lotes de sementes foram selecionados baseados na porcentagem de ocorrência dos fungos de interesse, verificados por meio de Blotter test. A intensidade de colonização dos fungos na superfície das sementes foi realizada utilizando Blotter test com a adição de Manitol a -1,2 MPa e -1,0 para soja, dando origem a uma escala de notas onde se estabeleceu: 1 sem a presença do patógeno,2 até 10% de cobertura fúngica, 3 para sementes com cobertura entre 10% e 50% e nota 4, para sementes com cobertura fungica acima de 50%. Após o período de avaliação as sementes foram selecionadas e colocadas para secar em ambiente natural por 48 horas. Decorrido esse tempo foram submetidas a analises de germinação padrão, envelhecimento acelerado, condutividade elétrica, emergência em substrato e avaliação da transmissão. 

  • LAYZA EMANUELLE FURTADO ANDRADE
  • VARIAÇÃO DE POTENCIAL DE INÓCULO NATURAL Drechslera oryzae E Phomopsis sojae EM SEMENTES DE UM MESMO LOTE E ENTRE LOTES DE SEMENTES DE ARROZ, E SOJA

  • Data: 30/10/2019
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  • Sendo considerada um dos principais insumos agrícolas é de fundamental importância a escolha de uma semente de qualidade fisiológica e sanitária. A quantificação do potencial de inóculo de agentes fitopatogênicos nas sementes pode permitir estimar um padrão de desenvolvimento de doença no campo. Objetivou-se neste estudo avaliar o grau de variação entre sementes individuais dentro de um mesmo lote e entre lotes comerciais com base na qualidade sanitária, representada pelo potencial de inóculo de Drechslera oryzae e Phomopsis sojae em sementes de arroz e soja. Os lotes de sementes foram selecionados baseados na porcentagem de ocorrência dos fungos de interesse, verificados por meio de Blotter test. A intensidade de colonização dos fungos na superfície das sementes foi realizada utilizando Blotter test com a adição de Manitol a -1,2 MPa e -1,0 para soja, dando origem a uma escala de notas onde se estabeleceu: 1 sem a presença do patógeno,2 até 10% de cobertura fúngica, 3 para sementes com cobertura entre 10% e 50% e nota 4, para sementes com cobertura fungica acima de 50%. Após o período de avaliação as sementes foram selecionadas e colocadas para secar em ambiente natural por 48 horas. Decorrido esse tempo foram submetidas a analises de germinação padrão, envelhecimento acelerado, condutividade elétrica, emergência em substrato e avaliação da transmissão. 

  • FRANCIELY MARIA PEREIRA DE RESENDE
  •  

    IDENTIFICAÇÃO DE MARCADOR DO TIPO MICROSSATÉLITE RELACIONADO AO ALELO DE RESISTÊNCIA AO VÍRUS DO AMARELO DO BROTO (Soybean yellow shoot virus- SoyYSV) EM SOJA

  • Data: 30/10/2019
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  • O vírus do amarelo do broto da soja (Soybean yellow shoot virus-SoyYSV) tem alto potencial de causar danos severos às lavouras, representando uma ameaça à produção de soja no Brasil. Recentemente, o SoyYSV foi sequenciado e os análises moleculares indicaram que se trata de uma nova espécie pertencente à famila Potyviridae. O SoyYSV possui uma ampla gama de hospedeiras e causa lesões locais induzidas em folhas de Carica papaya e Chenopodium quinoa. Objetivou-se nesse estudo avaliar os efeitos das proteínas P1, HCPro, CP e Vpg do SoyYSVem uma hospedeira alternativa Carica papaya , para o entendimento dos mecanismos moleculares que envolvem os processos de infecção viral é importante conhecer a localização subcelular das proteínas virais na célula hospedeira e a sua possível atividade de supressão de silencimento gênico. Para atender a essas demandas, os genes que codificam algumas proteínas virais do SoyYSV denominadas P1, HCPro, CP e Vpg, foram clonadas no plasmídeo “entry clone” do sistema Gateway (PDONR221). Após a clonagem, foi subclonado no vetor de expressão pSITE fusionado à proteína fluorescente GFP e expressadas via Agrobacterium tumefasciens em plantas de Carica papaia. Após a análise das plantas infiltradas, acoplada a observações de microscopia de epiflorescência, proteínas Vpg e CP se localizaram nas nervuras de folhas jovens das plantas agroinfiltradas. Teste de RT-PCR evidenciaram atividade sistêmica das proteínas P1, HCPro, CP e Vpg,. Tais resultados contribuiram para a melhor compreensão dos mecanismos e funções das proteínas do SoyYSV no processo de infecção em diferentes tipos de hospedeiros. Por outra parte, no segundo experimento um dos problemas encontrados em campos de mamoeiro é a presença de viroses, representando o principal grupo de doenças da cultura, ocasionando grandes perdas, sendo o Papaya ringspot virus (PRSV-P) ocupando lugar de destaque, Dentre as estratégias de manejo mais empregadas para seu controle e diminuir a incidência, a construção de plantas transgênicas resistentes ao PRSV-P e a proteção cruzada com estirpes fracas do vírus são consideradas promissoras, porém são dependentes do grau de similaridade entre os isolados de cada região .Desse modo, objetivou-se nesse trabalho fazer a caracterização molecular da P1 de isolados do PRSP-P coletados em mamoeiros de diferentes regiões do Brasil. Foram coletados alguns isolados em diferentes regiões do Brasil, que foram inoculados e mantidos em plantas de mamoeiro, sob condições de casa de vegetação, para extração do RNA total e realização da RT-PCR, empregando primers específicos para a região gênica P1. Os amplicons obtidos foram sequenciados e analisados com os programas CLUSTALW, MEGA blast, MEGA5 e RDP3 e comparados entre si e com outras sequencias de PRSV disponíveis no Genbank .

  • FRANCIELY MARIA PEREIRA DE RESENDE
  • ANÁLISE GENÔMICA DA PROTEÍNA P1 DE ISOLADOS BRASILEIROS E CUBANO DO Papaya ringspot virus (PRSV) E INTERAÇÃO VÍRUS-PLANTA UTILIZANDO COMO MODELO O Soybean yellow shoot virus (SoyYSV).

  • Data: 30/10/2019
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  • O vírus do amarelo do broto da soja (Soybean yellow shoot virus-SoyYSV) tem alto potencial de causar danos severos às lavouras, representando uma ameaça à produção de soja no Brasil. Recentemente, o SoyYSV foi sequenciado e os análises moleculares indicaram que se trata de uma nova espécie pertencente à famila Potyviridae. O SoyYSV possui uma ampla gama de hospedeiras e causa lesões locais induzidas em folhas de Carica papaya e Chenopodium quinoa. Objetivou-se nesse estudo avaliar os efeitos das proteínas P1, HCPro, CP e Vpg do SoyYSVem uma hospedeira alternativa Carica papaya , para o entendimento dos mecanismos moleculares que envolvem os processos de infecção viral é importante conhecer a localização subcelular das proteínas virais na célula hospedeira e a sua possível atividade de supressão de silencimento gênico. Para atender a essas demandas, os genes que codificam algumas proteínas virais do SoyYSV denominadas P1, HCPro, CP e Vpg, foram clonadas no plasmídeo “entry clone” do sistema Gateway (PDONR221). Após a clonagem, foi subclonado no vetor de expressão pSITE fusionado à proteína fluorescente GFP e expressadas via Agrobacterium tumefasciens em plantas de Carica papaia. Após a análise das plantas infiltradas, acoplada a observações de microscopia de epiflorescência, proteínas Vpg e CP se localizaram nas nervuras de folhas jovens das plantas agroinfiltradas. Teste de RT-PCR evidenciaram atividade sistêmica das proteínas P1, HCPro, CP e Vpg,. Tais resultados contribuiram para a melhor compreensão dos mecanismos e funções das proteínas do SoyYSV no processo de infecção em diferentes tipos de hospedeiros. Por outra parte, no segundo experimento um dos problemas encontrados em campos de mamoeiro é a presença de viroses, representando o principal grupo de doenças da cultura, ocasionando grandes perdas, sendo o Papaya ringspot virus (PRSV-P) ocupando lugar de destaque, Dentre as estratégias de manejo mais empregadas para seu controle e diminuir a incidência, a construção de plantas transgênicas resistentes ao PRSV-P e a proteção cruzada com estirpes fracas do vírus são consideradas promissoras, porém são dependentes do grau de similaridade entre os isolados de cada região .Desse modo, objetivou-se nesse trabalho fazer a caracterização molecular da P1 de isolados do PRSP-P coletados em mamoeiros de diferentes regiões do Brasil. Foram coletados alguns isolados em diferentes regiões do Brasil, que foram inoculados e mantidos em plantas de mamoeiro, sob condições de casa de vegetação, para extração do RNA total e realização da RT-PCR, empregando primers específicos para a região gênica P1. Os amplicons obtidos foram sequenciados e analisados com os programas CLUSTALW, MEGA blast, MEGA5 e RDP3 e comparados entre si e com outras sequencias de PRSV disponíveis no Genbank .

  • FABIANA DOMINGOS BARROS
  • AVALIAÇÃO DOS EFEITOS E TRANSMISSÃO DE ISOLADOS DE Bipolaris EM SEMENTES DE Brachiaria brizantha cv. Marandu

  • Data: 29/10/2019
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  • O Brasil ocupa a posição de maior produtor, consumidor e exportador de sementes forrageiras, porém encontra dificuldades na comercialização com outros países devido às barreiras fitossanitárias. De acordo com a literatura há poucas informações sobre a qualidade sanitária de sementes forrageiras produzidas e comercializadas no Brasil. Portanto, o objetivo foi avaliar os efeitos dos dois isolados de Bipolaris sp., na germinação e vigor das sementes de B. brizantha cv. Marandu e a transmissão e o desempenho das sementes infectadas por esses patógenos em função do potencial de inóculo e temperatura de cultivo. Dois isolados de Bipolaris, LAPS808 e LAPS809, coletados de regiões distintas no Brasil foram caracterizados através de morfologia e por técnicas moleculares com finalidade de confirmação e inoculados em sementes de B. brizantha em diferentes potenciais de inóculo. Pelos resultados observouse diferenças significativas de comportamento entre os dois isolados, sendo a temperatura, a condutividade elétrica e nível de potencial de inóculo dos fungos os fatores que mais influenciaram no desempenho das sementes, avaliado pelas variáveis, vigor (IVE), peso, taxa de germinação e incidência. Pelos resultados obtidos, foi possível identificar os isolados fúngicos e verificar diferenças de agressividade entre eles, além de demonstrar a transmissão e efeitos danosos destas interações a partir de sementes. 

  • FABIANA DOMINGOS BARROS
  • AVALIAÇÃO DOS EFEITOS E TRANSMISSÃO DE ISOLADOS DE Bipolaris EM SEMENTES DE Brachiaria brizantha cv. Marandu

  • Data: 29/10/2019
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  • O Brasil ocupa a posição de maior produtor, consumidor e exportador de sementes forrageiras, porém encontra dificuldades na comercialização com outros países devido às barreiras fitossanitárias. De acordo com a literatura há poucas informações sobre a qualidade sanitária de sementes forrageiras produzidas e comercializadas no Brasil. Portanto, o objetivo foi avaliar os efeitos dos dois isolados de Bipolaris sp., na germinação e vigor das sementes de B. brizantha cv. Marandu e a transmissão e o desempenho das sementes infectadas por esses patógenos em função do potencial de inóculo e temperatura de cultivo. Dois isolados de Bipolaris, LAPS808 e LAPS809, coletados de regiões distintas no Brasil foram caracterizados através de morfologia e por técnicas moleculares com finalidade de confirmação e inoculados em sementes de B. brizantha em diferentes potenciais de inóculo. Pelos resultados observouse diferenças significativas de comportamento entre os dois isolados, sendo a temperatura, a condutividade elétrica e nível de potencial de inóculo dos fungos os fatores que mais influenciaram no desempenho das sementes, avaliado pelas variáveis, vigor (IVE), peso, taxa de germinação e incidência. Pelos resultados obtidos, foi possível identificar os isolados fúngicos e verificar diferenças de agressividade entre eles, além de demonstrar a transmissão e efeitos danosos destas interações a partir de sementes. 

  • VANESSA CARVALHO CÂNDIDO
  • SELEÇÃO DE AGENTES DE CONTROLE BIOLÓGICO CONTRA Stromatinia cepivora.

  • Data: 28/09/2019
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  • Stromatinia cepivora Whetzel (Syn. Sclerotium cepivorum Berk.,) causadora da doença
    denominada podridão branca, afeta lavouras produtoras de alho no mundo todo e imprime
    perdas severas. O patógeno possui gama de hospedeiros restrita, atacando exclusivamente
    plantas do gênero Allium e é capaz de formar escleródios, que são responsáveis pela
    disseminação e reprodução da doença que ocorre em temperaturas em torno de 17°C. Os
    escleródios podem permanecer no solo por 40 anos na ausência de plantas hospedeiras. A
    aplicação de microrganismos antagonistas em campo para o controle de doenças de plantas é
    tida como alternativa sustentável para o manejo de doenças. Diante do exposto, é de suma
    importância a busca por medidas alternativas que possam auxiliar no controle efetivo da
    doença. Objetivou-se selecionar agentes de controle biológico de S. cepivora que sejam
    capazes de colonizar e inviabilizar escleródios sob 17°C, temperatura onde ocorre maior
    incidência da doença. Foram testados 70 isolados vindos de diferentes localidades.
    Verificou-se o crescimento micelial e a capacidade de esporulação dos isolados através de
    plaqueamento de cada isolado em meio BDA e armazenamento em BOD durante 7 dias à
    17°C. O ensaio “in vitro” foi realizado através de preparo da suspensão de esporos de cada
    isolado utilizando água destilada esterilizada e uma gota de Tween, foram dispostos 8
    escleródios esterilizados de forma espaçada em papel filtro umedecido e pipetou-se 2
    microlitros da suspensão sob o escleródio, as placas foram armazenadas em BOD a 17°C
    durante 14 dias. Após este período, os escleródios foram esterilizados novamente e
    plaqueados em uma nova placa contendo meio BDA para verificar a colonização do
    microrganismo sobre o escleródio, as placas foram armazenadas em BOD a 17°C durante 20
    dias. Cinquenta e um isolados apresentaram produção de micélio e esporulação excelentes,
    características promissoras para desenvolvimento de produtos de controle biológico.
    CX01TR12-, CX01TRCAM, CX02TR19MTS, isolados de Trichoderma, colonizaram todos
    os esleródios em estudo em ambas as vezes em que o experimento foi realizado. Estes
    isolados apresentam potencial para condução de futuros experimentos em campo para
    controle de S. cepivora a fim de auxiliar no manejo da doença na cultura do alho.

