Desenvolvimento de um Índice para Classificação de Gramíneas Tropicais: Uma Ferramenta para Avaliação DA Sustentabilidade de Pastagens
Classificação, Sustentabilidade, Pastagens, Valor nutritivo
A ausência de um modelo nacional padronizado para a classificação de pastagens de gramíneas tropicais compromete a valorização dos recursos forrageiros na propriedade e limita a adoção de práticas sustentáveis. Este estudo propõe a geração de um modelo de classificação de pastagens com base em variáveis qualitativas obtidas em capins tropicais cultivados em pastagens no Brasil. Para gerar o modelo de classificação foram utilizadas variáveis químico/bromatológicos de fácil aquisição em análises de rotina de laboratórios comerciais ou de pesquisa como Fibra em Detergente Neutro (FDN), Fibra em Detergente Ácido (FDA), Proteína Bruta (PB), Digestibilidade In Vitro da Matéria Seca (DIVMS) e Lignina (LIG) além de variáveis inter-relacionadas calculadas. Mais de 4000 amostras de forragens de clima tropical cultivadas em diferentes condições de manejo e adubação, foram utilizadas para desenvolvimento de um modelo de classificação baseado no desvio padrão da média. Quatro níveis de classificação das pastagens foram definidos (Pastagens Suprema, Boa, Inferior e Ruim) com base no valor nutricional indiretamente relacionado aos manejos realizados nas propriedades. Cinco índices foram definidos de acordo com a importância de cada nutriente na classificação das amostras, maiores ou menores pesos atribuídos à Proteína, à fragilidade da Fibra e à digestibilidade da Fibra. A geração do modelo possibilitou a classificação das amostras de forragem tornando a ferramenta acessível e factível de uso para a definição do estado nutricional e indiretamente a sustentabilidade das plantas forrageiras nas pastagens. Os cinco índices gerados permitem a classificação das amostras de acordo com o objetivo de uso das plantas nas dietas e na seleção de cultivares. A classificação permitirá ainda fomentar programas de certificação e rastreabilidade, valorizando a produção de carne e leite em sistemas ambientalmente responsáveis. Conclui-se que a metodologia utilizada para tipificação permite separar as condições de manejo mais ligados à sustentabilidade, subsidiando tomadas de decisão de manejo e classificando as pastagens de acordo com níveis de sustentabilidade.