Patogenicidade de isolados de Fusarium spp ao cafeeiro e sua relação nitrogênio e temperatura
Fusarium spp., Coffea arabica; Coffea canephora; inoculação; patogenicidade; sintomatologia.
No Brasil, as espécies Coffea arabica e C. canephora exercem impacto econômico de grande magnitude. As doenças fúngicas representam um dos principais fatores limitantes à cafeicultura. Recentemente, isolados de Fusarium foram identificados associados ao sintoma de Murcha de Fusarium em C. canephora, relatada nas principais regiões produtoras da espécie no Brasil. Entretanto, ainda há inconsistências quanto ao agente causal dos sintomas. Diante disso, o presente estudo objetivou avaliar, por meio de testes de patogenicidade, se o Fusarium está associado aos sintomas observados. Serão utilizados quatro isolados, obtidos de plantas de café arábica e canephora em diferentes regiões do país. Os isolados estão depositados na Coleção Micológica de Lavras, com os números de acesso: CML90; CML 4471; CML 4472 e CML 4473. O inóculo foi preparado em Meio Malte 2% e ajustado para 2,5× 106 esporos/mL−1. Adotou-se o delineamento em blocos ao acaso, em esquema fatorial (4 × 3 × 2), correspondendo a quatro isolados de Fusarium spp., três métodos de inoculação (disco micelial contendo o patógeno, aspersão de suspensão de esporos e aspersão com água destilada sem esporos) e dois níveis de ferimento (com e sem corte), totalizando 24 tratamentos e cinco repetições, totalizando 120 plantas da cv. Mundo Novo IAC 379-19. Os tratamentos com disco de micélio foram conduzidos com ferimento, em virtude da necessidade de inserção do disco no tecido vegetal. Foi realizada adubação nitrogenada em cobertura, com dose de 5 gramas de ureia por planta, diluída em 12 litros de água, aplicando-se 100 ml por planta, nos intervalos de cinco dias, total de 3 aplicações, a inoculação coincidiu com a última aplicação. Os experimentos foram realizados duas vezes. Para verificar se há diferença entre os experimentos, será realizado a análise conjunta dos dados. Para a avaliação da patogenicidade, serão observadas a presença ou ausência de sintomas, o isolamento do agente causal, identificação morfológica do patógeno e a confirmação molecular dos reisolados obtidos a partir dos tecidos infectados. Os dados obtidos serão submetidos aos testes de Shapiro-Wilk e Bartlett (p>0,05) para verificar pressupostos da análise de variância. Se confirmados os pressupostos F (p>0,05), caso significativo as variáveis qualitativas os dados serão submetidos ao teste Scott-Knott (p<0,05). As variáveis quantitativas serão avaliadas por regressão linear e não linear. As análises estatísticas serão realizadas no software R v. 4.2.2.