  • MAURO PERARO BARBOSA JUNIOR
  • MANAGEMENT OF COFFEE RUST AND BROW EYE SPOT USING CULTURAL AND CHEMICAL CONTROL

  • Data: 27/09/2019
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  • O Brasil é o maior produtor de café arábica do mundo e as doenças são umas das principais causas de perdas na produção dos cafeeiros. Na América Central e no México, a ferrugem (Hemileia vastatrix) causou perdas progressivas na produção de até 45% nas safras de 2011 a 2014, desencadeando em crise socioeconômica para esses países. Entretanto as principais cultivares plantadas nas lavouras pertencem a genótipos suscetíveis à ferrugem e à cercosporiose. Visando reduzir tanto o inóculo inicial como a taxa de progresso dessas doenças, os agricultores devem fazer o uso de manejo integrado de doenças. Dessa forma foram realizados três experimentos, um (1) em casa de vegetação e dois (2) no campo, com o intuito de verificar a epidemiologia e forma de controle, cultural e química para a ferrugem e cercosporiose do cafeeiro. No primeiro experimento, objetivou-se avaliar a interação de cinco doses de fósforo (0,1, 0,5, 1, 2 e 4 mmol L-1) combinadas com cinco doses de boro (0,1, 0,5, 1, 2 e 4 mmol L-1). Os dados da incidência e severidade foram integralizados em Área Abaixo da Curva de Progresso da Incidência e Severidade da Cercosporiose (AACPIC) e (AACPSC), foram avaliados o peso seco das amostras e o teor foliar dos nutrientes. Observou-se interação significativa entre o P e o B e as menores intensidades da doença foram encontradas nas doses 2,0 mmol L-1 de P e 2,0 mmol L-1 de B. O maior peso das plantas secas (5,7 g planta-1) foi encontrado na menor dose de P (0,1 mmol L-1), além disso, o suprimento de P e B influenciaram a quantidade de P, Cu, Fe, Ca e B foliar. No segundo experimento o objetivo do trabalho foi avaliar a severidade da cercosporiose em cafeeiro submetido a diferentes manejos de irrigação por gotejamento e adubação. A cultivar avaliada foi MGS Travessia. As avaliações da doença foram realizadas entre março de 2012 a junho de 2014. O delineamento experimental foi em blocos casualizados, com 12 tratamentos. Os tratamentos de irrigação foram: controle sem irrigação (SI), irrigação ao longo do ano (IT), suspensão da irrigação por 30 dias em julho (I30) e 70 dias entre julho a setembro (I70). Os tratamentos de fertilização foram: recomendação segunda a análise de solo (A), alta taxa de N e K mais P (B) e alta taxa de N e K sem o fósforo (C). A severidade da doença foi integrada em (AACPD). Houve diferença para AACPD nos anos avaliados, refletindo a característica bienal da lavoura cafeeira. Não houve interação significativa entre irrigação e fertilização. No entanto, quando os tratamentos de irrigação e fertilização foram analisados separadamente, a suspensão da irrigação por 70 dias entre julho e setembro de 2012 favoreceu a cercosporiose no mesmo ano em que as altas taxas de N e K aumentaram a produtividade. E no terceiro experimento, objetivou-se avaliar o efeito de misturas de fungicidas no manejo da resistência de fungos e verificar o fornecimento de manganês e zinco via Mancozeb. O ensaio foi implantado em duas áreas nos anos de 2017 e 2018 e foram avaliados 6 tratamentos. Foram realizadas cinco avaliações da ferrugem, cercosporiose e enfolhamento em cada ano de avaliação. Os dados foram integralizados em Área Abaixo da Curva de Progresso da Ferrugem (AACPF), cercosporiose (AACPC) e enfolhamento (AACPE). Os fungicidas controlaram as doenças e proporcionaram maior enfolhamento do cafeeiro. O fungicida Mancozeb + Azoxistrobina + Ciproconazol forneceram manganês e zinco foliar. As maiores produtividades ocorreram nos fungicidas Mancozeb + Azoxistrobina + Ciproconazol na dose 2,5 Kg ha-1 e Piraclostrobina+Epoxiconazol na dose 1,5 L ha-1 no ano 2018 e média dos anos 2017/18. 

  • THAISSA DE PAULA FARIAS DOS SANTOS
  • INFLUÊNCIA DA ADUBAÇÃO COM CÁLCIO E POTÁSSIO NA RESISTÊNCIA DE EUCALIPTO À Calonectria pteridis.

  • Data: 25/09/2019
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  • Calonectria pteridis é conhecido por atacar diversos hospedeiros, causando doenças em mudas e plantas adultas. Entre elas, a mancha foliar em eucalipto é uma importante doença na cultura, pois em condições ideais ao patógeno, causa severa desfolha. O método de controle largamente utilizado para as principais doenças da cultura é o uso de genótipos resistentes. Com o intuito de aliar métodos culturais como alternativa de controle a doença em situações que o clima regional contribui para uma elevada suscetibilidade da planta, o objetivo dos experimentos realizados foi investigar a influência da adubação com cálcio e potássio no controle de C. pteridis em eucalipto. Os experimentos consistiram em submeter mudas de eucalipto a diferentes combinações de doses de Ca+2 e K+ em solução nutritiva. No primeiro estudo, foi utilizado um esquema fatorial 5 x 5, perfazendo 25 tratamentos no total. As mudas foram inoculadas com suspensão de esporos do fungo. Foram avaliadas as variáveis: severidade, desfolha, altura, teor de clorofila, peso da parte área e raiz seco. Foi observado em combinações com elevada concentração de K+ uma elevada severidade da doença, porém com baixa desfolha. Em tratamento com elevadas concentrações de ambos nutrientes, observou-se elevada severidade e elevada desfolha (82% e 64%, respectivamente). Constatou-se também desfolha não relacionada à doença. Nesse caso, a desfolha foi atribuída ao desbalanço de um ou de ambos nutrientes. No tratamento 6,0 mmol L-1 K × 8,0 mmol L-1 Ca foi observado baixa severidade e desfolha, além de conferir com elevado teor de clorofila, peso da parte área e da raiz. Entre os 25 tratamentos, três foram selecionados baseados nesses resultados para a condução do segundo experimento. Os tratamentos foram escolhidos com base na dose padrão da solução de Clark (6 mmol L-1 de K × 4mmol L-1 de Ca) com uma dose apenas com a concentração de cálcio maior e outra com ambas concentrações de cálcio e potássio elevadas. O segundo experimento teve como objetivo verificar a distribuição e concentração de Ca e K na região do tecido foliar lesionada pelo patógeno. Foram destacadas folhas às 24, 48 e 72 horas após a inoculação (h.a.i) e avaliadas em Microanálise de raio-X (MAX). O teor de cálcio e potássio foi crescente ao longo do tempo no tratamento 6,0 mmol L-1 K × 8,0 mmol L-1 Ca, atingindo as maiores médias às 72 h.a.i, no tecido sintomático e assintomático, respectivamente. Nos demais tratamentos, nesse mesmo tempo, o teor de ambos nutrientes decresceu, com maiores médias observadas às 48 h.a.i. O teor elevado de cálcio e potássio às 72 h.a.i ao redor da lesão indica a persistência na sinalização de mecanismos de defesa ao fungo. Ambos estudos demonstraram que o fornecimento equilibrado de cálcio e potássio influencia diretamente na severidade da doença, desfolha, variáveis morfológicas e define as respostas de defesa precoces e tardias de eucalipto à C. pteridis

     é conhecido por atacar diversos hospedeiros, causando doenças em mudas e plantas adultas. Entre elas, a mancha foliar em eucalipto é uma importante doença na cultura, pois em condições ideais ao patógeno, causa severa desfolha. O método de controle largamente utilizado para as principais doenças da cultura é o uso de genótipos resistentes. Com o intuito de aliar métodos culturais como alternativa de controle a doença em situações que o clima regional contribui para uma elevada suscetibilidade da planta, o objetivo dos experimentos realizados foi investigar a influência da adubação com cálcio e potássio no controle de C. pteridis em eucalipto. Os experimentos consistiram em submeter mudas de eucalipto a diferentes combinações de doses de Ca+2 e K+ em solução nutritiva. No primeiro estudo, foi utilizado um esquema fatorial 5 x 5, perfazendo 25 tratamentos no total. As mudas foram inoculadas com suspensão de esporos do fungo. Foram avaliadas as variáveis: severidade, desfolha, altura, teor de clorofila, peso da parte área e raiz seco. Foi observado em combinações com elevada concentração de K+ uma elevada severidade da doença, porém com baixa desfolha. Em tratamento com elevadas concentrações de ambos nutrientes, observou-se elevada severidade e elevada desfolha (82% e 64%, respectivamente). Constatou-se também desfolha não relacionada à doença. Nesse caso, a desfolha foi atribuída ao desbalanço de um ou de ambos nutrientes. No tratamento 6,0 mmol L-1 K × 8,0 mmol L-1 Ca foi observado baixa severidade e desfolha, além de conferir com elevado teor de clorofila, peso da parte área e da raiz. Entre os 25 tratamentos, três foram selecionados baseados nesses resultados para a condução do segundo experimento. Os tratamentos foram escolhidos com base na dose padrão da solução de Clark (6 mmol L-1 de K × 4mmol L-1 de Ca) com uma dose apenas com a concentração de cálcio maior e outra com ambas concentrações de cálcio e potássio elevadas. O segundo experimento teve como objetivo verificar a distribuição e concentração de Ca e K na região do tecido foliar lesionada pelo patógeno. Foram destacadas folhas às 24, 48 e 72 horas após a inoculação (h.a.i) e avaliadas em Microanálise de raio-X (MAX). O teor de cálcio e potássio foi crescente ao longo do tempo no tratamento 6,0 mmol L-1 K × 8,0 mmol L-1 Ca, atingindo as maiores médias às 72 h.a.i, no tecido sintomático e assintomático, respectivamente. Nos demais tratamentos, nesse mesmo tempo, o teor de ambos nutrientes decresceu, com maiores médias observadas às 48 h.a.i. O teor elevado de cálcio e potássio às 72 h.a.i ao redor da lesão indica a persistência na sinalização de mecanismos de defesa ao fungo. Ambos estudos demonstraram que o fornecimento equilibrado de cálcio e potássio influencia diretamente na severidade da doença, desfolha, variáveis morfológicas e define as respostas de defesa precoces e tardias de eucalipto à C. pteridis

  • VICTOR AUGUSTO MAIA VASCONCELOS
  • ADUBAÇÃO FOLIAR, ETILFOSFONATO DE COBRE E FUNGICIDAS NO MANEJO DA MANCHA DE PHOMA DO CAFEEIRO.

  • Data: 29/08/2019
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  • O café é uma das culturas que mais se destacam no Brasil, em âmbito social e econômico. Vários são os entraves à produção cafeeira, destacando-se as doenças. A mancha de Phoma, cujo agente etiológico é o fungo Phoma tarda, causa consideráveis perdas em lavouras cafeeiras de elevadas altitudes. Os prejuízos podem ocasionar redução na produtividade de até 43%, devido à queda de folhas, seca de ramos e mumificação de frutos. A busca por produtos eficazes no controle da doença, em substituição aos fungicidas, e que apresentem baixo impacto ao meio  mbiente, vem crescendo gradativamente. Diante disso, o objetivo do presente trabalho foi avaliar o efeito da aplicação de nutrientes foliares associados ao etilfosfonato de cobre e fungicidas no manejo da mancha de phoma do cafeeiro.
    Foram realizados 2 experimentos, um em campo e outro em casa de vegetação. Em condições de campo, o  delineamento experimental utilizado foi em blocos casualizados (DBC) com 4 blocos, 8 tratamentos associados à nutrição foliar (presença e ausência) constituindo assim um esquema fatorial 8x2. Os tratamentos foram: T1 (testemunha); T2 (etilfosfonato de cobre- EFCu); T3 (fosetil-Al- FAl); T4 (boscalida- BOS); T5 (iprodiona- IPRO); T6 (EFCu + FAl); T7 (EFCu + BOS); T8 (EFCu + IPRO). Foram avaliados a porcentagem de chumbinhos mumificados, incidência da doença, produtividade e aspectos físicos dos grãos. Para os chumbinhos mumificados, todos os tratamentos diferiram da testemunha, sendo que EFCu + FAl, EFCu + BOS e EFCu + IPRO promoveram controle de 67, 75 e 77% respectivamente. A incidência da doença foi inferior em todos os tratamentos
    associados a nutrição, com exceção do EFCu + FAl. Todos os tratamentos sem associação com nutrição promoveram o controle da doença. Em relação à produtividade, os tratamentos BOS, EFCu + FAl, EFCu + BOS e EFCu + IPRO diferiram da testemunha, promovendo um incremento de 6, 13, 12 e 8 sacos/ha, respectivamente. Dados para os aspectos físicos dos grãos ainda estão sob análise. O experimento em casa de vegetação foi conduzido em delineamento de blocos casualizados (DBC), com 4 repetições e quatro plantas por parcela. Os tratamentos foram: T1 (testemunha); T2 (etilfosfonato de cobre- EFCu); T3 (boscalida- BOS); T4 (EFCu + BOS), escolhidos por apresentarem melhores resultados de controle da mancha de phoma em condições de campo. Foram avaliados a atividade enzimática da fenilalanina amôniliase (PAL), peroxidase (POX), polifenol
    oxidase (PPO), o teor de compostos fenólicos e lignina, o teor de clorofila a e b, bem como a altura de plantas. Os dados ainda se encontram sob análise.

  • CAMILA APARECIDA CARVALHO
  • USO DE NANOPARTÍCULAS NO CONTROLE DA CERCOSPORIOSE EM MUDAS DE CAFEEIRO (Coffea arabica L.)

  • Data: 13/08/2019
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  • A ser inserido posteriormente

  • VITÓRIA MORENO TEDARDI
  • DESENVOLVIMENTO DE  ESPÉCIES E ATOVARES DE DE Pseudomonas CAUSADORAS DE LESÕES FOLIARES EM CAFEEIRO EMPREGANDO PRIMERS ESPECÍFICOS

  • Data: 01/08/2019
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  • A mancha aureolada, causada por Pseudomonas syringae pv. garcae (Psg), é a principal
    doença de etiologia bacteriana do cafeeiro (Coffea arábica L.) no Brasil. Além desta
    bacteriose, ocorrem a mancha bacteriana (P. syringae pv. tabaci - Psta), o crestamento
    bacteriano (P. cichorii - Pc) e a mancha escura (Burkholderia andropogonis - Ba). O
    diagnóstico dessas doenças é problemático, pois é baseado em sintomas e testes
    bioquímicos que não são suficientes para a identificação dos patógenos aos níveis de
    espécie e patovar. Além disso, não existem ainda descritos na literatura primers
    específicos para a detecção de Psg. Sendo assim, os objetivos com este trabalho foram o
    desenvolvimento de primers específicos para detecção de Psg e de primers para
    detecção simultânea de Psg, Psta e Pc. Para isso, primers foram desenvolvidos baseados
    no alinhamento de sequências do gene rpoD, que codifica para a síntese da RNA
    polimerase. A especificidade dos pares de primers PsgRpod F1/PsgRpod R2 e PsgRpod
    F1/ PgtcRpod R1 foi testada com os DNAs de Psg, Psta, Pc, além de isolados
    representativos de outros gêneros e espécie. Os primers PsgRpod F1/PsgRpod R2 foram
    específicos para Psg e amplificaram uma única banda de 287 pb. Os primers PsgRpod
    F1/ PgtcRpod R1 amplificaram fragmentos de tamanhos diferentes para Psg, Pc e Psta,
    possibilitando a detecção das três bactérias simultaneamente. A sensibilidade da reação
    de PCR para os primers PsgRpod F1/PsgRpod R2 foi de 100 pg. Ambos os pares de
    primers foram eficientes na detecção de Psg, Pc e Psta em mudas de cafeeiro inoculadas
    e amostras de folhas coletadas no campo. Os primers desenvolvidos nesse estudo
    possibilitarão a correta identificação e diferenciação dessas bactérias causadoras de
    manchas foliares em cafeeiro e poderão ser utilizados em análises de rotina na diagnose
    destas bacterioses, além de facilitar o monitoramento e o estudo epidemiológico dessas
    doenças bacterianas nas regiões produtoras de café.

