MANEJO DE PASTAGENS COMO ESTRATÉGIA SUSTENTÁVEL NA BOVINOCULTURA LEITEIRA: ESTUDO DE CASO NO VALE DO SÃO LOURENÇO
A pecuária leiteira representa um dos segmentos mais importantes da agropecuária brasileira, tanto pelo seu peso econômico quanto pelo seu papel social. Responsável por gerar emprego, renda e garantir segurança alimentar, a atividade ocupa lugar de destaque especialmente na agricultura familiar, que responde por parcela significativa da produção nacional. Em Mato Grosso, os dados do Sistema Estadual Integrado de Agricultura Familiar (SEIAF), divulgados pela Secretaria de Agricultura Familiar em 2024, revelaram que a pecuária leiteira é a atividade mais relevante e desenvolvida nesse setor, abrangendo 141 municípios do estado (AMM, 2024).
Apesar de sua importância, a bovinocultura leiteira enfrenta desafios relacionados à baixa produtividade, à degradação das pastagens e à necessidade de adequação a práticas ambientalmente sustentáveis. Em um cenário global de mudanças climáticas, torna-se cada vez mais urgente o alinhamento da produção leiteira com estratégias de mitigação das emissões de gases de efeito estufa (GEE). Nesse contexto, o manejo adequado das pastagens desponta como ferramenta estratégica, pois contribui não apenas para o aumento da eficiência produtiva, mas também para a conservação dos recursos naturais e a redução da pressão por abertura de novas áreas.
Este trabalho busca contribuir no diagnóstico e ao planejamento de melhorias no manejo de pastagens e na produção de leite em propriedades familiares localizadas nos municípios de Jaciara, São Pedro da Cipa, Juscimeira e Dom Aquino. A utilização dessas ferramentas, simples e adaptáveis, permite gerar diagnósticos precisos e planos de ação objetivos, capazes de orientar produtores em direção a sistemas produtivos mais eficientes e ambientalmente responsáveis. Ao propor práticas que conciliam produtividade e sustentabilidade, este estudo converge plenamente com os objetivos do Projeto Rural Sustentável (PRS), reforçando a conservação da biodiversidade, a mitigação de GEE e a valorização do produtor rural como protagonista da sustentabilidade ambiental.