Fenotipagem anatômica, morfo‑fisiológica e desempenho de genótipos de arroz de terras altas com aplicação de bioinsumos
Melhoramento genético, Oryza sativa L., sustentabilidade.
O arroz é um dos cereais mais produzidos e consumidos no mundo, sendo o principal alimento para mais da metade da população mundial. Sua importância tem destaque, principalmente, nos países em desenvolvimento, como o Brasil, desempenhando papel estratégico na esfera socioeconômica. O aumento na produção do cereal no país é de suma importância visando a segurança alimentar. O emprego de técnicas de manejo que proporcionem uma elevada expressão fenotípica, deve ser estudado, vislumbrando o aumento sustentável da produtividade de grãos. Com tal objetivo, visa-se investigar os efeitos de diferentes composições de bioinsumos, no desenvolvimento fenotípico, morfofisiológico e anatômico de genótipos elite de arroz de terras altas. Essas análises foram realizada em duas frentes: em campo (durante a safra e a safrinha) e em cultivo in vitro, utilizando o meio MS. O experimento foi conduzido na safra 2023\2024 2025/2026, no Centro de Desenvolvimento Científico e Tecnológico em Agropecuária e no laboratório de cultura de tecidos da UFLA, com quatro genótipos elite de arroz de terras altas, submetidos a aplicação de bioinsumos e diferentes dosagens, via solo e foliar, com 3 repetições e parcelas de 4 linhas de 3 metros em delineamento de blocos casualizados (DBC). No campo, os genótipos e bioinsumos não causaram variações significativas isoladamente. In Vitro, nos experimentos controlados, tanto o genótipo quanto os bioinsumos influenciaram significativamente o teor de clorofila. Isso indica que, sob condições específicas de laboratório, as formulações de bioinsumos foram eficazes em modular essa resposta fisiológica das plantas. Embora os bioinsumos não tenham afetado variáveis de campo isoladamente, houve interações significativas (G×B) em características anatômicas e de crescimento in vitro. O genótipo 'BRS Caçula' exibiu a maior plasticidade e resposta ao tratamento T7, alcançando as maiores médias de área e diâmetro anatômico. Já a 'BRS Esmeralda' atingiu seu ápice de expansão sob o tratamento T5. A 'BRS Caçula' respondeu melhor ao T5, maximizando a área radicular e o cilindro vascular. A 'BRS A502' teve seu melhor desempenho radicular (área e diâmetro) sob o tratamento T3. A 'BRS Caçula' apresentou o maior número médio de vasos de metaxilema. Entre os tratamentos, o T3 e o T5 foram os que mais promoveram o aumento desses vasos condutores. O genótipo 'CMG1590' demonstrou maior consistência anatômica e homeostase, sendo menos afetado pelas variações dos tratamentos. A 'BRS Caçula' foi o material que demonstrou a maior amplitude de resposta (plasticidade) aos estímulos dos bioinsumos. As formulações testadas modularam eficazmente a massa fresca (parte aérea e raiz), a massa seca da raiz e o comprimento radicular. BRS Esmeralda destacou-se como o material mais responsivo em termos de biomassa da parte aérea sob o tratamento T5, alcançando os maiores valores numéricos para Massa Fresca (0,3400 g) e Massa Seca (0,0565 g). CMG1590 apresentou excelente resposta ao tratamento T7 para massa fresca da parte aérea (0,3479 g) e ao T6 para o comprimento da raiz, atingindo 8,90 cm. BRS Caçula e BRS A502 demonstraram alta estabilidade (pouca variação) para a massa fresca da parte aérea, mantendo valores constantes independentemente do bioinsumo aplicado.