  • MANUEL ISMAEL MARTÍNS
  • QUALIDADE DE SEMENTES DE MILHO E SOJA ARMAZENADAS APÓS INOCULAÇÃO COM FUNGOS PELA TÉCNICA DE CONDICIONAMENTO HÍDRICO

  • Data: 26/06/2019
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  • O presente estudo teve como objetivo a avaliar a qualidade fisiológica das sementes de soja e milho
    inoculado artificialmente pelo fungo Phomopsis sojae e Stenocarpella maydis respectivamente, a
    e viabilidade destes fungos durante seis mês sob duas condições de armazenamento. As sementes
    foram inoculadas em bandejas de alumínio contendo meio BDA acrescido de manitol, em três
    tempos de exposição (potenciais) com a colônia fúngica: P1: 36, P2:72, P3:108 horas e o
    tratamento controle P0 (sementes não inoculadas). Em seguida as sementes inoculadas e não
    inoculadas foram submetidas em duas condições de armazenamento, câmara fria e seca (10oC e
    50% U) e condições ambiente não controlado (laboratório), sendo analisadas a cada 30 dias. Os
    efeitos e a viabilidade do fungo sobre as sementes foram analisados pelo teste de germinação,
    envelhecimento acelerado (E.A), condutividade elétrica (C.E); Sanidade (Blotter test), antes de
    cada avaliação determinou-se teor de umidade nas sementes. Após 180 dias uma análise de
    esteriomicografia foi realizada para comprovar a ocorrência superficial da infecção do fungo. Os
    ambientes tiveram influência na sobrevivência e viabilidade do fungo Stenocarpela maydis, nas
    condições de ambiente não controlado observou-se redução da incidência na ordem de 18.5%
    (P2) e 80.5% (P3) nos potencias 72 e 108 h, restabelecendo o vigor das sementes no qual foi
    comprovado pelo aumento da germinação na ordem de 18.5 % (P2), E.A em 19.5% (P2), 25% (P3)
    e aumento de C.E 6.5 μScm-1 g -1 (P2), 45.05μScm-1 g -1 (P3). Já para o fungo Phomoposis sojae
    observou-se que a porcentagem de incidência e viabilidade em ambos ambientes foi mantida ao
    longo do armazenamento. Em condições fria e seca, no início do armazenamento, a incidência foi
    de 77.5% (P2), 88.1% (P3), ao final do período de armazenamento a incidência foi de 71.2 % (P2),
    90 % (P3), esta incidência interferiu na germinação, chegando a valores de 2% (P2) e 0% (P3), no
    E.A em 4% (P2), 1.5% (P3), aumentando os valores da condutividade elétrica na ordem de
    17.89μScm-1 -1 (P2) e 30.9 μScm-1 g -1 (P3).

  • ANDRES MAURICIO PINZON NUÑEZ
  • EXPRESSION, SUBCELLULAR LOCALIZATION AND STUDIES ON SILENCING SUPPRESSION OF A NEW MEMBER OF THE Potyviridae FAMILY IN BRAZIL



  • Data: 19/06/2019
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  • O vírus do amarelo do broto da soja (Soybean yellow shoot virus-SoyYSV) tem altopotencial de causar danos severos às lavouras, representando uma ameaça à produção desoja no Brasil. Recentemente, o SoyYSV foi sequenciado e os analises molecularesindicaram que se trata de uma nova espécie pertencente à famila Potyviridae. Assim sendo, para o entendimento dos mecanismos moleculares que envolvem os processos de infecção viral é importante conhecer a localização subcelular das proteínas virais na célula hospedeira e seu possível mecanismo de silencimento gênico de RNA. Para atender a essas demandas, os genes que codificam as proteínas virais do SoyYSV denominadas P1, HCPro, P3, PIPO, 6K1, NIa, NIb e CP, foram clonadas no plasmídeo “entry clone” do sistema Gateway (PDONR221). Após a clonagem, foi subclonado no vetor de expressão pSITE fusionado à proteína fluorescente GFP e expressadas via Agrobacterium tumefasciens em duas linhagens de plantas transgênicas de Nicotiana benthamiana que expressam a proteína fluorescente RFP, sendo que uma delas expressa no núcleo e a outra no reticulo endoplasmático. A análise das plantas infiltradas, acoplada a observações de microscopia confocal, mostrou que as proteínas P1, P3, Nia e Nib se localizaram no núcleo e no citoplasma; a proteína PIPO se localizou exclusivamente no citoplasma, enquanto que a HCPro acumulou-se no núcleo e a proteína CP na periferia nuclear e citoplasma. Este estudo de localização das proteínas do SoyYSV em planta hospedeira, mostrou ser uma ferramenta importante no auxílio da caracterização e função das proteínas. No caso do experimento, o objetivo do trabalho foi investigar a capacidade de supressão de algumas proteínas dos vírus: Soybean yellow shoot virus (SoyYSV), Turnip mosaic vírus (TUMV), Chinese yan necrotic mosaic vírus (CYNMV), Blackberry virus Y (BIVY) e Arepa palm necrotic ringspot virus (APNRV), todos pertencentes à familia Potyviridae. Para isso, as proteínas P1, HCPro e VPg desses vírus foram inseridas em plantas de Nicotiana benthamiana e observadas ao microscópio de epifluorescência.de atividade de silenciamento, nós utilizamos um clone infeccioso do Plum pox virus (PPV) inserindo as proteínas P1, HCPro e VPg do Soybean yellow shoot virus (SoyYSV) que poderiam cumprir essa função e relatadas como possíveis supressores de silenciamento de RNA (RSS) na familia Potyviridae. As construções foram testadas no contexto viral e através de expressão transiente em plantas de Nicotiana benthamiana via Agrobacterium tumefasciens. As imagens foram obtivas mediante microscopia de epifluorescência e as quantificações de fluorescência mediante fluorometria. Foram também feitas quantificações de fluorescência por fluorometria. Os resultados obtidos nesse trabalho não evidenciaram atividade de supressão de silenciamento de RNA (RSS) das proteínas testadas. Novos estudos visando conhecer o papel que desempenham as proteínas virais do SoyYSV quando estas estão associadas a outras proteínas do próprio vírus ou quando interagem com proteínas do hospedeiro, poderão complementar esse estudo.

  • ANDRES MAURICIO PINZON NUÑEZ
  • EXPRESSION, SUBCELLULAR LOCALIZATION AND STUDIES ON SILENCING SUPPRESSION OF A NEW MEMBER OF THE FAMILY Potyviridae IN BRAZIL



  • Data: 19/06/2019
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  • O vírus do amarelo do broto da soja (Soybean yellow shoot virus-SoyYSV) tem altopotencial de causar danos severos às lavouras, representando uma ameaça à produção desoja no Brasil. Recentemente, o SoyYSV foi sequenciado e os analises molecularesindicaram que se trata de uma nova espécie pertencente à famila Potyviridae. Assim sendo, para o entendimento dos mecanismos moleculares que envolvem os processos de infecção viral é importante conhecer a localização subcelular das proteínas virais na célula hospedeira e seu possível mecanismo de silencimento gênico de RNA. Para atender a essas demandas, os genes que codificam as proteínas virais do SoyYSV denominadas P1, HCPro, P3, PIPO, 6K1, NIa, NIb e CP, foram clonadas no plasmídeo “entry clone” do sistema Gateway (PDONR221). Após a clonagem, foi subclonado no vetor de expressão pSITE fusionado à proteína fluorescente GFP e expressadas via Agrobacterium tumefasciens em duas linhagens de plantas transgênicas de Nicotiana benthamiana que expressam a proteína fluorescente RFP, sendo que uma delas expressa no núcleo e a outra no reticulo endoplasmático. A análise das plantas infiltradas, acoplada a observações de microscopia confocal, mostrou que as proteínas P1, P3, Nia e Nib se localizaram no núcleo e no citoplasma; a proteína PIPO se localizou exclusivamente no citoplasma, enquanto que a HCPro acumulou-se no núcleo e a proteína CP na periferia nuclear e citoplasma. Este estudo de localização das proteínas do SoyYSV em planta hospedeira, mostrou ser uma ferramenta importante no auxílio da caracterização e função das proteínas. No caso do experimento, o objetivo do trabalho foi investigar a capacidade de supressão de algumas proteínas dos vírus: Soybean yellow shoot virus (SoyYSV), Turnip mosaic vírus (TUMV), Chinese yan necrotic mosaic vírus (CYNMV), Blackberry virus Y (BIVY) e Arepa palm necrotic ringspot virus (APNRV), todos pertencentes à familia Potyviridae. Para isso, as proteínas P1, HCPro e VPg desses vírus foram inseridas em plantas de Nicotiana benthamiana e observadas ao microscópio de epifluorescência.de atividade de silenciamento, nós utilizamos um clone infeccioso do Plum pox virus (PPV) inserindo as proteínas P1, HCPro e VPg do Soybean yellow shoot virus (SoyYSV) que poderiam cumprir essa função e relatadas como possíveis supressores de silenciamento de RNA (RSS) na familia Potyviridae. As construções foram testadas no contexto viral e através de expressão transiente em plantas de Nicotiana benthamiana via Agrobacterium tumefasciens. As imagens foram obtivas mediante microscopia de epifluorescência e as quantificações de fluorescência mediante fluorometria. Foram também feitas quantificações de fluorescência por fluorometria. Os resultados obtidos nesse trabalho não evidenciaram atividade de supressão de silenciamento de RNA (RSS) das proteínas testadas. Novos estudos visando conhecer o papel que desempenham as proteínas virais do SoyYSV quando estas estão associadas a outras proteínas do próprio vírus ou quando interagem com proteínas do hospedeiro, poderão complementar esse estudo.

  • ACLEIDE MARIA SANTOS CARDOSO
  • ESPÉCIES DE Fusarium ASSOCIADAS A CUCURBITÁCEAS NO BRASIL

  • Data: 10/06/2019
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  • O objetivo deste trabalho foi investigar quais espécies do complexo Fusarium solani – FSSC
    estão associadas a cucurbitáceas no Brasil e quais delas causam podridão do colo, raízes e do
    fruto, e relatar a ocorrência de espécies do complexo Fusarium chlamydosporum – FCSC e
    Fusarium incarnatum-equiseti – FIESC, causando podridão em frutos de abóbora. Uma coleção
    de 71 isolados (FSSC = 66, FCSC = 3, FIESC = 2) foi obtida dos estados de MG, RN, CE, MA,
    PI, GO e RR. Isolados monospóricos do FSSC e FCSC foram submetidos a análises de filogenia
    molecular das regiões gênicas EF-1α + RPB2 e os isolados do FIESC a análises de EF-1α +
    LSU + RPB2 + CAM. Foram realizados ainda testes de homotalismo e determinação dos mating
    types por PCR, cruzamentos em laboratório para indução da fase sexuada, e avaliação de
    marcadores morfológicos. Isolados representativos foram utilizados em testes de patogenicidade
    em plantas e frutos e na avaliação da transmissão de sementes a plantas. De acordo com a
    análise filogenética de máxima parcimônia os isolados do FSSC agruparam em seis espécies
    distintas dentro do clado 3: F. petroliphilum (FSSC 1), F. keratoplasticum (FSSC 2), F.
    falciforme (FSSC 3+4), F. solani f. sp. cucurbitae (FSSC 10) e Neocosmospora suttoniana
    (FSSC 20) representando espécies heterotálicas e ainda F. pseudensiforme (FSSC 33), uma
    espécie homotálica. Na análise combinada para o FCSC, os isolados agruparam com as
    linhagens FCSC 1 (n=2) e FCSC 2 (n=1). Para o FIESC, um isolado agrupou com F. lacertarum
    e outro com nenhuma das 36 linhagens conhecidas do FIESC, sendo preliminarmente
    denominada como FIESC 37. No teste de homotalismo, nenhum dos 66 isolados do FSSC
    produziu peritécios espontaneamente. Foi possível induzir pela primeira vez a reprodução
    sexuada de N. suttoniana em laboratório, utilizando isolados de cucurbitáceas e Passiflora.
    Todas as espécies foram patogênicas a plantas de abóbora, sendo F. solani f. sp. cucurbitae a
    espécie mais virulenta, provocando a morte das plantas de 5 a 10 dias após a emergência. Já os
    isolados do FCSC e FIESC causaram sintomas de amarelecimento e redução do porte e sistema
    radicular nas mudas de abóbora. Nos frutos, as maiores lesões foram causadas pelas espécies F.
    solani f. sp. cucurbitae e N. suttoniana. A transmissão de semente a plântulas foi confirmada
    para as seis espécies sendo que F. solani f. sp. cucurbitae foi a espécie que mais afetou as
    sementes, reduzindo em até 82% a germinação e de 35% no vigor. Este é o primeiro relato das
    espécies F. petroliphilum, F. keratoplasticum, F. solani f. sp. cucurbitae e F. pseudensiforme
    em associação com cucurbitáceas no Brasil, e de F. keratoplasticum e F. pseudensiforme em
    cucurbitáceas no mundo. Também é o primeiro relato da linhagem FCSC 2, de F. lacertarum e
    linhagem FIESC 37 causando podridão de frutos em abóbora. Fusarium solani f. sp. cucurbitae
    (FSSC 10) é elevado ao nível de espécie, Fusarium cucurbitae sp. nov.

  • MARIA GILMARA DE OLIVEIRA SOARES
  • PHYLOGENETIC CHARACTERIZATION, INFECTIOUS PROCESS AND ALTERNATIVE CONTROL OF Colletotrichum IN AVOCADO

  • Data: 23/04/2019
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  • A antracnose causada por espécies do gênero Colletotrichum, está entre os principais fatores limitantes da produção mundial de abacates. Entretanto, informações disponíveis sobre o agente etilógico da doença, juntamente com o conhecimento do processo infeccioso e a influência de películas de amido na redução da doença, poderiam auxiliar nas estratégias de manejo cultural e redução na perda de frutos. Portanto, o objetivo deste trabalho foi avaliar a diversidade de espécies de Colletotrichum associadas a antracnose em abacate, estudar o processo infeccioso de Colletotrichum spp., e avaliar o efeito de diferentes concentrações de películas à base de amido no controle da antracnose em abacate. No primeiro estudo, isolados de Colletotrichum foram caracterizados por marcadores morfológicos, análises filogenéticas dos genes gapdh, act, tub2 e ApMat e testes de patogenicidade. Foram identificadas três espécies previamente descritas C. karstii, C. dianesei, C. communis e uma nova espécie descrita e ilustrada como Colletotrichum bredae. Os caracters morfológicos não foram informativos o suficiente a delimitação das espécies. Todas as espécies incitaram sintomas de antracnose nos frutos de abacateiro. No segundo estudo, amostras de abacates inoculados foram coletadas por períodos de 3, 4, 6, 12, 24, 36, 48, 72, 96, 120, 144, 168 e 240 horas após a inoculação (hai). A germinação de conídios ocorreu entre 6 e 12 hai. A penetração ocorreu através de ferimentos realizados durante a inoculação, 48 hai. A estratégia de colonização de C. bredae foi hemibiotrófica intracelular às 144-240 hai. A esporulação ocorreu 240 hai por meio do surgimento de acérvulos e formação de conidióforos que produziram massas de conídios. No terceiro estudo, frutos de abacateiro foram tratados com fécula de mandioca e amido de milho, nas concentrações de 1, 2, 3 e 4% individuais e combinadas nos métodos curativo e preventivo. Foram avaliada área média lesionada, área abaixo da curva de progresso da doença (AACPD) e peso fresco, além de verificada a ação das películas nos frutos utilizando a Microscopia Eletrônica de Varredura (MEV). No método curativo, houve redução na área média lesionada e AACPD nos frutos tratados com películas individuais de fécula de mandioca 1 e 4%, amido de milho 1%, e com combinações fécula + amido 2, 3 e 4%. No método preventivo, os frutos tratados com amido de mandioca e milho 2% individual e nas combinações fécula + amido 2 e 3% proporcionaram menor AACPD e área média lesionada. Nestes tratamentos também foram verificadas menores perdas de pesos nos frutos. Imagens em MEV revelaram inibição da germinação de conídios de C. bredae, e a formação de uma camada protetora na superfície dos frutos que impediram a penetração do patógeno e levaram a deformação de hifas.

