PLASTICIDADE FENOTÍPICA DE LINHAGENS ELITE DE ARROZ DE TERRAS ALTAS: UMA CONTRIBUIÇÃO INTERCONTINENTAL PARA A SEGURANÇA ALIMENTAR
Oryza sativa L., melhoramento genético, adaptabilidade e estabilidade fenotípica.
A insegurança alimentar global afeta milhões de indivíduos, tornando o arroz um pilar
fundamental da dieta mundial. Nesse cenário, o cultivo de terras altas surge como alternativa
promissora para expandir a produção sustentável em áreas com menor disponibilidade de
recursos. Visando impulsionar esse sistema, avaliou-se o desempenho de 11 linhagens elite do
Programa de Melhoramento Genético de Arroz de Terras Altas da Universidade Federal de
Lavras, em ensaios de VCU conduzidos nas safras 2024/2025 e 2025/2026, no Brasil e em
Angola. No Brasil, os experimentos ocorreram em Minas Gerais para fins de fortalecimento
da cultura e recomendação regional. Em Angola, testou-se a plasticidade fenotípica nas
províncias de Huíla, Uíge e Malanje, cujas condições edafoclimáticas assemelham-se às
mineiras, com intuito de introduzir o germoplasma elite para maior segurança alimentar no
país. O delineamento utilizado foi em blocos casualizados, com três repetições e parcelas de
cinco linhas de quatro metros. Avaliaram-se a produtividade de grãos, o número de dias para o
florescimento, a altura de plantas e a severidade de doenças foliares. Os dados foram
submetidos às análises de variância individuais e conjuntas no software R. A seleção de
linhagens promissoras para múltiplos ambientes e características baseou-se na análise de
fatores, enquanto a similaridade ambiental foi estimada pelo coeficiente de Pearson e pela
decomposição complexa da interação linhagem × ambiente, pelo software Genes. Detectou-se
interação significativa para todas as variáveis em ambos países e concluiu-se que as linhagens
6, 7 e 8 apresentaram a maior plasticidade fenotípica nos dois países estudados.