FAZENDAS LEITEIRAS COM MAIOR EFICIÊNCIA ZOOTÉCNICA E ECONÔMICA APRESENTAM MENOR INTENSIDADE DE EMISSÕES DE GASES DE EFEITO ESTUFA
Metano, Pegada de Carbono, Pecuária Leiteira
Este estudo teve como objetivo avaliar [DC1] a relação entre a emissão de gases de efeito estufa, eficiência produtiva e o desempenho econômico de propriedades leiteiras localizadas no Centro-Oeste de Minas Gerais. A pesquisa foi conduzida in loco em unidades produtivas com acompanhamento técnico e gerencial prévio mínimo de 12 meses. A pegada de carbono foi mensurada por meio da ferramenta PecCalc (ESGpec), sendo os dados de emissão cruzados com indicadores zootécnicos (produção diária por vaca, proporção de vacas em lactação e produtividade por área) e indicadores econômicos (margem bruta, líquida e lucratividade). Os resultados revelaram uma intensidade média de emissão de 1,52 kg CO₂e/L de leite. Constatou que a produção de alimentos e o manejo de pastagens representaram a maior porcentagem de emissão (48,2%), superando o metano entérico (43,4%). A análise estatística evidenciou uma correlação negativa entre a emissão por litro e a lucratividade, comprovando que a eficiência técnica e o sucesso financeiro atuam de forma associada na atenuação climática por litro de leite produzido. No entanto, observou-se uma dualidade territorial, em que a intensificação necessária para aumentar a lucratividade exigiu maiores taxas de lotação, resultando no incremento das emissões absolutas por hectare. Alinhado às diretrizes do Projeto Rural Sustentável – Cerrado e do Plano ABC+, o trabalho permite concluir que propriedades mais eficientes conseguem produzir leite com menor impacto ambiental e maior lucro. Entretanto, cuidados extras como o manejo da terra ainda são necessários para garantir que a produção continue sustentável no futuro.