  • SANDRA VALÉRIA DIAS CARDOSO
  • IDENTIFICAÇÃO DE BACTÉRIAS CAUSADORAS DE PODRIDÕES MOLES DE OCORRÊNCIA NOS ESTADOS DO PARÁ E MINAS GERAIS

  • Data: 01/03/2019
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  • RESUMO

    As bactérias pectinolíticas causadoras de podridões moles são responsáveis por grandes
    perdas econômicas no cultivo de uma variada gama de plantas hospedeiras, tanto no
    campo como na comercialização, principalmente em regiões de clima quente e úmido.
    Assim, o presente trabalho teve como objetivo identificar diferentes isolados de
    bactérias causadoras de podridões moles em hortaliças, fruteira e algumas espécies
    ornamentais por meio de testes bioquímicos, fisiológicos, moleculares e
    sequenciamento da região 16S rDNA. Os ensaios foram realizados no Laboratório de
    Fitopatologia da Embrapa Amazônia Oriental e no Laboratório de Bacteriologia de
    Plantas do Departamento de Fitopatologia, da Universidade Federal de Lavras
    (DFP/UFLA) entre os anos de 2017 e 2018. Foram obtidos 38 isolados de bactérias em
    provenientes dos municípios dos Estados do Pará e Minas Gerais. As provas
    bioquímicas e fisiológicas realizadas foram: Gram, catalase, oxidase, degradação de
    Pectato, isca de biológica em tubérculo de batata e pimentão, anaerobiose, crescimento
    a 37°C em meio NA, crescimento em meio YDC e sensibilidade à eritromicina. Na
    técnica de reação em cadeia da polimerase foram utilizados os oligonucleotídeos
    1491f/L1RA/L1RG para diferenciar Pectobacterium carotovorum de Dickeya
    chrysanthemi, Br1f/L1RA/L1RG específicos para Pectobacterium carotovorum subsp.
    brasiliensis e algumas estirpes de P. carotovorum subsp. carotovorum, ERWFOR e
    CHRREV para identificação da espécie Dickeya chrysanthemi. E para o Nested-PCR
    para detectar P. carotovorum subsp. carotovorum, utilizou-se o par de primer
    EXPCCR/EXPCCF e INPCCR/INPCCF na primeira e segunda reação,
    respectivamente. Para o sequenciamento da região 16S rDNA foram utilizados os
    primers 27F e 1492R. No geral, os métodos bioquímicos e moleculares não foram
    eficientes para a identificação dos isolados. Enquanto, o sequenciamento da região 16S
    rDNA foi possível identificar os isolados causadores de podridões moles em nível de
    gênero.

  • FRANCIELY MARIA PEREIRA DE RESENDE
  •  

    Identificação de marcador do tipo microssatélite relacionado ao alelo de resistência
    ao vírus do amarelo do broto (Soybean yellow shoot virus- SoYSV) em soja.

  • Data: 27/02/2019
  • Mostrar Resumo
  • O Soybean yellow shoot virus (SoyYSV) foi encontrado em Lavras-MG em meados dos
    anos 80, e foi caracterizado como sendo um novo membro da família Potyviridae que
    não se encaixa em nenhum dos gêneros já descritos até o momento. Como se trata de
    um vírus com alto potencial para causar perdas em plantas de soja, este trabalho teve
    como objetivo encontrar um marcador molecular do tipo microssatélite ligado ao gene
    de resistência que foi detectado na cultivar Doko. Para isso foi obtida uma população
    segregante por meio do cruzamento da cultivar Doko com a cultivar Numbaira
    (suscetível), para a identificação do alelo de resistência. A resposta da soja ao SoyYSV
    mostrou uma segregação com proporção 1:2:1, típico de herança monogênica
    codominante. O DNA extraído de 500 plantas foi testado por diversos microssatélites e
    o Satt 418 amplificou, nos bulks analisados, uma banda polimórfica de 250pb ligada ao
    alelo de resistência. Esse primer está sendo usado para testar as plantas F2, com a
    segregação 1:2:1. Após a análise do DNA de todas as plantas, serão feitas análises
    estatísticas para determinar a maior distância entre o marcador e o alelo de resistência.

  • CRISTIAN DAVID PLAZA PEREZ
  • NANOPARTICLES OF ESSENTIAL AND NONESSENTIAL ELEMENTS IN THE MANAGEMENT OF PLANT DISEASES

  • Data: 22/02/2019
  • Mostrar Resumo
  • A nutrição correta e equilibrada das plantas deve constituir sempre a primeira linha de defesa
    contra os patógenos. Os micronutrientes são capazes de mediar na ativação de produtos de
    defesa da planta quando disponíveis em quantidades adequadas no tecido vegetal. Diferentes
    fontes desses micronutrientes e de elementos não essenciais, porém, benéficos estão sendo
    avaliadas no mundo para verificar o seu efeito em reduzir a intensidade de doenças. Este
    trabalho teve como objetivo avaliar a efetividade da aplicação de micronutrientes e elementos
    não essenciais na forma iônica, sulfatada e/ou nanoparticulada fornecidos às plantas via
    solução nutritiva ou pulverizados diretamente na parte aérea em dois patossistemas, ferrugem
    do cafeeiro e síndrome da morte súbita da soja. Os resultados desta pesquisa foram divididos
    em três artigos. O primeiro objetivou estudar o efeito do boro, manganês e zinco na redução
    da ferrugem do cafeeiro em mudas cultivadas em solução nutritiva. Foi verificada redução da
    severidade da doença ao usar os três micronutrientes, entretanto, a maior redução de 75% foi
    observada ao aplicar zinco. A maior produção de lignina e fenóis totais solúveis FTS foi
    associada à aplicação de manganês. No segundo artigo o objetivo foi comparar o potencial de
    nanopartículas de micronutrientes e elementos não essenciais diretamente no fungo Fusarium
    virguiliforme e na síndrome da morte súbita, doença causada por esse patógeno. In vitro, foi
    verificada redução na biomassa seca de F. virguiliforme quando exposto à presença de boro,
    zinco e manganês. In planta, foi observado redução da podridão radicular associada à
    síndrome quando aplicado 500 mg L -1 de nanopartículas de cobre em 4 de 4 experimentos,
    com zinco em 3 de 4, com boro em 2 de 3 e com prata em 2 de 2. No terceiro artigo, foi
    realizada a seleção das nanoparticulas promissóras na redução da ferrugem do cafeeiro e na
    germinação de esporos de Hemileia vastatrix a partir da avaliação inicial de 10 nanomateriais.
    Também foi comparado o efeito de diferentes fontes boro, zinco, manganês e cobre. Em
    mudas de cafeeiro expostas a nanopartículas prata e zinco na concentração de 500 mg L -1 foi
    observada redução da área abaixo da curva de progresso da ferrugem em 93 e 75%,
    respectivamente. Finalmente, às formas nanoparticuladas de boro, zinco, manganês e cobre
    reduziram significativamente a ferrugem comparado com seus respectivas formas iônicas.
    Dessa forma foi constatado o potencial da adequada nutrição no manejo de doenças de
    plantas.

  • CRISTIAN DAVID PLAZA PEREZ
  • MINERAL NUTRIENTS AND THE USE OF NANOPARTICLES IN THE MANAGEMENT OF PLANT DISEASES

  • Data: 22/02/2019
  • Mostrar Resumo
  • A nutrição correta e equilibrada das plantas deve constituir sempre a primeira linha de defesa
    contra os patógenos. Os micronutrientes são capazes de mediar na ativação de produtos de
    defesa da planta quando disponíveis em quantidades adequadas no tecido vegetal. Diferentes
    fontes desses micronutrientes e de elementos não essenciais, porém, benéficos estão sendo
    avaliadas no mundo para verificar o seu efeito em reduzir a intensidade de doenças. Este
    trabalho teve como objetivo avaliar a efetividade da aplicação de micronutrientes e elementos
    não essenciais na forma iônica, sulfatada e/ou nanoparticulada fornecidos às plantas via
    solução nutritiva ou pulverizados diretamente na parte aérea em dois patossistemas, ferrugem
    do cafeeiro e síndrome da morte súbita da soja. Os resultados desta pesquisa foram divididos
    em três artigos. O primeiro objetivou estudar o efeito do boro, manganês e zinco na redução
    da ferrugem do cafeeiro em mudas cultivadas em solução nutritiva. Foi verificada redução da
    severidade da doença ao usar os três micronutrientes, entretanto, a maior redução de 75% foi
    observada ao aplicar zinco. A maior produção de lignina e fenóis totais solúveis FTS foi
    associada à aplicação de manganês. No segundo artigo o objetivo foi comparar o potencial de
    nanopartículas de micronutrientes e elementos não essenciais diretamente no fungo Fusarium
    virguiliforme e na síndrome da morte súbita, doença causada por esse patógeno. In vitro, foi
    verificada redução na biomassa seca de F. virguiliforme quando exposto à presença de boro,
    zinco e manganês. In planta, foi observado redução da podridão radicular associada à
    síndrome quando aplicado 500 mg L -1 de nanopartículas de cobre em 4 de 4 experimentos,
    com zinco em 3 de 4, com boro em 2 de 3 e com prata em 2 de 2. No terceiro artigo, foi
    realizada a seleção das nanoparticulas promissóras na redução da ferrugem do cafeeiro e na
    germinação de esporos de Hemileia vastatrix a partir da avaliação inicial de 10 nanomateriais.
    Também foi comparado o efeito de diferentes fontes boro, zinco, manganês e cobre. Em
    mudas de cafeeiro expostas a nanopartículas prata e zinco na concentração de 500 mg L -1 foi
    observada redução da área abaixo da curva de progresso da ferrugem em 93 e 75%,
    respectivamente. Finalmente, às formas nanoparticuladas de boro, zinco, manganês e cobre
    reduziram significativamente a ferrugem comparado com seus respectivas formas iônicas.
    Dessa forma foi constatado o potencial da adequada nutrição no manejo de doenças de
    plantas.

  • ELISEU MARCOLINO
  • DETERMINAÇÃO DO INTERVALO DA APLICAÇÃO DE PRODUTOS CÚPRICOS A INOCULAÇÃO DE Hemileia vastatrix EM MUDAS DE CAFEEIRO

  • Data: 21/02/2019
  • Mostrar Resumo
  • Objetivou-se com o presente trabalho avaliar os efeitos de diferentes produtos a base de
    cobre, no controle da ferrugem do cafeeiro em diferentes épocas de inoculação. O
    experimento foi conduzido em casa de vegetação no Departamento de Fitopatologia da
    Universidade Federal de Lavras, em mudas de cafeeiro cultivar Mundo Novo 379/19,
    suscetível ao patógeno. Foram utilizados 8 produtos mais a testemunha, 5 produtos a
    base de cobre, 1 fungicida sistêmico dos grupos estrobilurina e triazol, usado de forma
    isolada e em combinação com outro de cobre e Cercosporina, em 5 períodos diferentes
    de inoculação da ferrugem do cafeeiro. O esquema utilizando foi fatorial 9 x 5,
    totalizando 45 tratamentos e quatro repetições, compostas por três mudas. O
    delineamento experimento foi em blocos casualizados. Na avaliação da ferrugem,
    observou-se interação significativa entre Produto e Tempo de inoculação para a área
    abaixo da curva de progresso da incidência (AACPDI), severidade (AACPDS). Para
    incidência, com exceção da Cercosporina nos tempos 14 e 21DAAP e Cu+ EDTA no
    tempo 14DAAP todos diferiram da testemunha. A Cercosporina apresentou melhor
    resultado no tempo 0 DAAP, com 100% de eficiência. Para severidade, todos os
    produtos apresentaram bons resultados em relação à testemunha. Os melhores
    resultados foram dos produtos Etilfosfonato de Cobre e Hidróxido de Cobre com
    eficiência de maior de 98%, para ambos. Para as Variáveis fisiológicas não houve
    interação significativa.

  • ELISEU MARCOLINO
  • DETERMINAÇÃO DO TEMPO DE INOCULAÇÃO DA FERRUGEM DO CAFEEIRO EM AVALIAÇÕES DE INDUÇÃO DE RESISTÊNCIA POR COBRE

  • Data: 21/02/2019
  • Mostrar Resumo
  • Objetivou-se com o presente trabalho avaliar os efeitos de diferentes produtos a base de
    cobre, no controle da ferrugem do cafeeiro em diferentes épocas de inoculação. O
    experimento foi conduzido em casa de vegetação no Departamento de Fitopatologia da
    Universidade Federal de Lavras, em mudas de cafeeiro cultivar Mundo Novo 379/19,
    suscetível ao patógeno. Foram utilizados 8 produtos mais a testemunha, 5 produtos a
    base de cobre, 1 fungicida sistêmico dos grupos estrobilurina e triazol, usado de forma
    isolada e em combinação com outro de cobre e Cercosporina, em 5 períodos diferentes
    de inoculação da ferrugem do cafeeiro. O esquema utilizando foi fatorial 9 x 5,
    totalizando 45 tratamentos e quatro repetições, compostas por três mudas. O
    delineamento experimento foi em blocos casualizados. Na avaliação da ferrugem,
    observou-se interação significativa entre Produto e Tempo de inoculação para a área
    abaixo da curva de progresso da incidência (AACPDI), severidade (AACPDS). Para
    incidência, com exceção da Cercosporina nos tempos 14 e 21DAAP e Cu+ EDTA no
    tempo 14DAAP todos diferiram da testemunha. A Cercosporina apresentou melhor
    resultado no tempo 0 DAAP, com 100% de eficiência. Para severidade, todos os
    produtos apresentaram bons resultados em relação à testemunha. Os melhores
    resultados foram dos produtos Etilfosfonato de Cobre e Hidróxido de Cobre com
    eficiência de maior de 98%, para ambos. Para as Variáveis fisiológicas não houve
    interação significativa.

  • ADRIANO FRANCIS DORIGAN
  • ADAPTABILIDADE COMPETITIVA DE  Pyricularia graminis-tritici RESISTENTE AOS FUNGICIDAS QoI E SDHI

  • Data: 20/02/2019
  • Mostrar Resumo
  • Fungicidas inibidores da quinona oxidade (QoI) e inibidores da succinato desidrogenase (SDHIs) não têm sido eficazes no manejo da brusone do trigo no Brasil, causado por Pyricularia graminis-tritici (Pygt). Os primeiros relatos de resistência de Pygt à QoI e SDHIs no Brasil foram em 2015 e 2017, respectivamente. A resistência de Pygt à QoI está ligada à mutação pontual G143A no gene do citocromo b (cytb), e a resistência à SDHIs, associada a mutações em sítios dos genes sdhB, sdhC e ou sdhD. Não se conhece o efeito de mutações em cytb e sdh na adaptabilidade de Pygt. Foram avaliados os componentes de adaptabilidade e habilidade competitiva entre isolados Pygt sensíveis (S) e resistentes (R) à QoI e SDHIs. Foram analisados crescimento micelial, produção de conídios in vitro e in vivo, período latente e agressividade como parâmetros de adaptabilidade. A habilidade competitiva de isolados R e S à QoI e SDHIs foi avaliada em folhas e espigas de trigo, misturas R:S de 100R:0S, 80R:20S, 50R:50S, 20R:80S, 0R:100S e 0:0. Teor fotossintético e de clorofila a, b e total foram determinados para folhas de trigo 0, 3 e 7 dias após a inoculação (dpi) dos isolados S e R à QoI e SDHIs. Detectou-se diferenças significativas entre os parâmetros de adaptabilidade dos isolados S e R à QoI e SDHIs (p<0,05), no qual o isolado R à QoI e SDHIs apresentou maior desempenho in vitro e in vivo, quando comparado ao isolado S. Houve maior produção de conídios in vivo em folhas inoculadas com 80R:20S, e maior agressividade em folhas para 100R:0S e 80R:20S, e em espiga, 100R:0S. A maior porcentagem de germinação conidial nas folhas ocorreu para as misturas 100R:0S e 80R:20S quando em QoI, e para SDHI, 80R:20S e 50R:50S. Folhas sintomáticas 7 dpi dos isolados R à QoI e SDHIs apresentaram menores teores de fotossíntese e  clorofila a, b e total comparado ao S. A principal contribuição deste estudo foi evidenciar que o isolado resistente a QoI e SDHIs não apresentou custo adaptativo comparado com isolado sensível sob as condições testadas. 

  • ANTONIA THALYTA LOPES SILVEIRA
  • OCORRÊNCIA DE VÍRUS EM LAVOURAS DE ALFACE (Lactuca sativa L.) NO SUL DE MINAS GERAIS

  • Data: 19/02/2019
  • Mostrar Resumo
  • Dentre as principais doenças da alface, as de origem viral despertam a atenção pela
    inexistência de medidas de controle curativas e pelo seu potencial de indução de
    perdas na produção. Com o objetivo de determinar quais vírus são prevalentes na
    região Sul de Minas Gerais, neste trabalho foram coletadas amostras de plantas, com
    suspeita de infecção, nas principais lavouras comerciais de alface dessa região. Até o
    momento foram coletadas 115 amostras nas regiões de Três Corações, Nepomuceno,
    Santana da Vargem, Boa Esperança, Três Pontas, Varginha, São Gonçalo do Sapucaí
    e Lavras. Essas amostras foram submetidas à extração de RNA para caracterização
    da espécie por RT-PCR no Laboratório de Virologia Molecular do DFP/UFLA e
    inoculadas em L. sativa e nas indicadoras Chenopodium quinoa, Nicotiana tabacum e
    Datura stramonium para determinar suas propriedades biológicas. Os produtos da
    PCR foram analisados em gel de agarose 0,7%, contrastados com Gel Red. Entre as
    amostras já analisadas, 16,7% estavam infectadas com Lettuce mosaic vírus (LMV),
    33,3% com Lettuce mottle virus (LeMoV) e 50% com o Groundnut ringspot virus
    (GRSV). Ao contrário do observado antigamente, o LMV está sendo o de menor
    ocorrência no campo enquanto que o Tospovírus GRSV prevalece.

