INFLUÊNCIA DOS AMBIENTES E DOS GENÓTIPOS NAS TAXAS DE INDUÇÃO DE HAPLOIDIA EM MILHO.
Palavras-chave: Zea mays L. Híbrido, Melhoramento Genético.
O milho (Zea mays L.) consiste em um dos cereais mais cultivados no Brasil, com predominância de cultivares híbridas. A técnica de duplo-haploide revoluciona o melhoramento de milho ao reduzir significativamente o tempo necessário para alcançar a homozigose genética na obtenção de linhagens endogâmicas, destinadas à posterior formação de híbridos. Quando células haploides passam com sucesso pela duplicação cromossômica, seja de forma natural ou induzida, geram um genótipo duplo-haploide. Atualmente, existem diversos métodos de obtenção de milho duplo-haploide, que, de modo geral, seguem quatro etapas principais: indução do genótipo fonte; identificação de haploides; duplicação cromossômica nos haploides; e obtenção de sementes das linhagens duplo-haploides. Variáveis ambientais constituem fatores relevantes que influenciam o processo, sendo a altitude um fator importante, pois exerce efeito direto sobre a temperatura, afetando a fotossíntese e a respiração. De maneira geral, o milho cultivado em locais mais elevados apresenta aumento de produtividade, a depender da adaptabilidade do genótipo. Assim, a hipótese deste trabalho estabelece que diferenças de altitude nos locais de obtenção de duplo-haploides influenciam significativamente as taxas de indução de haploidia, afetando a eficiência do processo. Objetiva-se, portanto, avaliar a influência da altitude, das safras, dos indutores e dos genótipos sobre as taxas de indução de haploides em milho. Para verificar tais pressupostos, quatro genótipos de milho, de diferentes texturas e tipos de grãos, serão induzidos, sendo os campos conduzidos em Cristalina (GO) e Porto Nacional (TO), em distintas altitudes e nas condições de safra e safrinha. A separação de sementes haploides e diploides será realizada com base em marcadores morfológicos. Quanto aos resultados, observou-se variação significativa entre ambientes, com médias variando de 1,59% a 4,19% e maior amplitude em Porto2 (52,10%). A média geral será de 2,77%, com ampla variação (0,00–52,10%). Os efeitos de local, época, origem e tipo de indutor serão significativos (p < 0,001), destacando-se a época como principal fonte de variação, evidenciando forte influência ambiental e interação G×A na taxa de indução haploide. Indutores de origem CIMMYT e do tipo híbrido apresentarão maiores médias de indução em comparação aos da Inova e às linhagens. O ambiente Porto2 e a 2ª safra apresentarão os maiores desempenhos médios, confirmando a superioridade dessas condições para a eficiência do processo.