  • DANIELE COSTA POMPEU
  • IMPROVED METHODS FOR INDEXING BANANA STREAK VIRUS AND MOLEULAR CHARACTERISATION OF BADNAVIRUS ASSOCIATED WITH LEAF STREAK DISEASE OF BANANA IN BRAZIL

  • Orientador : ANTONIA DOS REIS FIGUEIRA
  • Data: 15/02/2019
  • Mostrar Resumo
  • O Banana streak virus (BSV) é um dos principais vírus que afetam a bananeira no Brasil. Os
    sintomas da doença são variáveis apresentando desde estrias cloróticas no limbo foliar até
    desenvolvimento anormal dos cachos e morte a partir do ponto de crescimento. Devido à
    heterogeneidade genômica dos isolados de BSV e ao fato dele ter a propriedade de se incorporar
    no genoma da bananeira, a utilização de técnicas sorológicas e moleculares, para sua detecção,
    nem sempre apresenta a eficiência desejada, sendo de grande importância analisar a
    variabilidade de isolados deste vírus no Brasil, para que medidas de prevenção e diagnose sejam
    bem estabelecidas para no país. Nesse contexto, o objetivo desse trabalho foi analisar os
    genomas de isolados coletados em diferentes regiões produtoras do país, com base no seu perfil
    de restrição enzimática e na sequência da região RT /RNase H. O DNA total das plantas foi
    extraído a partir do tecido foliar e amplificado por RCA, usando o Illustra TempliPhi 100
    Amplification Kit. A região do genoma a ser analisada, contendo 540 Kb foi amplificada por
    PCR a partir dos produtos do RCA, purificada e enviada para sequenciamento. De acordo, com
    o teste de diagnose das oitenta e nove amostras, três amostras foram negativas para PCR e RCA,
    13 foram positivas somente na PCR e as setenta e três amostras foram positiva na PCR e RCA,
    dessas trinta e cinco foram sequenciadas. Com base nos critérios de classificação de
    Badnavirus, a análise das sequências obtidas revelaram a presença de 5 espécies, já descritas, de
    Badnavirus no Brasil e quatro outros isolados pertencentes a uma espécie que apresentou
    identidades de nucleotídeos abaixo de 80% com todas as espécies já descritas e disponíveis no
    GenBank, sugerindo que ela deve ser uma nova espécie. A clivagem enzimática dos produtos do
    RCA foi feita empregando as seguintes enzimas: EcoRI, KpnI, PstI, SacI, XbaI, XhoI e
    apresentando padrões diferentes ao da literatura. A análise de recombinação da região
    RT/RNaseH (ORF3), mostrou que os isolados ES-TERRA1 e MG-BRPL1 são recombinantes
    entre PR-CAT1, sendo o evento entre os nucleotídeos 8 e 55 da proteína transcriptase reversa. A
    análise e a rede filogenética suporta a evidência que ES-TERRA-1 e MG-BRPL1 são
    recombinantes e que o isolado PR-CAT1 é uma sequência parental. Além disso, a análise de
    rede filogenética mostrou, eventos reticulados de nós para as espécies de BSV indicando
    diversos padrões evolutivos, e sua possível divergência de ancestrais de Badnavirus similares. O
    processo evolutivo das espécies de BSV, pode ajudar no entendimento da variabilidade
    populacional do vírus.

  • GIZELI DE SOUZA SANTOS
  • PHYLOGENY, MORPHOLOGY AND PATHOGENICITY OF  Neopestalotiopsis spp. AND Quambalaria eucalypti ON Eucalyptus sp.

  • Data: 15/02/2019
  • Mostrar Resumo
  • Espécies de Neopestalotiopsis e Quambalaria sp. são fitopatogênicas e causam doenças em diversos hospedeiros. No Brasil, apesar de, relativamente, frequente em viveiros de produção de mudas, Neopestalotiopsis ainda não foi identificado ao nível de espécie e Quambalaria até o momento não relatado em condições de campo para eucalipto. Em vista da importância dessas doenças e o pouco conhecimento disponível sobre estes patossistemas, procurou-se, caracterizar molecular e morfologicamente bem como comprovar a patogenicidade da doença verificar por microanálise de raios-X (MAX) diferenças na distribuição dos nutrientes minerais nos tecidos de folhas de eucalipto inoculadas com Quambalaria eucalypti. No primeiro estudo os isolados foram submetidos à análise multilocus utilizando duas regiões genicas β-tubulina (TUB) e o fator de elongação (TEF). A análise das sequências das regiões genômicas confirmou a presença de Neopestalotiopsis australis, N. rosae como primeiro relato e a ocorrência de uma nova espécie como agente patogênico em Eucalyptus sp., no Brasil. A caracterização morfológica permitiu a identificação dos isolados das espécies N. australis e N. rosae, principalmente com base em diferenças no tamanho e na forma dos conídios. Além disso, neste estudo, uma nova espécie chamada Neopestalotiopsis brasiliensis é descrita. Os testes de patogenicidade demonstraram que os isolados foram patogênicos para clones de eucalipto. Os resultados obtidos podem contribuir para o conhecimento do gênero de Neopestalotiopsis causando doenças em plantas lenhosas. Além disso, este foi o primeiro relato das espécies Neopestalotiopsis australis, N. rosae como agentes patogênicos em Eucalyptus sp. no Brasil. No segundo estudo sequencias de cinco isolados obtidos de folhas e cancros foram comparados a 21 sequencias incluindo o outgroup depositadas no Genbank. Os isolados foram submetidos a análises multilocus utilizando as regiões ITS e LSU. A análise filogenética de Máxima Parcimônia e Inferência Bayesiana de sequências combinadas das duas regiões estudadas agruparam os isolados avaliados no clado de Q. eucalypti e as características morfológicas foram similares às descritas na literatura. A patogenicidade foi confirmada, e o patógeno foi novamente isolado das plantas inoculadas confirmando suas características morfológicas cumprindo os postulados de Koch. Esse é o primeiro relato de Q. eucalypti causando manchas foliares e cancro em eucalipto em condições de campo no Brasil.
    Através da MAX foram detectados 12 elementos químicos presentes nos tecidos foliares, no entanto, houve variação de cálcio e potássio em torno da lesão da doença. Estes resultados podem contribuir para o conhecimento de isolados de Q. eucalypti que ocorrem no Brasil em condições de campo e estabelecer protocolos para selecionar materiais resistentes ao patógeno.

2018
Descrição
  • SANDRA VALÉRIA DIAS CARDOSO
  • Identificação de bactérias causadoras de podridões moles de ocorrência nos Estados do Pará e Minas Gerais

  • Data: 13/12/2018
  • Mostrar Resumo
  • RESUMO

    As bactérias pectinolíticas causadoras de podridões moles são responsáveis por grandes
    perdas econômicas no cultivo de uma variada gama de plantas hospedeiras, tanto no
    campo como na comercialização, principalmente em regiões de clima quente e úmido.
    Assim, o presente trabalho teve como objetivo identificar diferentes isolados de
    bactérias causadoras de podridões moles em hortaliças, fruteira e algumas espécies
    ornamentais por meio de testes bioquímicos, fisiológicos, moleculares e
    sequenciamento da região 16S rDNA. Os ensaios foram realizados no Laboratório de
    Fitopatologia da Embrapa Amazônia Oriental e no Laboratório de Bacteriologia de
    Plantas do Departamento de Fitopatologia, da Universidade Federal de Lavras
    (DFP/UFLA) entre os anos de 2017 e 2018. Foram obtidos 38 isolados de bactérias em
    provenientes dos municípios dos Estados do Pará e Minas Gerais. As provas
    bioquímicas e fisiológicas realizadas foram: Gram, catalase, oxidase, degradação de
    Pectato, isca de biológica em tubérculo de batata e pimentão, anaerobiose, crescimento
    a 37°C em meio NA, crescimento em meio YDC e sensibilidade à eritromicina. Na
    técnica de reação em cadeia da polimerase foram utilizados os oligonucleotídeos
    1491f/L1RA/L1RG para diferenciar Pectobacterium carotovorum de Dickeya
    chrysanthemi, Br1f/L1RA/L1RG específicos para Pectobacterium carotovorum subsp.
    brasiliensis e algumas estirpes de P. carotovorum subsp. carotovorum, ERWFOR e
    CHRREV para identificação da espécie Dickeya chrysanthemi. E para o Nested-PCR
    para detectar P. carotovorum subsp. carotovorum, utilizou-se o par de primer
    EXPCCR/EXPCCF e INPCCR/INPCCF na primeira e segunda reação,
    respectivamente. Para o sequenciamento da região 16S rDNA foram utilizados os
    primers 27F e 1492R. No geral, os métodos bioquímicos e moleculares não foram
    eficientes para a identificação dos isolados. Enquanto, o sequenciamento da região 16S
    rDNA foi possível identificar os isolados causadores de podridões moles em nível de
    gênero.

  • AMANDA FLAUSINO DE FARIA
  • ÁCIDO 3-METILBUTANÓICO E ÁCIDO 2-METILBUTANÓICO EMITIDOS POR Bacillus spp. INIBEM O CRESCIMENTO DE (Colletotrichum lindemuthianum)

  • Data: 12/12/2018
  • Mostrar Resumo
  • As medidas de manejo mais empregadas à Antracnose no feijoeiro, são relacionadas ao uso
    de cultivares resistentes e fungicidas. Entretanto, quando as práticas são aplicadas de maneira
    individual, exercem pressão de seleção e podem ocasionar a quebra de resistência do
    patógeno (MELOTTO; BALARDIN; KELLY., 2000). Diante dessa problemática, tona-se
    necessário o desenvolvimento de medidas alternativas de controle, para o manejo dessa
    doença. A atividade antimicrobiana dos (VOCs) , foi comprovada em diversos estudos in
    vitro, apresentando efeito sob diferentes patógenos (STOPPACHER et al., 2010). Neste
    contexto, o uso das moléculas produzidas pelas rizobactérias pode tornar-se uma técnica
    promissora para o controle de Colletotrichum lindemuthianum. Objetivou-se avaliar in vitro
    e in vivo as moléculas voláteis emitidas por Bacillus amylolicefaciens ALB629 e B. subtilis
    UFLA285 sob Colletotrichum lindemuthianum, assim como identificar as moléculas por
    micro extração em fase sólida (SPME) acoplada a cromatografia em fase gasosa com
    detecção por espectrometria de massa (GC-MS), como também avaliar o efeito in vitro das
    moléculas identificadas. O ensaio in vitro foi realizado em placas bipartidas, ensaio in vivo
    foi realizado com plantas de feijão cv. (Pérola) em vasos recobertos com sacos plásticos. As
    plantas foram expostas às moléculas voláteis por 72h, posteriormente, a suspensão de
    Colletotrichum lindemuthianum foi aplicada na parte aérea das plantas, avaliadas
    semanalmente quanto à severidade da doença, de acordo com a escala de notas de Godoy et
    al. (1997). A identificação dos voláteis foi realizada a partir das bactérias, por micro extração
    em fase sólida (SPME) acoplada a cromatografia em fase gasosa com detecção por
    espectrometria de massa (GC-MS). O ensaio in vitro foi realizado em placas sobrepostas. C.
    lindemuthianum, foi crescido em meio BDA à 21°

    C durante 4 dias. Ao quarto dia, foi medido
    o diâmetro do patógeno e adicionado 10 μL (1000 mg Kg-1) de cada molécula volátil
    individual e em combinações em disco de papel filtro, inserido ao vértice oposto da placa ao
    patógeno. Diariamente, o crescimento micelial do patógeno foi avaliado, até o quinto dia
    após o plaqueamento (DAP). Os resultados corroboram com os encontrados por (MARTINS
    et al., 2018). As rizobactérias UFLA285 e ALB 629 respectivamente, reduziram o número
    de conídios em (90-91%) o crescimento micelial em (16-18%), e no teste in vivo diminuíram
    a severidade de antracnose em (80-98%). A cromatografia gasosa identificou as moléculas
    3-hidroxi-2-butanona, ácido 3-metilbutanóico e ácido 2-metilbutanóico. Foi observada a
    inibição do crescimento fúngico para todos os tratamentos durante 5 (DAP), exceto para a 3-
    hidroxi-2-butanona, quando avaliada individualmente. Entretanto, o ácido 3-metilbutanóico
    e ácido 2-metilbutírico, isoladamente ou combinados, apresentaram controle de até 94%,
    resultado também verificado no controle positivo B. amylolicefaciens 629. As moléculas com
    atividade tóxica direta a C. lindemuthianum e com potencial capacidade para controlar a
    antracnose em feijoeiro representarão uma nova opção de manejo da doença, por exemplo,
    para erradicação do patógeno associado à semente em uma forma de expurgo.

  • MÁRIO ROBERTO NOGUEIRA COLARES
  • MODELAGEM DE PERDAS NA PRODUTIVIDADE DO CAFEEIRO RELACIONADA À FERRUGEM.

  • Data: 11/12/2018
  • Mostrar Resumo
  • A ferrugem é a principal doença do cafeeiro, podendo gerar perdas significativas na
    produção, caso medidas de controle não sejam adotadas. Na literatura são citadas perdas
    entre 30 e 50% na produção do cafeeiro o que gera divergência, fato este de corrobora
    para a realização do presente estudo. Porém, essas estimativas de perdas geralmente são
    empíricas e foram avaliadas em experimentos sem repetições. Em culturas perenes
    como o café, poucos estudos tem surgido, e são escassos relativos a perdas de produção
    devido a doenças foliares. Diante do exposto, o trabalho tem como objetivo quantificar
    as perdas de produtividade do cafeeiro devido à ferrugem. Os experimentos foram
    conduzidos em dois locais. No campus da Universidade Federal de Lavras, e na
    Fazenda Limeira, ambas as localizações situadas no município de Lavras–MG. Foram
    conduzidos em quatro safras consecutivas entre os anos de 2014 a 2018. As lavouras
    selecionadas de café (Coffea arabica L.) com idade entre 5 e 8 anos, cultivar catuaí
    suscetível à ferrugem, no espaçamento de 3,8 m entre linhas e 0,6 m entre plantas. O
    experimento foi conduzido segundo as recomendações para a cultura, realizado o
    controle de plantas daninhas e pragas conforme nível de controle. O manejo da
    fertilidade do solo e da nutrição foi executado com base nos resultados da análise
    química do solo, aplicando-se corretivos e fertilizantes quando necessário. Todos os
    experimentos foram em delineamento em bloco casualizados com quatro repetições,
    variado o número de tratamentos. Cada tratamento foi constituído de dez plantas por
    parcelas, sendo seis plantas centrais consideradas úteis para as avaliações. Os
    tratamentos utilizados foram formulações de fungicidas, isolados ou em associação. As
    avaliações de incidência, severidade e enfolhamento ocorreram mensalmente de acordo
    com escalas diagramáticas propostas por Cunha et al. (2001) e Boldini (2001),
    respectivamente. Após as avaliações, os dados foram integrados em área abaixo da
    curva de progresso da ferrugem (AACPI) e ou do enfolhamento (AACPE) segundo
    Shaner e Finney (1977). A colheita das parcelas ocorreu entre os meses de maio a julho
    de acordo com o ano safra. Para a análise estatística, as variáveis AACPI, AACPE
    foram submetidas ao teste de normalidade. Após isso, foram realizadas análise de
    regressão para obter o modelo ajustado. O software utilizado para a modelagem foi o
    “R” versão 3.4.3. Para estimar as perdas causadas pela ferrugem, foi utilizado o modelo
    exponencial negativo. Segundo este modelo, na ausência de doença o cafeeiro produz
    48 sacas de 60 kg ha-1

    , e à medida que vai aumentando o progresso da doença à
    produtividade é inversamente proporcional, chegando à zero produtividade do cafeeiro
    quando a incidência da doença vai aumentando. Os resultados apontam que as perdas de
    produtividade no cafeeiro pode ser quantificado com o modelo exponencial negativo.
    Nosso trabalho contribui de forma significativa, fornecendo uma modelagem que pode
    ser usada em culturas perenes para estimar perdas de produtividade. Permitindo, que
    uma vez estimada as perdas, as perdas econômicas podem ser deduzidas, fazendo o
    agricultor a tomar medidas de manejo adequadas.

  • CAMILA PRIMIERI NICOLLI
  • Fusarium fujikuroi SPECIES COMPLEX IN BRAZILIAN RICE

  • Data: 11/12/2018
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  • Bakanae is a disease that occurs in rice and is caused by members of  Fusarium fujikuroi species complex (FFSC). Several species of this complex are known mycotoxin producers, mainly of fumonisins (FBs). In lack of information about the situation of FFSC on rice in Brazil, we studied species  diversity of FFSC, the presence of essential genes of the fumonisin  metabolic pathway, the ability of production of fumonisins, and the natural  occurrence of mycotoxins on rice. We obtained xxx isolates of the FFSC  from rice grains and one hundred strains were sequenced for three genes  (TEF, TUB, CAL). The phylogenetic tree of combined sequences showed  that the most common species were Fusarium fujikuroi, F. proliferatum and 160 F. verticillioides, but also F. anthophilum, F. pseudocircinatum and F.  sterilihyphosum were found, as well as two new lineages Fusarium sp. 1 and Fusarium sp. 2. A subset of 61 strains were analysed for the presence of the  genes FUM1, FUM8 and FUM14 and the ability of production of fumonisins  in vitro. Almost all strains were positive for the genes. Fusarium fujikuroi,  F. proliferatum and F. verticillioides can produce FB1, FB2 and FB3,  whereas F. pseudocircinatum, Fusarium sp. 1 and Fusarium sp. 2 produced  only FB1. Fusarium anthophilum and F. sterilihyphosum do not produce  FBs. The natural occurrence of mycotoxins was analyzed for 93 rice grain  samples and the fumonisins, moniliformin, beuvericin and enniatins  analysed were found, however, at very low concentrations. This is the first  report about of the association of several members of FFSC with rice grains  in Brazil and their ability to produce fumonisins. Considering the relevance  of rice in the feeding of the Brazilian population, our results contribute with  new knowledge for improving models for assessing the risk of mycotoxin  production on rice in Brazil. Once, this study indicates a potential health  threat of Brazilian rice.

  • CAMILA PRIMIERI NICOLLI
  • Fusarium fujikuroi SPECIES COMPLEX IN BRAZILIAN RICE

  • Data: 10/12/2018
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  • Bakanae is a disease that occurs in rice and is caused by members of  Fusarium fujikuroi species complex (FFSC). Several species of this complex are known mycotoxin producers, mainly of fumonisins (FBs). In lack of information about the situation of FFSC on rice in Brazil, we studied species  diversity of FFSC, the presence of essential genes of the fumonisin  metabolic pathway, the ability of production of fumonisins, and the natural  occurrence of mycotoxins on rice. We obtained xxx isolates of the FFSC  from rice grains and one hundred strains were sequenced for three genes  (TEF, TUB, CAL). The phylogenetic tree of combined sequences showed  that the most common species were Fusarium fujikuroi, F. proliferatum and 160 F. verticillioides, but also F. anthophilum, F. pseudocircinatum and F.  sterilihyphosum were found, as well as two new lineages Fusarium sp. 1 and Fusarium sp. 2. A subset of 61 strains were analysed for the presence of the  genes FUM1, FUM8 and FUM14 and the ability of production of fumonisins  in vitro. Almost all strains were positive for the genes. Fusarium fujikuroi,  F. proliferatum and F. verticillioides can produce FB1, FB2 and FB3,  whereas F. pseudocircinatum, Fusarium sp. 1 and Fusarium sp. 2 produced  only FB1. Fusarium anthophilum and F. sterilihyphosum do not produce  FBs. The natural occurrence of mycotoxins was analyzed for 93 rice grain  samples and the fumonisins, moniliformin, beuvericin and enniatins  analysed were found, however, at very low concentrations. This is the first  report about of the association of several members of FFSC with rice grains  in Brazil and their ability to produce fumonisins. Considering the relevance  of rice in the feeding of the Brazilian population, our results contribute with  new knowledge for improving models for assessing the risk of mycotoxin  production on rice in Brazil. Once, this study indicates a potential health  threat of Brazilian rice.

  • RAFAELA ARAÚJO GUIMARÃES
  • HOW BIOLOGICAL AND CHEMICAL FUNGICIDES IMPACT THE MAIZE MICROBIOME Fusarium verticillioides POPULATION AND FUMONISIS CONTENT.

  • Data: 10/12/2018
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  • As doenças de plantas vão além de danos econômicos e danos fisiológicos. Alguns patógenos como Fusarium verticillioides podem produzir metabólitos secundários, que são tóxicos aos seres humanos e animais, conhecidos por micotoxinas. A produção destas toxinas, no caso de F. verticillioides, mais conhecidas como fumonisinas são um problema socioeconômico. Assim, alternativas que reduzam a produção de fumonisinas são necessidades emergências, principalmente dentro da cultura do milho, onde esta toxina normalmente está mais presente. Assim, os objetivos deste trabalho foram (1) avaliar a dinâmica do microbioma da filosfera de milho sob a combinação do tratamento foliar com fungicida (azoxistrobina+ciproconazol) e agente de controle biológico (Bacillus subtilis) (2) avaliar novas técnicas de manejo integrado, usando a compatibilidade a fungicida com agente de controle biológico contra F. verticillioides e (3) avaliar os custos econômicos em dois sistemas de produção, um com apenas a aplicação de fungicidas e outros com a combinação de fungicidas e o agente de controle biológico na redução de perdas por fumonisinas. Ensaios com plantas de milho foram realizados em duas áreas diferentes onde foram coletados parte da espiga em dois tempos para análise de populações de bactérias (16S) e fungos (ITS) por sequenciamento de nova geração (NGS). Ainda foram analisadas a quantidade de ciclos presentes do patógeno (qPCR) e o teor de fumonisinas (LC-MS / MS) sobre plantas tratadas e inoculados com F. verticillioides. Na segunda parte foi avaliada a sensibilidade de 20 isolados de F. verticillioides a 10 princípios ativos de fungicidas (azoxistrobina, piraclostobina, captana, tiabendazol, fluatriafol, carbendazim, propiconazol, tetraconazol, tebuconazol e ciproconazol) em diferentes concentrações (0; 0,1; 1; 10 e 100 ppm) além da compatibilidade de bactérias (30 isolados) e fungos (30 isolados) antagonistas do filoplano de milho a ciproconazol e azoxistrobina. E por ultimo, o custo de produção em dois sistemas produtivos, sistema convencional (duas aplicações de fungicida) e sistema proposto (uma aplicação de fungicida combinada com agente de controle biológico), analisando a produtividade do sistema (ton/ha), a qualidade nutricional entre os dois sistemas (NIR) e as perdas por fumonisinas (LC-MS / MS) nos sistemas produtivos. As análises estatísticas foram realizadas através do teste de Tukey (p<=0.05) e a analise do microbioma da filosfera de milho por procedimentos de bioinformática. Foram observadas mudanças nas comunidades de bactérias e fungos entre os tratamentos. Houve maior número de copias de DNA de F. verticillioides e maior teor de fumonisinas no tratamento com duas aplicações de fungicida. Em relação à sensibilidade de isolados de F. verticillioides a fungicidas, tebuconazol e tetraconazol foram os princípios ativos com maior sensibilidade entre a população. Houve também isolados antagonistas a F. verticillioides compatíveis com ciproconazol e azoxistro bina. Em relação ao custo de produção/produtividade foi observado melhor relação no tratamento com duas aplicações de fungicidas, porém o teor de fumonisina acumulado foi maior, na relação de 8:1 (sistema convencional/sistema proposto). É possível concluir a importância do manejo integrado dentro do patossistema milho-F. verticillioides-fumonisinas como ferramenta aliada na redução de fumonisinas. Devendo ser trabalhado neste sistema, os melhores momentos de aplicação dos agentes de controle biológico para maiores ganhos em produtividade.

  • ARIANA ELISEI VILELA
  • TRANSLOCAÇÃO DE FOSFITO NA PRESENÇA DE FUNGICIDAS EM PLANTAS DE SOJA E SEU EFEITO NO CONTROLE DE OÍDIO.

  • Data: 28/11/2018
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  • A soja é uma cultura de extrema importância nacional. São vários os fatores que afetam a
    produtividade, destacando-se as doenças. O controle mais utilizado é o químico. O uso de
    produtos alternativos que possam aumentar a eficiência quando associados a fungicidas vem
    sendo amplamente empregado. O fosfito de potássio representa um desses produtos com
    resultados satisfatórios. Entretanto, não existem estudos relacionados aos efeitos da
    associação entre fungicidas e fosfitos. O objetivo foi verificar o potencial do fosfito de
    potássio associado a diferentes fungicidas, aplicados na parte aérea de plantas de soja, no
    controle de doenças em campo e casa de vegetação para elucidar o modo de ação em
    diferentes partes da planta. O primeiro estudo foi realizado para verificar a possível
    translocação de fosfito de potássio associado a fungicida por meio da avaliação da severidade
    em diferentes trifólios da planta, análise de fósforo e modelagem teórica para averiguar a
    interação entre as moléculas do fungicida e fosfito. Avaliou-se também, a atividade sistêmica
    de enzimas de defesa em diferentes trifólios com a aplicação de fosfito e fungicida. Por
    ultimo, avaliou-se em campo, a eficiência de fosfito de potássio associado a diferentes
    fungicidas no controle da ferrugem asiática da soja. Nos ensaios em casa de vegetação, o
    fosfito de potássio associado ao fungicida pode promover redução da severidade do oídio em
    folhas inferiores. Análises de fósforo mostraram que o fosfito é capaz de translocar para todas
    as partes da planta e ocorre um aumento na concentração quando associado ao fungicida. Na
    modelagem, pôde-se inferir que as moléculas do fosfito com o fungicida são capazes de
    interagir uma com a outra, e seria um atributo vantajoso para carrear o fungicida
    descendentemente. Nos ensaios bioquímicos, pode-se comprovar a ação sistêmica de todos os
    tratamentos utilizados para todas as enzimas avaliadas, mas somente os tratamentos fosfito de
    potássio e fosfito + fungicida apresentaram maior porcentagem de controle nas folhas
    baixeiras. Em campo, houve diferença estatística entre todos os tratamentos, porém o
    fungicida Fox e associações apresentaram as melhores porcentagens de controle, acima de
    99% e as melhores resultados para produtividade.

  • VICTOR BIAZZOTTO CORREIA PORTO
  • QUANTIFICAÇÃO DE FUSARIUM VERTICILLIOIDES E SUPRESSIVIDADE EM SISTEMAS DE ROTAÇÃO DE MILHO/ SOJA

  • Data: 08/11/2018
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  • A pratica da rotação de culturas é amplamente conhecida por trazer vários benefícios químicos, físicos e biológicos para o solo, entretanto muitos produtores ainda fazem uso do sistema de monocultivo de milho. Esse sistema apresenta varias desvantagem, dentre elas a fitossanitária com patógenos sobreviventes de restos culturais. Nesse contexto o presente trabalho teve como objetivo demonstrar através da quantificação de DNA a sobrevivência do patógeno Fusarium verticillioides em restos culturais de milho e avaliar o efeito da rotação de culturas nessas quantidades. Adicionalmente foi avaliado o efeito da rotação de cultura na supressividade especifica do solo a este patógeno. Para isso foi conduzido um experimento durante duas safras 2016/2017 e 2017/2018 onde foram utilizados diferentes manejos para as culturas do milho, soja e áreas mantidas em pousio. A quantificação de DNA foi realizada com a utilização da técnica de Pcr em tempo real a partir de amostras de restos culturais de milho mantidas no campo durante as duas safras. A supressividade do solo foi avaliada pela metodologia de iscas biológicas, onde são utilizadas iscas para recuperação dos patógenos do solo, nesse caso colmos de milho autoclavados. Foi observado nesse estudo que os manejo adotados foram eficientes na redução da quantidade de DNA de F. verticillioides em restos culturais de milho. A rotação com a cultura da soja promoveu um incremento da supressividade do solo contra F. verticillioides. Por fim esse estudo reforça a importância da rotação de cultura no manejo fitossanitário de doenças

  • POLIANA PATRÍCIA LIMA
  • ASPECTOS MORFOLÓGICOS E MOLECULARES, POTENCIAL TOXIGÊNICO E RELAÇÕES BIOLÓGICAS DE Aspergillus SEÇÃO Flavi EM AMENDOIM.

  • Data: 31/08/2018
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  • NÃO INFORMADO

  • PAULO VICTOR AUGUSTO AZEVEDO DE PAULA
  •  

    MISTURA DE FUNGICIDAS SISTÊMICOS COM CÚPRICOS E ANÁLISE ESPAÇO TEMPORAL DE DOENÇAS DO CAFEEIRO


  • Data: 30/08/2018
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  •  

    A cercosporiose (Cercospora coffeicola) e a ferrugem (Hemileia vastatrix) do cafeeiro é uma das principais doenças do cafeeiro, causa desfolha, com consequente queda de produtividade, além de perda na qualidade da bebida. E a fertilidade do solo está diretamente correlacionada com o surgimento dessas doenças. E o equilíbrio das bases presentes no solo como o Ca, Mg e o K podem predispor as plantas à infecção pelos fungos. Pouco se conhece sobre a influência da fertilidade do solo, ao longo do espaço no campo, principalmente com relação ao Ca, Mg e K na intensidade da doença. Além disso o controle químico é empregado para o controle das doenças no campo. Dessa forma, foram realizados dois experimentos em campo, com intuito de verificar a epidemiologia e forma de controle para a ferrugem e cercosporiose em folhas e frutos utilizando a fertilidade do solo e o controle químico. No primeiro experimento, objetivou-se avaliar o progresso espaço temporal da doença e a sua relação com a nutrição de plantas e a fertilidade do solo em lavouras irrigadas por gotejamento, empregando a geoestatística. O experimento foi implantado no município de Carmo do Rio Claro, região Sul do estado de Minas Gerais - Brasil. O grid amostral foi georrefenciado com 52 pontos em 11ha. A incidência da doença foi avaliada em 100 frutos, no terço médio de cinco plantas/ponto amostral, realizadas 30 dias antes da colheita e na data da colheita, 20 de abril e 20 de maio de 2015, totalizando 2 avaliações. Esse intervalo foi necessário para verificar a distribuição da doença no tempo. Avaliou-se também em cada ponto, a produtividade, a nutrição mineral das plantas e a fertilidade do solo, anualmente. As incidências da doença nos pontos amostrados foram plotadas e realizadas o ajuste de modelos de semivariogramas para as avaliações de maior incidência da doença ao longo do tempo. Em seguida, realizou-se a interpolação dos dados por krigagem ordinária, construindo assim os mapas da doença, da produção e da fertilidade do solo para os macronutrientes % Mg, % K, Ca/Mg e Ca/K (ArcGIS 9.3®). Nas regiões de maior incidência foram observadas a maior participação de Mg e K na CTC pH 7 do solo e principalmente quando as relações Ca/Mg e Ca/K se estreitavam o que indisponibilizam o Ca para a planta. E as áreas com menor produtividade apresentavam maior incidência da doença. A incidência da cercosporiose em frutos de café no irrigado por gotejamento, variou de 0 a 17% entre Abril a Maio de 2015. Houve variação na incidência da doença ao longo do espaço, com dependência espacial e a presença de focos. Inclusive mudança das áreas de maior intensidade ao longo dos meses de avaliação acompanhando a disponibilidade de nutrientes. E no segundo experimento objetivou-se avaliar o controle dessas doenças com fungicida sistêmico associado ou não com protetores à base de cobre. O experimento foi implantado no município de Lavras, região Sul do estado de Minas Gerais – Brasil em 14/12/2015 e finalizado em 18/06/2017. Os defensivos utilizados no ensaio foram piraclostrobina + epoxiconazol (Opera®), óxido cuproso (Red Shield®), hidróxido de cobre (Supera) e oxicloreto de cobre (Cuprogarb®) e o fertilizante (Big Red). O delineamento experimental do ensaio foi em blocos casualizados, com 10 tratamentos e três repetições totalizando 30 parcelas experimentais. Foram realizadas duas aplicações do tratamento Opera e desse mais diferentes fontes de cobre e quatro aplicações nos tratamentos com apenas as diferentes fontes do protetor. Foram realizadas dezessete avaliações em intervalos mensais da incidência da ferrugem e da cercosporiose em folhas do cafeeiro e as incidências foram obtidas a partir da relação do número de folhas doentes e número total de folhas amostradas. Também foi avaliado o tamanho e a distribuição das partículas de cobre de cada produto com equipamento Mastersizer 2000® e o pH das caldas com pHmetro digital. Após análise estatística concluiu – se que a associação de fungicidas cúpricos aos sistêmicos foi eficiente no controle da cercosporiose, há diferença entre os produtos à base de cobre no controle da ferrugem e da cercosporiose, o pH da calda aumenta com o tempo em todas a misturas e perdas de produtividade em altos níveis de ferrugem e cercosporiose chega a mais de 50% a menos se comparado com o controle com fungicidas. Não foram observados sintomas de fitotoxidade.


  • BRENO CÉZAR MARINHO JULIATTI
  • BIOCHEMICAL, PHYSIOLOGICAL AND EPIDEMIOLOGICAL CHARACTERIZATION OF SOYBEAN GENOTYPES (Glycine max) WITH PARTIAL RESISTANCE AGAINST SOYBEAN RUST (Phakopsora pachyrhizi Sydow & P. Sydow)

  • Data: 29/08/2018
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  • Não informado

  • ALAN CARLOS ALVES DE SOUZA
  • SÍLICIO E BIOAGENTES NO CONTROLE DA BRUSONE DO ARROZ

  • Orientador : EDUARDO ALVES
  • Data: 27/08/2018
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  • Não informado

  • LARISSA CARVALHO FERREIRA
  • SERRATIA GENOMICS: ASSEMBLY, ANNOTATION AND COMPARATIVE ANALYSIS

  • Data: 24/08/2018
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  • Serratia is a genus of Gram-negative bacteria, widespread in nature, important in agricultural, medical and industrial scenarios. Isolates from this taxon exhibits very diverse biological functions such as plant-associated (endophytes, plant growth-promoters, rhizobacteria, phytopathogens), insect-associated (endosymbionts, entomopathogens), fungus-associated (symbiosis) and human pathogens. These different lifestyles are determined by the genetic information that each strain carries. The current DNA sequencing technologies provide us data to investigate this variation through genomic studies. Therefore, the aim of this thesis was to study the Serratia genus using genomic analysis. The biological control agent Serratia marcescens strain N4-5 was sequenced, the nucleotide sequences were assembled into the whole genome and annotated. The N4-5 genome comprises a singular chromosome of 5,074,473 bp, with 59.7% GC content and a naturally occurring plasmid. Both sequences were deposited in GenBank database under the accession numbers CP031315 and CP031316. From this newly sequenced genome, in silico comparisons of all other Serratia complete genomes available in GenBank was performed. Firstly, a taxonomy review of the Serratia genus was conducted based on multi-criteria, namely dDDH, ANI, 16S identity, phylogenetic trees of seven housekeeping genes individually and concatenated (MLSA), as well as phylogenomic tree with whole genomes. These analysis uncovered two misidentifications, supported a recent proposal of a novel Serratia species, confirmed the taxonomic placement of most strains and revealed that many Serratia genomes that are publicly deposited in GenBank are named incorrectly. These organisms were correctly renamed and the two genomes erroneously identified as Serratia were excluded from the analyses. From these ascertained genomes, an updated pan-, core- and accessory-genome was constructed. Analysis revealed an open pan-genome and 546 core genes. Descriptions of Serratia spp. genetic organization and presence of secretion systems, secondary metabolites biosynthetic gene clusters, chitinase genes and CRISPR arrays revealed no correlation between genome relatedness and these traits. Analysis of these genomic features evidence they are not related with the phenotypes/lifestyles exhibited by Serratia spp. strains. Beyond the new information provided on the plant-beneficial strain S. marcescens N4-5, altogether these results provide better understanding of Serratia at the genus level.

  • ANDREANE BASTOS PEREIRA
  • FONTES DE COBRE NO CONTROLE DA FERRUGEM DO CAFEEIRO.

  • Orientador : EDSON AMPELIO POZZA
  • Data: 02/08/2018
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  • Com o objetivo de avaliar os efeitos das fontes e doses de quelatos de cobre, de diferentes concentrações, no controle da ferrugem do cafeeiro, dois experimentos foram conduzidos, um “ in vitro” realizado em laboratório, e outro “in vivo”, em mudas, conduzidos, em casa de vegetação. Os tratamentos para ambos os experimentos foram os mesmos, os quais consistiram de oxicloreto de cobre 5 g. L-1, óxido de cobre 2,5 g.L-1, hidróxido de cobre 5,0 g.L-1, nitrato de cobre 0,35 g.L-1, cobre quelatizado com glucona 3,75 g.L-1, cobre EDTA (1,02 g.L-1; 2,5 g.L-1; 5,0 g.L-1; 12 g.L-1) e sulfato de cobre + cal 20 g.L-1, em 4 repetições. O delineamento experimental foi em blocos casualizados. No experimento “in vitro” avaliou o efeito dos tratamentos na germinação de urediniósporos de Hemileia vastatrix. No segundo avaliou a eficiência das diferentes fontes e doses de cobre no controle da ferrugem do cafeeiro. As avaliações da doença foram realizadas semanalmente, a severidade foi realizada com escala diagramática. As variáveis foram analisadas estatiscamente, aplicando-se o teste de Tukey a 5% de significância. No experimento 1, todos os tratamentos foram eficientes na inibição da germinação dos urediniósoporos, com exceção do Cu-EDTA, que em todas as doses não diferiu da testemunha. No experimento 2, observou-se menor incidência com aplicação de nitrato de cobre e cobre quelatizado com glucona, com controle de 65,2% e 62,6%, respectivamente, em relação a testemunha. Para a severidade o controle foi de 81,5% e 80,4% quando aplicado hidróxido de cobre e nitrato de cobre. O peso da parte aérea seca dos tratamentos diferiram da testemunha, com exceção do Cu-EDTA em suas diferentes doses. Não houve diferença significatica (p<0,05) entre os tratamentos para a fotossíntese e teor de clorofila.

  • MOYSA CARVALHO GODINHO
  • BIOCONTROLE DA MANCHA E MURCHA BACTERIANA DO TOMATEIRO POR BACTÉRIAS ENDOFÍTICAS

  • Data: 10/07/2018
  • Mostrar Resumo
  • As doenças de etiologia bacteriana estão entre os principais fatores que afetam a
    produtividade da cultura do tomateiro, dentre elas, a mancha (Xanthomonas vesicatoria, X.
    euvesicatoria, X. gardneri e X. perforans) e a murcha (Ralstonia solanacearum) bacteriana. O
    controle dessas bacterioses é dificultado em condições ambientais ideais para o
    desenvolvimento das doenças, através de aplicação de produtos a base de cobre e utilização de
    variedades resistentes, essas na maioria das vezes, quebrada pelo patógeno. Diante disso, o
    controle biológico torna-se uma alternativa promissora capaz de reduzir a severidade das
    doenças. Assim, os objetivos com este trabalho foram avaliar isolados de bactérias endofíticas
    no controle in vitro e in vivo, contra as espécies do complexo de Xanthomonas vesicatoria e
    Ralstonia solanacearum, em tomateiro. Cinco isolados bacterianos endofíticos selecionados,
    foram testados para a mancha bacteriana. No teste in vitro os isolados UFLA 285, 22 e 07
    apresentaram halo de inibição para as espécies de Xanthomonas associadas à mancha
    bacteriana. Nos ensaios de casa de vegetação, os isolados analisados tiveram comportamento
    frente a cada espécie do complexo Xanthomonas. Para X. euvesicatoria, os isolados
    apresentaram redução da severidade em 85,76% e 85%. Para a X. gardneri, quatro
    tratamentos foram mais eficazes, com percentuais de controle correspondentes a 73,10%,
    68,55%, 65,13% e 64,97%. Para a espécie X. perforans, o isolado mais eficaz foi o UFLA 45,
    com 62,65% de redução da severidade. Para X. vesicatoria, os isolados reduzira a severidade
    em 82,13%, 65,39% e 63,29%. Para a murcha bacteriana selecionaram-se quinze isolados
    endofíticos. Quanto ao teste de antagonismo, oito isolados foram capazes de inibir o
    crescimento in vitro de Rs. Desses isolados, UFLA –22, 285, 50, 51, 40 e 47 foram os mais
    eficazes, apresentando halos de inibição. Para o experimento em casa de vegetação,
    avaliaram-se dois métodos de inoculação: imersão das raízes de mudas de tomate da cultivar
    ‘Santa Clara’ e inoculação via irrigação do solo. O método de imersão foi mais severo, no
    entanto, os isolados conseguiram controlaram a doença em 66,66% e 65,52%, diferindo
    estatisticamente do tratamento controle (100% de doença). Para o método de irrigação, o
    isolado UFLA 06 foi o mais eficaz, controlando 65,02% da doença em relação ao controle
    Dessa forma, conclui-se que as bactérias endofíticas possuem potencial para o biocontrole
    sobre o complexo de espécies pertencentes ao gênero Xanthomonas causadoras da mancha
    bacteriana e sobre a murcha bacteriana, tanto nos testes in vitro como nos ensaios em casa de
    vegetação.

  • VANESSA ALVES GOMES
  • COMPOSTOS ORGÂNICOS VOLÁTEIS DE SEMENTES DE MAMÃO TÓXICOS A Meloidogyne incognita

  • Data: 04/07/2018
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  • NÃO DEFINIDO

  • BRUNA CANABARRO POZZEBON
  • BACTÉRIAS ENDOFÍTICAS NO MANEJO DA MANCHA E DA PINTA BACTERIANA E PROMOÇÃO DE CRESCIMENTO DO TOMATEIRO

  • Orientador : RICARDO MAGELA DE SOUZA
  • Data: 30/05/2018
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  • As doenças de etiologia bacteriana estão entre os principais fatores que afetam a produtividade da cultura do tomateiro. A mancha e a pinta bacteriana, tem destacado nos últimos anos, causando perdas de 60% e 70%, respectivamente, quando ocorrem em condições favoráveis ao seu desenvolvimento. O controle de bacterioses além de ser extremamente difícil, requer a adoção de medidas preventivas, como a aquisição de sementes e mudas sadias, eliminação de plantas voluntárias da área de plantio, cultivares resistentes e produtos químicos a base de cobre, os quais, muitas vezes são pouco eficazes no controle das doenças. Dessa forma, o controle biológico mediado por bactérias endofíticas, pode ser uma alternativa de manejo eficiente para reduzir o uso excessivo de agrotóxicos e fertilizantes químicos no cultivo do tomateiro. Assim, objetivou-se com esse trabalho, avaliar o potencial de biocontrole de bactérias endofíticas, contra a pinta e a mancha bacteriana do tomateiro, visando elucidar alguns mecanismos de ação envolvidos no controle das duas doenças, além de verificar o potencial de promoção de crescimento por elas promovido, em plantas de tomateiro. Foram selecionados 15 bactérias endofíticas para realização dos testes de controle biológico das doenças supramencionadas e para os testes de promoção de crescimento. Os resultados obtidos mostraram que o isolado Ufla - 22 foi o mais eficaz para controle da mancha bacteriana e o isolado Ufla – 285, o mais eficaz no controle da pinta bacteriana, reduzindo em 45% e 56% a severidade da doença, respectivamente. Foi possível observar também que esses isolados apresentaram efeito indutor de resistência, pois induziram o aumento da transcrição do gene SOD e proporcionaram incrementos na atividade de enzimas de defesa em plantas de tomate. Além disso, 15 isolados testados, observou-se que alguns foram bons promotores de crescimento de plantas de tomateiro e melhoraram substancialmente a qualidade fisiológica de sementes de tomate. Dessa forma, pode-se sugerir que o uso de bactérias endofíticas no manejo da cultura do tomateiro pode ser promissor quando se busca uma agricultura sustentável e ecologicamente correta.

  • AMANDA LETÍCIA DA SILVEIRA
  • ETIOLOGIA E CONTROLE DA ANTRACNOSE EM FRUTOS DE BANANA NO BRASIL

  • Orientador : EDUARDO ALVES
  • Data: 29/05/2018
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  • RESUMO

    Colletotrichum spp. é um fungo patogênico de grande importância na cultura da bananeira
    uma vez que afeta o fruto tanto no campo quanto no período pós-colheita, depreciando seu
    valor comercial. Essa doença está amplamente distribuída nas regiões onde a bananeira é
    cultivada, entretanto há diferentes níveis de virulência da mesma, sugerindo a existência de
    variabilidade genética entre isolados de Colletotrichum spp. Dessa forma, o presente estudo
    teve como objetivo identificar as espécies de Colletotrichum associadas à antracnose dos
    frutos de banana, verificar a diversidade genética de isolados de Colletotrichum spp. e
    determinar a sensibilidade micelial in vitro dos isolados, submetidos a concentrações de 2
    fungicidas químicos e um microbiológico. Foram utilizadas 65 isolados de Colletotrichum
    spp. obtidos de frutos de banana das variedades Prata e Nanica, provenientes de diferentes
    estados brasileiros. Os isolados foram submetidos à caracterização morfológica, patogênica e
    molecular, além disso, foi realizado teste de sensibilidade in vitro a fungicidas. Caracteres
    morfológicos e culturais não foram informativos para distinção de espécies de Colletotrichum.
    Todos os isolados testados foram patogênicos. Na caracterização molecular foram utilizados
    12 primers ISSR e análise filogenética utilizando o gene GAPDH, o que permitiu diferenciar
    os isolados em cinco espécies, das quais três delas ainda não haviam sido associadas à
    antracnose em banana. No teste de sensibilidade in vitro, dentre os fungicidas, o
    microbiológico, foi o que apresentou maior eficiência no controle dos isolados testados, além
    disso não foi observado resistência a nenhum dos fungicidas testados. Os resultados obtidos
    com este estudo contribuem para o conhecimento sobre a etiologia da antracnose em banana,
    sendo de extrema importância para o desenvolvimento de estratégias de controle contribuindo
    para minimizar os danos provocados pelo patógeno.

  • LUCAS GUEDES SILVA
  • EFEITOS DO FINO DE CARVÃO SOBRE A ATIVIDADE MICROBIANA DO SOLO E COMO AGENTE DE PROMOÇÃO DE CRESCIMENTO DE PLANTAS E DE BIOCONTROLE

  • Data: 27/04/2018
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  • A utilização de biomassas carbonizadas (biocarvão) como um meio de melhorar as características físicas e químicas dos solos foram amplamente estudadas nos últimos vinte anos. No entanto, os efeitos do biocarvão (BC) sobre a microbiota do solo e seus impactos sobre as doenças de plantas, especialmente as de solo, não receberam a atenção devida e ainda são poucos compreendidos. O presente trabalho avaliou os impactos do fino de carvão (FC) sobre a atividade microbiana do solo e como agentes de promoção de crescimento de plantas e indução de supressividade a Fusarium oxysporum f. sp. lycopersici raça 3 (fol), em tomateiro, evidenciando a possibilidade da indução de respostas de defesa em plantas. No campo, foi realizada a incorporação de FC (0-20 cm) nas concentrações de 0, 10, 20, 30, 40 e 50 ton ha-1 seguido do plantado milho; após a colheita o solo foi amostrado e avaliado quanto a sua atividade microbiana (liberação de CO2, C e N microbiano, FDA, fosfatase e urease). Adicionalmente a este solo, foi coletado outro na Embrapa Meio Ambiente, o qual foi misturado com FC nas concentrações de 0, 1, 2, 3, 4 e 5% (v/v), sendo os solos infestados com fol (1x106 conídios mL-1) e realizado o transplante de uma muda de tomateiro por vaso. O progresso da doença foi avaliado com uma escala diagramática e ao final foram determinadas as massas secas e frescas dos sistemas radiculares e aéreos, diâmetro do caule, número de folhas e altura das plantas. Para o ensaio de promoção de crescimento, foi realizada mistura de FC nas concentrações de 0, 2,5, 5, 7,5, 10, 12,5 e 15% (v/v), e transplantado uma muda de tomateiro por vaso, sendo o desenvolvimento das plantas acompanhado semanalmente. Trinta dias após o transplantio, foi realizada a coleta de quatro folíolos e avaliada a produção de enzimas relacionadas a defesa vegetal (peroxidase, polifenoloxidase, fenilalanina amônia-liase e proteínas totais). A aplicação de FC na concentração de 20 ton ha-1 aumentou a atividade microbiana do solo. FC nas concentrações de 20, 30, 40 e 50 ton ha-1 apresentaram efeitos diretos na redução do escurecimento vascular causado por fol, sendo a indução de resistência sistêmica a mais provável hipótese, devido aos significativos aumentos na atividade da enzima polifenoloxidase. FC na concentração de 5% em solo infestado por fol promoveram ganhos em biomassa radicular, enquanto a partir de 2% em biomassa aérea. Já em solos livres de fitopatógenos promovem o ganho de biomassa aérea e radicular a partir da concentração de 7,5%. O aumento da concentração de FC reduziu a severidade da murcha de Fusarium em tomateiro.

  • GUSTAVO CESAR DIAS SILVEIRA
  • ETILFOSFONATO DE COBRE NO MANEJO DA PODRIDÃO RADICULAR DO FEIJOEIRO

  • Orientador : MARIO LUCIO VILELA DE RESENDE
  • Data: 27/04/2018
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  • A podridão radicular, causada por Fusarium solani f.sp. phaseoli, é uma doença de difícil controle no feijoeiro e o fosfonato de cobre pode ser uma alternativa de manejo. Assim, este trabalho foi realizado com o objetivo de avaliar o efeito do fosfonato de cobre no manejo da podridão radicular do feijoeiro. Foram conduzidos dois ensaios em áreas de pivô central, plantadas com o Cultivar Pérola, na densidade de 200000 plantas/ha. O fosfonato de cobre foi testado nas doses de 1 e 2 L.ha-1, aplicado apenas no sulco de plantio (SP); sulco de plantio e V1; sulco de plantio, V1 e 7 dias após V1; sulco de plantio, V1, 7 e 14 dias após V1; comparado com uma testemunha sem aplicação. Foi realizada uma avaliação da severidade da doença no estádio V4 e, com base nesta, foi calculado o controle proporcionado por cada tratamento. Ao fim dos ensaios, também foi determinada a produtividade. O tratamento de maior controle foi selecionado e analisado seu efeito na atividade da fenilalanina amônia-liase (PAL), superóxido dismutase (SOD), peroxidase (POX) e a polifenoloxidase (PPO) em casa-de-vegetação. As análises estatísticas foram realizadas no software R 3.1.3. Nas duas áreas, todos os tratamentos diferiram da testemunha e promoveram controles entre 21 a 49% e 26 a 51%. Os tratamentos proporcionaram incrementos de 7 a 25% na produtividade. Dessa forma, o melhor tratamento (Fosfonato de cobre 2 L.ha-1 aplicado no sulco de plantio + aplicação foliar em V1, 7 dias após V1 e 14 dias após V1), que mais se destacou em condições de campo, foi selecionado para a realização das análises enzimáticas e observou-se que esse proporcionou incrementos na atividade da POX ao longo das avaliações. Um teste de toxidez direta in vitro foi conduzido em laboratório, e o etilfosfonato limitou o desenvolvimento dos isolados. Diante disso, observou-se que o fosfonato de cobre testado apresenta eficácia no controle da podridão radicular do feijoeiro.

  • MARCELA DE FREITAS SILVA
  • TOXICIDADE DE COMPOSTOS ORGÂNICOS VOLÁTEIS DE Cymbopogon nardus, Dysphania ambrosioides, Nasturtium officinale E Passiflora edulis À Meloidogyne incognita

  • Data: 20/04/2018
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  • Compostos orgânicos voláteis (COVs) emitidos por órgãos vegetais podem indicar novos nematicidas. Ainda não foram avaliadas as toxicidades a fitonematoides de emissões voláteis das plantas estudadas neste trabalho. Para isso, inicialmente, 20 plantas foram estudadas individualmente, aterrando um microtubo em areia esterilizada colocada em frasco SupelcoTM. Ao redor do microtubo, foram espalhadas quantidades diferentes de seus macerados. O frasco foi vedado para formação da câmara de gás. Três dias após, J2 de M. incognita foram injetados nos microtubos por uma seringa. Foram avaliadas a imobilidade dos J2 após 24 horas de exposição aos gases e mortalidade 48 horas após. As espécies de plantas que apresentaram maior toxicidade aos J2 foram selecionadas para estudos posteriores. Desta forma, as menores quantidades dos macerados das espécies Passiflora edulis, Nasturtium officinale e Cymbopogon nardus emitiram COVs que causaram altas imobilidades de J2. No entanto, apenas os COVs emitidos por C. nardus e Dysphania ambrosioides causaram mortalidades de M. incognita. A água destilada exposta aos COVs emitidos por C. nardus, D. ambrosioides e N. officinale por 3 dias causaram imobilidades significativas em J2, porém, somente os COVs emitidos por N. officinale causaram mortalidade significativa, quando comparados ao controle. Após a exposição dos J2 aos COVs emitidos pelas 4 espécies vegetais que mais destacaram-se, foi realizada a inoculação em tomateiros. Ocorreram redução no número de galhas e ovos após 45 dias da inoculação. Também foi observado redução no número de galhas e ovos em tomateiros, através do processo de biofumigação, utilizando-se os macerados das 4 espécies vegetais incorporados ao substrato inoculado com ovos de M. incognita. A análise por cromatografia gasosa revelou a presença de 85 moléculas emitidas por macerados das 4 espécies de plantas estudadas, sendo feita a seleção de 5 delas para testes de toxicidades, individualmente, a M. incognita. Somente 1-Octanol, identificada na emissão gasosa de N. officinale, apresentou atividade nematicida.
    .

  • JOYCE ALVES GOULART DA SILVA
  • INDUTORES DE RESISTÊNCIA E DEMAIS ASSOCIAÇÕES NO MANEJO DA FERRUGEM E CERCOSPORIOSE DO CAFEEIRO (Coffea arabica): ANÁLISES BIOQUÍMICAS E FISIOLÓGICAS

  • Data: 27/03/2018
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  • NÃO INFORMADO

  • PAUL ESTEBAN PHEREZ PERRONE
  • IMPACTOS DE TRATAMENTOS FOLIARES NA ABUNDÂNCIA DE BACTÉRIAS E FUNGOS DO FILOPLANO E SEU POTENCIAL NO CONTROLE DE Fusarium verticillioides EM MILHO

  • Orientador : FLAVIO HENRIQUE VASCONCELOS DE MEDEIROS
  • Data: 09/03/2018
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  • Nas regiões tropicais e subtropicais onde o milho é produzido têm se perdas quantitativas e qualitativas dos grãos associados ao fungo Fusarium verticillioides (Fv). Dentre as estratégias de manejo, o controle químico é a mais utilizada. Entretanto, estudos mostram vários produtos registrados para o controle do fungo não apresentando nenhum efeito na incidência do patógeno e redução de fumonisinas. O uso de agentes de bioncontrole (BCAs) pode amenizar ou reduzir este problema, atuando com diferentes mecanismos de ação ainda pouco estudados. O objetivo deste trabalho foi avaliar o impacto de diferentes tratamentos foliares na diversidade de fungos e bactérias do filoplano e seu potencial no controle de Fv em milho. A coleção microbiana foi obtida a partir de amostras do filoplano (folhas e espiga) de plantas de milho inoculadas com Fv e tratadas anteriormente em dois estágios fenológicos distintos (V9 e R1) com um fungicida - Azoxystrobin + Ciproconazole (Az), um agente de biocontrole - Bacillus subtilis (Bs) BIOUFLA2 e os tratamentos controle (agua e meio de cultura bacteriano YPD). Verificou-se que quando são feitas duas aplicações de Bs, a porcentagem de bactérias e fungos antagônicos nativos do filoplano contra Fv aumentou em 25 e 27,3% respectivamente. Entretanto, as duas aplicações do fungicida em diferentes estádios fenológicos no milho reduziu as comunidades de antagonistas (11,6 e 9%). Dos testes conduzidos no campo, foram selecionados e preservados 100 fungos e 140 bactérias. Sob condições controladas (in vitro) foi avaliada a incidência e severidade de Fv em grãos de milho canjica, inoculadas com os possíveis antagonistas sete dias antes do patógeno e simultaneamente. Trinta e quatro bactérias e treze fungos foram selecionados por terem atividade inibitória contra Fv, a maioria oriunda do tratamento exclusivo com Bs. Estes isolados foram avaliados para conhecer os mecanismos de ação envolvidos no biocontrole. A produção de antibióticos pelo método de confrontação direta contra patógeno e o índice de sobreposição do nicho (NOI) foram conduzidos para selecionar os melhores antagonistas no ensaio. Para visualização da interação em microscopia de varredura foram usados discos de 5 mm oriundos da zona de inibição entre os antagonistas e o patógeno, estes foram fixados em Karnovsky até processamento padrão para microscopia eletrônica de varredura. Foram obtidas e identificadas duas bactérias, (Bacillus amyloliquefaciens B45,2) e (Burkholderia gladioli B100) como produtoras de antibióticos e três fungos (Phomopsis sp F42, Epiococcum sp. F46 e Trichoderma sp F8) com evidencia de micoparasitismo e produção de metabolitos contra Fv. Deste isolados, F8, F46 e B100 competiram pelo espaço e os nutrientes no milho contra Fv. Os resultados comprovam o uso potencial de Bs no manejo integrado de Fv em campo, atuando na seleção, conservação e proliferação dos microrganismos antagônicos nativos da filosfera de milho. Assim, deve-se investigar o potencial destes isolados em campo, no tratamento de sementes ou em aplicações foliares no manejo de grãos ardidos. 

  • BÁRBARA ALVES DOS SANTOS CISCON
  • molecular identification, toxigenic potencial and effects of aspergillus associated to ben seeds

  • Orientador : JOSE DA CRUZ MACHADO
  • Data: 09/03/2018
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  • será inserido a posteriori

  • MARA ELISA SOARES DE OLIVEIRA
  • Genetic variability of Chrysoporthe spp. in Brazil.

  • Orientador : MARIA ALVES FERREIRA
  • Data: 08/03/2018
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  • Não informado

  • HUMBERSON ROCHA SILVA
  • Sistema de alerta e relação de variáveis ambientais com o progresso da mancha de phoma do cafeeiro.

  • Orientador : EDSON AMPELIO POZZA
  • Data: 07/03/2018
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  • Não informado

  • STÉFANNY ARAÚJO MARTINS
  • RESISTÊNCIA GENÉTICA E INDUÇÃO DE RESISTÊNCIA NO MANEJO DA MANCHA AUREOLADA E ISOLAMENTO DE FITOBACTERIAS.

  • Data: 07/03/2018
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  • NÃO DEFINIDO

  • STÉFANNY ARAÚJO MARTINS
  • RESISTÊNCIA GENÉTICA E INDUÇÃO DE RESISTÊNCIA NO MANEJO DA MANCHA AUREOLADA E ISOLAMENTO DE FITOBACTERIAS.

  • Data: 07/03/2018
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  • NÃO DEFINIDO

2017
Descrição
  • ALEXANDRE RIBEIRO MAIA DE RESENDE
  • FERTILIZANTES FOLIARES E REGULADOR DE CRESCIMENTO DA MANCHA AUREOLADA DO CAFEEIRO

  • Data: 30/08/2017
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  • NÃO INFORMADO

  • RENATA CRISTINA MARTINS PEREIRA
  • ELABORAÇÃO E VALIDAÇÃO DE ESCALA DIAGRAMÁTICA PARA FERRUGEM DA CANDEIA E PROGRESSO DA DOENÇA NO CAMPO

  • Data: 30/08/2017
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  • não informado

  • GISELLE BATISTA PINTO
  • RESERVAS LIPÍDICAS CORPORAIS EM Pratylenchus brachyurus E Meloidogyne incognita

  • Data: 31/05/2017
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  • NÃO DEFINIDO

2016
Descrição
  • LÍVIA PIMENTA TEIXEIRA
  • COMPOSTOS ORGÂNICOS VOLÁTEIS PRODUZIDOS POR FUNGOS ASSOCIADOS À MADEIRAS EM DECOMPOSIÇÃO E TÓXICOS A PATÓGENOS DE IMPORTÂNCIA FLORESTAL E AGRONÔMICA.

  • Data: 15/03/2016
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  • ND

2014
Descrição
  • GLAUCO ANTÔNIO TEIXEIRA
  • TRANSMISSIBILIDADE DE Magnaporthe oryzae POR SEMENTES DE TRIGO E DELEÇÃO E CARACTERIZAÇÃO DO GENE BIN1 DO PATÓGENO

  • Data: 31/03/2014
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  • .

  • LUANA PIERMANN
  • CONTROLE DO MOFO CINZENTO DA BEGÔNIA COM Bacillus spp., ÓLEO DE CAFÉ E SAIS.

  • Data: 26/02/2014
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  • NÃO INFORMADO

2013
Descrição
  • URSULA ABREU DA SILVA
  • EFEITOS E TRANSMISSÃO DE Amphobotrys ricini EM SEMENTES DE MAMONA.

  • Data: 26/02/2013
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  • Não informado

  • MARINA NUNES RONDON
  • CARACTERIZAÇÃO BIOLÓGICA E FILOGENIA MOLECULAR DOS AGENTES ETIOLÓGICOS DA RAMULOSE E ANTRACNOSE DO ALGODOEIRO.

  • Data: 01/02/2013
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  • Não informado

2011
Descrição
  • KÁTIA VIANA XAVIER
  • EXTRATOS DE CASCAS DE MARACUJÁ E DE LARANJA NA INDUÇÃO DE RESISTÊNCIA EM CAFEEIRO CONTRA A FERRUGEM E EM TOMATEIRO CONTRA MACHA BACTERIANA.

  • Data: 05/08/2011
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  • Não informado

2003
Descrição
  • ARNALDI EIKI MORI
  • PROPRIEDADES BIOLÓGICAS DO VÍRUS DA MANCHA ANULAR DO CAFEEIRO (Coffee ringspot virus - CoRSV) E CONTROLE DO SEU VETOR Brevipalpus phoenicis Gejiskes.

  • Data: 27/02/2003
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  • -

2001
Descrição
  • JULIANA MORAES BOLDINI
  • EPIDEMIOLOGIA DA FERRUGEM E DA CERCOSPORIOSE EM CAFEEIRO IRRIGADO E FERTIRRIGADO

  • Data: 14/11/2001
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  • N/C

  • NILZA DE LIMA PEREIRA SALES
  • MODELO PARA ESTUDO DA DIVERSIDADE GENÉTICA EM POPULAÇÕES NATURAIS DE PISOLITHUS SPP.

  • Data: 25/06/2001
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  • NÃO INFORMADO

2000
Descrição
  • MAURO JUNIOR NATALINO DA COSTA
  • FILTRADOS DE CULTURAS FÚNGICAS E EXTRATOS DE PLANTAS E DE ESTERCOS ANIMAIS, COM AÇÃO ANTAGONISTA A Meloidogyne ingognita (KOFOID & WHITE) CHITWOOD.

  • Data: 12/05/2000
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  • nÃO INFORMADO

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